A candidatura Wilson Santos está por um fio; embora correligionários digam que não… O tempo vai dizer quem tem razão

O ex-prefeito Wilson Santos está com a sua candidatura ao governo por um fio. Entrou com um pedido de liminar e o juiz da 37ª Zona Eleitoral Paulo de Toledo Ribeiro Junior negou o pedido de emissão de recibo de quitação eleitoral, documento essencial para que o candidato possa fazer o competente registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

O advogado Flávio Ferreira, porta-voz da equipe jurídica da coligação “Jonas Pinheiro”, depois da divulgação do indeferimento, disse que o resultado “era esperado”, querendo dizer com isso que entraram apenas para cumprir o estabelecido e agora vai se recorrer ao plenário do TER e depois aos tribunais em Brasília.

Aí é que mora o perigo. Assim como uma dessas instâncias podem aceitar o pedido da Coligação de Wilson Santos, o Ministério Público vai recorrer contra; como também manter a decisão e o ex-prefeito ter que recorrer até as últimas e – como se sabe – quando a gente está atrás o tempo passa (misteriosamente) mais depressa e os erros mais fácil de serem cometidos.

Tem pessoas que acham que o candidato Wilson Santos errou ao renunciar ao posto de prefeito sem ter resolvido essa demanda. A renúncia, tendo essa pendência, pode ser interpretada como uma afronta ao Judiciário, ao código legislativo, tipo: “deixa que eu resolvo depois”. Esse depois eu resolvo – nem sempre, mas pode sair pela culatra, como está parecendo.

Lógico, os correligionários de Santos estão confiantes que tudo vai dar certo, mesmo porque já planejaram o segundo semestre em função da campanha eleitoral. Mas existe uma parte da população, em oração, pede que ele não obtenha sucesso que fique fora do processo eleitoral. São coisas que acontecem.

Os mais céticos, contudo, que não acreditam em torcida ou oração, vão dizer que o que vale é a competência jurídica, de ambas as partes, mas uma deve superar a outra. Wilson Santos pode até ter sua candidatura validada, mas o desgaste está sendo muito grande e a pecha de ficha suja pode ser falta.

><>Disse que nessa fase não falaria de política neste blog, mas não consegui resistir.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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