A crise brasileira fomentada para justificar o impeachment agora se instalou e o cenário econômico mato-grossense se agrava ainda mais

Com projeção econômica em baixa, austeridade deve aumentar em Mato Grosso

Por Euziany Teodoro – O Governo Federal publicou o balanço financeiro do mês de agosto, confirmando que o cenário econômico é o pior dos últimos anos e deve continuar em recessão. Segundo o levantamento, a arrecadação teve queda real de 10,12% se comparado a agosto de 2015. No total, a União recolheu R$ 91,8 bilhões em 2016, contra R$ 102,2 bilhões em agosto do ano passado.

Para o secretário de Planejamento de Mato Grosso, Gustavo de Oliveira, um cenário que já estava ruim, deve piorar. “Infelizmente as projeções não são boas. O Governo Federal prevê que a economia só comece a se recuperar em 2019 e isso atinge diretamente a economia de todos os estados, especialmente Mato Grosso”, afirmou.

O Executivo Estadual já implantou várias ações para conter as despesas e a contenção deve ficar ainda mais rigorosa, de acordo com o secretário. “Teremos que intensificar a redução de custos, postergar os gastos com tudo o que não for emergencial ou essencial e termos um rigor ainda maior com este controle.”

O governador Pedro Taques e a equipe econômica do governo estadual tem ido frequentemente à Brasília em busca de recursos da União a fim de recuperar a capacidade de investimento, que este ano ficou em média de 4% da receita líquida do Executivo. No entanto, as dificuldades devem aumentar.

“Se a arrecadação federal está em queda, a probabilidade é que tenhamos linhas de crédito restritas, dificuldades para conseguir convênios e empréstimos. Ou seja, além da nossa baixíssima capacidade de investir, ainda teremos mais dificuldades para apoio do Governo Federal.”

Aumento das despesas Por conta da crise econômica nacional, diminuição dos repasses federais e pagamento da oitava parcela da dívida dolarizada, o Governo de Mato Grosso anunciou na semana passada que pagará no próximo dia 30 o salário do mês de setembro a 90% dos servidores do Poder Executivo. Os outros 10% serão pagos até o dia 10 de outubro, conforme prevê a Constituição Estadual.

Dentro do mês serão pagos os servidores que recebem até R$ 6 mil líquidos e os que recebem acima desse valor receberão até o dia 10. O 13º salário dos servidores efetivos que fazem aniversário no mês de setembro será quitado até o dia 15 de outubro.

Para regularizar o calendário de pagamento o governador Pedro Taques cobra da União o repasse de cerca de R$ 420 milhões referentes ao Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX). Do total, 25% serão repassados as prefeituras dos 141 municípios de Mato Grosso. O valor é uma compensação pelo imposto que o Estado deixa de cobrar por produtos in natura produzidos em Mato Grosso e destinado à exportação. A isenção do imposto e a compensação pela não cobrança estão previstas na Lei Kandir.

><>Meu Peixe está aqui refletindo.

A crise foi criada e embalada por Eduardo Cunha e que depois aceitou o pedido de impeachment, que não existia crime de responsabilidade para tal – inclusive o governador José Pedro Taques – no entanto seguiram em frente.

Agora, com queda da arrecadação se acelerando, abaixo das previsões e da meta do déficit fiscal, Mato Grosso é engolfado ainda mais tsunami que se anuncia…

José Pedro Taques, segundo Meu Peixe, deve explicações sobre o quadro atual e dizer se tinha ou não ideia do quadro futuro quando apoiou o golpe para a derrubada da presidenta legitimamente eleita por mais de 54,5 milhões de votos.

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Namarra

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