A Minha Língua– uma imitação de soneto de João Bosquo

A minha língua, até aonde eu saiba,
É a mesma língua falada por minha mãe…
Foi ela que me ensinou “benção, mãe”
E diuturnamente respondia “Deus te abençoe”

Depois, mais tarde, outras línguas
Dos guris da Rua da Fé, Travessa Dão Bosco
Campo D’ourique das peladas e soltar pandorgas

A primeira língua estranha foi da Escola
Que juntava letras sinais, ditos fonemas,
E alfabetizava todo mundo, menos Dora…

A língua é viva: ela se move bem devagar
Se moldado ao jeito de ser de um povo
De muita gente que se junta pra ser povo…
E gramáticas lutam pra que ela se imobilize.

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