A poesia está aqui, poema de João Bosquo

A poesia saiu da lata do computador
Meio que sorrateira, meio que no meio da tela
Meio que sem inspiração, porém autêntica
Sem medo de ir até ao cartório validador.

A poesia está na internet, na rede de balançar
Na sala de estar, no meio do caminho
Lendo, que na hora se lê, Carlos Drummond
E todos os Manueis: Bandeira, de Barros
Que falam Recifes e Pantanais.

A poesia está  meio que de prosa
não nega conversa com adjuntos, verbos
cubos e, mais ainda, com a sólida poesia
de Vlademir que se processa assim-sim

A poesia está na lixeira de Dicke
nos minerais de Silva Freire
nos rios e nas gentes – todas as gentes –
No fim de tarde, aqui mesmo, em Cuiabá.

><>Tá parecendo coisa de Dorival Caymmi: ano passado escrevi o poema – não lembro onde – e arquivei no ‘docs’ do Google e hoje, justamente hoje, abro o docs e vejo lá o poema e me vem os versos que precisavam para finalizar.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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