A Tese é perfeita, mas a prática jornalística é a de manipular

Acho perfeita essa tese jornalística, “a essência do jornalismo é informar,” só que ela no Brasil raramente é posta em prática… Li um material dum jornal alemão, pela tradução do Google mesmo, fazendo um balanço (balanço mesmo) do Governo LULA e no qual fala de tudo, tudo mesmo, da prática do caixa 2 (dito, mensalão), da fusão da BrT-OI, dos petistas que saíram do partido por conta de algumas dessas práticas condenáveis, mas falou também do bolsa família (sua origem com dona Ruth Cardoso) e dos enormes, imensos processos de transformação da classe miserável e indigentes em pobres e de pobres em classe média, que repercute até hoje… Não me diga que esses 10 mil “bandos de loucos” foram ao Japão só porque são ‘loucos’, não. Foram porque o Brasil passa por esse processo iniciado com o Governo Lula. Pena que perdi o link dessa matéria.

Nós brasileiros temos vários defeitos, como todos os povos do mundo, mas um deles é horrível, maior que tudo, que é o complexo de vira-lata. Aquele que diz que nós não conseguimos fazer coisa que presta, não tem nenhum prêmio Nobel e só temos políticos corruptos, que o SUS não funciona, o metrô só anda superlotado e isso vem desde o descobrimento há mais de 500 anos (que é uma mentira deslavada)…

Algumas pessoas, que mal sabem pegar na caneta, e tem o pomposo título de dr., jornalista, professor etc., costumam escrever (e dizer abertamente na informalidade) que o brasileiro ainda não sabe votar, que o brasileiro vende seu voto por um quilo de arroz, uma sandália havaiana, que o brasileiro é isso, o brasileiro é aquilo, e se exclui, como se ele fosse o único que SABE, e não tem a humildade de dizer “NÓS brasileiros somos…”.

Os políticos corruptos não são uma entidade “fantasmagórica” que surgiu do nada e se apossaram do poder e, enquanto EU aqui sozinho continuou impoluto, incorruptível… Será mesmo??? Será que estou fazendo jus ao meu salário de professor? Ou costumo proceder como: “O Governo faz que me paga e EU faço que ensino”, alguns já perderam a vergonha na cara e dizem isso abertamente em reuniões familiares.

Clóvis Luz, professor e servidor público, em artigo no Observatório da Imprensa, é um exemplo típico ao afirmar que o Governo Lula realizou foi “maximização de alguns benefícios, como a transferência de renda, a partir de bolsas, herdados do governo anterior, os quais possibilitaram a superficial alteração na base da pirâmide social, tirando de súbito milhões de pessoas da linha da miséria” e que agora, depois de deixar o poder “o ex-presidente precisa prestar contas ao povo brasileiro diante de tão graves acusações”.

Lula não tem que prestar contas coisa nenhuma. Quem vai julgar, assim como o PSDB foi julgado depois de oito anos na presidência da República, é o povo por meio das urnas, no voto. Esse é o jogo democrático.

O que a rede Globo, Folha de São Paulo e VEJA, dentro de suas tradições, vem fazendo não é jornalismo, mas campanha eleitoral. Não sejamos ingênuos. É campanha como fez quando da eleição de Fernando Collor. E em seguida, quando Collor contrariou os interesses desses mesmos segmentos, foi deposto por causa de uma ELBA. No governo de FHC – conforme está gravado – o presidente do Banco do Brasil (nem lembro) e do BNDES, um vira e fala pro outro: “chegamos no limite de nossa irresponsabilidade” e nada aconteceu.

Essa imprensa, que sempre se aliou aos setores mais conservadores da nossa sociedade, é sim golpista. É da tradição dela, está nos genes… Outro dia fiquei imaginado, só por imaginar, que o novo Magalhães Pinto de hoje é o ministro Joaquim Barbosa, achando que vai assumir o poder. Será???

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