A turma da botina estaria se rearticulando com vistas ao Paiaguás, já em 2018

Com raríssimas – e bota raríssima nisso – aquele que usufruiu o poder sempre pensa em usufruir novamente.

Assim é a humanidade. Assim também é a turma da botina que comandou o poder executivo por oito anos incompletos, entre primeiro de janeiro de 2003 e 31 de março de 2010, quando Blairo Maggi foi governador eleito e reeleito e renunciou para disputar o Senado.

Meu Peixe, em suas conversas de bastidores, ficou sabendo que a turma da botina está tentando se reaglutinar sob a ‘liderança’ do ministro Blairo Maggi, que inclusive já manifestou o ‘desejo’ de disputar a presidência da República, como candidato da direita desde que reúna três ou quatro partidos – entre eles o PMDB – por questão de tempo na TV.

O poder econômico – agronegócio, bancos e parte da indústria que sobreviver à Lava-jato – já teria manifestado na surdina a disposição de financiar essa candidatura.

Em nível nacional –digamos– é parte de um sonho. Se der certo, ótimo. Se não der, amém.

A estratégia está sendo formatada é com vistas a retomada do Palácio Paiaguás, agora em 2108, com candidato próprio, autêntico do agronegócio e que não traia o combinado.

Só que ninguém comenta qual seria esse nome.

Mauro Mendes? Não!, segundo a fonte de Meu Peixe. O nome de Mauro Mendes está sendo trabalhado para o Senado.

Carlos Fávaro? Arrisco. Nome que não opinião deste blogueiro teria alguma chance, levando-se em conta que Mato Grosso desde a democratização não elegeu até agora ninguém com mais de 50 anos.

Como gostava de dizer BM em sua primeira campanha: “Paradigmas são para serem quebrados”.

Esse ‘paradigma’ permanece desde 15 de novembro de 1982, quando da eleição do jovem Júlio Campos, contra Padre Pombo, numa das eleições mais disputadas.

Segundo a fonte de Meu Peixe, o vice-governador Carlos Fávaro teria tentado alçar um voo solo, mas teria sido (o tempo do verbo é esse, futuro do passado composto) enquadrado por Maggi.

Meu Peixe, porém, não deixa por menos. Ele lembra que o senador Maggi tentou articular a candidatura de Chico Daltro ao governo, numa reeleição como aconteceu com Silval Barbosa, mas não deu certo, numa prova de sua incapacidade de amarrar as pontas.

PS.: Outro nome lembrado por Meu Peixe é o de Lúdio Cabral, que estará com 47 anos. Como gostava de lembrar a saudosa Professora Isabel Campos: “O eleitor se arrepende e vota na eleição seguinte pra recompensar”. O que tem eleitor, que voltou em José Pedro Taques arrependido, arrependido…

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