Entre aspas: Wellington Fagundes, rumo ao Paiaguás, dá as primeiras estocadas em Pedro Taques

Abre aspas: Sectário e maniqueísta. Até então, na imprensa, nenhum político havia dispensado tais adjetivos ao governador tucano Pedro Taques. Wellington Fagundes o fez nesta entrevista rompendo a imaginária barreira da blindagem a Taques, que o mantinha fora do alcance das críticas ácidas. Com seu posicionamento o senador republicano sacramenta seu caminho rumo às eleições de 2018, mas o faz cautelosamente sem admitir que disputará o governo e até mesmo sem firmar posição sobre candidatura majoritária do PR. Com uma frase que também pode ser de efeito diz, “não fazemos oposição a Mato Grosso; nossa oposição é ao Pedro (Taques)”.  Fecha aspas.

><>Meu Peixe ao término da leitura da entrevista que  o jornalista Eduardo “Brigadeiro” Gomes,  do Diário de Cuiabá, fez com o senador Wellington Fagundes, não teve dúvidas: “É candidatíssimo ao Paiaguás, não tenho dúvidas. Agora precisa combinar com o eleitor”, analisou ao seu estilo.

O senador WF foi contundente ao dizer que não faz oposição ao estado, mas ao govenador. Só isso já é suficiente para ganhar a simpatia de parcela do funcionalismo público, segundo Meu Peixe.

Na outra mão lembrou a falta de tato do governador que insiste em ser republicano enquanto a política tupiniquim não tem um mínimo traço de republicanismo.

O senador cita que José Pedro Taques, assim como ele, apesar de não lardear tanto, foi a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff e agora faz crítica ao governo michel temer, como se tivesse obrigação de concordar com toda essa incompetência do Henrique Meirelles – isso sem falar na bandalheira – para “ser parceiro”.

O que disse o senador: “Pior é que ele (Taques) não quer parceiros. Ele achava que o governo da presidente Dilma era ruim e agora critica o governo do presidente Temer. Isso fecha as portas para o nosso estado”.

Se Taques não quer se dobrar a essa prática, vamos dar um crédito a ele, pois não se deve apoiar o malfeito alheio apenas para obter vantagens.

Como não se ‘dobrou’ frente à presidenta Dilma Rousseff, que em 4 de março, em reunião dos governadore no Palácio Paiaguás – numa total falta de elegância pessoal e política – contestou a presidenta quando ela fazia uma defesa do ex-presidente  Lula, que tinha sido conduzido coercitivamente a mando do juiz Sérgio Moro. (Condução coercitiva essa que o mundo jurídico e o ministro Marco Aurélio repudiam).

Pior, nessa mesma reunião ele, Pedro Taques, lembrou à presidente que fora um dos signatários da representação contra a presidenta, quando era senador pelo PDT, embora o partido fosse da base aliada.

Segundo Meu Peixe, consta que a ex-presidenta Dilma Rousseff, após ser enquadrada pelo governador, pela primeira vez fugiu do seu estilo republicano e mandou suspender ou cancelar todos os contratos, convênios assinados com Mato Grosso.

Consta que Taques acreditava que qualquer retaliação do governo federal, seria revertida no novo governo e esses contratos fossem retomados.

Qual o que, a ‘nova’ política econômica de temer/Meirelles, porém, se vê agora é de contenção de gastos para sobrar mais $$$ para pagamento dos juros ao clube dos bancos e rentistas que cansam de sugar os cofres públicos. O FEX, por exemplo, já está virando um lenda urbana.

O senador WF tem razão quanto ao estilo Pedro Taques de se relacionar politicamente, mas comete uma injustiça ao dizer que “Não se governa com o fígado”, pois ele também faz política ao molho. O senador fez questão de coordenar no segundo turno do candidato Emanuel Pinheiro e mandou ‘vazar’ a gravação na qual o candidato tucano, então no PMDB de Carlos Bezerra, o chamou de viado, para lembrar ao Galinho que algumas coisas não se esquecem.

A entrevista com o Brigadeiro é futurista. Não fala quase nada do passado. Esquece-se que WF fora eleito senador na mesma coligação da ex-presidenta e depois foi líder do governo no Senado e mesmo assim votou pelo seu impeachment e sendo que não fora eleito para isso… Agora se cala profundamente sobre as aberrações desse governo que quer congelar os investimentos na saúde e educação por 20 anos.

Para quê mesmo que Wellington Fagundes quer ser candidato a governador? Fica a pergunta.

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