Agora estamos sem Maria Clara Migliácio, por João Carlos Vicente Ferreira

Morre Maria Clara Migliácio

A arquiteta, urbanista e arqueóloga Maria Clara Migliácio, nascida em Jacarezinho, no Estado do Paraná e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, faleceu na tarde de ontem, dia 6 de agosto de 2017, em Brasília, Distrito Federal, onde desempenhava importante função no Iphan.

A trajetória de Caia Migliácio, como era conhecida por amigos e colegas de trabalho, começou no Iphan, em 1989; “…me fez abraçar o patrimônio arqueológico como objeto a demandar maiores atenções por parte da instituição, já que naquela época apenas seis técnicos da Casa eram responsáveis pela gestão do patrimônio arqueológico de todo o Brasil”. A arqueologia era a paixão maior de sua vida, tendo-se destacado em atividades nessa área em Mato Grosso, quando alçou vôos maiores e foi convidada a exercer cargo de direção, em Brasília, sede do Iphan.

Caia possuía graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1981), mestrado em Ciências (Arqueologia) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (2000), doutorado em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (2006). Servidora federal (Iphan/MinC). Professora universitária. Foi Diretora do Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional CNA/ Iphan/ MinC de 2009 a 2012 , onde atuou, em âmbito nacional, na gestão do patrimônio arqueológico brasileiro desenvolvendo políticas, programas e ações para a sua proteção, conhecimento e socialização.

Na área da atividade pública desenvolveu propostas para o aprimoramento da gestão do patrimônio arqueológico no âmbito do licenciamento ambiental; para a aplicação da arqueologia pública participativa em contextos que envolvem populações indígenas, quilombolas e tradicionais; para o estabelecimento de normas e critérios para o desenvolvimento da pesquisa arqueológica em bens culturais do período histórico e em bens culturais em meio subaquático; para o acautelamento de bens culturais edificados e sítios arqueológicos por meio do instrumento do tombamento.
Na área da pesquisa acadêmica desenvolveu trabalhos especializados em contextos arqueológicos de grupos ceramistas. Como professora ministrou disciplinas em cursos de graduação e pós-graduação em suas áreas de formação e em áreas com as quais mantém interfaces.

Maria Clara criou, em Cuiabá, o Instituto do Homem Brasileiro, voltado à preservação e difusão de bens arqueológicos do país.

Por sua dedicação à causa arqueológica no Brasil, pelos seus feitos e projetos desenvolvidos e alguns em pleno desenvolvimento, vai fazer muita falta.

Fonte: Facebook

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1 Resultado

  1. Olga disse:

    Que belas marcas!