Amanheceu mais um dia de luta e desafios – Telma Ribeiro Preza

DESABAFOAmanheceu mais um dia de luta e desafios. Como costumamos dizer lá na Santa Casa, matamos um touro a unha todos…

Publicado por Telma Ribeiro Preza em Terça-feira, 13 de março de 2018

DESABAFO
Amanheceu mais um dia de luta e desafios. Como costumamos dizer lá na Santa Casa, matamos um touro a unha todos os dias, se deixarmos para amanhã, serão dois ou mais… Acordei com uma estranha sensação de tristeza, pois para mim é incompreensível, que tratem a saúde como um jogo de forças ou moeda de troca.
Onde está o planejamento necessário para atender a população que precisa de atendimento à saúde pela rede pública? Quais os serviços públicos de saúde estão em funcionamento de conformidade com a real necessidade do estado?
A certeza que todos temos é que a rede estadual de saúde pública está destroçada, inoperante e seus usuários à mercê da sorte.
Os hospitais filantrópicos estão lutando arduamente para continuar mantendo atendimento digno e humano à população, todavia, não sei se por incompetência ou simplesmente falta de gestão, apesar de serem os responsáveis por cerca de 80% do atendimento do SUS em Mato Grosso, os hospitais filantrópicos estão sendo penalizados e impedidos de continuar prestando serviços à comunidade.
Então, por que não unir as forças e juntos continuar prestando um serviço digno e humano a todos?
Uma auditoria feita pela PLANISA, empresa nacional de renome em auditoria em saúde ficou durante um ano auditando, verificando o funcionamento dos hospitais filantrópicos no estado levantou, verificou e constatou um déficit crescente de 40% na tabela de pagamento do SUS, de outro modo verificou ainda, que em relação aos serviços de saúde prestados pelos hospitais filantrópicos, o serviço prestado pelas OSS fica em torno de 4 a 6 vezes mais caro, e, em relação aos serviços públicos, estes são de 6 a 8 vezes mais caros do que as entidades filantrópicas.
Vale ressaltar, que a empresa que realizou o estudo e entregou o relatório da auditoria foi sugerido pelo próprio governo do estado. E, ainda, foi pago pelas filantrópicas com muita dificuldade. Com o resultado da auditoria externa realizada o governo se propôs a completar os valores deficitários oriundos da tabela do SUS a fim de que não houvesse interrupção do funcionamento.
Esta solução foi encontrada pelo Governo de São Paulo, quando teve um salto gastronômico no custo com a saúde e, após estudos e auditorias realizadas, verificou que o fechamento de várias Santas Casas no estado, em virtude da tabela defasada do SUS, originou esse aumento significativo com os gastos da saúde pelo governo e a solução encontrada foi fazer o repasse das diferenças as entidades, que reabriram suas portas, viabilizando a saúde em São Paulo.
E esse mesmo problema foi comprovado pelo relatório da PLANISA em Mato Grosso, com o qual o governo concordou, mas, ainda assim, resolveu que pagaria apenas 50% da diferença, ou seja, R$ 2.500.000,00 (dois milhões e meio de reais), diga-se de passagem, que de o governo de plano roeu a corda. Bem, com tudo isso, os hospitais vêm lutando para manter suas portas abertas.
Todavia, não há o que possa com os atrasos constantes nos repasses das verbas referentes aos serviços prestados à população, UTI, etc. Quer dizer, além da defasagem da tabela do SUS, ainda um atraso de (três meses)?
Chega de descaso!!! Chega de inverdades!!! Mostrem que tem alguma solução!!! CADÊ A REDE PÚBLICA?????? Não tem??? Deixe os filantrópicos trabalharem, então…O povo não merece sofrer!

Telma Preza
Coordenadora Voluntária de Projetos e Ações da Santa Casa da Misericórdia de Cuiabá

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