‘Antigamente’, poema-trailer do nosso próximo livro “Cotidianos de Tempos e Temperos”

Não se veem mais poetas como de antigamente…
Os poetas de antigamente escreviam à mão
em brancos papéis suas diletas poesias…

Bem antes, porém, os poetas cantavam musas
intrusas, in métricas precisas e de cabeça
guardavam na memória e iam aos recitais

Depois vieram as máquinas Remington
os poemas passaram a surgir sob formas
até chegarmos no modernismo
e desaguou no concretismo…

A poesia ficou assim
Assim como que não se quer nada
mexendo – pois sempre mexe –
com as cordas do coração.

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