Anunciados os vencedores de 2017 do Prêmio Sesc de Literatura

Autores do Distrito Federal e do Pará foram os ganhadores da 14ª edição do concurso que este ano teve 1.793 livros inscritos, sendo 980 romances e 813 contos

João Meirelles Filho / Divulgação

Da Assessoria | José Almeida Junior e João Meirelles Filho são os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2017, nas categorias Romance e Conto, com os livros “Última Hora” e “Poraquê e Outros Contos”, respectivamente. Os trabalhos foram selecionados entre 1.793 livros inscritos, sendo 980 romances e 813 contos. A avaliação ficou por conta de uma comissão especializada formada pelos escritores e críticos literários Andrea del Fuego, Luis Rufatto, Sidney Rocha e Ronaldo Correa de Brito.
Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura tem o objetivo de identificar novos escritores, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação em todo o país. Além do reconhecimento nacional, os vencedores terão suas obras publicadas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares.

José Almeida Júnior / Divulgação

Vencedor da categoria Romance com “Última Hora”, o potiguar José Almeida Júnior, de 34 anos, é natural de Mossoró (RN) e reside em Brasília há 10 anos, onde exerce o cargo de Defensor Público do Distrito Federal. Para ele, a premiação minimiza uma das grandes angustias dos escritores estreantes, “que é manter os originais de um trabalho na gaveta por falta de uma editora para publicar”. “Desde quando comecei a escrever ficção, meu objetivo era participar do Prêmio Sesc. O concurso virou referência para o escritor ainda não publicado e ganha-lo é a consagração do que me propus quando resolvi me aventurar na literatura”, destaca.

O romance “Última Hora” trata de uma narrativa histórica passada no jornal fundado por Samuel Wainer, sob o ponto de vista de um personagem fictício chamado Marcos. Por ter sido vítima de tortura no Estado Novo, Marcos reluta em trabalhar para o periódico, mas acaba aceitando a oferta de Wainer por conta de problemas financeiros e vive o dilema de escrever para um jornal que apoia o governo de Vargas.

Ativista ambiental e empreendedor social, João Meirelles Filho, 57 anos, é o ganhador da categoria Conto com “Poraquê e Outros Contos”. Nasceu em São Paulo e há 13 anos vive com a esposa em Belém do Pará. Sua obra, com oito contos, representa a primeira incursão no campo da ficção. Em comum, trata da relação do homem e o desconhecido na Amazônia – seja diante do impacto de mudanças climáticas, seja das encantarias. O autor se interessa pelos que vivem na fronteira, onde as questões estão por resolver e a natureza predomina. “É inexplicável a emoção de ganhar o Prêmio Sesc. Estou muito feliz. É como se fosse uma tempestade amazônica em minha vida! É um estímulo para seguir na ficção”, ressalta o autor.

Os ganhadores da 14ª edição do Prêmio Sesc de Literatura estão confirmados na programação do Centro Cultural Sesc Paraty, durante a Flip 2017, que acontece de 26 a 30 de julho, e também serão premiados em cerimônia, no segundo semestre, por ocasião do lançamento dos livros.

Sobre o Prêmio Sesc

Além de incluir os autores em programações literárias do Sesc, o Prêmio Sesc de Literatura abre uma porta do mercado editorial aos estreantes. Mais do que oferecer uma oportunidade a novos escritores, o concurso cumpre um importante papel na área cultural, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro.

Desde a sua criação, já revelou 25 novos autores, entre eles, o pernambucano José Mario Rodrigues, vencedor na categoria Conto com “Receita para se fazer um monstro”, e o baiano Franklin Roosevelt, com o Romance “Céus e Terra”, ganhadores do ano passado. Escritores revelados em anos anteriores também já conquistaram importantes premiações literárias, como a paulista Sheyla Smanioto Macedo, vencedora da edição 2015 com o Romance “Desesterro”, que também conquistou o Prêmio Machado de Assis. Marcos Peres, com “O Evangelho Segundo Hitler”, vencedor do Prêmio SP de Literatura 2014 na categoria estreantes; Alexandre Rodrigues, com a obra “Parafilias”, finalista do Prêmio Jabuti 2015; e Debora Ferraz, autora do livro “Enquanto Deus não está olhando”, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2015.

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