Apóstolos da palavra – poema de João Bosquo

O homem procura a si mesmo, sozinho
Por uma vereda desconhecida, agora
E não entra sem saída e paga ingresso
O tudo que aqui sobra é o nada hoje

Era luz, primavera, verão, inverno outro
Outono, nenhuma outra estação era
Era a estação das cruzes, do fuso horário
De trocar vestimentas, homem, mulher

A mulher procura a si mesma, também
Embora dentro de casa, corredores fixos
Não levam aos mesmos lugares confusos

Apenas juntos, mãos dadas: Cecília, Manuel
Drummond e todos os apóstolos da palavra…
O nada que aqui resta é o tudo amanhã.

><>Ainda da mesma seleção de poemas inscrita num concurso da Prefeitura (gestão WS), que foi cancelado por baixa qualidade dos participantes.

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