Até agora, o super blindado Blairo Maggi cai nas garras do Ministério Público e vira réu acusado de chefiar a quadrilha de Mato Grosso

><>O ministro da Agricultura do governo golpista mishell temer, senador licenciado e ex-governador Blairo Maggi agora oficialmente investigado.

Como foi para Maggi chegar a essa condição?

Recapitulando. Em sua premiada delação, o ex-governador Silval Barbosa narrou em detalhes como foi a mudança do depoimento de Eder Moraes para inocentar o ministro do governo golpista, Maggi.

Na primeira delação Eder Moraes, ex-secretário de Fazenda, ex-Casa Civil e ex-Secopa, disse aos procuradores que Silval Barbosa e Blairo Maggi sabiam de compra de vagas no Tribunal de Contas do estado (TCE) e a próxima seria dele, Eder, mas o ex-deputado Sérgio Ricardo pulou na frente e assumiu em substituição ao conselheiro Alencar Soares.

Até ai, a Inês é morta.

Agora na monstruosa e premiada delação aprovada pelo STF, o ex-governador Silval Barbosa narra o que teria acontecido depois desse depoimento. Segundo ele, o ex-secretário de Fazenda procurou os dois (Silval e Maggi) e pediu R$ 12 milhões para refazer o depoimento havia dado ao Ministério Público.

Pelo narrado na delação monstruosa, ele, Silval, e Maggi aceitaram pagar Eder Moraes para mudasse o depoimento, mas que o valor foi negociado e em vez de R$ 12 houve um abatimento de 50% e foi pagou R$ 6 milhões, sendo que cada um ficou responsável por R$ 3 milhões.

Silval tem como provar o pagamento de sua parte, já que o mensageiro-pagador foi o mesmo que aparece entregando propina e mensalinhos a deputados, Sílvio César Corrêa Araújo, mas também disse que Gustavo Capilé, ligado ao ministro, teria sido o agente pagador dos outros R$ 3 milhões.

Pois é com base nessa parte da delação que o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de inquérito e já foi aceito pelo STF, através do ministro Luiz Fux.

Para evitar vazamentos seletivos, o ministro também derrubou o sigilo da premiada delação monstro de Silval Barbosa.

Abre aspas para as matérias publicadas no Brasil 247 e  Diário de Cuiabá:

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