Um dos entraves ao urbanismo no Brasil é a discrepância entre seu horizonte de planejamento de 20 a 30 anos e a gestão política atual que não consegue enxergar além das eleições, a cada 2 anos

20 anos atrás, 20 na frente

Por José Antônio Lemos | No último dia 30 de julho o jornal O Globo trouxe matéria sobre o Plano Diretor Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio (PDUI) abordando algumas de suas principais propostas para mudanças no padrão de ocupação do solo visando melhorias na mobilidade urbana. A matéria “O caminho passa por novos centros” destaca entre as proposições que é preciso ocupar os vazios existentes na metrópole, conter a expansão de novas áreas, revitalizar as degradadas e que a cidade deve deixar o padrão 3D (dispersa, distante e desconectada) e adotar o padrão 3C (compacta, conectada e coordenada) incentivando o desenvolvimento de múltiplas centralidades para reduzir a atual demanda do “hipercentro”.

A “nova lógica proposta” é que as pessoas prescindam de dirigir-se ao centro principal sendo-lhes oferecidas alternativas de trabalho, estudo, lazer e serviços diversos, próximas às suas moradias, ganhando em conforto pessoal, reduzindo custos e evitando viagens desnecessárias ao centro. A descompressão do centro é reforçada por interligações transversais superpostas ao sistema viário radial original conectando diretamente os sub-centros.

Neste artigo homenageio os colegas de então da prefeitura de Cuiabá, em especial os do antigo IPDU e os conselheiros do finado Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU) que juntos desenvolveram a Lei de Uso e Ocupação do Solo de Cuiabá (LUOS) aprovada em 1997, há pouco mais de vinte anos, na qual constam estas propostas do PDUI do Rio. A opção foi pela cidade compacta, densa e diversificada e sua elaboração passou por algumas administrações saindo quase do zero, desde o levantamento e sistematização de dados e mapas ainda sem a tecnologia do geoprocessamento, diagnóstico, prognóstico e o uso de metodologia participativa com um conselho, o CMDU, onde representantes dos principais agentes formadores da cidade tinham voz ativa. Nele as propostas técnicas do IPDU, autorizadas pelo prefeito, eram discutidas, aperfeiçoadas e aprovadas ou não.

A LUOS de Cuiabá trouxe muitos conceitos inovadores à época e talvez tenha sido a primeira concebida tendo como diretriz maior a ideia da “cidade crescer para dentro” ocupando seus muitos espaços vazios, as áreas degradadas, promovendo o adensamento e a otimização da infra-estrutura existente. Tal qual o PDUI do Rio, a LUOS de Cuiabá fomenta o desenvolvimento de sub-centros para redução substancial da pressão sobre o antigo centro do século XVIII. A legislação anterior não permitia a consolidação dos sub-centros que naturalmente se esboçavam como o da Morada da Serra e do Coxipó. Complementando essa estratégia foi elaborado um plano de hierarquização viária, onde, dentre outras, foram propostas a Avenida das Torres, e as vias de contorno complementares à Miguel Sutil, dentre as quais a Avenida Parque do Barbado ligando o Cristo Rei pela Ponte Sérgio Mota ao CPA, e a VECO-L, saindo da Archimedes Lima em paralelo aos córregos do Moinho e Três Barras chegando à Avenida Rubens de Mendonça, a qual pelas notícias encontra-se em fase de projeto na prefeitura.

Um dos entraves ao urbanismo no Brasil é a discrepância entre seu horizonte de planejamento de 20 a 30 anos e a gestão política atual que não consegue enxergar além das eleições, a cada 2 anos. Em Cuiabá o processo de planejamento foi interrompido e a aplicação do que foi planejado não aconteceu como devia, mas vai deixando efeitos positivos. De qualquer forma é gratificante ao técnico ver soluções que ajudou a formular a 20 anos atrás serem repetidas 20 anos depois em âmbito tecnicamente tão qualificado como o Rio de Janeiro.

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro do CAU/MT e professor universitário aposentado.

 

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Verticalização ou Celeiro, por José Antônio Lemos

 

Por José Antônio Lemos | O atual êxito da economia mato-grossense não é uma resultante da divisão do estado como insistem alguns e nem uma obra do acaso. Ao contrário, planejado nos anos 70 com os Programas Especiais de Desenvolvimento Regional, como o Prodepan, Polocentro, Polamazônia, Polonoroeste e Promat. Na verdade, vem de antes, da década de 50 com a Marcha para o Oeste, depois Brasília e depois o Programa de Integração Nacional (PIN) com os tais programas de desenvolvimento.

    Olhando de trás para frente as coisas ficam mais claras. Jovem recém-saído dos bancos teóricos da academia, com uma rápida, mas importante experiência no projeto do CPA em Cuiabá, o entusiasmo diante das possibilidades de intervenção real no processo de desenvolvimento da terra natal de certa forma empanava uma visão mais abrangente. A medida que o processo foi se distanciando no tempo, ficou cada vez mais nítido a coerência, a intencionalidade e, principalmente o sucesso daquele conjunto de medidas planejadas e implantadas de forma articulada com o estado e municípios.      

    Ocupar, estruturar, produzir, exportar e verticalizar, este é o roteiro claro de uma história bem-sucedida de desenvolvimento regional, aplicado com competência no Centro-Oeste, mas ainda não concluída em Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e Goiás é bastante nítido o avanço da verticalização de suas economias dando sinais de que em breve alcançarão a primazia da economia regional. Em Mato Grosso a história parece ter se estancado na etapa da produção primária, do slogan “Estado Celeiro do Brasil”, na qual se firmou como o principal produtor agropecuário nacional e um dos maiores do mundo, e ainda tem muito a produzir. O sucesso produtivo foi tão grandioso que o estado, ainda refém do modal rodoviário, se encalacrou no escoamento de sua produção fazendo com que a etapa da economia exportadora não tenha se concluído e continue sendo o único e principal foco de preocupação das lideranças produtoras, políticas e das autoridades governamentais. Comprometendo o futuro, a verticalização ficou à margem, quando devia ser o coroamento inicial de todo o processo. A verticalização é agregação de valor à produção, garantia de renda e empregos de qualidade, padrões mais elevados de vida, promoção urbana e o vestibular para novos voos civilizatórios.

    Mato Grosso chegou a ser pioneiro no assunto quando ainda em 70 implantou seus primeiros Distritos Industriais pensando já nos frutos da nova agropecuária que começava a ser implantada. Depois com Dante, que arrancou a ferrovia das barrancas do Paraná e a trouxe a Mato Grosso, trouxe o gás e a Termelétrica, destravou a construção de Manso, viabilizou o Porto Seco, internacionalizou o aeroporto, tentou a ZPE de Cáceres e sua hidrovia, tudo isso pensando nas condições para a verticalização da explosão da economia primária já prevista. Mas tudo ficou travado. Enquanto isso Mato Grosso do Sul e Goiás agradecem e voam rumo à verticalização de suas economias e, se bobear, da nossa.

     Seguir o mesmo bom caminho, concluir as etapas e verticalizar antes que seja tarde. Aceitar ser celeiro nesta altura do campeonato é atraso. A logística, tão fundamental e urgente à economia exportadora, é também fundamental à verticalização. Fundamental para levar a produção, trazer insumos e mercadorias, e distribuir a produção pelos diversos polos urbanos estaduais onde pode ser consumida e beneficiada. É básico para verticalizar e para exportar. Mato Grosso não pode mais ver a logística só como uma esteira exportadora, mas como a ferramenta chave para culminar um processo de desenvolvimento que não pode ficar pelo caminho em prejuízo de seu povo.

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro do CAU/MT e professor universitário aposentado.

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Agora estamos sem Waldir Pires, um dos grandes homens públicos brasileiros, que desencarna aos 91 anos em Salvador

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Segundo a assessoria do hospital, Pires teve uma parada cardiorrespiratória por volta das 10 horas. A equipe médica tentou reanimá-lo, mas o político baiano não respondeu aos esforços e faleceu.

 Nascido em Acajutiba (BA), em 21 de outubro de 1926, Pires formou-se em Direito. Ingressou na política após militar no movimento estudantil, com o qual atuou nas campanhas em defesa da Petrobras.

Foi secretário de governo da gestão de Luís Régis Pacheco Pereira (1951-1955), deputado estadual e federal. Após a renúncia do ex-presidente da República Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, apoiou a posse de João Goulart, vice-presidente constitucional, cujo nome era vetado pelos ministros militares. Após o golpe civil-militar de 1964, teve seus direitos políticos suspensos e se exilou primeiro no Uruguai, depois, na França, onde se tornou professor da Faculdade de Direito da Universidade de Dijon e do Instituto de Altos Estudos da América Latina da Universidade de Paris, em 1968.

Após retornar ao Brasil, em 1970, retomou as atividades políticas. Em 1985, assumiu o Ministério da Previdência e Assistência Social durante o governo José Sarney. Em 1987, foi eleito governador da Bahia, cargo que ocupou até retornar à Câmara dos Deputados, em 1990, pela segunda vez. Em 2003, foi nomeado por Lula ministro-chefe da Corregedoria-Geral da União (CGU), posto que deixou em março de 2006, para assumir o Ministério da Defesa. À frente da pasta, enfrentou a crise do setor aéreo, uma das mais graves do governo Lula.

Source: Ex-ministro Waldir Pires morre aos 91 anos em Salvador

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Afrânio Silva Jardim: Os ‘legados’ negativos da Lava-jato

ALGUNS DOS MUITOS "LEGADOS" NEGATIVOS DA OPERAÇÃO "LAVA JATO". ELA AINDA NÃO MORREU, MAS JÁ VAI ENTRAR NO C.T.I. Como…

Publicado por Afrânio Silva Jardim em Domingo, 17 de junho de 2018

ALGUNS DOS MUITOS “LEGADOS” NEGATIVOS DA OPERAÇÃO “LAVA JATO”. ELA AINDA NÃO MORREU, MAS JÁ VAI ENTRAR NO C.T.I.

Como se costuma dizer: “perguntar não ofende”. Por isso, buscando ser acessível ao grande público, me utilizo desta forma mais didática para que mesmo pessoas leigas melhor compreendam algumas das questões técnicas que foram desconsideradas pelo nosso sistema de justiça criminal, no afã de condenar o ex-presidente Lula, em um inusitado Lawfare em nosso país.

Apesar de alguns aspectos positivos da Lava Jato, a verdade é que ela deixará sequelas indeléveis em nossa sociedade e também em nosso sistema penal e processual penal. Danos que perdurarão por gerações.

1 – MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.

Que providências foram tomadas pelos Procuradores da República de Curitiba, diante da humilhação a que foi submetido, publicamente, o preso Sérgio Cabral?

Como sabem, em desrespeito à lei n.4898/65 e à Súmula vinculante n.11 do S.T.F., ele foi algemado e acorrentado pelos pés, como se fosse um escravo no século XIX, além de outras práticas coercitivas abusivas.
Agora a lei não é mais para todos? Existem funcionários públicos acima das leis e da Constituição Federal, que proíbe tratamento degradante ou cruel a qualquer pessoa presa?

2 – O ATUAL PODER JUDICIÁRIO “TEM LADO”?

Será que a Ministra Carmen Lúcia ainda não percebeu que, em toda a sociedade capitalista, como a nossa, há uma divisão de classes sociais com interesses distintos?

Se percebeu, por que ela, enquanto Presidenta do S.T.F., foi jantar com grandes empresários e jornalistas ligados à mídia empresarial, passando informações sobre o futuro funcionamento daquele tribunal?
Por que ela nunca jantou com líderes sindicais, líderes populares e jornalistas ligados às mídias alternativas ???
Como cidadãos, não temos o direito de pensar que grande parte do nosso Poder Judiciário “tem lado”?

3 – O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PODE DEIXAR DE APLICAR UMA REGRA JURÍDICA POSITIVADA E CONSAGRADORA DE UM PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL?
PRISÃO COMO EFEITO DE ACÓRDÃOS RECORRÍVEIS (que dispensa a demonstração de sua necessidade).

De duas, uma: ou o S.T.F. declara inconstitucional o artigo 283 do Cod.Proc.Penal, que consagra o princípio da presunção de inocência, ou ele tem de aplicar a regra jurídica, que é clara e objetiva.
Fora daí é cinismo e puro ativismo judicial, violador do Estado de Direito.
Vejam a regra que o S.T.F. se nega a aplicar:

ARTIGO 283: Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, EM DECORRÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO, ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

4 – SERÁ QUE NÃO HÁ LIMITES PARA TANTOS DISPARATES?

O Ministério Público Federal, em alegações finais, pugnou pela condenação do réu Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobrás e do Banco do Brasil, a uma pena de 30 (trinta) anos de reclusão !!!

Será que não têm mais noção do senso do ridículo a que estão expondo o Ministério Público???

Em que livros estudaram estes desorientados punitivistas ???

Em 16 anos, no Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro, participando de julgamentos de homicídios bárbaros e cruéis, jamais presenciei um juiz-presidente fixar uma pena tão alta e desproporcional. Aliás, em 31 anos do Ministério Público, jamais tomei ciência de uma sentença com pena de prisão tão elevada !!!

Mais do que perplexo, estou preocupado com o que está ocorrendo com o Ministério Público Federal !!!

5 – CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA.

Caso Lula. Alguém sabe explicar por que o juiz Sérgio Moro se negou a ouvir o testemunho do sr. Vaccari, referido pelo corréu Léo Pinheiro como participante direto das supostas tratativas para alienação do triplex pela OAS, fato este contundentemente valorado na insólita condenação do ex-presidente Lula???

Que juízo de conveniência teria predominado na decisão do juiz Sérgio Moro???

“Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes.
§ 1o Se ao juiz parecer conveniente, serão ouvidas as pessoas a que as testemunhas se referirem.”

6 – Alguém sabe explicar se os Procuradores da República, para atuarem nos processos penais, são previamente lotados em órgãos de atuação ou execução, cuja atribuição esteja prevista em algum ato normativo, segundo critérios objetivos e impessoais???

Em outras palavras: como obedecer à regra expressa na Constituição Federal da INAMOVIBILIDADE dos membros do Ministério Público se eles não são lotados em órgãos dos quais não possam ser removidos??? Cargo público e órgão de atuação não são coisas distintas?

Ainda em outras palavras: alguém sabe explicar se o Ministério Público respeita o chamado “princípio do Promotor Natural”, que visa assegurar a independência funcional de seus membros, independência esta expressamente prevista na Constituição Federal???

7 – Caso Lula. COMPETÊNCIA DO JUIZ SÉRGIO MORO.

Alguém sabe explicar que tipo de conexão deslocou a competência da justiça estadual de São Paulo (Comarca de Guarujá) para o juízo da 13.Vara Federal de Curitiba ??? (caso do Triplex da OAS, que dizem que é do ex-presidente Lula).
Ainda: se houvesse alguma espécie legal de conexão, ela seria com qual outro crime da competência do juiz Sérgio Moro?

Ainda: se houve a conexão, por que modificar uma competência se não haverá unidade de processo e julgamento?

8 – ALGUÉM SABE EXPLICAR COMO PODEMOS TER EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA DE PRISÃO DIANTE DO QUE ESTÁ ESCRITO NO ARTIGO DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL TRANSCRITO ABAIXO ?
“Art. 283. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória TRANSITADA EM JULGADO ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011)”.

9 – ALGUÉM SABE EXPLICAR SE HÁ ABUSO DE ACUSAÇÃO?

De que forma um ocupado Governador de Estado, como o do Rio de Janeiro, pode também ser, simultaneamente, chefe de mais de 12 organizações criminosas diferentes??? Caso Sérgio Cabral.

10 – CONDENAÇÃO QUE NÃO INDIVIDUALIZA O CRIME QUE O RÉU TERIA COMETIDO???

Alguém sabe explicar por que a 8ª. Turma do Tribunal Federal da 4ª. Região não disse quando, onde, como e nem de que forma o ex-presidente Lula RECEBEU o apto. Triplex de Guarujá, como pagamento de indevida vantagem, não sendo ele funcionário público e sendo este fato desvinculado de sua atividade como Presidente da República? Não é esta a conduta imputada ao ex-presidente?
Será que, na realidade, o ex-presidente foi condenado por condutas penalmente atípicas, tais como: gostar de um imóvel; visitar um imóvel; ter sido o tríplex lhe destinado; ter sido o tríplex lhe reservado; estar interessado na aquisição de um tríplex; ter sido um imóvel lhe atribuído; ter sugerido a realização de obras em um imóvel que poderia adquirir no futuro???

Tais condutas, apesar de não serem delituosas, foram referidas no acórdão para legitimar uma condenação absurda.

11 – Os acordos de cooperação premiada (delação premiada) podem conter cláusulas que contrariem expressamente o que está disposto no Cod.Proc.Penal, na Lei de Execução Penal e no próprio Cod.Penal ???

12 – O Conselho Nacional do Ministério Público pode legislar sobre o Direito Processual Penal?
As suas Resoluções 181/17 e 183/18 podem derrogar o sistema que está consagrado no atual Código de Processo Penal?

13 – Juiz pode dar publicidade a gravações resultantes de interceptações telefônicas ilegais?

14 – Juiz pode determinar interceptações telefônicas no escritório dos advogados de réus?

15 – Juiz pode dar publicidade a gravações telefônicas de conversas particulares entre pessoas que sequer são indiciadas no inquérito policial, violando o direito à intimidade das pessoas?

16 – Enfim, diante disto tudo pergunto: como afirmar que estamos em um verdadeiro Estado de Direito???
Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual Penal pela Uerj

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Canto Manifestação, letra de Carlos Rennó e voz coletiva dos artistas brasileiros

Música de Russo Passapusso, Rincon Sapiência e Xuxa Levy, letra de Carlos Rennó
Cantam: Ana Cañas, As Bahias e a Cozinha Mineira, BNegão, Camila Pitanga, Chico Buarque, Chico César, Criolo, Ellen Oléria, Fernanda Montenegro, Filipe Catto, Larissa Luz, Letícia Sabatella, Ludmilla, Luedji Luna, Marcelino Freire, Marcelo Jeneci, Marcia Castro, Moska, Paulo Miklos, Pedro Luis, Péricles, Pretinho da Serrinha, Rael, Rico Dalasam, Rincon Sapiência, Roberta Estrela D’Alva, Russo Passapusso, Siba e Xênia França.

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Eleições para nova diretoria do IHGMT será no próximo dia 26, na Casa Barão

O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso irá renovar a sua diretoria. As inscrições para chapa já estão abertas e vai até o dia 26 de junho, quando também acontece o processo eleitoral, que poderá ser por escrutínio secreto ou por aclamação, se a assembleia geral reunida assim decidir.

Leia o edital completo:

Edital de eleição da Diretoria do IHGMT, gestão 2018-2020

A Diretoria do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, faz publicar o Edital para convocação da Assembleia Geral dos Sócios Efetivos da Instituição para Eleição da Diretoria, exercício 2018-2020. O período para a efetivação de inscrições de Chapas será de 26 de maio a 26 de junho de 2018, realizada na sala do IHGMT, em todas as segundas e terças-feiras no período vespertino (14h00 às 16h30) e às quartas-feiras no período matutino (das 8h30 às 11h30). Somente poderão concorrer aos cargos da Diretoria e a votar os Sócios Efetivos em dia com a Tesouraria, até 2018. A inscrição somente será realizada por chapa completa: Presidente, 1º Vice-Presidente, 2º Vice-Presidente, 1º Secretário, 2º Secretário, 1º Tesoureiro, 2º Tesoureiro e Conselho Fiscal. A forma de eleição da nova Diretoria do IHGMT será realizada por escrutínio secreto, podendo também se dar por aclamação, por decisão da Assembleia Geral Reunida, o que se dará somente no caso de apresentação de chapa única (Artigo 17). A Assembleia Geral será instalada às 9h30, em primeira convocação, com a presença da maioria dos membros efetivos no pleno gozo dos direitos estatutários e, em segunda convocação, 30 (trinta) minutos após, ou seja, 10h00 com qualquer número (Artigo 22) e sob as mesmas condições. A votação é pessoal, presencial e intransferível, não sendo admitidos votos por procuração. O processo eleitoral será realizado no dia 26 de junho de 2018, última terça-feira do mês do citado mês, das 9h00 às 11h00, no salão lateral da Casa Barão de Melgaço, ao final do que serão apurados os votos, sendo vencedora a Chapa que obtiver maior número de votos. No caso de aclamação, deverá a mesma ser realizada às 9h30 do mesmo dia 26 de junho de 2018. Ao final do processo, o Presidente em exercício deverá proclamar a Chapa vencedora. Todos os eleitos deverão se comprometer a assinar a ata da Assembleia Geral e apresentar, no prazo de 10 (dez) dias, a documentação exigida pelo Cartório para registro da nova Diretoria.  A ata consubstanciando o resultado final deverá ser assinada por todos os presentes (votantes e eleitos). Cuiabá, 26 de maio de 2018. Elizabeth Madureira Siqueira (Presidente).

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O potencial brasileiro para a implantação de novos museus e os 200 anos do Museu Nacional

Da Assessoria | No próximo mês, o Brasil comemora os 200 anos de fundação do Museu Nacional (RJ), hoje vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, um marco para o estabelecimento dessas instituições em terras brasileiras. No início do século eram 12 museus existentes e hoje são mais de 3,8 mil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura.

Do total de museus mapeados, 40% estão na região Sudeste e 27% no Sul do País. Nessas regiões estão concentradas 2540 instituições, sendo São Paulo o estado com o maior número (667), seguido por Rio Grande do Sul (475), Minas (432), Rio de Janeiro (324) e Paraná (302). A região Nordeste tem 21% da representatividade, com 809 museus. Já as regiões Norte e Centro-Oeste juntas tem apenas 459 instituições, o que representa 12%.

“Embora o número de museus tenha aumentado, o Brasil tem potencial para implantação de novas instituições. Para se ter uma ideia, no último levantamento realizado pelo Institute of Museum and Library Services (agência governamental independente que registra o número e o tipo de museus), em 2014, os Estados Unidos – com extensão territorial próxima a nossa –  contam com mais de 35 mil instituições, sendo maioria de pequenos museus, quase familiares”, afirma Nelson Colás, diretor de Relações Institucionais da Federação de Amigos de Museus do Brasil (Feambra). “O cenário é animador se pensarmos nas potencialidades. Entretanto, não podemos esquecer que ainda é necessário avanços na preservação, investimentos e qualificação de pessoal”, finaliza Colás.

 Museu Nacional (RJ) – Com acervo de mais de 20 milhões de itens, constituído principalmente por itens relacionados às áreas de Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, o Museu Nacional/UFRJ é a mais antiga instituição científica do Brasil voltada à pesquisa e à memória da produção do conhecimento, hoje reconhecida como centro de excelência de pesquisa em história natural e antropológica na América Latina.

Alguns números a partir da criação do Museu Nacional (RJ)

Após a Independência do Brasil novas instituições foram fundadas:

1838 – Museu do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro;

1895 – Museu de História Natural – Hoje Museu Paulista Ipiranga

1903 – Museu Júlio de Castilhos

1912 – Museu Paranaense

No período Republicano, destacam-se a criação:

1922 – Museu Histórico Nacional

1937 – Museu Nacional de Belas Artes

1938 – Museu da Inconfidência

1940 – Museu Imperial

1941 – Museu de Arte Brasileira; acoplado às dependências da FAAP

1951 – Museu de Arte de São Paulo MASP

1948 – Museu de Arte Moderna de São Paulo MAM

1954 – Museu de Arte do Rio Grande do Sul

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Marli Walker: um novo marco literário em Mato Grosso

MARLI WALKER: um novo marco literário em Mato Grosso (E.M)Considero “Pó de Serra” e “Apesar do Amor”, de Marli Walker,…

Publicado por Eduardo Mahon em Quarta-feira, 6 de junho de 2018

Considero “Pó de Serra” e “Apesar do Amor”, de Marli Walker, um marco para a literatura mato-grossense. Walker inaugura a visão realista sobre o desbravamento das terras nativas, fazendo uma contraposição evidente com o idealismo típico dos primeiros autores. Não sei realmente se os críticos Mário César Silva Leite e Marta Cocco estão corretos em afirmar ter havido um projeto literário parecido com o que se viu em termos nacionais após a independência: a visão grandiloquente da terra e do homem. José de Mesquita, irmão intelectual de D. Aquino, retrata a figura do bandeirante como o introdutor da salvadora fé cristã em Cuiabá:

Mãos de mulher, na velha e heroica Sorocaba,
fizeram esta augusta imagem do Senhor.
Trouxe-a não um estranho, um ádvena, um emboaba, mas Pedro de Moraes, paulista sem temor.

Dura a rota, cruel a jornada, em que acaba
o ânimo do mais rude e audaz desbravador:
rios nove a vencer, desde Araritaguaba!
Serras e boqueirões medonhos a transpor!

Mas quando, baldo o esforço, a energia vencida,
param em Camapuã desalentadamente,
vem a imagem buscar uma turma luzida,

que, entre festas e gáudio, às minas a conduz:
e doando o Bom Jesus à Cuiabá virente,
a linda Cuiabá consagra ao Bom Jesus!

A idealização romântica em Mesquita, comungada com D. Aquino, está presente em Civitas Mater:

Meu carinho filial e meu sonho de poeta
Vêem-te, ó doce cidade ideal dos meus amores,
Em teu plácido vale, entre colinas, quieta,
Como um Éden terreal de encantos sedutores.

É provável que, em maior ou menos escala, essa tendência tenha sido fixada como padrão por D. Aquino, uma espécie de alterego literário mato-grossense que virou canônico pela força institucional da própria personalidade e do elemento identificador que propunha. A exaltação de Aquino Correa já foi objeto de estudo de muitos pesquisadores: cidade verde, ouro reluzente, brava gente, amor pela pátria, são elementos que forjam uma identidade inventada, uma lição que Antonio Candido deixou a seus discípulos: interpretar o sistema literário historicamente, a fim de perceber que coincidências são, na verdade, um tipo, uma forma, um projeto intelectual e (por que não?) político.

Se os autores do final do século XIX e princípio do século XX tinham mesmo como proposta política a construção de um Mato Grosso de riquezas que abundavam e se entregavam ao conquistador, sem maiores turbulências, em Marli Walker percebemos o anticlímax dessa visão idealizada choca o leitor. O enfrentamento da escritora é notório. Ela não está interessada em idealizar a conquista da terra, forjar heróis ou elaborar epopeias. Dá-se justamente o contrário, em razão do momento histórico diverso. Com crueza e desencanto, narra o cerrado conquistado à força, ceifado, queimado, aniquilado em favor da grande produção agrícola. Se o locus literário é o mesmo, o ethos é radicalmente alterado. Por isso, Walker é um marco, ou melhor, uma das marcações históricas de uma “virada” interpretativa. Vejamos como define o “norte”:

há o silêncio encolhido nos restos de paisagem
há o solo recortado
há promessas que se foram
e há vida que não foi
há o susto
o injusto
o sujo
o feio
há o sangue no seio da espera
paraíso de leite e mel
partido ao meio

As esperanças de uma “terra prometida” não se concretizaram. Nem para os nativos, nem para os migrantes. Se, no início do século XX, a terra era uma promessa de riqueza, um destino de grandeza, no final já era tida como arena de conflitos. Marli Walker produziu em meio ao cerrado visto como oportunidade comercial e não como terra prometida. Era de se esperar a adesão ufanista ao modelo do agronegócio ou a denúncia das contradições do sistema predatório. Poucos poetas estão imersos nesse dilema e, por isso, a poesia de Walker produz efeitos diferentes dos tradicionais.

O poema “destino”, além de reproduzir a temática de muitos outros, em “Apesar do Amor”, faz um jogo de palavras com “capital”, identificando Cuiabá com o centro dos interesses financeiros do contraditório agronegócio que se nega a distribuir riqueza:

entre uma e outra safra
não se colhe para a fome
a colheita é o capital
na capital que é sem nome

A crítica da poeta intensifica-se no poema “celeiro”. Repetem-se as obsessões literárias de Marli Walker: o grão, a comida, a terra, a miséria em meio à produção. A cornucópia nortista (esse agressivo modelo desenvolvimentista que os chegantes ufanam-se), é profundamente questionada:

em cada grão a ração
o germe a fome a fé
estoque frio de comida
princípio início embrião
será pasto ou será pão?

O livro “Apesar do Amor” prossegue como reflexo da opção da autora por registrar o progresso deletério, a exploração irresponsável, o crescimento irrefletido. O pasto largo, o campo fértil, a semeadura constante vão contrastar com a mesa magra. “Os meninos” de Marli Walker (uma figura recorrente) são anjos famintos que morrem e viram sementes, mas não as sementes das quais vão surgir outras gerações. Não brota esperança nos campos e nos pastos da poeta. No poema “sementes”, a escritora questiona:

quantos grãos são necessários
pra abastecer os armários
das casas que não têm chão?
tantos grãos desperdiçados
tantos meninos ilhados
no mar inglório de grãos

A denúncia do desenvolvimento já se vê em Silva Freire e, principalmente, em Ronaldo de Castro. Mesmo o poeta Moisés Martins Mendes Júnior denuncia seguidamente o desmonte da terra acolhedora e o não reconhecimento nesta nova realidade. Há duas diferença marcante entre eles, contudo – o tempo e o ponto de vista. Os poetas citados não participaram do processo de desbravamento, estiveram longe das motosserras, dos tratores de plantio e colheita. O Mato Grosso de Silva Freire, no máximo, tinha no garimpo um símbolo de exploração. O de Marli Walker está repleto de um verde organizado, alinhado, metódica e artificialmente plantado, experiência não partilhada pela maioria dos escritores que sublinharam a terra.

Benedito Sant’Anna Silva Freire tinha o compromisso estético inovador, sem romper com o cânone tradicional, contudo. Portanto, ainda que houvesse o descontentamento com a modernidade, o elemento regional ainda estava bastante idealizado, ou melhor, reinventado pelo próprio autor. As minhas faiscantes de Aquino iriam ser mescladas com as peraputangas brilhantes de Freire. Até mesmo a visão do garimpo vem acompanhada por uma dose de romantismo. Parece-me que o mérito de Freire foi deglutir o nativismo para criar uma civilização própria, aquela que cabia no entendimento do bugre, mas que encantaria o estrangeiro. Nesse ponto, concordo integralmente com Mário César e Marta Cocco.

Já Ronaldo de Castro escracha o protesto, ressentindo-se de uma “Cuiabá Canalha”, no seu inesquecível Cuiabanália. Ele não entende o desenvolvimento por que passa. Quer romper, quer quebrar, quer impedir a todo o custo. Finalmente, Moisés Martins é essencialmente nostálgico, relembrando a belle époque vivida pela capital na primeira metade do século XX. São três grandes referências para compreender a crise contemporânea, a desfiguração da cidade-província, o despertencimento que causa a ruptura da tradição. O trio esteve imerso em Cuiabá, nas tradições cuiabanas, e não situados na lonjura da “nortista” Marli Walker. Portanto, o tempo e o espaço fazem toda a diferença na expressão final de cada um deles e, mais particularmente, da poeta analisada.

Vejamos como Silva Freire resiste ao processo de descaracterização da terra:

Cotxipó-da-ponte
É reduto e atalaia na resistência estacada
De seresteiros
Ou resumo orquestral
De chorinhos
Rasqueados
E valsas puras
Quase um turbilhão de abismo tropical de Rosa…
Ao violão
Violinos
Flauta
E cavaquinho

De Moisés Martins, cito a nostalgia como forma de resistência:

Cadê seus becos?
Em casa esquina, um “chinfrim”
Um bêbado alegre, trançando as pernas, “ansim, ansim”
Beco sem cara, chamado “Chico”
Sem moagem, sem fuchico
Sem vira-lata que late,
Sem biscate sem donzela,
Namorando na janela.
Sem feijoada na panela,
Sem carrinho do peixeiro, sem o grito do padeiro
Sem pagode, sem rasqueado, não é Beco não!
Onde andam os meus becos,
Do sovaco, quente, torto, urubu,
São Gonçalo e candeeiro.
Cadê meus becos? Cadê meus becos.
Entre prédios e arranha-céus, abafados,
Morrendo tudo que Deus me deu
Sepultado pelo tempo!

E, de Ronaldo de Castro, é claro que vou revisitar um trecho de Cuiabanália:

Ah! Cuiabá canalha
Cuiabanália
Cortesã das multinacionais
Com seu arsenal eletrônico
Agônico
Estereofônico
Biônico
Supersônico
Atômico

Os elementos antigos são sublinhados, a tradição da terra, engrandecida em Freire e Moisés. Ambos se perguntam onde está o meio ambiente típico, onde cresceram, onde quiseram ficar no tempo. Não se encontram mais espelhados no presente e, portanto, pretendem produzir uma espécie de inventário. Por outro lado, as multinacionais já estavam preditas e malditas pelo inquieto Ronaldo de Castro. Ocorre que o poeta ainda cita o aspecto telúrico da terra, da raça, dando continuidade às loas típicas ao povo mato-grossense, mais especificamente ao povo cuiabano. Ronaldo de Castro culpa o elemento externo, muito embora aponte para a leniência da própria cuiabania que se deixa dominar facilmente. Ainda assim, o nativo é pintado como vítima.

Já Marli Walker não pretende a continuidade da tradição, não se mostra revoltada e nem tampouco nostálgica. A visão literária trazida em “Pó de Serra” é exterior ao fenômeno da cuiabania típica. Embora a autora viva em Mato Grosso há mais de 30 anos, não bebeu do saudosismo de quem nasceu e cresceu entre 1918 e 1968. Além do mais, deliberadamente não se mostra sujeita a prosseguir com a tradição de cantar a terra simbólica, a terra agarrativa e linda, como diria Gervásio Leite, outro modernista cuiabano seduzido pela tradição.

A questão para Walker é desnudar o processo de colonização brutal, os efeitos deletérios, os enormes desertos de sentido da fronteira brasileira empobrecida e dominada por interesses financeiros. Como essa mulher está inserida nesse meio masculino de trabalho braçal? O que admirar e o que detestar? Qual o resultado do novo ciclo econômico? A desilusão com essa “nova bandeira”, o desencanto frente à ganância, o sutil trabalho de convencimento do leitor para as contradições do capitalismo, tudo isso é matéria-prima da poeta, um alvo que é o mesmo dos poetas já citados, mas sob enfoque absolutamente diferente.

De certa forma, a autora é também uma defensora de Mato Grosso e suas riquezas. É que cada qual defende a terra como pode. Ela o faz de forma realista e do ponto de vista dúplice: a poesia produzida por Walker volta-se contra os conterrâneos chegantes e os responsabiliza pela voracidade desregulada no trato com a terra. Mas o faz de maneira inovadora. Não vitimiza o nativo, não induz ao banzo ou à catarse coletiva. Deixo sublinhada a produção de Marli Walker porque ela alcança o ineditismo frente a duas correntes literárias que a precederam – de um lado, a terra romanceada e, de outro, o tom ressentido do que viria depois. Temos uma poesia equilibrada na realidade vivida com a migração e o horror diante do projeto de fixação financeiramente bem-sucedido e ambientalmente malogrado. Nesse sentido, convém destacar um poema de “Pó de Serra”:

Árvores mortas
Labirintos de madeira
Sonhos esculpidos
Com suor e fé
Paisagem com sede
De homens valentes
Imitadores do mundo
Tão pequeno, tão perto
Vigiando a respiração
Da mata remanescente
Invasores pós-modernos
Carentes de árvores
De peles-vermelhas
De água e pássaros
Carentes de paz

Como vimos, a denúncia não vem com a rudeza ressentida de Ronaldo de Castro, nem com a nostalgia de Moisés Martins, nem ainda com a reinvenção cabocla de Silva Freire a tentar mesclar o velho e o novo, o endógeno e o exógeno. De outro lado, não há o tratamento romântico emprestado ao bandeirante por Aquino Correa. Em Walker os adjetivos são outros: “invasores”. Noutro poema de Pó de Serra, aprofunda-se a desterritorialização do migrante:

Sociedade de povos errantes…
Imagens de sul, de sol e de sal
Nas tuas praças e no mapa da mina
Os teus pecados lamentam teu mal
Povos silenciados no teu sonho Capital

Novamente, percebe-se o jogo de palavras com “capital”, variando entre a grandeza e a morte. O povo identificado por Marli Walker veio do sul e do litoral, perdeu-se na própria gula exploratória e ainda não se encontrou.

Marli Walker caminha com ironia, tecendo uma crítica mordaz nas entrelinhas de sua poesia. O “verde que sobra na calçada” (presente no Pó de Serra) é um deboche sofisticado, por exemplo. Portanto, a literatura desenvolvida por ela seja um marco: o olhar de fora sobre esse novo ciclo econômico, concomitantemente ao olhar por dentro do elemento alienígena, algo inédito na literatura mato-grossense, comparável mesmo a Lobivar Matos que nos legou uma visão completamente distinta da tradicional sobre o negro, o índio, o trabalhador e os conflitos sociais contemporâneos, abrindo mão do tão precioso soneto. Vejamos um trecho de um poema do Sarobá de Lobivar:

Naquela roça grande não tem chuva
é o suor do meu rosto que rega as plantações:
Naquela roça grande tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue feitas seiva.
O café vai ser torrado
pisado, torturado,
vai ficar negro, negro da cor do contratado.
Negro da cor do contratado!
(…)
Quem faz o branco prosperar
ter barriga grande – ter dinheiro?
Quem?

A poesia de Marli Walker passa a ser leitura obrigatória para estudiosos que pretendam dialogar sobre o contemporâneo de Mato Grosso, uma terra continental. O Estado precisa ser enxergado além das típicas idiossincrasias convencionais, fora do rodamoinho costumeiro para onde são arrastados muitos escritores no rebojo do cânone literário e, finalmente, fora da gravidade cuiabana. Não pode passar despercebida essa poética nova que servirá de parâmetro para se compreender, no futuro, o que se passou conosco neste desencantado presente.

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Das quatro lagoas projetadas para o CPA só uma vingou, ainda que tenha precisado de mais de quatro décadas para vir enfim cumprir seu destino

Lição do Esgoto

Por José Antônio Lemos | O arquiteto é um profissional que tem no otimismo e na esperança, com pés no chão, suas principais condições de trabalho. Principalmente o urbanista. Trabalhando com aquilo que ainda não existe, mas visando sua futura existência ele tem que acreditar na possibilidade concreta daquilo que projeta. Assim, está sempre entre aqueles que acreditam que os problemas trazem em si o germe de sua própria solução e que quanto maiores as dificuldades, maiores as chances de grandes resultados, grandes não necessariamente no tamanho ou complexidade, mas também no seu inusitado ou simplicidade. Na maioria das vezes é preciso de coragem para expor a cara à tapa propondo algo singular, jamais visto, não por desejo de aparecer, mas apenas por ser aquela a solução cabível para aquele problema específico, também singular.

No último artigo tratei da paralisação nacional dos caminhoneiros e da possibilidade dessa grande crise forçar a solução para a grande questão da logística nacional dos transportes em especial para Mato Grosso, com o avanço da ferrovia e o desenvolvimento de outros modais de imensos potenciais no estado como o hidroviário, o dutoviário, o aeroviário e mesmo o rodoviário que sempre será necessário, mas sem ser o único como é agora. Possibilidades também para o uso da energia solar abundante e dos biocombustíveis como o biodiesel e o etanol com amplas vantagens ambientais e logísticas, com farta produção no estado, geradores locais de emprego e renda. Um grande problema visto como perspectiva para grandes soluções. Não desespero, mas esperança.

Este artigo é dedicado ao esgoto da lagoa do Parque das Águas em Cuiabá, problema antigo agravado com a criação do Parque, espaço urbano que cativou de pronto o coração dos cuiabanos. Antes já caía na lagoa e já era um grande problema, mas com o Parque a situação se expôs aos olhos do público também como agressão a um dos equipamentos mais queridos pela cidade. A propósito do Parque das Águas idealizado e implantado pelo prefeito Mauro Mendes, lembro lá por 1974 o engenheiro Sátyro Castilho projetando quatro lagoas para o futuro CPA buscando elevar a umidade do ar e proporcionar áreas públicas de qualidade para o lazer social urbano. Castilho, um bom nome a ser homenageado no local como um dos criadores do CPA. Das quatro lagoas só uma vingou, ainda que tenha precisado de mais de quatro décadas para vir enfim cumprir seu destino. O saudoso ex-prefeito coronel Meirelles, dizia que a boa arquitetura e o bom urbanismo precisam ter alma para se realizarem. E a alma do Parque das Águas se fortalece com a felicidade diária de seus usuários e, assim, não será fácil ser desleixado pelos gestores públicos. Tem muita gente zelando por ele.

Voltando ao esgoto, este era intocável pois tinha origem nos órgãos máximos da administração estadual. Com receio de afrontar excrementos de tão altos escalões, o problema foi enrolado por várias administrações. Até que depois de muitas notificações, autuações e TACs malsucedidos, e com os usuários reclamando, o atual secretário municipal de Serviços Urbanos José Roberto Stopa no fim do mês de abril concretou os tubos que despejavam o esgoto na lagoa, fazendo retornar os efluentes aos palácios de onde originavam. No mesmo dia as providências fluíram e hoje o tão querido Parque das Águas está livre da poluição para felicidade de seu jacaré, seus peixes, capivaras e outros usuários bípedes ou não que compõem sua alma. Simples assim. Basta um gestor republicano decidido a resolver. Que a corajosa decisão sirva de inspiração para outros graves problemas que se arrastam circulando pelas repartições do Brasil afora.

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Precisamos LER e compreender a Carta Testamento de Getúlio Vargas para entender o que acontece com o Brasil

><> Precisamos reler a CARTA TESTAMENTO de Getúlio Vargas. De preferência e voz alta para que, além de nossos ouvidos, possa tocar mais fundo nossas almas.

Carta Testamento – Getúlio Vargas

Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.

Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.

A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.

Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre, não querem que o povo seja independente.

Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.

Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.

Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.

Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.

Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.

(Rio de Janeiro, 23/08/54)

PS: Aos professores de língua portuguesa a sugestão para que se adote o texto como suporte para análise textual, coesão e sintática.

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A paralisação dos caminhoneiros escancarou para o Brasil o quanto é grave o problema da logística nacional de transportes

Caminhoneiros e Ferrovia

Caminhoneiros fazem paralisação na BR 101, Niterói-Manilha, na altura de Itaboraí, no Rio de Janeiro – Foto:Tomaz Silva/Agência Brasil

Por José Antônio Lemos | A paralisação dos caminhoneiros escancarou para o Brasil o quanto é grave o problema da logística nacional de transportes. A história nos esfrega na cara que o problema vai muito além de transporte de cargas e pessoas, e chega a envolver a vida de uma cidade, região ou de um país. Mais que segurança nacional, a questão da logística de transportes lato sensu envolve a segurança vital de um povo. Dizem que as grandes crises são oportunidades para grandes soluções e quem dera esta faça o Brasil rever sua política de transporte com ferrovias, hidrovias e dutovias pensadas como prioridade. Quem dera também resolva a dramática questão ferroviária de Mato Grosso.

Ao menos desde o começo do século passado discute-se a ligação ferroviária de Mato Grosso, mas foi na década de 1970 que o primeiro passo concreto foi dado com a inclusão do projeto no Plano Nacional de Viação. Depois em 1989 com a assinatura em Cuiabá pelo então presidente Sarney da concessão à Ferronorte de um verdadeiro sistema ferroviário para o Centro-Oeste brasileiro. Não se tratava só da ligação ferroviária de Cuiabá, mas de um grande sistema nela centralizado ligando-a aos portos e mercados do Sul/Sudeste brasileiro através de São Paulo, Uberaba e Uberlândia, aos portos amazônicos através de Santarém e Porto Velho, podendo chegar aos portos do Pacífico. Ano que vem a importante concessão completa 30 anos. De lá para cá os trilhos avançaram quase 800 km até Rondonópolis onde foi implantado o maior terminal ferroviário da América Latina. Não foi rápido, mas avançou. A grandiosa ponte sobre o rio Paraná, marco inicial das obras, neste dia 29 de maio completa 20 anos, monumento a uma grande luta que não pode ser esquecida.

Tudo caminhava ainda que devagar, até que em 2007 Mato Grosso indicou o diretor do DNIT. A expectativa era que nossa ferrovia enfim deslanchasse, mas aconteceu o contrário. De surpresa foi proposta uma outra ferrovia, a FICO ligando Goiás à Vilhena passando por Lucas do Rio Verde e Sapezal, que de imediato entrou no PAC-1 deixando de fora a Ferronorte, depois interrompida em Rondonópolis, isolando Cuiabá e todo o Mato Grosso platino do projeto ferroviário. Em 2010 a ALL devolve à União os trechos a partir de Rondonópolis. Era para acabar!

Aberta a porteira, de lá para cá outros projetos surgiram com a ferrovia parada em Rondonópolis e Mato Grosso sendo prejudicado das mais diversas formas. Todos esses novos projetos envolvendo vultosas somas de recursos e passando por regiões que demandam no mínimo demorados estudos ambientais. Moral da história, se as dificuldades eram muitas para a conclusão de um só projeto já iniciado quanto mais 4, ainda mais envolvendo ambiciosas disputas geopolíticas regionais.

Talvez o drama nacional exposto pela atual paralisação dos caminhoneiros restaure o bom senso aos gestores da política de transportes em nosso estado e no país. O antigo traçado da Ferronorte não exclui os demais projetos que podem continuar avançando em seus estudos enquanto avance a ligação de Rondonópolis à Cuiabá e Nova Mutum, a uma distância de menos de 600 km em região antropizada, sendo que o primeiro trecho até Cuiabá de 260 Km já no ano 2000 teve projeto apresentado em audiência pública. A viabilidade desta continuidade foi anunciada no Fórum realizado em novembro do ano passado em Nova Mutum com a presença do governador e dos presidentes do BNDES e da RUMO, atual empresa concessionária. Se tivesse sido prosseguida a obra depois da chegada em Rondonópolis, talvez a ferrovia já pudesse estar chegando à Sinop. Quem sabe os caminhoneiros trarão de volta o bom senso e a continuidade dos trilhos para Mato Grosso?

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“A vida está em suas mãos” é o tema da Campanha em Favor da Vida

Da Assessoria | A Campanha em Favor da Vida acontece todos os anos em todas as Casas Espíritas ligadas ao movimento Auta de Souza. Ela tem início duas semanas após o carnaval e encerra 12 semanas depois, com ênfase ao aborto.

O tema da campanha este ano é “Aborto, não! A vida está em suas mãos”.

Irmão Lix, em mensagem, questiona “Se, de acordo com a Lei 9605/98 (lei de crimes ambientais), que dispõe que prender um passarinho é crime inafiançável. Então, porque legalizar o assassinato do próprio filho indefeso que não tem para onde correr e nem como gritar? Será que as aves valem mais que a espécie humana?”, questiona. Ele diz ainda “o aborto provocado, mesmo diante de leis e regulamentos humanos que permitem, é um crime hediondo perante as leis divinas que são eternas e imutáveis”, lembra.

A Campanha em Favor da Vida também tem como foco a questão do suicídio.

A campanha encerra com uma grande mobilização na área central de Cuiabá, no próximo dia 26, sábado, a partir das 9 horas, quando voluntários do Grupo Fraterno de Cuiabá e Várzea Grande distribuirão mensagens em defesa da vida, evangelhos e realização palestras.

Este ano a mobilização será nas Praças Alencastro e da República.

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Orgulho e Constrangimento – Por José Antônio Lemos

Por José Lemos | Deixei para depois das comemorações este artigo sobre os 270 anos de Mato Grosso passado no dia 9 de maio último. Mas a espera era para ser de apenas 5 dias e não mais. A ideia era deixar passar as festividades oficiais para então comentá-las destacando o empenho do governo em divulgar a data e comemorar com o povo o orgulho em construir um estado campeão nacional na agropecuária, a tempos um dos principais responsáveis pelo que tem de positivo no PIB brasileiro e pelos elevados saldos anuais na balança comercial do país.  Orgulho em produzir alimentos e não armas e de ser uma das regiões do planeta que mais ajudam a matar a fome da população mundial. Só que não houve comemoração alguma, apenas algumas propagandas institucionais, quase que burocráticas. Por que? Aí me enrolei e fui tentar uma explicação.

    O dia 9 de maio foi instituído como aniversário de Mato Grosso pela lei 8.007/2003 de autoria do então deputado João Malheiros, sancionada pelo então governador Blairo Maggi. Por incrível que pareça não havia uma data congregadora de todos os mato-grossenses em função de seu torrão natal comum. Comemorava-se, quando se comemorava, junto com o aniversário de Cuiabá numa combinação bem expressiva da relação histórica umbilical entre o estado e sua capital, mas que foi perdendo o sentido à medida que o território mato-grossense foi ocupado pela salutar imigração oriunda das mais díspares regiões brasileiras, com outras culturas, outros costumes, ainda sem quase nenhum contato com a história da nova terra em que se instalava. Por que alguém recém-chegado lá em alguma extremidade de Mato Grosso comemoraria o aniversário de Cuiabá, ainda que a capital, mas uma cidade distante com pouco ou nenhum contato com a nova realidade desbravada?

    As conversas sobre a definição de uma data histórica para se comemorar o aniversário de Mato Grosso começaram na virada do século através de um grupo de discussão na Internet do qual tive a honra de participar junto a um punhado de mato-grossenses de coração, jovens e menos jovens, entre os quais o próprio deputado, preocupados com a integração e unidade estadual diante das revitalizantes levas imigratórias que se instalavam em Mato Grosso com suas bagagens histórico-culturais próprias, apenas se justapondo espacialmente sem qualquer liame integrador entre si e entre estas e a cultura local. O que tinham em comum esses novos mato-grossenses além de uma enorme esperança e da perspectiva de muito trabalho e dificuldades para transformar na sua nova moradia e fonte de vida aquele território até então quase inóspito, vazio e desconhecido aos seus olhos? Depois de muitos debates, discussões e até algumas desavenças sempre em alto nível, chegou-se ao dia 9 de maio de 1748 como o marco zero de Mato Grosso quando o Rei de Portugal Dom João V assinou Carta Régia criando duas Capitanias, “uma nas Minas de Goiás e outra nas de Cuiabá”.

    A Capitania das Minas de Cuiabá virou Capitania de Mato Grosso, e agora é o Estado de Mato Grosso, esse gigante produtivo graças à perseverança, coragem e trabalho de sua gente. O estado que mais cresceu no Brasil em 2017 com seu PIB avançando 11,2%, mais de 10 vezes o do PIB nacional e bem mais que o da China!  Tão extraordinário esse desenvolvimento que certamente constrangeu nossos governantes. Com que cara comemorar a pujança produtiva do estado com o governo em constante crise financeira, com dificuldades extremas para manter sua máquina administrativa e impossibilitado em atender aos investimentos e serviços que o próprio desenvolvimento exige e a sociedade cobra e tem direito? Será que isso explicaria a pífia comemoração?

Source: OrgulhoEConstrangimento210518e.doc – Documentos Google

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‘Um Conto de Batman: na Psicose do Ventríloquo’, 1º Batman Fan Film do mundo concorre ao prêmio de melhor filme no Gen Con Film Festival 2018

Da Assessoria | 1º Batman Fan Film do mundo em formato longa-metragem concorre ao prêmio de melhor filme no Gen Con Film Festival 2018, que acontece em agosto, em Indianapolis, nos EUA, e integra o Gen Con 2018, mais tradicional e original evento de games do mundo. Obra sobre o ‘Homem Morcego’ pode render mais um prêmio internacional ao cineasta brasileiro Elvis delBagno.

Elvis delBagno é um diretor de cinema amante da arte conceitual e que não privilegia efeitos especiais ou reviravoltas constantes na história. Com ‘Um Conto de Batman: na Psicose do Ventríloquo’, 1º Batman Fan Film do mundo em longa-metragem, delBagno conquistou diversos prêmios internacionais e em agosto vai concorrer a mais um: melhor filme no Gen Con Film Festival 2018, que acontece nos EUA. Também em agosto, ele tenta participar do 22º CINE-PE, um dos maiores festivais do Brasil, com outra obra, ‘A Suíte Epifânica de Luíza’.

No Gen Con Film Festival 2018, Elvis concorrerá ao prêmio de melhor filme com a obra ‘Um Conto de Batman: na Psicose do Ventríloquo’, o 1º Batman Fan Film do mundo feito em formato longa-metragem e que rendeu diversos prêmios a delBagno em festivais internacionais.

Já no CINE-PE 2018, delBagno vive a expectativa de concorrer com o filme ‘A Suíte Epifânica de Luiza’, que passa por avaliação dos jurados. Trata-se de uma obra poeticamente polêmica que aborda a história de uma idosa aprisionada em sua casa junto aos seus medos, angústias e aflições que marcaram sua infância.
Gen Con Film Festival 2018

Neste evento, Elvis está concorrendo ao prêmio de melhor filme longa-metragem com ‘Um Conto de Batman: na Psicose do Ventríloquo’, o 1º Fan Film do mundo do Homem-Morcego no formato de longa. A obra tem enredo autoral, prioriza as histórias dos personagens ao invés de explosões, lutas e efeitos especiais, e mostra uma narrativa lenta, por vezes, sem falas. Uma analogia à sociedade brasileira moderna aliada ao estudo profundo do Ser Humano.

O filme traz uma visão desvinculada das características “hollywoodianas” tradicionais, mas com produção robusta, fotografia marcante e enredo denso que não deixam dúvidas quanto à qualidade e importância do filme na carreira de Elvis.
Batman brasileiro de Elvis delBagno se mostra perturbado e confuso por se perder em seu ‘Eu’ a cada dia que tenta descobrir mais sobre si mesmo. Já o vilão, um boneco ventríloquo, tem sua existência explorada a fundo a fim de explicar a mente psicopata de um chefe da máfia.

22º CINE-PE

Já no festival pernambucano, Elvis está com o filme ‘A Suíte Epifânica de Luíza’ em análise dos jurados para concorrer ao prêmio em agosto. Sombrio, dramático e muito poético, a obra traz detalhes que remetem à solidão e a fatos da infância aprisionados na mente de Luiza, que não a deixam em paz. Sua imaginação e seres inanimados completam o sofrimento só. O espectador vivencia a atormentada vida da personagem, repleta de traumas, medos e polêmicas que transbordam poesia.

Uma obra do gênero ‘fantástico’, onde o roteiro, a produção, a filmagem, a sonorização e a edição são claramente autorais, respeitando uma narrativa lenta que seduz delBagno, ao mesmo tempo que o caracteriza como um cineasta diferente. Repleta de símbolos e metáforas bem construídas, a existência de Luiza se mostra sofrida, assustadora e cercada por monstros criados por ela mesma.

Após conquistar prêmios e prestígio em festivais de cinema ao redor do mundo, Elvis vive a expectativa de participar do CINE-PE 2018 para alcançar o reconhecimento também entre o público e crítica aqui do Brasil.

Elvis delBagno – Divulgação

Elvis delBagno gosta de utilizar o ambiente, o local das filmagens, como um dos protagonistas, pois é ele o responsável pelos males das pessoas, por uni-las ou afasta-las. Para mostrar o ambiente como um dos “astros” da obra, delBagno se inspira em nomes como Roman Polanski e Luis Bruñuel. “Aprecio demais essa peculiaridade, pois é o ambiente que faz você entender sobre o ser humano. Uma pessoa só é o que é devido aos incontáveis fatores e forças que o ambiente exerce sobre ela”, comenta Elvis.

Para delBagno, as crises existenciais sobrepõem os problemas externos e seus roteiros buscam mostrar o porquê daquela pessoa se tornar um vilão, quais motivos a levaram a esta condição. Elvis preza por filmes do gênero ‘Fantástico’ com toques surrealistas, de horror ou dramas que fogem do convencional. “Busco inverter histórias, dar outro fim ao final já conhecido, desestruturar narrativas. Assim, acredito que o filme se torna mais autoral, com características marcantes. Sempre procuro associar o filme a uma discussão política ou social de nosso país. E prefiro o ritmo do cinema clássico”, afirma delBagno.

Em breve, Elvis delBagno pretende anunciar um novo projeto, baseado em uma figura conhecida e exaltada na literatura brasileira. Algo bem brasileiro, na visão de um brasileiro, que não privilegia o conceito dos blockbusters.

Leia também: “Batman Brasileiro” concorre em duas categorias no FanFilm Awards 2018

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Como nossos pais, com Elis Regina em som e imagem remasterizados -Beleza!!!

 

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Quer ver um tucano preso??? Vai querendo

O judiciário virou piada. Ninguém mais acredita que possa existir um resquício sequer de justiça como Lula preso e Paulo Preto solto.

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Vem pra Arena volta neste fim de semana e tem Ira! como atração principal, no sábado

Banda Ira! é atração principal do Vem Pra Arena deste fim de semana Foto: Divulgação

Da Assessoria | O “Vem Pra Arena” está de volta. Neste fim de semana, na Arena Pantanal, uma das bandas mais populares da história do rock nacional, Ira!, encabeçada pelo vocalista Nasi e pelo guitarrista Edgar Scandurra, é atração principal no sábado (12), às 22h. O evento conta ainda com outras atrações culturais já tradicionais ao evento, como a feira gastronômica, de artesanato e da economia criativa, a Mundo Criativo, até o domingo (13).

Talentos musicais de Mato Grosso compõem quase que a totalidade da programação. No sábado, no Palco Arena, o pequeno Augusto Michel – que representou o Estado no The Voice Kids -, dá início às apresentações. Na sequência, é a vez dos Catireiros do Araguaia, grupo de cultura popular que vem se mantendo por várias gerações em uma mesma família.

No palco de expressões multiculturais, às 20h30 é a vez do Slam de Tchapa e Cruz, comandado por jovens dedicados às batalhas de rima. Logo, o público se encantará também, com as apresentações dos grupos Folclórico Matutada, de Campo Verde, e os Mascarados de Poconé. Para fechar o sábado, o ponto alto é o show do Ira.

Ainda no entorno da Arena, outro palco, o “Praça” traz mais atrações. A partir das 18h, os visitantes que curtem se exercitar, podem participar do Aulão de Zumba do Sesc. Na sequência, tem Urban 65. Logo, às 19h30, Paulo Monarco revela o resultado do novo trabalho, o Abriram-se as Veias. Já às 20h20, é hora da Banda Caximir, o Bando, revelar o clássico repertório deste que é um dos principais grupos de vanguarda do rock mato-grossense.

Por fim, o lambadão agita o público com as irreverentes composições da Erre Som.

Já no domingo, o Vem Pra Arena é dedicado ao Dia das Mães. O evento que reúne amigos e famílias, começa às 18h30 com espetáculo de teatro, o Conversa de Botas e Batidas, da Cia de Teatro Vostraz. Logo, às 19h, a cantora e compositora Karola Nunes lança o EP Já É, com show especial. Outra atração que ressalta a força feminina, é Estela Ceregati, com as músicas do show Ar.

Tem ritmo brasileiro também. Às 21h, o Samba Brasilis aquece o Palco Arena com canções clássicas da música brasileira.

Intervenções artísticas também marcam o domingo. Os Andarilhos das Estrelas interagem com o público entoando músicas do cancioneiro popular e ainda no segmento das artes cênicas, Carlão dos Bonecos participa com suas marionetes. O coletivo Caixas no Caminho também realiza apresentações de teatro lambe-lambe. Tem ainda Capoeira Vip, intervenções do coletivo Clichês de Rua e grafite com o Movimento Rota.

A Biblioteca Itinerante Estevão de Mendonça e o projeto Inclusão Literária também compõem a programação, mais voltados ao segmento da literatura, estimulando o hábito da leitura.

O evento conta também com a participação do luthier de viola de cocho, Alcides Ribeiro e com oficinas de Pipas, pelo Teatro em Sena e recreativas, pelo Sesc.

De acordo com o secretário de Estado de Cultura, Gilberto Nasser, o “Vem Pra Arena”, é um dos projetos de maior relevância realizados pela atual gestão. “Iniciativa do Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Cultura, leva para o entorno da Arena Pantanal opções gratuitas de lazer, entretenimento e cultura, além de abrir espaço às manifestações artísticas locais e fomentar o turismo, artesanato e gastronomia, gerando emprego e renda”.

Dentre os nomes que já passaram pelo projeto estão Lenine, Vanessa da Matta, Vanguart, Frejat, Tulipa Ruiz, Zeca Baleiro, O Terno, além de diversas atrações regionais. (Texto: Protásio de Morais)

Confira a programação:

SÁBADO 12/05

PALCO ARENA

18h30 – Augusto Michel – Tangará da Serra (The Voice)
19h30 – Catireiros do Araguaia – Barra do Garças
20h30 – Slam de Tchapa e Cruz
20h40 – Grupo Folclórico Matutada – Campo Verde
21h30 – Mascarados de Poconé
22h – IRA!

PALCO PRAÇA

18h- Aulão de Zumba – SESC
19h- Urban 65
19h30 – Show “ Abriram-se as veias” – Paulo Monarco
20h20 – Banda Caximir, o Bando
21h – Erre Som

DOMINGO 13/05 (Especial Dia das Mães)

18h30 – Conversa de Botas e Batidas / Cia. de Teatro Vostraz
19h- Lançamento do EP “Já é” – Karola Nunes
20h- Show “Ar” – Estela Ceregati
21h- Samba Brasilis

Intervenções Artísticas

1. Andarilhos das Estrelas / Tibanaré
2. Biblioteca Itinerante Estevão de Mendonça
3. Capoeira Vip
4. Clichês de Rua
5. Construção Viola de Cocho / Alcides Ribeiro
6. Inclusão Literária / Clovis Matos
7. Marionetes / Carlão dos Bonecos
8. Movimento Rota
9. Oficina de Pipas / Teatro em Cena
10. Oficinas Recreativas / SESC
11. Teatro Lambe Lambe / Caixas no Caminho

Entorno da Arena

1. Mundo Criativo
2. Feira Gastronômica
3. Feira de Artesanato.

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Agora estamos sem Nelson Pereira dos Santos

Por Agência Brasil | Morreu hoje (21), no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos, o diretor de cinema Nelson Pereira dos Santos, de 89 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul da cidade.
A notícia foi confirmada às 17h pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual o cineasta era membro desde 2006, ocupando a cadeira sete. O corpo do diretor será velado na sede da ABL, no centro do Rio.Nascido em São Paulo, em 22 de outubro de 1928, Nelson Pereira dos Santos era bacharel em direito, formado  pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Além de diretor, foi produtor, roteirista, montador e ator.

Diretor do filme “Rio 40 Graus”, era considerado um dos mais importantes cineastas do país. Seu filme Vidas Secas, baseado na obra de Graciliano Ramos, é um dos longa-metragem brasileiros mais premiados em todos os tempos, sendo reconhecido como obra-prima.

Nelson Pereira dos Santos foi um dos precurssores do Cinema Novo e fundador do curso de graduação em cina da Universidade Federal Fluminense.

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Jurista Joaquim Falcão é eleito para a ABL

O novo imortal, Joaquim Falcão (Divulgação/ABL)

O jurista e educador Joaquim Falcão, de 74 anos, foi eleito hoje (19) para a Cadeira 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que morreu no dia 5 de janeiro deste ano. Antes de Cony, a Cadeira 3 foi ocupada pelo fundador da instituição, Filinto de Almeida, por Roberto Simonsen, por Aníbal Freire da Fonseca e por Herberto Sales.

Participaram da sessão, no Petit Trianon, como é conhecido o prédio-sede da ABL, 24 acadêmicos, e 11 encaminharam seus votos por carta. Por motivo de saúde, quatro imortais não votaram. Além disso, houve três votos em branco.

Joaquim Falcão disse que sua eleição simboliza a busca de Brasil pelo Brasil. “Simboliza a capacidade de ver e interpretar o Brasil, a liberdade de informação e a adversidade do Brasil.”

Ao comemorar em casa, junto com parentes e amigos, a eleição para a ABL, Falcão adiantou qual será a sua contribuição para os debates com os imortais, como são chamados os membros da academia. Ele lembrou que sua origem é jurídica e que é especializado em Supremo Tribunal Federal (STF). “O Supremo representa o sentimento de justiça do Brasil, assim como os intelectuais representam a consciência do povo brasileiro”, afirmou.

Ao comentar o papel do STF no momento atual, Falcão foi direto: “O Supremo não vai falhar ao Brasil.”

Sucessão – Para Falcão, o fato de suceder o escritor Carlos Heitor Cony na ABL também é motivo de satisfação. “Cony representou, nos meses mais difíceis que o Brasil passou, uma voz que ia além de si mesmo. Cony foi uma voz de liberdade. Ele disse o que o Brasil inteiro queria dizer.”

O presidente da ABL, Marco Lucchesi, ressaltou que o novo imortal é figura de destaque no meio jurídico, e uma conquista para a Casa. Joaquim Falcão é um nome de marca na área jurídica e um intérprete sensível e profundo de nosso país. Tem uma cultura ecumênica e plural, raro conhecedor do STF e dos desafios do Brasil. É um grande nome para a Casa.”

A acadêmica Rosiska Darcy de Oliveira, destacou que Falcão já deveria sido eleito para a ABL. “Joaquim Falcão é não só um jurista notável, é também uma figura incontornável da cultura brasileira. Seu lugar é nesta Casa e já tardava esta eleição. Joaquim é muito querido entre os Acadêmicos, como prova a sua votação”, afirmou a escritora.

O novo acadêmico nasceu no Rio, mas é de origem pernambucana. Bacharel em direito pela Universidade Católica do Rio de Janeiro, é mestre em direito na Harvard Law School e em planejamento de educação, além de ter doutorado na Universidade de Genebra. Foi diretor da Faculdade de Direito da PUC-Rio, professor associado da Universidade Federal de Pernambuco e da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fundador e professor titular da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro.

Entre outros cargos políticos, Joaquim Falcão foi chefe de gabinete do ministro da Justiça no governo Sarney, Fernando Lyra; fez parte da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais, a Comissão Afonso Arinos; presidiu a Fundação Nacional Pró-Memória, responsável pelas principais casas de cultura do Brasil, como Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu Histórico Nacional.

No fim dos anos 70, começou a colaborar com o jornal Folha de S.Paulo, escrevendo durante anos na página 2. Seu livro A Favor da Democracia, publicado em 2004, é resultado desse período.

O livro Mensalão – Diário de um Julgamento: Supremo, Mídia e Opinião Pública, publicado em 2013, descreve uma nova estratégia de “difusão de massa do conhecimento jurídico”, traduzindo para o grande público, as grandes questões sobre estado democrático de direito.

Source: Jurista Joaquim Falcão é eleito para a ABL | Agência Brasil

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Agora estamos sem Dona Ivone Lara, autora de “Sonho Meu”

Aos 97 anos, morre no Rio a sambista Dona Ivone Lara

A sambista Dona Ivone Lara morreu na noite desta segunda-feira (16)  Portal Brasil – Foto: Divulgação

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil | A cantora e compositora Dona Ivone Lara morreu na noite de ontem (16), aos 97 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde a última sexta-feira (13)  no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, com um quadro de anemia.

O corpo será velado na quadra da Império Serrano, sua escola do coração, em Madureira, na zona norte da cidade. O sepultamento está marcado para a tarde, no cemitério de Inhaúma.

A Portela, outra escola tradicional de Madureira, divulgou nota chamando dona Ivone Lara de “patrimônio do Império, da Portela e da cultura brasileira”. Considerada um dos maiores nomes da música popular brasileira em todos os tempos, a cantora sempre foi muito ligada também aos compositores da Portela. Era grande amiga de Candeia, Monarco e Paulinho da Viola, por exemplo.

O sambista Dudu Nobre usou o seu perfil no facebook para homenagear a artista. “Obrigado por tudo dona Ivone Lara. As bênçãos, os ensinamentos,as conversas, os sambas, a poesia. Descanse em paz, Grande Dama do Samba”.

Nascida em 13 de abril de 1921, no Rio de Janeiro, dona Ivone Lara compôs seu primeiro samba aos 12 anos, “Tiê, tiê“, depois de ganhar de seus primos um pássaro da espécie tiê.

Aprendeu a tocar cavaquinho com o tio  Dionísio Bento da Silva, que tocava violão de sete cordas e integrava o grupo de chorões que reunia Pixinguinha e Donga.

Sua primeira escola de samba foi a Prazer da Serrinha, que começou a frequentar em 1945 e para quem compunha sambas que eram assinados pelo seu primo Fuleiro, devido ao preconceito contra as mulheres que existia nas agremiações naquela época.

Enfermeira e assistente social, trabalhou com pacientes que tinham doença mental. Ingressou na Império Serrano em 1965 e gravou seu primeiro disco, “Samba minha verdade, samba minha raiz”, em 1974. Ao se aposentar da área da saúde em 1977, passou a se dedicar integralmente à música.

Entre suas composições mais conhecidas estão Sonho meu e Acreditar, ambos em parceria com Délcio Carvalho.

Source: Aos 97 anos, morre no Rio a sambista Dona Ivone Lara | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Mais de 30 projetos culturais receberão apoio da prefeitura de Cuiabá

Ao total 31 propostas serão executadas por artistas regionais e devem resultar em grandes eventos em 2018

Da Assessoria | Com o objetivo de contribuir para a ampliação democrático das mais variadas manifestações culturais, bem como promover a valorização e difusão dessas atividades, a Prefeitura de Cuiabá realizou na sexta-feira (13) a apresentação do projetos culturais aprovados por meio do Edital de Cultura, lançado em 2017. Coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, a ação de incentivo selecionou 31 propostas a serem executadas pelos artistas regionais com o apoio financeiro do Executivo cuiabano.

A medida cumpre com política de fomentação adotada pela gestão do Município e também com Lei Complementar nº 273/11, que dispões sobre a captação de recursos públicos para o desenvolvimento de projetos artísticos-culturais na Capital. No total, foi destinado aos sete segmentos contemplado o montante equivalente a R$ 535 mil, oriundo do Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura. O valor está divido entre as seguintes áreas: Artes Cênica, Artes Visuais, Audiovisual, Cultura Popular, Literatura e Patrimônio.

“Esse é apenas um dos elementos que, com recursos próprios a nossa gestão está buscando desenvolver. Ao contemplar esses projetos estamos demonstrando nosso desejo de fortalecer esse segmento. Além disso, já determinei que o secretário Francisco Vuolo trabalhasse na promoção de uma série de outras ações. Dentes elas, está o festival de siriri, de rasqueado, e outros eventos que farão com que nossa cultura, que por si só já é muito rica, se consolide cada vez mais” comentou o prefeito Emanuel Pinheiro.

De acordo com o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismos, Francisco Vuolo, a escolha dos 31 projetos deve ser vista com um importante momento de fortalecimento às atividades culturais cuiabanas. Durante a solenidade, ele explicou que, nos últimos anos, o campo cultural não recebeu a devida atenção por parte do poder público. Todavia, Vuolo destacou que, ao assumir a Prefeitura, Emanuel Pinheiro estabeleceu que fosse retomado e colocado em prática os editais de incentivo aos artistas.

“O que vimos aqui foi o resultado da soma de nossos esforços, onde os 31 projetos foram apresentados para a população, já com a os recursos creditados na conta de cada proponente. Nossa expectativa é que, a partir do próximos meses, possamos ter uma série de grandes eventos e atividades culturais ocorrendo nos quatro cantos da nossa querida Cuiabá. Estamos buscando difundir e valorizar nossa cultura e, ao mesmo tempo, aproximar a Prefeitura dessa classe”, argumentou Francisco Vuolo.

Aprovação dos artistas Com apenas quatro meses de existência e contando com 20 componentes, o prodígio projeto Musikan, que une a prática do Karatê com a música de instrumentos de cordas, foi um dos beneficiados pelo Edital de Cultura. Segundo o diretor e maestro do grupo, Jorge Moura, poder contar com o apoio do Município é um reconhecimento de um trabalho que, em pouco tempo, conseguiu demonstrar todo potencial existente. Ele lembrou que, ao longo dos anos, vários projetos são iniciados pela cidade, porém, por não terem esse auxílio, acabam sendo finalizados sem os frutos almejados.

“Com essa assistência da Prefeitura, teremos condições de manter as aulas, conseguir novos instrumentos, e trazer mais crianças. Esse é um projeto que surgiu a partir de uma amizade com outros membros do grupo, onde tivemos a ideia de juntar o esporte com a música. Tínhamos uma vontade de levar para as crianças, além do lado físico do Karatê, um pouco da cultura que a arte proporciona, unindo os benefícios das duas práticas em prol da formação de bons cidadãos. São alunos que estão tendo contato com músicas regionais e, ao mesmo tempo, trabalhamos a questão do companheirismo e a necessidade de sempre ajudar o colega com mais dificuldade”, relatou o maestro.

Representando as raízes e tradições cuiabanas, o grupo de cururu Tradição Cuiabana, composto por mais de 30 membros, também teve a oportunidade de apresentar sua arte e ser contemplado pela iniciativa da Prefeitura. Conforme um dos lideres da associação, Thomas Flaviano, a medida da Prefeitura deve ser considerada não só mais um alento, mas também uma importante iniciativa de fomentação, diante de todas as dificuldades enfrentadas diariamente pelo conglomerado, que propaga a legitima representação da cultura regional.

“Todos nós nascemos e nos criamos seguindo a tradição do cururu e das festas de santos. Somos os grande representantes da cultura cuiabana. Se falar de cururu e siriri em qualquer lugar do Brasil, a pessoa imediatamente irá reportar a Cuiabá. Então, nada mais justo que possamos receber dos órgãos públicos incentivos como este. Somos muito gratos a Prefeitura de Cuiabá, representada pela Secretaria de Cultura, por ter nos ajudado. É mais uma ação que irá contribuir para o enriquecimento dessa atividade”, finalizou o curureiro. (Texto: Bruno Vicente / Foto: Luiz Alves)

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Programa de extensão da UFSCar trata da Saúde Mental no contexto da Reforma Psiquiátrica

Projetos de extensão desenvolvem ações de cuidado e educativas em defesa dos direitos humanos

Sonia Regina Zerbetto

Da Assessoria | Com o objetivo principal de desenvolver ações de cuidado e educativas em defesa dos direitos e para o resgate da cidadania de pessoas em sofrimento psíquico ou dependência e abuso de álcool e outras drogas, o programa de extensão “Saúde Mental no contexto da Reforma Psiquiátrica” vem realizando atividades desde 2004, sob a coordenação de Sonia Regina Zerbetto e com participação de Angélica Martins de Souza Gonçalves, ambas docentes do Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Atualmente, dois projetos são desenvolvidos no âmbito do Programa. A “Oficina terapêutica sociocultural”, coordenada por Zerbetto, é desenvolvida no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD), em São Carlos. Por meio da iniciativa, as pessoas atendidas no CAPS participam de atividades culturais, no próprio local ou em visitas a museus, teatros, bibliotecas e outros espaços, sempre nas manhãs das quintas-feiras, além de dinâmicas com foco nos âmbitos terapêutico e social. “O projeto envolve anualmente aproximadamente 15 usuários do CAPS-AD, uma bolsista de graduação e outra da pós-graduação de Enfermagem, bem como acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem, durante a disciplina de Atenção à Saúde Mental, ofertada no sexto semestre do curso”, conta Zerbetto. “A oficina tem por objetivo trazer a prática clínica aos estudantes de graduação e, ao mesmo tempo, oferecer aos usuários do CAPS-AD uma atividade no eixo terapêutico e sociocultural”, explica.

Já o projeto “Rastreamento e intervenções breves para o uso de álcool e tabaco na gestação”, coordenado por Gonçalves, tem interface entre pesquisa e extensão e é desenvolvido pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) Adaene Alves Machado de Moura desde o começo deste ano. A proposta é fazer um levantamento e propor intervenções para reduzir ou cessar o consumo de álcool e tabaco por gestantes vinculadas a unidades de Atenção Primária de São Carlos. Por meio de questionários aplicados junto a este público, é identificada a forma de consumo dessas substâncias e, em seguida, oferecida uma intervenção educacional, ressaltando os problemas associados ao uso de álcool e tabaco, tanto para a mãe, quanto para o feto. Caso a gestante seja identificada como provável dependente de álcool, é feito o encaminhamento dessa mulher para o CAPS-AD. “A experiência deste projeto tem sido bastante produtiva. Temos retomado o contato com as gestantes após a intervenção e observamos que algumas realmente têm se motivado a modificar seu comportamento de beber e fumar quando se deparam com informações pautadas em evidências científicas. Nossos resultados têm sido mais promissores do que os que projetamos inicialmente”, afirma Gonçalves.

Outras atividades desenvolvidas no programa de extensão desde a sua criação são seminários; cursos de extensão (no formato de Atividades Curriculares de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão – Aciepes); as oficinas terapêuticas; capacitação de profissionais da rede de Saúde para utilização de instrumentos de rastreamento de uso de álcool em adultos e gestantes; produção científica e apresentação de trabalhos em eventos nacionais e internacionais; o projeto “Prevenção para o uso de álcool e drogas entre usuários e familiares de um serviço de base comunitária de Saúde Mental” (com recursos do Programa de Apoio à Extensão Universitária – ProExt – do Ministério da Educação); e iniciativa de capacitação de professores dos ensinos Médio e Fundamental para prevenção do uso de álcool e outras drogas em escolas (financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq – e em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso).

Reforma Psiquiátrica – O Programa frente à importância do conteúdo teórico-científico e prático na Reforma Psiquiátrica, entendida como um processo social complexo, que envolve a mudança na assistência à Saúde Mental de acordo com novos pressupostos técnicos e éticos, a incorporação cultural desses valores e a convalidação jurídico-legal desta nova ordem. A Reforma ainda está ocorrendo, e o modelo brasileiro teve várias influências, principalmente da Itália. “As mudanças no tratamento de pessoas com transtornos mentais começaram no final da década de 1970 e ocorreram na estrutura física, com fechamento de hospitais psiquiátricos e criação de serviços substitutivos ao manicômio; na legislação; no conteúdo teórico-científico; nas relações entre profissional e usuário dos centros de atenção; além do amparo, reintegração à sociedade, cuidados, enfim, transformações em saberes e práticas nas dimensões técnico-assistenciais, sociais, culturais e políticas”, conta Zerbetto.

><>Nós do NAMARRA apoiamos qualquer iniciativa que avance no tratamento dos portadores de transtornos mentais.

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A foto que denuncia que Lula é Lula viralizou

 

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Assim disse José Saramago…

 

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Marco Marrafon pede pra sair e Marioneide Kliemaschewsk assume a Seduc

Da Assessoria | O governador Pedro Taques nomeou a professora Marioneide Kliemaschewsk para assumir a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) em substituição ao ex-secretário Marco Marrafon, que deixou o comando da pasta a pedido, nesta quinta-feira (05.04). Marioneide ocupava o cargo de secretária adjunta de Gestão Educacional e Inovação da Seduc.

A nomeação está publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), que circula nesta sexta-feira (06.04).

Taques agradeceu o trabalho realizado pelo secretário Marco Marrafon e afirmou que tem completa confiança na nova secretária, que irá dar continuidade aos programas que tem transformado a Educação estadual.

Marioneide conta com mais de 31 anos de serviços prestados à educação pública atuando como professora, coordenadora, diretora, secretária de Educação da Prefeitura de Cuiabá entre outras funções. “Espero poder honrar a escolha do governador Pedro Taques e do secretário Marco Marrafon com muito trabalho sério, eficaz e acima de tudo com compromisso da minha vida – que sempre foi me dedicar à Educação”.

Conforme a secretária, o seu principal objetivo será dar continuidade ao trabalho desenvolvido junto à rede estadual e às ações do programa Pró-Escolas, que é construído por uma grande equipe, do qual ela também fez parte, enquanto esteve à frente da secretaria adjunta, e aos 10 projetos estratégicos desenvolvidos na Educação: Escola Plena, Muxirum da Alfabetização, Anjos da escola, Pró-Escolas Estrutura, Avalia MT, Pró-Escolas Digital, Pró-Formação, Programa de Integridade, Programa de Qualidade de vida e Esporte na escola.

“Contribuir para que a Educação continue o processo de melhoria contínua, buscando atingir o foco principal, que é a missão de ofertar um ensino de qualidade as crianças, adolescentes e jovens de Mato Grosso”, enfatizou.

Carreira

Marioneide Kliemaschewsk é graduada em pedagogia, administração de empresas e economia, pós-graduada em recursos humanos e gestão escolar, é servidora efetiva da rede municipal de educação de Cuiabá há 31 anos, onde atuou como professora do ensino fundamental e por 13 anos como diretora.

Em 2013, a professora assumiu o cargo de diretora-geral de Gestão Educação na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá. Cinco meses depois, assumiu como adjunta de educação e em 2016 se tornou secretária Municipal de Educação.

Em 2017, Marioneide foi convidada pelo então secretário Marco Marrafon a dirigir a Secretaria Adjunta Gestão Educacional e Inovação, onde implementou diversos projetos, entre eles o Avalia MT, que tem como objetivo traçar um diagnóstico detalhado de toda a rede de Educação do Estado.

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Carlos Fávaro renuncia ao cargo de vice-governador e deve ser candidato ao Senado pelo PSD

 Por Carlos Fávaro | Hoje, protocolei minha renúncia ao cargo de vice-governador na Assembleia Legislativa. Tomei essa decisão em razão da missão dada pelo meu partido, o PSD, de construir um novo projeto para Mato Grosso. A razão é simples: não poderia me dedicar a esse propósito, fortalecendo o partido para as candidaturas proporcionais e majoritárias recebendo o salário mensal de R$ 20 mil e nem continuar utilizando toda a estrutura que dá apoio à Vice-governadoria.

Desde que assumi o cargo de vice-governador, reduzi sensivelmente o tamanho da estrutura que, na época, contava com 74 cargos, sendo 46 exclusivamente comissionados. No primeiro ano, diminuí para 20 o número total de servidores e mantive essa média até hoje. Com o compromisso de reduzir custos, diminuí 60% das despesas administrativas e isso tudo sem prejudicar os trabalhos, já que realizamos 12 mil atendimentos durante o período que estive à frente do gabinete.

Além disso, assumi por 20 meses a gestão da Sema – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, um dos maiores desafios da minha vida e, com muito trabalho, planejamento e dedicação, apresentamos avanços em todas as áreas. Hoje, com certeza, temos uma secretaria muito mais eficiente e cumprindo o seu principal papel, que é a preservação do meio ambiente, sem atrapalhar o desenvolvimento econômico.

Agradeço aos eleitores que me elegeram e ao povo de Mato Grosso com a absoluta certeza de missão cumprida. Parto para esse novo desafio e não seria ético de minha parte trazer prejuízo ou despesa ao erário, utilizando-me de uma estrutura que foi criada para atender ao mandato de vice-governador. A nova política exigida pela sociedade não quer discurso, quer ação. Tenho convicção de que esta é a decisão mais acertada.

Obrigado a todos

Carlos Fávaro
Vice-governador

Source: (15) Carlos Fávaro – Página inicial

><>Com a renúncia de Carlos Fávaro aumenta o isolamento do governador Pedro Taques.

Bom que se diga, que o vice-governador não precisava renunciar, em sendo candidato ele não poderia apenas assumir a chefia do executivo. Mas alguns observadores dizem que ele estava temendo alguma manobra do governador – assim como aconteceu com o conselheiro Antônio Joaquim -que pudesse inviabilizar o seu projeto eleitoral. 

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Virgínia Mendes, ex-primeira dama de Cuiabá, diz que é mentira que ‘vetou ou irá vetar’ a candidatura de Mauro Mendes ao governo

 Por Virginia Mendes | Mais uma vez vejo meu nome e o da minha família envolvidos em comentários maldosos e mentirosos. O que estão espalhando por aí no meio político e através de alguns meios de comunicação é simplesmente fofoca.

Vejo estas insinuações de que eu estou vetando ou que irei vetar qualquer projeto político do Mauro como uma iniciativa de tentar atingir meu esposo de maneira baixa, sem o menor lastro na verdade e desrespeitando a mim e a minha família.

Em consideração aos nossos amigos e às pessoas que têm nos procurado, faço questão de esclarecer que como esposa, mãe de três filhos e companheira dele há 23 anos, temos uma relação baseada no respeito, no amor, no diálogo, na confiança e abençoada por Deus. E será assim, com diálogo e cumplicidade que irei contribuir para que o Mauro decida se irá ou não participar das eleições 2018. Com qualquer decisão tomada nós estaremos juntos!!!

Conversamos sobre tudo, como todo casal faz dentro de uma relação saudável.
E acho que é isso que deve estar incomodando alguns políticos que não têm família ou não a respeita!!!!

Não preciso ficar aqui defendendo a capacidade política e administrativa do meu esposo, até porque ele já passou pelo crivo das urnas e tem trabalho comprovado e saiu com grande aprovação popular.

Confio em Deus em primeiro lugar e na hora certa a verdade aparecerá, ela sempre aparece.

A verdade vencerá o medo e a mentira!!!!

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e árvore de Natal

Source: (8) Facebook

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Ironia sinistra: Lula, o articulador das políticas de distribuição de riqueza e conseguiu resgatar da pobreza extrema mais de 36 milhões de brasileiros e tirar o Brasil do mapa da fome da FAO está prestes a ser levado a prisão

A luta contra a fome, atrás das grades

Por Enrique YevesÉ uma ironia perversa que o arquiteto do maior sucesso internacional na luta contra a fome e a pobreza, ex-presidente Lula da Silva, foi convidado neste fim de semana [sábado, 27 de janeiro] na Etiópia pelos presidentes da União Africana para participar de um evento para mostrar os segredos do “milagre brasileiro”, que inspira os líderes do continente africano através do seu programa Fome Zero, uma referência mundial no progresso social, enquanto que, em seu próprio país, estão fazendo todo o possível para colocá-lo na prisão. E eles estão bem perto de obtê-lo. Para começar, no último minuto, um juiz retirou o passaporte na sexta-feira e impediu-o de embarcar no avião.

Ironia sinistra que o articulador das políticas de distribuição de riqueza em seu país, que conseguiu, em pouco mais de uma década, resgatar da pobreza extrema mais de 36 milhões de brasileiros, reduzir a mortalidade infantil em 45%, diminuir o número de pessoas subnutridas em 82% e tirar o Brasil – o maior país da América Latina e onde o fosso entre ricos e pobres era o maior do mundo – do mapa da fome que a FAO produz anualmente está prestes a ser levado prisão A acusação formal é beneficiar de um apartamento que não é e nunca foi dele, e o crime real é ser neste momento o líder mais valorizado em um país em crise profunda, e em plena disputa eleitoral.

Porque, de fato, se houve um crime, é precisamente isso: todos concordam – opositores e detratores – que, quando as próximas eleições gerais forem realizadas – agendadas para o mês de outubro deste ano – existe um vencedor seguro, Lula. Se o deixarem candidatar.

No complexo mundo da cooperação internacional, cada vez que falamos sobre uma fórmula para reduzir a fome e a pobreza, citamos o programa Fome Zero que o presidente Lula e seus colaboradores implementaram em seu país quando tomaram posse em 2003. Cada vez que um país deseja alcançar objetivos semelhantes, seja na Ásia ou na África, eles olham com admiração para o “modelo brasileiro”, que eles então adaptam às suas próprias necessidades. Toda vez que queremos mostrar que é possível erradicar a fome, falamos sobre o Brasil. Toda vez que explicamos como a riqueza pode ser redistribuída para beneficiar as camadas mais vulneráveis ​​de maneira ordenada e metódica, citamos o Brasil.

É por isso que os países africanos, reunidos neste fim de semana na capital etíope em sua cúpula anual, pediram a Lula para lhes dizer novamente como ele fez e como ele pode ajudá-los em seu continente. É um relacionamento colaborativo que ganhou um impulso decisivo na reunião realizada em julho de 2013, também em Adis Abeba, durante a qual foi lançada uma iniciativa da União Africana, da FAO e do Instituto Lula com o objetivo de erradicar a fome em África até 2025. Um ano depois, os resultados dessa reunião foram consolidados através da Declaração de Malabo, apoiada por líderes africanos, que agora querem avaliar como se deu o caminho tortuoso e difícil para erradicar a fome no continente. Eles ficaram com o desejo.

Pergunta-se por que se esforçam em seu país para torná-lo inelegível, e está se tornando cada vez mais evidente. O “modelo brasileiro” é muito perigoso. É muito eficiente. Pode ser replicado. E, o que é ainda pior para alguns, pode ser reintroduzido se ele ganhar as eleições. É por isso que todos os esforços são direcionados para um único objetivo: impedir que ele se candidate para as eleições de outubro.

A década prodigiosa com Lula no leme – e mais tarde sua sucessora, Dilma – fez com que a pobreza geral caísse no Brasil de 22% para 8% entre 2001 e 2013, enquanto a pobreza extrema caiu de 14% para 3,5%. O acesso a alimentos adequados atingiu 98% dos brasileiros. Nessa década, a renda dos 20% mais pobres da população foi multiplicada por três em relação aos dos 20% mais ricos.

O exemplo do Brasil, um país complexo e enorme, com mais de 200 milhões de pessoas, que já foi considerado internacionalmente como uma das experiências mais bem sucedidas na redução da desnutrição na história recente, logo serviu de inspiração para outros países.

Na América Latina, os líderes se comprometeram em 2005, com o apoio da FAO, à erradicação da fome na região através da Iniciativa América Latina e Caribe Sem Fome (IALSCH). A região foi pioneira em assumir esse desafio e respondeu através do seu principal órgão de integração, a Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe, o CELAC, que implementa um ambicioso Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome. Como resultado de tudo isso, a América Latina foi a região que fez o maior progresso na redução da fome e da pobreza em todo o mundo desde o início do século XXI. Os dados são fortes e não deixa espaço para dúvidas. No final dos anos noventa, havia cerca de 66 milhões de pessoas, ou seja, 14,7% de sua população, que sofriam de fome, que não podiam acessar o alimento necessário para levar uma vida saudável. Em uma década e meia, essa porcentagem diminuiu para 5%, reduzindo o número de pessoas afetadas para 34 milhões (tendo em conta, além disso, que nesse período a população aumentou cerca de 130 milhões).

São todos os avanços que eles querem aprisionar hoje no Brasil, a qualquer custo. Isto é o que é jogado não só pelos brasileiros, mas também por todos aqueles que estão preocupados em enfrentar um dos maiores desafios coletivos que temos em nosso planeta: erradicar a fome e a pobreza. Talvez eles possam deixar Lula da Silva atrás das grades. Mas eles não podem fazê-lo com os 815 milhões de pessoas que sofrem de fome no mundo hoje — uma em nove. A prisão não serve para resolver esses desafios. O que serve são pessoas como Lula. Os líderes africanos sabem e por isso o convidaram neste fim de semana na Etiópia. Lula sabe disso. E, infelizmente, aqueles que estão determinados a não avançar para resolver o problema também perceberam. Uma ironia perversa.

Enrique Yeves é jornalista e escritor especializado em questões de desenvolvimento internacional. Atualmente é Diretor de Comunicação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

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Rogê Além lança músicas em plataformas musicais na Rede

Da Assessoria | Com o lançamento de Analosintético em plataformas de música da internet na última quinta-feira, 22, Rogê Além, adentra o universo da música experimental brasileira, mostrando ao mundo o disco que foi viabilizado com a aprovação do projeto no edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura.

Tal qual outros grandes nomes da MPB que vez ou outra se utilizam de timbres, guitarras e beats sintéticos em suas produções, ele aposta em uma música mais intuitiva subsidiada por recursos tecnológicos.

Por seis meses, o compositor, cantor e produtor, atuou em todas as frentes. Não esteve em um grande estúdio, mas em seu recanto, entrou em processo imersivo, como um cientista em seu laboratório. A fusão da organicidade do sentimento, a poética existencialista de suas letras e a sonoridade de plástica sintética que resulta da utilização de softwares, deu origem ao disco cintilado por várias atmosferas. Tem romance, música para dançar, um tom lisérgico, apocalíptico e especialmente, certa dose de world music – representada pelo tom hipnótico de mantras indianos – e ainda, da improvisação jazzística.

Rogê também investiu no aprimoramento vocal. Segundo Sonia Mazetto, fonoaudióloga responsável pela preparação do cantor, neste trabalho Rogê interpreta suas canções com um timbre autêntico, de cor e vibração rara. Ela destaca ainda que o que torna a obra mais rica musicalmente é o fato do ‘cantautor’ ter encarado a voz como um instrumento, trazendo ao Analosintético interpretações e arranjos vocais ousados.

“Claramente denota sua preocupação com a pesquisa e com a criatividade ao explorar linhas melodias e de contra-canto que criam texturas incríveis. Sem dúvida, um dos trabalhos mais significativos e complexos que já vi ao longo desses 20 anos na música de Mato Grosso. Fico muito feliz de ter feito parte desta construção que foi concebida por várias mãos”, pontua Mazetto.

“É um disco que replica uma série de mudanças. Me desfiz de conceitos pessoais e artísticos, ressignifiquei minha música. Com a utilização de um software – indicação do parceiro e artista Caio Mattoso – me assumi produtor também, fui de encontro a um milhão de possibilidades timbrísticas. Apreciar este momento é o meu foco”, explica o artista.

A nova produção – que sucede anos à frente da banda Engenho de Dentro e dois EPs solo – traz 11 faixas. Altamente existencial e biográfico, a produção musical é aguçada pelos sentimentos de Rogê. “É a externalização de um sentimento pessoal que eu tenho certeza que vai tocar muita gente. Quero que minha música seja libertadora, que as pessoas possam refletir, possam ser felizes também. Que elas se sintam encorajadas. É para balançar o corpo e sacudir a alma”.

Será lançado um videoclipe por mês de cada uma das faixas.

Como o edital prevê também a circulação por cidades mato-grossenses, a agenda de shows contempla o público de Sinop, no dia 29 de abril, no Guadalupe. A ocasião marca a estreia da turnê Analosintético.

Em maio, ele parte para apresentação em Rondonópolis, no Casario. Por fim, em Cuiabá, o show será no Sesc Arsenal. Todas as apresentações têm entrada livre e em cada uma das cidades será realizada oficina de capacitação para músicos e interessados no segmento.

A direção geral e artística, bem como a produção musical do disco é de Rogê Além. Para arrematar a parte técnica, a mixagem e masterização ficou a cargo de Leonardo Lima. Já a concepção visual e a direção de arte que amarram o conceito é fruto do trabalho de Eduardo Dario, com apoio da fotógrafa Mariangela Ferruda Zilli e styling por Anne Neubauer.

O conceito idealizado para este trabalho reúne as duas linguagens que norteiam a nova proposta do artista nessa obra, no caso o universo analógico e o digital.  Eduardo frisa que o desafio na criação foi justamente trazer à estética vintage – fortemente presente no estilo de vida do Rogê – uma intervenção moderna, estabelecendo assim um cenário atemporal. “Desde o início do planejamento, estava claro para nós que o Analosintético não seria apenas um disco, mas sim, um projeto audiovisual multifacetado”, descreve.

Os interessados podem conhecer o novo trabalho do artista pelos  links:

youtube / full album:  https://goo.gl/7cU9YR
facebook:  https://goo.gl/ZvgUdw
soundcloud:  https://goo.gl/cYiKCt

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“Deus nos proteja dos bons, que dos maus, protejo eu”, diz o dito popular

Deus me proteja de mim

Chico César

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa.
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim

Caminho se conhece andando, então vez em quando é bom se perder
Perdido fica perguntando, vai só procurando e acha sem saber

Perigo é se encontrar perdido, deixar sem ter sido, não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido, sair distraído espalhar bem-querer

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