Em discurso histórico, Roberto Requião, senador pelo Paraná, dá nome aos traidores da Pátria neste duro momento que vivemos

Por Roberto Requião | Lava Jato, trair a Pátria não é crime? Vender o país não é corrupção?

O juiz Sérgio Moro sabe; o procurador Deltan Dallagnol tem plena ciência. Fui, neste plenário, o primeiro senador a apoiar e a conclamar o apoio à Operação Lava Jato. Assim como fui o primeiro a fazer reparos aos seus equívocos e excessos.

Mas, sobretudo, desde o início, apontei a falta de compromisso da Operação, de seus principais operadores, com o país. Dizia que o combate à corrupção descolado da realidade dos fatos da política e da economia do país era inútil e enganoso.

E por que a Lava Jato se apartou, distanciou-se dos fatos da política e da economia do Brasil?

Porque a Lava Jato acabou presa, imobilizada por sua própria obsessão; obsessão que toldou, empanou os olhos e a compreensão dos heróis da operação ao ponto de eles não despertarem e nem reagirem à pilhagem criminosa, desavergonhada do país.

Querem um exemplo assombroso, sinistro dessa fuga da realidade?

Nunca aconteceu na história do Brasil de um presidente ser denunciado por corrupção durante o exercício do mandato. Não apenas ele. Todo o entorno foi indigitado e denunciado. Mas nunca um presidente da República desbaratou o patrimônio nacional de forma tão açodada, irresponsável e suspeita, como essa Presidência denunciada por corrupção.

Vejam. Só no último o leilão do petróleo, esse governo de denunciado como corrupto, abriu mão de um trilhão de reais de receitas.

Um trilhão, Moro!
Um trilhão, Dallagnoll!
Um trilhão, Polícia Federal!
Um trilhão, PGR!
Um trilhão, Supremo, STJ, Tribunais Federais, Conselhos do Ministério Público e da Justiça.
Um trilhão, brava gente da OAB!

Um trilhão de isenções graciosamente cedidas às maiores e mais ricas empresas do planeta Terra. Injustificadamente. Sem qualquer amparo em dados econômicos, em projeções de investimentos, em retorno de investimentos. Sem o apoio de estudos sérios, confiáveis.

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Entre Aspas: Em Paris, Ciro Gomes diz que está ‘muito cansado’ e que o Brasil ‘está doente’

Em Paris, Ciro Gomes diz que está ‘muito cansado’ e que o Brasil ‘está doente’ O pedetista foi questionado por uma brasileira enquanto andava de metrô na capital francesa O pedetista Ciro Gomes – Edmar Soares/AP   22.out.2018 às 2h00 Diminuir fonte Aumentar fonte Ciro Gomes andava tranquilo na sexta (19) com a mulher, Gisele, na estação Chatelet do metrô de Paris —até se encontrar com uma brasileira, Érika Campelo. Diretora de uma associação cultural, ela é contra a eleição de Jair Bolsonaro (PSL)

Source: Em Paris, Ciro Gomes diz que está ‘muito cansado’ e que o Brasil ‘está doente’ – 22/10/2018 – Mônica Bergamo – Folha

><>Em tempos passados votei duas vezes em Ciro, sendo uma vez após aquela desastrada declaração sobre a ‘função da mulher’ em seu futuro governo.

Acho o Ciro inteligente, sagaz, inclusive preparado para governar o país. Mas hoje acho que o Ciro é um vacilão. Vacila ao fugir do embate final, para até se qualificar numa futura eleição.

Ciro, inteligente, não foi capaz, por exemplo – por ocupar um cargozinho, no governo Lula,de perceber a necessidade de se expor politicamente com o discurso diverso do próprio PT, e não disputou a eleição na releição de Lula.

Ele teria que ir para o embate – usando as mesmas estratégias do Lula, disputar, disputar até uma hora dar certo.

Esse vácuo de três eleições (uma na reeleição de Lula, eleição e reeleição de Dilma) na minha modesta visão foi o combustível que faltou para esta eleição para quem não tem uma máquina partidária (outro caso para se pensar. A Marina criou a sua própria legenda).

O “estamos cansados” de Ciro Gomes também é uma confissão de covardia.

Lamento pelo fim político melancólico de Ciro. Termina sem estatura nenhuma.

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Neste momento chove em Cuiabá. Para celebrar, um poema que fala ‘chuva’:

Nada é para sempre

Nada é para sempre
inclusive a manga verde
que um dia ficará perpitola
e um guri faminto
vai passar a mão

 

Nada é para sempre…
A manga rosa
também será saboreada
quando chegar a chuva
da temporada

 

Nada é para sempre…
– A mangueira, resultado
de uma semente,
treme ao vento.

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Luiz Inácio Lula da Silva: Afaste de mim este cale-se

Por Luiz Inácio Lula da Silva | Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado. Continue Reading

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Entre Aspas: O surpreendente depoimento do ex-governador Silval Barbosa no qual relata as ‘exigências’ dos membros do TCE/MT para deixar as obras da Copa 2014 serem executadas

><> | Os conselheiros Antônio Joaquim, Valter Albano, José Carlos Novelli, Waldir Teis e Sérgio Ricardo, por conta da denuncia de SB estão afastados pelo STF.

O que nos surpreende, na lista de acusados de extorsão, é a inclusão do nome de Valter Albano, ex-secretário de Educação de Administração, de Educação e Fazenda (governos Dante de Oliveira), período no qual entrevistei diversas vezes e teve como assessora de imprensa a jornalista Dora Lemes, que nos dava a convicção de que ela não estava assessorando um corrupto.

Valter Albano diz NÃO. Silval Barbosa não pode mentir em sua delação. Deixo, portanto, minhas barbas de molho.

Eis a matéria assinada pelo jornalista Pablo Rodrigo, repórter do GD. Abre aspas:

Silval diz que relatórios do TCE na Copa foram usados para chantagem

O ex-governador Silval Barbosa voltou a denunciar os 5 conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de extorsão. Durante depoimento à Justiça Federal, o ex-gestor disse que a maioria dos relatórios das obras da Copa produzidos pela Corte de Contas tinha cunho de pressioná-lo para ceder a supostas chantagens.

“Só eu sei o que passei de chantagem, de extorsão, pra realizar essas obras da Copa aqui e todas. Esses 5 conselheiros me extorquiram enquanto eu não fiz um acordo pra eles deixarem eu tocar todos os programas”, disse Silval durante seu depoimento.

“E quando eu atrasei chegaram a suspender obr- veja vídeoas do MT Integrado. Está em minha colaboração. Então era uma coisa horrível, podre. Por isso hoje eu me sinto confortável em estar colaborando com a Justiça para ver se isso acaba”.

O ex-governador também explicou que só cedeu às pressões dos conselheiros por conta do acordo que o Estado tinha com a Fifa para receber os 4 jogos da Copa do Mundo de 2014. “Numa gestão normal, se você vir pressionar hoje aqui vocês conseguem empurrar, dizer não ou não ceder pressões”, afirmou.

Os conselheiros do TCE foram acusados pelo ex-governador Silval Barbosa de terem recebido R$ 53 milhões de propina em troca da autorização da Corte de Contas para o governo dar continuidade nas obras da Copa do Mundo e da aprovação das contas do último ano de governo de Silval Barbosa.

Dentre os conselheiros que foram citados por Silval, estão o ex-deputado Sérgio Ricardo (que já estava afastado do TCE), José Carlos Novelli, Antonio Joaquim, Valter Albano e Waldir Teis.

O afastamento foi terminado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) na 12ª fase da Operação Ararath, denominada Malebolge, e que foi deflagrada no dia 14 de setembro do ano passado.

Todos os conselheiros afastados negam as acusações.

Veja vídeo:

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Entre aspas: Blairo Maggi, que se tornou ministro após o golpe, será julgado pela Justiça de MT no caso da compra de vagas no TCE-MT, assim decide o STF 

1ª Turma do STF decide que ministros só terão foro para supostos crimes cometidos no cargo – Notícias – Política

Felipe Amorim
Do UOL, em Brasília

A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira (12) que ministros de Estado só poderão ser julgados na própria Corte por supostos crimes cometidos durante o mandato atual e relacionados à gestão. A decisão foi tomada durante julgamento que tirou do STF e mandou para a primeira instância da Justiça do Mato Grosso um inquérito contra o ministro Blairo Maggi (PP). Ele é senador e está licenciado do cargo para chefiar a pasta da Agricultura.

Os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Marco Aurélio Mello votaram por enviar o inquérito para a primeira instância. Apenas o ministro Alexandre de Moraes foi favorável ao envio para o STJ.

A decisão representa um precedente na restrição do foro, mas por ser tomada em turma, e não no plenário, não está claro se a nova regra deverá ser aplicada automaticamente a todos os casos semelhantes. A 2ª Turma costuma adotar decisões diferentes da 1ª em outros temas processuais, como por exemplo a aplicação da pena de prisão para parlamentares

A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Maggi por suspeitas de ter participado de um esquema de compra e venda de vagas no TCE-MT (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso), em 2009, quando ele era governador do Estado. O conselheiro do TCE-MT Sérgio Ricardo de Almeida também foi denunciado pela Procuradoria nesse processo.

Esta é a primeira vez que uma decisão do STF aplica a nova regra do foro privilegiado para um ministro de Estado e para um conselheiro de Tribunal de Contas. Em maio o plenário do Supremo decidiu restringir o alcance do foro para deputados federais e senadores. Com a decisão, só deveriam permanecer julgados no STF crimes cometidos pelos parlamentares durante o mandato e que possuíssem relação com o cargo.

A decisão de maio da Corte não fez referência ao caso de ministros de Estado, também protegidos pelo foro no Supremo, nem a conselheiros de tribunais de contas, que têm foro no STJ. A PGR então pediu, no inquérito contra Blairo Maggi, que a restrição do foro também fosse aplicada a parlamentares licenciados para ocupar o cargo de ministro.

Source: 1ª Turma do STF decide que ministros só terão foro para supostos crimes cometidos no cargo – Notícias – Política

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Entre aspas: Virou bagunça, sem dúvida nenhuma, e governo do Estado vira joguete nas mãos dos outros poderes

A Gazeta Digital traz duas informações que são no mínimo contraditória e mais, mostram como que as coisas estão totalmente fora do controle, feito casa da mãe joana, que ninguém sabe quem manda no governo.

A lógica diz que quem manda é o governador eleito, Pedro Taques, que é quem sabe a quantas anda os cofres público, pois é quem recebe os impostos e gerencia o orçamento.

O governo deixou de repassar o duodécimo da Defensoria Pública.

Pois bem, a defensoria pública vai receber os duodécimos atrasados conforme determinação da ministra Rosa Weber:

Aspas: A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar na terça-feira (15) determinando que o Estado de Mato Grosso repasse os recursos de duodécimo atrasados à Defensoria Pública de Mato Grosso. O chefe do Poder Executivo, Pedro Taques, também deverá arcar com os valores obrigatoriamente até o dia 20 de cada mês.

Mais detalhes leia aqui: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/149/og/1/materia/539829/t/justica-obriga-que-taques-pague-duodecimo-atrasado-ee-cumpra-calendario

No mesmo site está lá:

Aspas: O conselheiro interino do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Isaías Lopes da Cunha, determinou a suspensão do pagamento da Reajuste Geral Anual (RGA) pelo governo do Estado aos servidores públicos. Determinou ainda que o governo, por meio da Secretaria de Fazenda, adote medidas necessárias e urgentes para a realização de perícia contábil nas contas do Estado.

Mais detalhes leia aqui: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/152/og/1/materia/539813/t/tce-suspende-rga-apos-governo-ultrapassar-limites-da-lrf-estado-recorre

Desta última decisão, pelo menos, o governo diz que irá recorrer.

Aspas: O Governo de Mato Grosso informa que irá recorrer da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que suspendeu o pagamento aos servidores públicos estaduais da próxima parcela do Reajuste Geral Anual (RGA).

Mais detalhes leia aqui: http://www.mt.gov.br/-/9770468-governo-ira-recorrer-para-garantir-pagamento-do-rga

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Cinco nomes se apresentaram e irão disputar as duas vagas abertas

Eleição na Academia Mato-grossense Letras agita os bastidores da Casa Barão

Por João Bosquo | A Casa Barão de Melgaço não para! A Academia Mato-grossense de Letras (AML) está em plena ebulição com o processo eleitoral que irá eleger os dois novos imortais… Ou será exagero do repórter em acreditar que exista uma ebulição nos bastidores para o pleito que acontecerá no prazo de até 30 dias??? Talvez, nem tanto. Mas conforme foi divulgado serão cinco candidatos na concorrência para as duas vagas e como se sabe o ser humano é competitivo por natureza.

São duas cadeiras, cujas inscrições encerraram-se no último dia 25 de abril. A primeira, a Cadeira 12, tem como patrono o poeta Antônio Cláudio Soído, sendo o seu último ocupante o poeta e jornalista Ronaldo de Arruda Castro. A segunda, a Cadeira 36, tem por patrono o poeta Pedro Trouy e seu último ocupante foi Luís Feitosa Rodrigues, poeta e professor.

Estão inscritos, para a Cadeira 12, o cantor, médico, compositor, professor aposentado da UFMT, pesquisador-historiador de Chapada dos Guimarães, João Eloy de Souza Neves, o nosso Doutor do Rasqueado; o jornalista Lorenzo Falcão, que também é cronista e poeta, e a professora Neila Maria Souza Barreto, historiadora e pesquisadora. Para a Cadeira 36, inscreveram-se a professora e poeta Marli Walker e o professor Valério de Oliveira Mazzuoli, jurista, pesquisador e consultor jurídico.

O presidente da AML, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho instalou na segunda-feira, 30, as comissões de admissibilidade e de mérito que irão apreciar os currículos e as obras dos inscritos.

Segundo Sebastião Carlos, os pareceres de mérito têm apenas caráter recomendatório e não de eliminação dos candidatos, pois serão escolhidos em votação secreta e direta.

Os eleitores são os acadêmicos membros da AML. Em que pese imortais, cada um tem lá sua idiossincrasia, daí a importância do voto secreto. Daqui de fora, sei que a cadeira 12 dividirá os votos e sua eleição será mais dinâmica, com dois ou três escrutínios para chegar ao nome do vencedor.

João Eloy, além do talento musical, poeta e historiador de Chapada dos Guimarães é dono de uma simpatia cuiabana, sem esquecer que é o mais velho dos postulantes. Lorenzo Falcão, ex-editor deste DC Ilustrado, é autor dos livros “Mundo Cerrado” (poesia) e “Motel Sorriso” (contos) além de manter um website cultural. Contudo, do nosso modesto ponto de vista, Neila Barreto, recém-empossada sócia do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) leva uma ligeira vantagem, pois muitos membros integram as duas instituições, mas acreditamos nos potenciais de João Eloy e Lorenzo Falcão.

Já a disputa pela cadeira 36 com dois respeitáveis nomes postulando a mesma, acredito, será a que vai suscitar a melhor disputa.

A poeta Marli Walker, autora dos livros “Inferno e Paraíso – na Poética de Adriane Rocha” (crítica literária), “Apesar do Amor”, “Pó de Serra” e “Águas de Encantação” (poesia), de antemão sei que tem os endossos de Lucinda Nogueira Persona e Ivens Cuiabano, autores das apresentações do livro mais recente da autora.

O professor, doutor Valério Mazzuoli, por seu turno, é autor de uma penca de livros sobre direito internacional, ambiental, alguns citados por ministros do STF, poliglota, conferencista renomado, aos quarenta anos é tudo aquilo que podemos tachar de jovem gênio da classe média que está predominando no nosso sistema jurídico.

Numa metáfora futebolística, a disputa entre Valério Mazzuoli e Marli Walker é o Real Madrid, com Cristiano Ronaldo em seu melhor dia, contra o Sinop Futebol Clube… Um massacre. Mas, vale lembrar, entre os esportes coletivos o futebol é o único que (até com certa frequência) o mais fraco vence o mais forte. Daí usarmos o futebol como metáfora, temos que aguardar o final dos 90 minutos.

Nesta disputa vamos saber mais o que quer a AML. Um nome, tipo o imortal Gilmar Mendes, que “emoldura” o quadro de membros da Casa Barão, ou uma poeta que participará das atividades da entidade? Fica a interrogação.

Marilia Beatriz de Figueiredo Leite, que antecedeu Sebastião Carlos a frente da AML, diz que “foi uma alegria participar como presidente de um processo em que a busca deve ser pela qualidade literária. E tive a honra e a felicidade estar presidindo a instituição no momento em que foi eleito um ser emblemático de nossas letras Aclyse Mattos”, disse.

Eduardo Mahon, eleito em na gestão anterior do mesmo Sebastião Carlos, em 2007, afirma que “o que anima uma academia de letras é a eleição. Renovam-se as expectativas por um perfil que se somará aos demais”.

“Na gestão em que fui presidente, conseguimos eleger e dar posse a 10 novos acadêmicos, de forte perfil literário e cultural, de modo geral. Senti uma grande alegria da sociedade que aplaudiu cada novo acadêmico por sua criatividade e sensibilidade”.

Os 10 acadêmicos eleitos foram: Agnaldo Rodrigues da Silva, Cristina Campos, Fernando Tadeu de Miranda Borges, Flávio Ferreira, Ivens Cuiabano Scaff, João Carlos Vicente Ferreira, Luciene Carvalho, Lucinda Nogueira Persona, Marta Helena Cocco e Olga Maria Castrillon Mendes.

Para Sebastião Carlos “essa eleição se reveste de grande importância, sobretudo pelo significativo nível cultural apresentado pelos candidatos, demonstrando assim o crescente interesse que os intelectuais e estudiosos mato-grossenses mostram para pertencerem ao sodalício acadêmico. Ao mesmo tempo, mostra o dinamismo e a viva presença da Academia no seio da sociedade cuiabana e mato-grossense. Os dois a serem eleitos adentrarão num dos momentos mais ricos da história daquela que é a mais tradicional instituição cultural do Estado”.

Foi dado o tiro de largada à cata dos votos.

PS: Ainda em abril, Sebastião Carlos fui eleito, por unanimidade, membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas. Entre os apoiadores de sua candidatura teve nomes como de Yves Gandra Martins, Ernani Calhau, Ruy Altenfeld, presidente da Academia.

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Entre aspas: Blairo Maggi encerra sua carreira pública pela porta dos fundos, denunciado pela PGR

><>O motivo da nova denuncia é ainda sobre a compra da vaga de conselheiro ocupada pelo ex-deputado Sérgio Ricardo, vaga essa que seria de Éder Moraes, etc. e tal.

O futuro ex-senador, ex-governador reeleito chegou a ser cogitado candidato a presidência da república, porém faltou coragem e tino político, preferiu o mais fácil que foi a eleição a senador e agora melancolicamente a carreira chega ao fim, como ministro de um governo golpista.

Abre aspas:

Ministro Maggi é denunciado no STF 

Além de Blairo Maggi, o conselheiro afastado do TCE Sérgio Ricardo também foi denunciado

ARQUIVO
Maggio denunciado por compra de vaga no TCE

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ontem, quarta-feira (02), por corrupção ativa, praticada duas vezes. Ele é acusado de ter participado de um esquema de compra de vagas no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Além das condenações previstas no Código Penal para tais crimes, a procuradora Raquel Dodge pede que seja determinada a perda da função pública de Maggi, bem como a reparação do dano patrimonial, no valor de R$ 4 milhões.

Na denúncia, ela ainda solicita o pagamento de indenização por danos morais coletivos, acrescido de juros de mora e correção monetária pelos danos causados à imagem e à credibilidade das instituições públicas.

As negociações em torno da compra de uma cadeira na Corte de Contas teria iniciado no ano de 2009, época em que Maggi respondia pelo Governo do Estado.

Leia mais no Diário de Cuiabá

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Luiz Renato lança o seu terceiro romance, “Xibio” que fecha a trilogia amazônica

Por João Bosquo | O escritor mato-grossense Luiz Renato de Souza Pinto lança no próximo dia 10 de maio, em Ouricuri (PE), o romance “Xibio”, que fecha a trilogia amazônica iniciada em 1998, com “Matrinchã do Teles Pires”. O livro também será apresentado durante a quarta edição do Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura do Sertão (CLISERTÃO), na Universidade de Pernambuco (UPE), que acontece  entre os dias 7 a 11 de maio, em Petrolina. O lançamento em Cuiabá será no Sesc Arsenal no dia 25 de maio, das 19 às 22 horas, no espaço da Choperia. Na véspera acontece um pré-lançamento durante a Feira Literária do Colégio Máxi.

Luiz Renato diz que o romance “Matrinchã do Teles Pires”, que dá início à trilogia, trata da colonização do norte do Mato Grosso ao longo dos anos setenta, durante a ditadura militar que expandiu as fronteiras agrícolas avançando sobre a região amazônica.

Em 2014, foi publicado segundo romance, “Flor do Ingá”, no qual se desdobra a aventura e é apresentando o cotidiano de um casal que se conhece em Londrina (PR) e vem para Mato Grosso, quando então se separam.

Agora, segundo Luiz Renato, vinte anos depois, fechando a trilogia, “Xibio”, editado pela Carlini&Caniato, destaca a vinda de nordestinos para garimpos de diamante em Mato Grosso e Goiás. Mesclando elementos da cultura local com pitadas do nordeste, o volume apresenta a cidade de Ouricuri, daí a razão do lançamento nessa cidade, de onde parte um garimpeiro que vem para Balisa, região deTorixoréo atrás do minério.

Padre Cícero, Frei Damião, São Sebastião, Lampião, Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré compõem o mosaico de fundo histórico para complementar a viagem.

O escritor explica que entre 2015 e 2018 foram 16 viagens ao nordeste para pesquisas e desenvolvimento empírico das situações de busca e apreensão de elementos para se transformar em literatura.

“Matrinchã do Teles Pires”  foi objeto de monografias de graduação e especialização no campus da Unemat de Tangará da Serra, sob a orientação do professor doutor Dante Gatto, dissertação de mestrado de Luzia Oliva, na Unesp, Campus de São José do Rio Preto (SP), bem como objeto de artigos da professora doutora Gilvone Furtado Miguel, da UFMT de Barra do Garças (MT).

Acerca de “Xibio”, o escritor paranaense Cézar Tridapalli registra em redes sociais que “ao costurar com lirismo realidade objetiva e interior, faz um passeio pela vida de Irene, afetada por experiências tão dolorosas quantos as flechadas recebidas por São Sebastião (e é Irene quem lhe ameniza as dores). De quebra, no meio da leitura, a personagem lê o meu “O beijo de Schiller”, um fragmento que também fala da imagem de uma Irene mitigando o sofrimento de Sebastião, onde se misturam dor e sensualidade”. Em texto que registra a trilogia em sua edição finalizada, a professora doutora Luzia Oliva retrata o que significa a realização dessa empreitada. (Com material da Assessoria)

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Agravo ao ministro Edson Fachin: Volta Fachin, volta!!!

Por Darci Frigo |  “Eu, escutando as palavras da professora Vera que, como muitos daqui, foi colega do ministro Luiz Edson Fachin, eu achei por bem dizer nesse momento que nós que convivemos com o ministro Fachin, nós gostaríamos que aquele professor, amigo, que tinha compromisso com os pobres, que tinha compromisso com as causas dos Direitos Humanos, é preciso dizer que ele precisa voltar.

Ele precisa voltar. Porque aquele que está lá, no Supremo Tribunal Federal não é o Fachin que nós conhecemos.

Volta Fachin, volta. Volta, porque as suas decisões estão causando muito sofrimento ao povo brasileiro. Nós precisamos que você volte; que você volte às suas posições históricas.

Eu não podia deixar de fazer esse momento de agravo. Se ele voltar, e se ele se recompuser, nós podemos fazer um grande momento de desagravo, nesse mesmo lugar. Mas, hoje, é preciso agravar a posição do ministro Fachin. Nós não podemos aceitar em hipótese alguma que ela persista no Supremo Tribunal Federal”.

Leia também: Afrânio Silva Jardim: Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história

 

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Afrânio Silva Jardim: Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história

É UM ABSURDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO NESTE PAÍS EM RELAÇÃO AO EX-PRESIDENTE LULA. (texto ampliado)

1) Condenação surreal no primeiro grau de jurisdição, com processo repleto de nulidades e por juízo absolutamente incompetente. O crime imputado ao Lula teria ocorrido em São Paulo e ele não teria qualquer conexão com os delitos originários da 13.Vara Federal de Curitiba.

As condutas atribuídas ao ex-presidente Lula não são tipificadas como crime. O crime é RECEBER INDEVIDA VANTAGEM. Lula não “recebeu” o Triplex !!!

Se recebeu, pergunto: quando? onde? como?

A condenação foi repudiada por quase toda a comunidade acadêmica. Cinismo.

2) Decisão bizarra no Tribunal Federal Regional, com aumento da pena para burlar a prescrição da pretensão punitiva, ao arrepio das regras do Código Penal que tratam do tema.

A pena mínima da corrupção passiva é 2 (dois) anos e eles aumentaram para mais de 8 (oito) anos. Aumentaram pelos bons antecedentes do ex-presidente!!! Cinismo!!!

3) Decisão do S.T.J. denegando Habeas Corpus em favor do ex-presidente, a qual simplesmente desconhece a vigência das regras do art.283 do Código Processo Penal e do art.105 da Lei de Execução Penal.

Para fugir do enfrentamento desta questão, o tribunal federal assevera que tem de seguir o que já decidiu S.T.F.

Ora, todos sabem que o S.T.F. já tem entendimento diverso e que eles estão julgando contra a Constituição e as regras ora mencionadas!!! Cinismo;

4) O Ministro Fachin, sabendo que a segunda turma do S.T.F. é contra a execução provisória da pena, tira o julgamento do Habeas Corpus do seu “juiz natural” e remete o processo para o plenário do S.T.F. Cinismo;

5) A presidenta do S.T.F. não coloca os processos em pauta para serem julgados (ações diretas de constitucionalidade do art.283 do Código Processo Penal). Se ele não é inconstitucional tem de ser aplicado.

Tal regra jurídica exige o trânsito em julgado (não cabimento de qualquer recurso) para que a prisão seja automática, como efeito da condenação.

Por que não “conferir” o real e atual entendimento do Plenário do S.T.F. ???

Por tudo isso, a população está estarrecida e revoltada, embora (in)devidamente contida. Há sempre uma esperança de que o Poder Judiciário irá voltar a afirmar a sua indispensável dignidade.

Custa a crer que esta imoral perseguição continue a acontecer. Chego a ficar meio desesperado. Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história.

Source: Afrânio Silva Jardim

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Até quem estava quieto se manifestou depois que a senadora Ana Amélia abriu a boca e confundiu (?) Al Jazeera com Al Qaeda: o Instituto de Cultura Árabe divulga nota de repúdio

Nota de repúdio às declarações da senadora Ana Amélia sobre os árabes

O Instituto da Cultura Árabe repudia veementemente a declaração da senadora Ana Amélia (PP-RS) em sessão do Senado transmitida pela TV que, ao criticar um depoimento da senadora Gleisi Hoffmann sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à rede de televisão Al Jazeera, relacionou a emissora a grupos terroristas.

A Al Jazeera é um dos grupos de comunicação mais respeitados do planeta. Além de praticar um jornalismo que serve de referência, entrevista e promove reportagens com líderes, artistas, intelectuais e ativistas que se identificam com a luta em defesa dos direitos humanos, respeitando a diversidade de opiniões.

Relacionar uma emissora de TV do mundo árabe a grupos terroristas, além de demonstração de desconhecimento em relação aos países árabes, é prática explícita de preconceito racial e islamofobia. A Constituição brasileira é clara quanto aos delitos de racismo e discriminação e quaisquer formas de sistemas religiosos e profissões de fé. Partindo de uma senadora da República, constitui-se em um constrangimento ainda maior para nossa a sociedade.

O Brasil historicamente é destino de imigrantes de diversas partes do mundo, entre eles, os árabes. Os imigrantes sempre viram no país um local acolhedor para recomeçarem suas vidas. Seu legado está presente em todas as áreas do conhecimento e na construção do próprio país.

Temos certeza de que a sociedade brasileira em geral não aceita e não compactua com atos dessa natureza, que incitam crimes de ódio, abrindo-se as portas à barbárie.

O ICArabe, organização autônoma, laica, de caráter científico e cultural, trabalha desde sua concepção para desconstruir esses estereótipos, via promoção e divulgação da rica cultura árabe. Valorizamos o caminho da harmonia entre as comunidades e entre os povos e o respeito às diferenças. Acreditamos que a integração entre as culturas e o diálogo são essenciais, assim como o respeito aos direitos humanos de todas as pessoas, brasileiras ou não.

O incentivo a práticas preconceituosas, de qualquer natureza, e a difusão do discurso do ódio constituem atos hediondos e instrumentos de fragmentação e de segregação de um povo conhecido em todo mundo por sua união e amabilidade nas relações com todas as etnias de sua constituição.

Diretoria do Instituto da Cultura Árabe

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Lula manda uma mensagem aos acampados em Curitiba pelo #LulaLivre

 

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Leonel Brizola aconselha o povo brasileiro

 

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Gilmar Mendes denuncia a corrupção implantada na Lava Jato de Curitiba

><>No debate em plenário, quando do julgamento do HC de Antônio Palocci, abriu a sua caixa de ferramentas e denunciou a corrupção que grassa na Lava Jato nos acordos de delação premiadas. Como sabemos que GM não é nenhuma virgem recém chegada no cabaré as suas denuncias são de uma contundência sem precedentes.

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Projetos aprovados no edital 2017 de Cultura da Prefeitura de Cuiabá serão apresentados hoje

Museu do Rio será palco de evento cultural que vai revelar quais são e, como estão sendo aplicados os recursos

Da Assessoria | A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo e o Conselho Municipal de Cultura promovem hoje, sexta-feira (13), no Museu do Rio, um encontro entre a classe cultural, o poder público e sociedade civil para Apresentação dos Projetos Culturais que serão realizados, aprovados no Edital de Cultura 2017. O objetivo do evento é revelar quais são e como estão sendo aplicados os recursos. O evento faz parte da programação dos 299 Anos da Capital.

O recurso destinado aos sete segmentos contemplados pelo edital do Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura de Cuiabá/2017, resultaram no montante de R$ 535 mil, divididos entre Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Cultura Popular, a Literatura e o Patrimônio.

No total 31 projetos foram aprovados, compondo a Lei Complementar nº.  273, de 05 de dezembro de 2011. De acordo com o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo o intuito do evento é mostrar de forma transparente a aplicação desses recursos e ainda comemorar os 299 anos de Cuiabá.

“A ideia é aproximar a prefeitura de Cuiabá da classe cultural. Estamos preparando uma programação voltada para as expressões artísticas cuiabanas inseridas no contexto do Conselho de Cultura, que é o responsável pela aplicação dos recursos do fundo municipal. Iremos apresentar os 31 projetos e seus proponentes à sociedade, para que todos saibam quem são os realizadores que fazem muito pela nossa cultura. E ainda brindar Cuiabá pelos seus 299 Anos, para que se inspirem para os 300 anos”, ressaltou Vuolo.

Seguem os proponentes que tiveram seus projetos aprovados no Edital de 2017:

Artes Cênicas – Thereza Helena de Souza Nunes, Juliana Capilé Rivera, Ilson de Oliveira, Vlademir Oliveira dos Reis e Cícera Pereira Pinheiro.

Artes Visuais – Reginaldo Silva GomesLinalva Alves de SouzaFrede Hortelli FogaçaOdete Venâncio e Alair Xavier dos Santos.

Audiovisual – Josemaire Pinheiro, Larrissa Mineyah de Lima Pereira e Rafael Irineu Alves Lacerda.

Cultura Popular – Luciana Santos Shuring Siqueira, Marcelino de Jesus, Nilton Amorim de Carvalho e Sebastião do Nascimento.

Literatura – Wuldson Marcelo Leite SouzaAlice de OliveiraDilson de Oliveira Miranda, Aclyse de MatosDivanize Carbonierie Caio Augusto Ribeiro Bertorni.

Música – Paulo Lopes PereiraKatylen Mendes dos ReisAna Gabriela Santana Correa, Nilton Vitório Silva de Assis e José Humberto de Souza.

Patrimônio – Lucrécia Dilda, Ligia da Silva Viana, Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso – Ação Cultura.

Durante o evento a comunidade do São Gonçalo Beira Rio vai lançar 12ª edição da festa “Rota do Peixe”, que acontece sábado e domingo, respectivamente, dias (14 e 15/04).

Serviço:
O que: Apresentação dos Projetos Culturais que serão realizados, aprovados no Edital de Cultura 2017.
Onde: Museu do Rio
Quando: 13, sexta-feira
Horário: 19h

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Entre aspas: Pedro Taques, assim como Dante, consegue unir os contrários para almoçar; cardápio: eleições 2018

 

><>Olha que não é fácil fazer sentar à mesma mesa PDT, DEM, PSD, PTB, PRB, PHS, PCdoB, PP e PROS. Esses partidos muitos são ideologicamente antagônicos. O Dem, por exemplo, tem como pré candidato à presidência o deputado Rodrigo Maia, que apoia Michel Temer, enquanto o PCdoB tem Manuela, que está ao lado de Lula. No entanto Pedro Taques consegue essa proeza.  Abre aspas para a matéria assinada pela jornalista Kamila Arruda.

Nove partidos se unem para enfrentar Taques

Mauro Mendes e Carlos Fávaro almoçam com partidos que querem enfrentar o governador Pedro Taques em outubro

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Lideranças de nove partidos se reuniram nesta segunda-feira (09) para debater uma possível aliança nas eleições de 2018. As legendas pretendem construir um projeto para disputar o Governo do Estado contra o governador Pedro Taques (PSDB), que deve buscar a reeleição em outubro.

Participaram da reunião representantes do PDT, DEM, PSD, PTB, PRB, PHS, PCdoB, PP e PROS. O encontro ocorreu no restaurante Taberna Portuguesa durante o almoço. Dentre os presentes no almoço, organizado pelo presidente regional do PDT, deputado estadual Zeca Viana, estavam o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), os deputados federais, Ezequiel Fonseca (PP), Fábio Garcia (DEM) e Adilton Sachetti (PRB), o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-senador Júlio Campos, o presidente do Pros, vereador Dilemário Alencar e o suplente de deputado estadual, Adriano Silva (DEM), o ex-senador Osvaldo Sobrinho (PTB) e a ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB).

Após o almoço, os partidos de oposição divulgaram uma nota na qual ficou estabelecido entre os presentes a disposição em construir um projeto de governo alternativo para Mato Grosso. Entre as razões apontam frustração com a gestão do atual governo, e percepção de que o modelo de gestão de Taques não atende e não irá atender aos anseios sociais dos mato-grossenses.

Além disso, ressaltam que nas próximas semanas, as siglas estarão construindo uma agenda de propostas e compromissos para serem debatidos com todos os setores representativos do Estado. Por fim, afirma que estão abertos à ampliação do diálogo com outros partidos e com todos os setores da sociedade.

Leia mais no Diário de Cuiabá

DIVULGAÇÃO

Almoço ontem na Taberna Portuguesa reuniu nove partidos Divulgação

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O governo municipal medebista de Emanuel Pinheiro, apesar da crise que desemprega mais de 12%, irá cobrar na justiça o IPTU atrasado

A prefeitura de Cuiabá anuncia nova investida no sentido de cobrar os IPTUs atrasados.

Pela nota publicada no DC, a PMC vai cobrar judicialmente.

A crise promovida pelo governo Michel Temer, do MDB, o mesmo do prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro, que elevou a a taxa de desemprego acima dos 12%, ajudou nesse aumento de contribuintes inadimplentes.

Agora, vamos combinar, essa cobrança dos impostos atrasados tem que começar pelos mais ricos, como fez o ex-prefeito Mauro Mendes. Os primeiros, encabeçando a lista, devem ser os donos de imóveis nos alfavilles, imóveis dos bancos, os de propriedades de senadores.

Se começar a cobrança pela periferia, corre o risco de fracassar…

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A educação necessária, como e por que, segundo o estadista Leonel Brizola

Por Alderico Sena | No Brasil, não existe um partido que se identifique com a ferramenta educacional, que o PDT. Ultimamente o que se vê na mídia são alguns teóricos e políticos defendendo a escola em tempo integral. Vejamos algumas teses defendidas pelos eternos lideres políticos do PDT, defensores da escola de tempo e educação integrais.

“Todas as crianças deveriam ter direito à escola, mas para aprender devem estar bem nutridas. Sem a preparação do ser humano, não há desenvolvimento. A violência é fruto da falta de educação. Dizem alguns que deveriam ser como as escolas que sempre tivemos. Afirmamos que não. As nossas crianças merecem ainda mais. Elas representam o que o Brasil tem de maior valor e, também, os nossos próprios destinos, como nação livre e democrática, empenhada na construção de uma existência digna para todos os seus filhos. Todas as crianças deveriam estar em escolas com os CIEPs. Para isto, bastaria que não desviássemos tantos recursos públicos para fins inúteis e inconfessáveis. Se deixássemos, por exemplo, de pagar os juros da dívida externa apenas dois anos, todas as crianças brasileiras poderiam estar estudando num CIEPs”. (Leonel Brizola, Livro dos CIEPs, Governador do RJ: 1986)

O Mestre Darcy Ribeiro escreveu: “Sua tarefa (isto é, da escola) é educar as crianças brasileiros tal e qual elas são, a partir da situação real em que se encontram. Isto significa, sobretudo, que nossa escola deve adaptar-se à criança pobre com a consciência de que é a própria escola que fracassa quando não consegue educar a maioria dos seus alunos. Criar uma escola pública de qualidade social significa criar uma escola comprometida com a inclusão social. Tamanho fracasso educacional não se explica, obviamente, pela falta de escolas – elas estão aí, numerosíssimas – nem por falta de escolaridade, uma vez que estão repletas de alunos, sobretudo na 1ª série, que absorve quase metade da matrícula. Muitos fatores contribuem para este fracasso. A escola pertence a sua comunidade e deve tratá-la com respeito. Uma escola de qualidade social é a que respeita a diversidade, integrando diferentes culturas. Torna-se cada vez mais urgente a necessidade de criar condições favoráveis à prática da leitura e da escrita entre educadores. O analfabetismo real e o analfabetismo funcional são, hoje, ainda, as marcas da sociedade brasileira no que se refere à educação”.

A sociedade, em especial a juventude, desconhece a história e os princípios da educação em tempo integral, defendidas pelos lideres Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, dentre outros.  Com base neste princípio, pedetistas históricos tem o dever moral e institucional de defender a educação e a escola em tempo integral para passar algumas às propostas, ideias e ideais de nossos lideres eternos Leonel Brizola e Darcy Ribeiro para a sociedade, em especial a juventude terem conhecimento o porquê a Bandeira do PDT – Partido Democrático Trabalhista, é a Educação integral em tempo integral.

Educação com qualidade social para todos: a) nossa escola pública é antipopular; b) nossa escola substituiu uma escola razoável para poucos por uma escola péssima para muitos; c) nossa escola é uma calamidade, pois não oferece o mínimo necessário aos domínios cognitivos mínimos de escrita e leitura; d) as duas primeiras séries são uma peneira que seleciona quem vai ser educado e quem vai ser rejeitado; e) nossa escola tenta mostrar ao aluno pobre que suas deficiências são trazidas de casa e de sua cultura.

A Educação como vocação do PDT – Tese defendida pela autora do trabalho de reflexão, constante das Cartilhas Trabalhistas Volume 4 – Educação Integral Emancipatória e Trabalhista – Construindo um projeto de escola e educação integrais – Professora Doutora em Ciências da Educação Maria Amélia Souza Reis”.

O Partido Democrático Trabalhista – PDT é, inegavelmente, o único partido político que, no Brasil, coloca a Educação como uma das possibilidades de alcance da democracia, não de uma perspectiva formal e consumista, mas com sentido de forjar uma sociedade mais justa, mais fraterna e igualitária.

Por esta razão, todos Pedetistas do Brasil devem ter o compromisso em defender como Programa de Governo, a luta de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira para tornar uma Política de Estado, a implantação de escolas que venham, verdadeiramente, oferecer a todas as crianças e jovens brasileiros a oportunidade de elaborar um conhecimento que, até agora só está à disposição das camadas mais privilegiadas da população. (Publicado: 19 Agosto 2013)

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Presidente Estadual e Vice Nacional do MAPI – Movimento do Aposentado, Pensionista e Idoso do PDT – Partido Democrático Trabalhista.

Fonte: http://www.noticialivre.com.br/index.php/2014-03-09-16-39-32/20146-a-violencia-e-fruto-da-falta-de-educacao

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Eduardo Mahon faz a primeira noite de autógrafos da maratona de lançamentos de O Homem Binário em Santo Antônio de Leverger

Por João Bosquo | O lançamento do livro “O Homem Binário e Outras Memórias da Senhora Bertha Kowalski” e a apresentação do livro “Alegria”, ambos os dois romances do escritor Eduardo Mahon, na noite desta quinta-feira, primeiro de março, no município de Santo Antônio de Leverger, marca o início do ciclo de lançamentos e noite de autógrafos por diversas cidades de Mato Grosso, outros estados e países, como aconteceu no o livro anterior “Contos Estranhos”, que teve lançamentos em Sinop, Cáceres, Tangará da Serra, São Paulo, Mato Grosso do Sul e encerrou em Cuiabá, num grande evento, no Cine Teatro Cuiabá.

O lançamento em Santo Antônio tem também um componente histórico – segundo os presentes – foi E primeira vez que um autor faz o lançamento na terra natal de Cândido Mariano da Silva Rondon, o nosso Marechal Rondon, do poeta Benedito Santana da Silva Freire e, claro, sem esquecer o escritor e dramaturgo Luiz Carlos Ribeiro.

A noite de autógrafos aconteceu na Câmara de Vereadores do município com a presença de autoridades e um grande número de estudantes da escola estadual de ensino. O projeto Arte Cidadão, com apenas um violão e trompete, fez a parte musical.

O deputado Allan Kardec, presente no evento, foi o convidado pelo cerimonial para saudar o escritor Eduardo Mahon. Em sua fala o deputado destacou que a terra de Leverger, o Barão de Melgaço, é rica em tradição e cultura, mas que esta era a primeira vez que acontecia um lançamento literário na cidade.

A primeira-dama, Thayane Castro, fez um emocionado depoimento contando como foi o seu primeiro contato com a literatura. Depois destacou o trabalho do Centro de Convivência de Idosos (CCI) que vem desenvolvendo atividades voltadas para a cultura.

A professora Kelly Carvalho, coordenadora do evento, apresentou a aluna Juliana Dias, que recitou um trecho livro “O Homem Binário”, enquanto ela destacou a importância de se celebrar o livro. “É uma oportunidade sem precedente, que deveria se repetir mais vezes”.

O candidato… ops, o escritor Eduardo Mahon, de forma bem humorada disse que não estava lançando o livro, mas sim sua candidatura ao governo de Mato Grosso. Vai que alguém acredita e resolve lança-lo de verdade. A janela de filiação ainda está aberta.

Voltando aos livros: Mahon fez um rápido resumo das histórias tanto de “O Homem Binário” e de “Alegria”, explicando que o segundo livro é uma coedição, portanto o lançamento seria distinto e ali era uma espécie de apresentação.

Os jovens alunos que fizeram fila para o autógrafo e um registro fotográfico junto com o escritor, por certo vai gostar da história. Segundo a professora Icleia Gomes, no posfácio do “O Homem Binário”, “o romance de Mahon levado à escola muito provavelmente estará ao gosto dos jovens leitores”.

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Entre aspas: Blairo Maggi escapou da primeira, safou-se da segunda, mas agora a PF diz que HÁ indícios de embaraços à operação Ararath por parte do senador

><>O senador licenciado, ex-governador de Mato Grosso e ministro da Agricultura do governo golpista de Michel Temer será réu no conjunto dos processos da operação Ararath.
A PF finalmente descobriu “indícios suficientes” que indicam que o indigitado agiu para embaraçar as investigações.
Matéria no site “Ponto na Curva”, assinada pela jornalista Antonielle Costa.

Abre aspas:

PF diz que há indícios suficientes de que Maggi atuou para embaraçar a Ararath
O relatório da PF traz que as constatações decorrentes do material apreendido durante as buscas envolvendo o ministro são harmônicas com as informações prestadas pelos colaboradores

Eder Moraes e Blairo Maggi observam Silval Barbosa

Por Antonielle Costa | A Polícia Federal concluiu, em relatório parcial, pela existência de “indícios suficientes e aptos a justificar a continuidade e aprofundamento das investigações em relação a conduta de Blairo Borges Maggi”, após a deflagração da Operação Malebolge, em setembro do ano passado.

O ministro da Agricultura é acusado de “embaraço a investigação de infração penal envolvendo organização criminosa e corrupção de testemunha” juntamente com mais sete pessoas, no bojo de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

O relatório da PF traz que as constatações decorrentes do material apreendido durante as buscas envolvendo o ministro são harmônicas com as informações prestadas pelos colaboradores, neste caso, o ex-governador Silval Barbosa e seu ex-chefe de gabinete, Silvio César.

Em suas delações, Silval e Silvio afirmaram que Maggi juntamente com o primeiro colaborador teriam pagado a quantia de R$ 6 milhões ao ex-secretário de Estado, Éder Moraes Dias, no ano de 2014, a fim de que este se retratasse dos depoimentos que prestou perante o Ministério Público de Mato Grosso no início do mesmo ano.

Silval revelou que sua parte foi paga com recursos oriundos de propina paga pela empresa Três Irmãos Engenharia. Já de Maggi por um empresário.

“Nesse contexto, foi realizada a análise de parte dos documentos apreendidos nas sedes das empresas do grupo, a qual se encontra consubstanciada nos Relatórios de Análise 005/2017 e 008/2017- GT/ARARATH/SR/PF/MT, os quais, em razão da pertinência com o Caso I, foram juntados a estes autos. Nos documentos acima, foram constatadas operações suspeitas que devem ser aprofundadas e que também são consentâneas com o contexto apresentado pelo ex-governador Silval Barbosa”, diz um trecho do relatório.

Leia mais no site Ponto na Curva: PF diz que há indícios suficientes de que Maggi atuou para embaraçar a Ararath | Ponto na Curva

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Entre aspas: Blairo Maggi, além do agronegócio, agora se preocupa com a falência das TVs por assinatura

><>A matéria assinada pelo repórter de política do site Olhar Direto, Ronaldo Pacheco, o nosso Pachecada, é no mínimo surpreendente.

O senador golpista agora está preocupado com a questão de excesso de gatos na TV a cabo.

Nós, Meu Peixe e eu, estamos matutando com nossos botões e tentando descobrir a relevância desse projeto para economia mato-grossense.

O que se sabe até agora nenhum, dizemos nenhum governado- nem o próprio Blairo Mágico, quando chefiava o executivo – reclamou da queda de receita do ICMS veiculado ao setor de comunicação, por conta aumento da demanda de gatos.

Quando o senador, ministro da Agricultura (do governo golpista, voltamos lembrar) se preocupa com a exportação de grãos, apoia a portaria do Ministério do trabalho altera a classificação do trabalho escravo a gente compreende (não aceitamos) que está defendendo os seus interesses e do setor. Equivocadamente, acreditamos, mas entendendo.

Agora, sem mais nem menos, o mesmo aparece gastando todo seu latim na defesa de uma lei estapafúrdia para punir quem acessar com prisão.

Essas novas antenas digitais que estão sendo comercializadas pela internet, captam o sinal das TVs a cabo sem interferência física diretamente dos satélites, até onde entendi dos releases postados na  rede. 

O PopcornTime, quando era totalmente livre, por exemplo, foi tirado do ar pela industria de entretenimento americana. Agora o mesmo Popcorn (ou outro, não sei) oferece o serviço de VPN para bloquear a exposição indesejada e vazamentos de dados, por meio de cartão de crédito.

O setor das TVs a cabo, internet e telefonia não é a parte mais fraca e sim o consumidor.

Quem precisaria de defesa, portanto, é o consumidor.

O sinal da nossa internet, por exemplo, nunca chega no limite combinado e pago todos os meses. Isso sem falar quando nos deixa sem nenhum sinal… Antes no governo Dilma as operadoras mostravam na fatura os dias que ficou sem sinal e davam um desconto, mínimo, mas davam. Agora nem isso.

A única opção que temos é mudar de operadora, mas qualquer mudança dá um trabalho, além da amolação de ter que ficar acompanhando os técnicos na instalações  e retirada dos equipamentos.

Enfim, o indigitado senador tem que explicar melhor o porque dessa inusitada defesa das ricas operadoras de TV a cabo.

Abre aspas:

Senado deve votar em breve projeto de Maggi que criminaliza ‘gatonet’ com até dois anos de cadeia

Futuro ex-senador Blairo Maggi – Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Da Redação – Ronaldo Pacheco

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve votar até maio ou junho o projeto de lei 186/2013 que torna crime a interceptação ou receptação não autorizada de sinais de TV por assinatura, com reclusão de seis meses até dois anos. O projeto é de autoria do ministro da Agricultura e Pecuária, senador mato-grossense  Blairo Maggi (PP), por conta do recrudescimento da prática da ‘sabotagem’ ao sistema de TV a cabo e internet banda larga, em praticamente todo o Brasil.

Justamente o aumento substancial da ocorrência é que levou Maggi a apresentar sua proposta, para apreciação do Congresso Nacional. É essencial citar que atualmente a Lei de TV a Cabo caracteriza a utilização indevida de sinal de TV por assinatura como ilícito penal, mas não estabelece punições.

Na prática, o projeto de lei melhora sobejamente a regulação do setor de TV por assinatura, e ainda acrescenta na norma obrigações do assinante, por sugestão do relator, senador acreano Sérgio Petecão (PSD). E é por isso que a proposta de Maggi ficou conhecida como gatonet, tanto no Senado quanto entre as operadoras do sistema.

Fecha aspas.

Leia a matéria completa: Olhar Direto

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Lembranças Eternas – Um poema de João Bosquo

Não tenho tantas dores para contar:
Quebrei o braço, fui pro Santa Casa,
Me roubaram a namorada e chorei,
Perdi o ônibus, atrasado, perdi o emprego…

As alegrias, por inúmeras, são várias
Que não saberia contá-las
Chego tentar calcular uma centena,
Uma milhar, como aquela aposta
E passou raspando

Ser alegre não é ser feliz,
Mas momentos felizes acontecem
Assim num repente,
Como o qual quando o filho nasce,
O coração palpita ao ver o bichinho no berçário…

Outra alegria, de menos é mais,
Quando, mesmo desempregado,
Alguém nos procura, não pra socorrer,
Mas pedir ajuda que só podemos dar…

A vida tem traços, nuances,
Marcas, algumas indeléveis,
Talvez, por isso, vale a pena viver
E forçar a memória
Pras lembranças eternas.

21/10/2017
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João Ubaldo Ribeiro, se encarnado, estaria festejando 77 anos

Por João Bosquo | João Ubaldo Ribeiro foi um dos grandes da literatura brasileira. Embora grande li, confesso, apenas dois de seus romances: “Sargento Getúlio” (1971) e “Viva o Povo Brasileiro” (1984). Explico. Sou do tipo do leitor de uma ou duas obras. De preferência a obra-prima do autor.  Li “Sargento Getúlio”, uma década depois, nos anos 80 e nesses mesmos anos 80, quase uma exceção, leio a primeira edição de “Viva o Povo Brasileiro”.

Lembro-me como se fosse hoje. Compro o exemplar numa livraria que existia na Cândido Mariano, ao lado do Palácio Alencastro e vou para o trabalho. No meio da tarde, começo a ler e mais de 500 páginas são devoradas em questão de dias. Depois não senti mais necessidade de ler mais nada de João Ubaldo.

“Viva o Povo Brasileiro”, acredito, está no mesmo patamar de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e como este último deveria ser obrigatório nos cursos de letras e literaturas.

A citação que transcrevemos de João Ubaldo é sobre fraude.

Vejo, com o meu jeito de ver, que a educação, o ensino brasileiro, como uma fraude.

Os filhos das famílias da classe média alta vão para o ensino particular enquanto os filhos dos trabalhadores para o ensino público. Os melhores profissionais, que passaram num concurso de excelência, estão na escola pública, enquanto aqueles que não conseguiram estão na rede privada de ensino. Ganham menos que os concursados, mas se aplicam mais. Lógico tem praticamente tudo que precisam de auxilio pedagógico, enquanto no público falta quase tudo, às vezes até giz.

Mas, se a formação de nossos professores (e eu sou um dos formados por esse processo) começa por um equívoco. Os melhores alunos do ensino médio (lá atrás era do segundo grau), os mais bem preparados são escolhidos para as faculdades mais concorridas, de profissão mais rentável (que inclui a medicina, o que não deveria). O oposto, ao contrário, são escolhidos para o magistério.

Quando a escolha de professores deveria se basear no histórico escolar de cada aluno. O aluno excelência em MATEMÁTICA deveria ser convidado para ser professor de Matemática.  O aluno nota dez em PORTUGUÊS, professor de Português, aquele que escreveu melhores resenhas sobre os livros lidos, professor de literatura, enfim.

Para fazer uma opção nesse nível, o estado precisa oferecer uma remuneração condizente, se não para ficar rico, mas o profissional ter uma vida digna, na qual possa ter acesso aos bens culturais e de lazer, sem precisar pagar meia entrada nos cinemas e teatros.

Talvez, veja bem, talvez João Ubaldo, quando disse: “Não se lê porque não se gosta de ler, porque dá trabalho. Ler é chato porque a pessoa não aprendeu a ler. Ela aprendeu a ficar na frente da TV onde tudo é fornecido.” estava falando desse ensino.

O escritor nasce em 1941, na ilha de Itaparica, Bahia, na casa de seus avós, que naquele tempo os partos aconteciam em casa. Os pais, Manuel Ribeiro e de Maria Filipa Osório Pimentel eram advogados. Vive até os 11 anos em Sergipe, onde o pai trabalhava como professor e atuava na política. Os seus primeiros estudos foram no Instituto Ipiranga, de Aracaju. Em 1951 ingressa no Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Em 1955 muda-se para Salvador, e ingressa no Colégio da Bahia.

Sua formação literária começa ainda nos seus primeiros anos de estudante. Foi jornalista ao junto com o amigo Glauber Rocha. Forma-se em Direito na Universidade Federal da Bahia em 1962, mas nunca exerce a profissão e em 1963 pulica seu primeiro romance, “Setembro Não Tem Sentido”.  Vai pra o Estados Unidos fazer mestrado em Administração Pública, na Universidade da Califórnia e participa do International Writing Program da Universidade de Iowa.  De volta ao Brasil, João Ubaldo leciona Ciência Política na UFBA, por seis anos.

Em 1969 casa-se com a historiadora Mônica Maria Rotes, com quem teve duas filhas. Separado, em 1980, casa-se com a fisioterapeuta Berenice de Carvalho Botelho, com quem teve um casal de filhos.

“Sargento Getúlio”, seu segundo livro, recebe o Prêmio Jabuti de Revelação, em 1972. A obra narra a saga de Getúlio Santos Bezerra, sargento da PM que busca a proteção de um político após matar a própria mulher. A obra chegou aos cinemas nos anos 80, protagonizada pelo ator Lima Duarte. Em 1984, ganhou o Prêmio Jabuti com o romance, “Viva o Povo Brasileiro” (1984). O livro, recheado de humor, recria quase quatro séculos da história do país, incluindo episódios marcantes, como a Guerra do Paraguai e a Revolta dos Canudos. A obra foi traduzida para o inglês, pelo próprio autor, ganhando versões em vários outros idiomas.

Obras de João Ubaldo Ribeiro

A Casa dos Budas Ditosos, romance, 1999

A Gente se Acostuma a Tudo, crônica, 2006

A Vida a Paixão de Pondonar, o Cruel, literatura infantil, 1983

A Vingança de Charles Tiburane, infanto juvenil, 1990

Arte e Ciência de Roubar Galinhas, crônica, 1999

Dez Bons Conselhos de Meu Pai, infanto juvenil, 2011

Dia do Farol, romance, 2002

Livro de Histórias, conto, 1981

Miséria e Grandeza do Amor de Benedita, romance, 2000

O Albatroz Azul, romance, 2009

O Conselheiro Come, crônica, 2000

O Feitiço da Ilha do Pavão, romance, 1997

O Rei da Noite, crônica, 2008

O Sorriso do Lagarto, romance, 1989

Política: Quem Manda, Porque Manda, Como Manda, ensaio, 1981

Sargento Getúlio, romance, 1971

Sempre aos Domingos, crônica, 1988

Setembro Não Tem Sentido, romance, 1968

Um Brasileiro em Berlim, crônica, 1995

Vence Cavalo e o Outro Povo, conto, 1974

Vila Real, romance, 1979

Viva o Povo Brasileiro, romance, 1984

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Antes da Física Quântica – uma imitação de soneto de João Bosquo

Não conhecer física, o princípio de Einstein,
Demora mais para entender que o amor,
Como as velhas e novas coisas universais,
Também é variável no espaço e tempo

O amor, embora a causa primeira de tudo,
Em nós, enquanto gente = energia concentrada,
É a mais instável dentre todas as equações
E invariavelmente apostamos no contrário

A causa primeira de tudo, escrevo, é o Amor
O Amor imanente, permanente em cada um,
Contudo dessa permanência não entendamos

Perfeitamente como ela se estabeleceu e fica
Nos cobrando que amemos uns aos outros,
Na mais simples das equações, como a nós mesmos.

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Entre aspas: Blairo Maggi, aquele que apoiou o golpe de 2016, explica – com outras palavras – que deu ruim pra MT

><>: O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em entrevista ao jornalista Douglas Trielli, do MidiaNews, na qual fala do quadro sucessório, de seu apoio (ou não) ao amigo Mauro Mendes, entre outras análises de momento, faz sem querer uma revelação, que comprova o quanto o golpe parlamentar-judicial-midiático foi ‘ruim’ para Mato Grosso.

Abre aspas:

MidiaNews – Em Mato Grosso, o governador Pedro Taques tem sofrido por conta do cenário econômico, com dificuldade em pagar salário, repassar duodécimo aos Poderes e caixa para fazer investimentos. O senhor acredita que é possível sair dessa crise ainda em 2018?

Blairo Maggi – Eu não tenho os números e não tenho acompanhado de perto. Mas, de uma maneira geral, sempre defendi que Mato Grosso não é um Estado inviabilizado. É um Estado que tem dificuldades momentâneas de caixa em função de receitas e despesas. As despesas cresceram muito nos últimos anos e a arrecadação não diminuiu, mas a crise brasileira, que vivemos desde 2015, fez com que os repasses da União para os Estados diminuíssem muito, porque diminuiu a arrecadação brasileira.

Então, as despesas continuaram crescendo e as receitas diminuíram, embora a receita própria tenha crescido. Esse é um dilema. Creio que é possível arrumar, fazer ajustes, fazer sacrifícios, postergar algumas coisas que se queira fazer. Mas, diferente de outros Estados inviabilizados, Mato Grosso tem viabilidade. É uma questão de ajustes e políticas de curto prazo.

Fecha aspas.

Maggi, claro, jamais reconhecerá o seu apoio (com traços de trairagem) como golpista e que o golpe resultado do vem causando prejuízos aos combalidos cofres da Sefaz/MT.

A conta é simples.

Com o golpe as receitas da União caíram. Por consequência os repasses para os Estados e municípios também.

Maggi, que sabe dos números, pois já também foi governador, informa que a arrecadação direta do estado – apesar da crise – cresceu e o que está pegando é a baixa arrecadação da União.

Por que é que a arrecadação da União está em baixa? Por que o governo federal – ilegítimo – ao invés de incentivar a economia, provoca a recessão, para agravar a crise e justificar as “reformas”, goela abaixo da população como a da previdência.

Lógico, por conta de seu apoio ao golpe, Maggi não pode se dizer contra ou fazer críticas à política econômica do governo do qual participa e ajudou a assumir o poder e diz que “Lá na frente, a história vai reconhecer o presidente Michel Temer como um grande presidente, reformista, que está colocando o Brasil no rumo que precisa. E colocar alguma coisa no rumo não é simplesmente fazer coisas agradáveis”.

A crise, claro, não atinge os ricos, ao contrário. Tanto é que Blairo Maggi está comprando a fazenda Itamarati, do finado Olacyr de Moraes por nada mais, nada menos que R$ 2,2 bilhões, algo em torno de U$ 687,5 mi ao câmbio atual. 

Source: MidiaNews

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Teatro de Mato Grosso nunca mais será o mesmo sem Luiz Carlos Ribeiro

Morte do mítico ator de Rio Abaixo, Rio Acima, de Gloria Albuês, está sendo chorada por seus amigos, colegas e admiradores

Por João Bosquo | Luiz Carlos Ribeiro não está mais em carne e osso entre nós, no entanto permanece, pois permanecer é a sina de todo grande artista, na memória coletiva de sua gente de seus amigos, afetos e – porque não – desafetos. Permanece na lembrança de cada cena, na sutileza do gesto teatral, do olhar e jeito de ver o teatro como instrumento de sensibilização da alma de um povo, de uma gente, de uma comunidade, de um estado, de um país. “Fica, Pedro!”, escrito em parceria com Flávio Ferreira, tem muito disso, do pulsar de denuncia social que toda grande obra deve ter.

Neste tributo a Luiz Carlos Ribeiro o olhar de cada um é um olhar particular, pessoal, daquilo que conseguimos enxergar num dado momento de nossas vidas e, por isso mesmo, o que mais amamos, sem que ninguém esteja certo absolutamente, mas ninguém está errado, pois não conseguimos absorver a humanidade em sua integridade. Bem como o pensar a cultura, o nosso bem maior.

Ivan Belém, ator e ativista, um dos criadores do Gambiarra: Luiz foi um dos principais líderes do movimento teatral organizado de Mato Grosso, atuando de forma a questionar as questões políticas e sociais e combater a ditadura militar. Ele tinha um escritório no calçadão de baixo. Era ali que nós artistas nos reuníamos frequentemente. Tinha uma preocupação com a nossa identidade e com a ocupação desordenada de nosso território. Protestava contra a indústria cultural, e contra a ideia da arte pela arte. Atuou muito na interiorização do teatro e na luta por uma dramaturgia que bebesse nas fontes da cultura popular mato-grossense, valorizando o siriri, o cururu, o Boi-à-Serra. Tudo isso fruto das suas origens em Santo Antônio de Leverger. Com isso, popularizou o teatro e deu à ele uma cara e um conteúdo local. Foi um dos autores mais escreveu peças para o Grupo Gambiarra, e para a dupla Liu Arruda e Ivan Belém. Em novembro do ano passado estreei uma remontagem da sua peça “Vespa 7”, à qual ele assistiu e saiu muito feliz com o que viu. Deixou um grande legado e uma grande quantidade de textos teatrais inéditos. Nós artistas e o povo mato-grossense, devemos muito a ele. Enfim, Luiz Carlos Ribeiro foi imprescindível”!

Clóvis Matos, do Inclusão Literária, afirma que “Luiz Carlos Ribeiro foi uma das poucas pessoas que todos chamavam pelo nome todo. Nome forte, marcante, como foram suas vidas, o homem e o criador. Bom e velho companheiro de algumas andanças com o Inclusão Literária pelas estradas desta nossa terra, onde o Mato é Grosso, mas, sua gente é sensível e criativa como o foi LUIZ CARLOS RIBEIRO”

O ator e comunicador Vital Siqueira reconhece que “Luiz é ilustre brasileiro que nasceu em Santo Antônio de Leverger e já brilhava desde criança. Estudou, desenvolveu o dom que Deus lhe deu. Se lapidou nos trilhos árduo do mundo artístico. Deixou um rico legado e foi brilhar em outras “Ribaltas”. A sua passagem telúrica ficou marcada! Vá em PAZ AMIGO!”.

Entre tantos trabalhos de mão dupla, idas e vindas, o Homem do Barranco, o poema dramático de Carlos Roberto Ferreira, está entre eles. Os dois no palco em diálogo, quando do retorno de Carlinhos aos palcos e agora nos revela que “Luiz Carlos Ribeiro é o ator mais pantaneiro do Mar de Xaraés. Luiz Carlos Ribeiro deixa o cerrado, pra viver eternamente no mundo do Pantanal. Advogado, Ator, Dramaturgo, Contador de causos e histórias, filho do Morro de Santo Antônio de Leverger, Luiz Carlos nos aplaude em pé, diante da ÚLTIMA CENA. O teatro e a cultura mato-grossense estão em luto. Mas as águas do Pantanal estão mais claras e mais brilhantes com o seu mais novo Embaixador Pantaneiro”.

Meire Pedroso, colega de palco e amiga e irmã na tradição cuiabana: “Eu passei pela vida de Luiz Ribeiro encantada pelo seu jeito de fazer teatro e por suas narrativas míticas. Em ‘Goodbay meu boizinho’ de sua autoria, guiada por sua sabedoria, eu reencontrei minhas raízes e retomei meu lugar no palco do Teatro cuiabano. A trajetória de Luiz cruza com a história dessa cidade e de seres da arte que nela habitam. Aqui, ele construiu personagens usando a emoção e a razão, contando causos pra espantar o medo do coração em tempos sombrios. Espero que os gestores de cultura saibam reverenciar com grandeza a sua importância para a memória cultural dessa Cuiabá e do Estado. Agora, resta pra nós, aprendizes de sua arte, puxar o mocho e prosear sobre as outras trezentas histórias dessa terra que já existia muito antes de Paschoal, muito antes de Sutil. Bem assim, como ele ensinou. E lá se foi… Quem conta um conto, aumenta um ponto”.

Lucia Palma, a nossa Cacilda Becker, que atuou junto com Luiz Carlos Ribeiro na mítica “Rio Abaixo, Rio Acima”, e ultimamente nos “Crônicos”, uma trupe de arte e humor, idealizada pela poeta Marília Beatriz de Figueiredo Leite. Em nossa conversa por WhatsApp, Lucia Palma diz que agora fica “matunano” em querer saber “quem me irá trazer aquelas mangas Rosa perpitas, do seu quintal? Apanhadas a mão cor você, Luiz? Não mais as longas conversas telefônicas três vezes ao dia, trocando ideias de artes, lembrando outras que fizemos no transcurso dos nossos longos anos de amizade. O ouvidor das minhas histórias, as últimas sobre um velório que fui e ele se esbaldava de rir e repetia: escreve Lúcia, escreve! As brigas eternas sobre qualquer bobagem, ficamos de mal: ‘Belém-Belém, nunca mais fico de bem’, como duas eternas crianças brincando de viver. Foi um prazer enorme Luiz Carlos Ribeiro, compartilhar tantas histórias, tantas vidas com você! Inté”.

E Marília Beatriz recita: “Luiz Carlos Ribeiro, expoente de nossa arte/cultura, mão doce para a colheita e justa para os desatinos escuta: o que você deixa é legado que como ressaltou Professor Dorileo ‘é difícil de aqui garimpar’ A estrada que ficou com a febre urgente de ganhar o fato cultural com suas idas e vindas na cena ou nas aulas ministradas ou nos sonhos, deve ser a bandeira que será conduzida.  Mas chegou sua hora concedida para o silêncio e à beatitude. Sobe os degraus é empurra a porta. Daqui para frente não tem que esperar incentivo de nada, agora tudo será amplidão e contemplação da VIA LÁCTEA, AMADO PARCEIRO”.

O poeta Aclyse Mattos diz que ficou “muito triste com a perda do grande Luiz Carlos Ribeiro!” e ao mesmo tempo lembra do último encontro, em 7 de dezembro, num evento literário na terra natal de Luiz Carlos Ribeiro. “Quando estivemos em Santo Antônio ele contou com orgulho do início no Teatro naquele mesmo palco. E na abertura da exposição Manoel de Barros nos brindou com um show de poesia acompanhado pelo Pescuma. O Teatro e as Artes de Mato Grosso devem muito a ele!”

A professora de dança Maria Hercília Panosso: “A princípio nossos caminhos eram paralelos. Foi uma longa jornada para que me chamasse de “Diva Madrinha”, neste ano que se passou. Emocionada agradeci e você me respondeu: ‘pela sua generosidade Maria Hercília’. Luiz Carlos Ribeiro. Esta sua ausência tão inesperada pegou-nos de surpresa e levou-me a reflexão de que não ha espaço e tempo no coração de nós, artistas. Somos o que somos e o que representamos em cena ou pela vida afora. A peça tanto queria, com certeza ira acontecer agora. Grande homem! Grande Mestre! Grande Amigo. Te sinto ao meu lado e assim, permaneceras”.

Carlos Gattass, o Carlão dos Bonecos, conta que tinha recém chegado em Cuiabá, no início da década de 80, e estava hospedado num dormitório, por nome Iporã, que fica na região central. Nesse mesmo hotel também estava hospedado Amauri Tangará. Os dois não se conheciam, não se falavam, nem davam bom dia. Bem, nesse período, no Colégio Estadual Liceu Cuiabano, estava sendo encenada a peça “Rio Abaixo, Rio Acima”.  Carlão conta que foi até lá pra assistir ao teatro. Antes, porém passou no Bar do Sinfrônio, que ficava de fronte do colégio. Lá estavam dois jovens senhores conversando sobre teatro. Um deles era o hóspede da pensão Iporã e o outro era o protagonista da peça: Luiz Carlos Ribeiro. “Comecei no teatro pelas mãos de Amauri Tangará, ao mesmo tempo conheci LCR”, destaca.

O escritor e acadêmico Eduardo Mahon, além do pesar pelo passamento artista, já está em luta contra a segunda morte, a do esquecimento. “Morreu Luiz Carlos Ribeiro. Mas, aqui em Cuiabá, é possível que o nosso grande teatrólogo morra uma segunda vez. Ou ainda, cumprindo o vaticínio de Estevão de Mendonça, morra para sempre. É que Luiz Carlos legou literatura e teatro para seu Estado. Importa agora saber como vamos honrar a produção de um dos maiores dramaturgos de Mato Grosso. Será lido? Será encenado? Por essas e outras, quero relembrar nossa batalha de incluir no curriculum escolar da rede pública de ensino a literatura produzida por nossos autores. Somente assim, não perderemos Luiz Carlos e tantos outros artistas que viverão em nossos sonhos, ajudando essa nova e trôpega civilização tão carente da luz que emanam”.

Sandro Lucose nos conta a sua última com o colega de arte: “Luiz sempre foi um ator maduro que sempre gostei de ver em cena e de conversar. Tive o privilégio de contracenar com ele em no filme “Khora”, direção de Duflair Barradas, que ainda será lançado. Nesse filme Luiz interpreta brilhantemente um cidadão Cuiabano que fica desnorteado com a verticalização da capital mato-grossense e não sabe que o estádio do Verdão foi demolido. Luiz fez comigo uma cena que é um plano sequência de atropelamento. Nunca mais esquecerei deste dia de filmagem e o que é melhor será eternizado pelo cinema mato-grossense”.

O jornalista e produtor, Luiz Marchetti: Muito do que ha em Mato Grosso, nos teatros, filmes e textos, tem um pouco do respeito conquistado por ele. Desde guri, em Cuiabá, eu acompanho Luiz Carlos Ribeiro como referencia essencial nas nossas artes. Como filho da atriz Wanda Marchetti, cresci aplaudindo Luiz Carlos em pé. Tive a sorte de bate papos incríveis e a eterna gratidão de dirigi-lo nos mais diferentes formatos, apresentações teatrais, vídeos, performances e mais recentemente no filme BALA PERDIDA, da dupla NICO E LAU. Um HOMEM DE TEATRO que por onde andou, plantou confiança e crença no/s artista/s ao lado. Nesta sociedade onde migalhas são atiradas para a indústria criativa, muitos artistas acabam se especializando no engalfinhar, no desdenhar do próximo pra se manter respirando, LUIZ CARLOS RIBEIRO foi impecável, sendo agregador, apaziguador e criativo.

O compositor e cantor Pescuma, que trabalhou junto na abertura da exposição sobre Manuel de Barros, escreve em música “um poeta não morre. Já nasce imortal! Principalmente se recebe de Deus alma linda igual o Pantanal” e por fim confessa “Pude conviver com o amigo, irmão e mestre das artes Luiz Carlos Ribeiro na vida e nos palcos. Um exemplo de ser humano e de artista: Generoso, sábio, apaixonado pela cultura de nossa terra”.

O presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Sebastião Carlos, em manifestação nas redes sociais diz que “Pode ser um lugar comum, mas não há como deixar de repeti-lo num instante de lamento. O passamento de Luiz Carlos Ribeiro causa um vácuo em nossa escassa história do teatro em Mato Grosso”.

Raimundo Henrique, técnico em turismo e de assuntos culturais, na Casa da Cultura, sob Therezinha Arruda, hoje morando no Piauí, diz que “são tantas as lembranças que no momento, quilômetros distantes, aqui no planeta terra, nesta noite de 12 de janeiro de 2018, fitando no espaço infinito uma estrela distante, brilhando, para ela aceno, digo: “sempre foste uma estrela, estavas desgarrado, felicidade amigo, nos ilumine como sempre ocorreu”.

Flávio Ferreira nos descreve, enfim, a Cena Final: “A GRANDE VIAGEM DE LUIZ CARLOS RIBEIRO – Luiz foi meu professor de teatro e de vida! Em rio abaixo, rio acima me apaixonei pela sua linguagem simples e bela. Com Luiz aprendi a dirigir, a escrever e a sonhar. Juntos escrevemos “Fica, Pedro!” Juntos sonhamos com um teatro rebelde, generoso e forte! Ficou um pouco do Luiz em mim e no Cena Onze. E Luiz pegou sua mala de fugir e viajou! Adeus amigo querido. Que o Mestre Jesus o acolha!”

(Texto modificado em 17/01/18)

 

Vai Luiz

Carlos Roberto Ferreira

Vai Luiz Carlos Ribeiro

Vai Dginho

Vai amigo-irmão-camarada de todas as horas

Atravesse as águas do Pantanal

Junte-se ao nosso Demiurgo Embaixador das Coisas do

Chão, Manoel de Barros

E gritem bem alto: que “o Pantanal não tem limites”!

Até logo, companheiro

Até então…

Adiante com o remo

Até mais tarde, talvez

Até um dia, quem sabe

Mas não teremos um ADEUS

Pois as cortinas do teatro, pra você, nunca estarão fechadas

Os aplausos serão e t e r n o s!

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Sereno – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Vamos fechar nossos olhos, procurar o sereno
Que se encontra nas partículas gotas da madrugada
E suavemente deitam nas gramas dos jardins,
Nos telhados, como um calmo lençol à forrar…

Quando tudo serenar, ao fechar nossos olhos,
Vamos olhar para dentro e ver que a alma ainda,
Sendo alma, procura o ponto ideal de equilíbrio

Serenar os ânimos em favor de tudo e todos
Vamos olhar para fora de nós e ver o que ainda
Está sendo trabalhado para a harmonia final…

Vamos fechar os olhos e abrir as portas, perenes
Portas do coração, e deixar esse ar do amanhecer
Penetrar suavemente nos poros, como um fluído
Vivo, alentar a alma e deixar o corpo descansar.

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Agora estamos sem Luiz Carlos Ribeiro, um dos homens mais completos do teatro mato-grossense, quiçá brasileiro

Luiz Carlos Ribeiro e este repórter em selfie de 2015

Por João Bosquo | Conheci Luiz Carlos Ribeiro nos anos 80, quando trabalhava na Casa da Cultura de Cuiabá.  E as conversas com Luiz Carlos Ribeiro era ele ator e eu plateia, principalmente quando começava a contar histórias que iria escrever. Um roteiro completo: inicio meio e fim.

O início foi esse. O meio, entre tantos meios, entrevistas para os jornais quais trabalhei, com destaque último o DC Ilustrado, quando, além do perfil em 2015 de duas páginas; uma longa reportagem sobre o lançamento do Livro “Fica, Pedro!”, escrito em parceria com Flávio Ferreira.

Reproduzo aqui os textos escritos em 2015 publicados no DC Ilustrado.

Com capítulo final lembro que o nosso último encontro foi em dezembro de 2017, em Santo Antônio de Leveger, no sarau poético coordenado pela professora Kelly Carvalho.

Luiz Carlos Ribeiro desencarnou hoje, no Hospital Santa Rosa, onde estava internado por conta de câncer, descoberto tardiamente.

— Vai, os bons espíritos possam te acolher, amigo.

 Luiz Carlos Ribeiro começou tardiamente

Só depois que se formou Advogado, ele se volta para o teatro e se tornar uma das referências das artes cênicas em Mato Grosso

JOÃO BOSQUO
Da Reportagem

Luiz Carlos Ribeiro é o mais completo e o mais tardio artista do teatro mato-grossense. Tardio no sentido de ter começado a carreira artística com mais de 20 anos, beirando os trinta, depois de formado bacharel em Direito na última turma da Faculdade Federal de Direito de Cuiabá, embrião da nossa Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em 1969 e que, no ano seguinte, 1970, registra o surgimento da Uniselva.

Jurista por obrigação de ganhar o pão de cada dia e artista por vocação descoberta ainda na infância quando foi ‘pego pela mão’ pela professora do primário Maria Lacerda. Luiz Carlos Ribeiro diz que esse ‘alumbramento’ aconteceu no dia que entrou no ‘teatro’ pela primeira vez, no início da década de 50, em sua cidade natal, Santo Antônio do Leverger, ou Santo Antônio de Rio Abaixo. Ele é cuiabano por adoção, inclusive com título de cidadania concedido pela Câmara Municipal de Vereadores.

A professora Maria Lacerda, a mesma que pegou na mão de Luiz Carlos para ensinar a escrever o “a e i o u”, naqueles idos de 50, numa pequena cidade, sem energia elétrica, estava além de seu tempo, fazendo teatro. Para esse teatro que ele fora convidado e foi assistir junto com a família.

Luiz Carlos conta – que a vida da gente é contar – que a representação aconteceu num salão da prefeitura e o cenário e coxia eram feitos com lençóis brancos, enquanto a iluminação com lampiões Petromax. Como uma ilusão, o menino via velas de navios e aquilo o cativou. Da história, lembra pouco, era o caso de uma empregada que tinha ‘roubado’ o perfume da patroa, ou coisa assim, cujo texto era da própria Maria Lacerda. Ao final, Luiz Carlos, menino, lembra que ele se disse: “Eu quero fazer isso”.

Além da professora, marcaram a infância do jovenzinho, as histórias da avó Maximiana como também a Preta da Fronteira, cabocla ameríndia, animadora cultura, rezadeira, benzedeira, dançarina de siriri – como a avó – contadora de histórias que o levava para assistir as festas de santo, que o levou para os primeiros contatos com a cultura popular, lógico, sem saber o que era cultura popular.

Quase no final da década de 50, a família muda-se para Cuiabá. Luiz Carlos contava com 14 anos e foi estudar o ginásio no Colégio dos Padres, o Liceu Salesiano, por uma decisão paterna, apesar das dificuldades para sustentar a prole de oito filhos. Acontece, como tem que acontecer, nesse ano, o reitor das instituições salesianas pelo mundo estava em visita ao Brasil, com data marcada para visitar Cuiabá que, além do Liceu, tinha também o Patronato Santo Antônio, do Distrito do Coxipó.

Foi no Salesiano que acontece o segundo alumbramento com o teatro, com o padre Raimundo Pombo, que dirigia o grupo de teatro da escola. Ele começa como contraregra, mas tinha uma capacidade de decorar textos e,, por essa capacidade foi escolhido para dizer uma frase de recepção de boas vindas ao reitor em italiano. Aí, nesse momento, o aluno Ribeirãozinho (como era chamado na escola) tem sua primeira aula de impostação de voz com o maestro Veronezi, que se chama “partitura sonora” dentro do teatro. Depois de decorado o texto, o professor foi trabalhar com o aluno a musicalidade da linguagem italiana, a língua materna do reitor visitante.

Luiz Carlos, como sua memória invejável, nos recita os ‘versos’ ditos ao reitor. Ao final, no “grazie, grazie per tanti favore”, o reitor se encantou com a sonoridade do pequeno jovem e ordenou que se desse uma bolsa de estudo e desafogou o pai de ter que pagar as mensalidades durante todo o ginásio e os dois nos de científico.

Ele faz todo ginásio e o segundo ano do Científico no Colégio dos Padres e vai fazer o terceiro Cientifico Clássico no Colégio Estadual, onde teve aulas com os professores Nilo Póvoas, Cesário Neto, entre outros professores maravilhosos. “O que sei de gramática devo a esses professores”, avisa. Terminado o Cientifico – apesar de certa vocação para as ciências sociais, ou humanas, como Antropologia, mas o pai, de uma pensão, na Rua Barão de Melgaço, não tinha condições de custear e ‘optou’ pelo Direito, a única faculdade de ensino superior em Cuiabá.

Formado, vai trabalhar no escritório do deputado estadual Emmanuel Pinheiro, um dos professores da Faculdade, e depois no escritório de outro deputado Nelson Ramos – e foram 40 anos de exercício profissional, paralelo ao trabalho como servidor da UFMT.

Durante o governo de José Fragelli, na Secretaria de Educação, sob a direção da jovem Maria da Glória Albuês, um projeto “Tempo de Teatro”, que consistia, no mês julho, de cada ano, em reunir os produtores, fazedores de teatro de todo o Mato Grosso (ainda não dividido) para uma grande encontro, com participação de teatrólogos, como Rubens Corrêa, Jesus Chediak, Amir Haddad, Glorinha Beuttenmüller, Paulo Coelho, antes de ser esse fenômeno, e Raul Seixas, que era ator também, entre tantos, quando se faziam oficinas, apresentações de peças teatrais, com debate posterior as apresentações, enfim uma escola de teatro.

Ele, Luiz, diz que fez muitas dessas oficinas, mas não atuava, ‘estava mais olheiro’ de teatro e namorando a ideia de ser diretor e não ator. Vem o governo de Garcia Neto e o projeto Tempo de Teatro é suprimido do cardápio para contenção de despesas. O teatro, repara – quem fala é o repórter – sempre é um dos primeiros a sofrer os cortes de contenção de despesas, não é de hoje.

O movimento teatro volta a estaca zero. Glorinha Albuês vai pra o Rio, estudar, Lúcia Palma para Minas, enquanto Luiz Carlos continua e um dia Camilo Ramos, representante do núcleo de Mato Grosso da Fenata (Federação Nacional de Teatro Amador, ou Festival), que estava realizando um congresso nacional para se tornar uma confederação – e é criada a CONFENATA e aqui em Mato Grosso, a FEMATA – Federação Mato-grossense de Teatro Amador, depois o “amador” foi suprimido, e Luiz Carlos é aclamado o primeiro presidente.

A Femata foi ter um papel importante no movimento teatral, com realização de circuitos, e vão surgir novos grupos de teatros e uma nova leva de atores. Em Brasília, Luiz Carlos conhece gente como Tácito Freire Borralho, teatrólogo do Maranhão, que estava na coordenação da criação da confederação, a futura Confenata. Depois de criada a Femata acontece uma oficina com o próprio Tácito, que ficou maravilhado com o número de participantes, 70 e o teatro em Mato Grosso estava ressurgindo.

Luiz Carlos Ribeiro, criatura do Rio Abaixo

Ator e diretor se prepara para novo espetáculo ao lado de Pescuma, Henrique e Claudinho

JOÃO BOSQUO
Da Reportagem

Como Luiz Carlos Ribeiro chega, saindo de Santo Antônio Rio Abaixo, até o Rio de Janeiro? Essa parte da história ainda tem que ver com a criação da Femata e Confenata, que elegeu Cuiabá para ser o local da primeira reunião. Um pouco por curiosidade dos demais representantes das outras 16 federações já que ninguém conhecia Mato Grosso, senão as lendas de onça no meio da rua, índios selvagens e, claro, o Pantanal.

O encontro acontece no dia 18 de janeiro de 1978 e este Diário de Cuiabá publica a “Carta de Cuiabá”, definindo as diretrizes do movimento nacional para o teatro. Um teatro voltado para a cultura popular, através da pesquisa, enquanto subsidio e discurso político.

Dentro dessas diretrizes é que surge o texto que vai subsidiar a mítica peça “Rio Abaixo, Rio Acima”, ou “Ergue o Mocho e Vamos Palestrar” de Glorinha Albuês, que já tinha retornado do Rio de Janeiro. Luiz gosta de dizer que foi uma intervenção teatral. O convite partiu de Miguel Biancardini, sendo portando o primeiro produtor, para ser apresentado em um Congresso do Rotary Club que fora realizado aqui.

No jantar de encerramento desse congresso de rotarianos, no Ginásio de Esportes do Sesc, foi apresentada a primeira versão da peça, com participação dos Cinco Morenos, e a primeira vez que Luiz Carlos Ribeiro sobe ao palco como ator para representar em uma peça teatral. Aplausos que ninguém esperava a reação do público diante do espetáculo.

Com a reestruturação do grupo Terra – Liu Arruda vai embora pro Rio de Janeiro, outros tomam outro rumo – decide-se dar continuidade ao “Rio Abaixo, Rio Acima” e os integrantes do grupo vão fazer justamente aquilo que a Carta de Cuiabá pedia: pesquisar junto às comunidades a cultura popular, a questão da linguagem, a partitura corporal das ceramistas, enfim, e assim aconteceu e a partir dessa pesquisa, Glorinha Albuês reescreve a versão completa da peça.

O Grupo Terra começou a montar a peça e apresentar, inicialmente no teatro de arena que existia no pátio da Fundação Cultural. A Fundação Cultural é bom explicar era sediada no Palácio da Instrução, depois que deixou sedia a Procuradoria da Justiça e Secretaria de Segurança Pública.

Luiz conta que eram uns gatos pingados que apareciam. Chegaram a convencer o padre Jornel a divulgar a peça depois da missa entre os fiéis. Nada. O que fazer? Correr atrás do público e o grupo decide apresentar nos locais em que aconteceram as pesquisas: Passagem da Conceição, Engordador, Guarita, São Gonçalo Beira Rio. O grupo chegava, pedia comida e, em troca, apresentava o espetáculo, contando, claro com ajuda dos amigos no patrocínio da gasolina dos carros que transportavam a trupe.

Corria o ano de 1979, e o grupo decidira parar com a peça. Antes, porém, fariam uma última apresentação no dia do aniversário da diretora Maria da Glória Albuês, tipo festa surpresa, ali mesmo no teatro de arena da Fundação Cultural, em outubro daquele ano.

Os convidados todos aqueles que de certa forma tinham ajudado o grupo durante o circuito 79, como ficou chamado. Entre esses presentes, a secretária (pena que Luiz não lembre o nome) do presidente do Instituto Nacional de Teatro, Orlando Miranda, que veio a Cuiabá para lançamento do edital do Mambembão 1980, por conta de uma ação de Tácito Freire Borralho de incluir financiamento para montagem de peças todos os estados onde tinha federação de teatro.

Ao final dessa “última apresentação” a representante do Instituto de Artes Cênicas (no Brasil muda-se os termos das instituições sempre com o prósito de se esquecer os seus criadores) está chorando e ali disse que “aquela peça seria uma das representantes de Mato Grosso no projeto Mambembão.

Rio abaixo, Rio Acima estreia no Mambembão em São Paulo no Teatro Eugênio Kusnet. O público foi ao delírio. Cacá de Souza, na plateia, maravilhado, resolveu mudar para Cuiabá. O crítico Sábato Magaldi saiu do teatro exaltando e convidou Glorinha para participar de uma aula de teatro e cultura popular. Ela não pode e foram LCR e Lúcia Palma e Magaldi disse que o espetáculo era maravilhoso. A segunda cidade a ser visitada foi o Rio de Janeiro onde também a peça se consolidou e depois em mais seis capitais, sendo que Campo Grande, já MS, foi a última. A peça ficou cinco anos em cartaz.

Em 1983 escreve e encena a peça “Gudibai Meu Boizinho”, que fica em cartaz dois anos. De 1986 até 1998 trabalha na administração do Teatro Universitário, ora na função de diretor de programação, ora na de supervisor. Entre os anos de 1994 e 1995 escreve e dirige a trilogia do teatro do absurdo “Pelos Cotovelos”, “A Virgindade Contestada” e “Vespa Sete”. Em 2000 participa do FIAR – Festival Internacional de Teatro de Palmela, com a Cia D!Arte do Brasil a convite do diretor e dramaturgo português João Brites do Grupo O Bando. Ainda é coautor do texto “Marco Zero”, em parceria com Amauri Tangará. Em 2008 participa como ator da peça “A Mala de fugir e Outras Histórias”, de sua autoria, sob direção de Júlio de Camargo.

Agora se prepara para remontar o espetáculo “Manoel Leite e Barro Pantaneiro”, com poemas de Manoel de Barros, participação de Pescuma, Henrique e Claudinho, que será apresentado dia 12 de agosto no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.

Pequeno perfil cultural

Da Reportagem

CINEMA OU TEATRO: Teatro

ATOR: Rubens Correa, In memoria”, ator mato-grossense que foi considerado pela crítica especializada, como o maior ator do Seculo XX, foi meu Mestre

ATOR REGIONAL: Carlos Roberto Ferreira

AUTOR: Flavio Ferreira

PEÇA: Carta de Rodez es, com Stepfane Brodt.

PEÇA REGIONAL (Não vale citar Rio Abaixo, Rio Acima): Homem do Barranco

FILME: Assim Caminha a Humanidade

LOCAL QUE FREQUENTA: Academia Mato-grossense de Letras

O QUE CUIABÁ TEM DE MELHOR: Sua cultura

O QUE CUIABÁ PRECISA MELHOR: Aprender a votar em políticos compromissados com o seu patrimônio cultural

DEFINIÇÃO DE CULTURA: Cultura é tudo que o homem produz

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Pedro Casaldáliga, um lutador que não se rende, em cena no livro de Luiz Carlos Ribeiro e Flávio Ferreira

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