Um escritor gigante. Esquecido… Por Sebastião Carlos

Por Sebastião Carlos | A assertiva atribuída a Estevão de Mendonça, “morre duas vezes quem morre em Cuiabá”, é confirmada todas as vezes que nos referimos a uma grande figura, sobretudo da área da cultura. Desta vez, nos vem a evidência o caso de Ricardo Guilherme Dick. Tido como um dos maiores escritores da história de Mato Grosso e um dos

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Lorenzo Falcão e Valério Mazuolli são eleitos novos acadêmicos da AML

Por S. Carlos Gomes de Carvalho A ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS elege mais dois acadêmicos. Numa concorrida Assembleia Geral Extraordinária, realizada no ultimo sábado, 14, os acadêmicos elegeram dois novos membros. Sob a firme condução da poeta Lucinda Persona, vice presidente no exercício da Presidência, foram eleitos Lorenzo Falcão e Valério Mazuolli. Lorenzo é jornalista, cronista e poeta, com trajetória

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Ninguém ganha o jogo por antecipação; não vale a tradição, o poderio econômico, a fama e o alto salário dos jogadores, lembra Sebastião Carlos

Lição para fora do campo Por Sebastião Carlos | Que lições podemos extrair da partida recém-finda? Uma delas, é que ninguém ganha o jogo por antecipação. Não vale a tradição, o poderio econômico, a fama e o alto salário dos jogadores. Começado o jogo, o que vale mesmo é a disposição de luta do time tido como inferior. A outra, é

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Sebastião Carlos: O 8 de março é uma data importante para a reflexão para debater as discriminações e violências sejam físicas, morais ou sexuais ainda sofridas pelas mulheres

Dia da Mulher: Uma Trajetória de Lutas Por Sebastião Carlos | Todas as datas comemorativas tendem a perder no transcorrer do tempo o sentido original de sua celebração. Se não perdem de todo, seguramente elas se diluem em seu significado mais expressivo. Diferente não deixaria de ser com o Dia Internacional da Mulher, comemorado neste 8 de março. Muitas vezes

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Breve [e oportuna] lição da História – Por Sebastião Carlos

Por Sebastião Carlos | A vida política costuma ser um mar de decepções. Mas igualmente pode trazer ensinamentos. A África do Sul é agora o último exemplo. A sociedade multirracial lá hoje existente é fruto da liderança tenaz de um homem invejavelmente corajoso. Nelson Mandela [18/07/18 – 05/12/13], que passou mais de três décadas preso, pelo “crime de consciência”, desejou construir

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Sebastião Carlos: Luiz Carlos Ribeiro será recordado sempre não somente pelos amantes da arte teatral, mas por todos que tiveram a oportunidade de com ele conviver

Luiz Carlos Ribeiro Por Sebastião Carlos | Pode ser um lugar comum, mas não há como deixar de repeti-lo num instante de lamento. O passamento de Luiz Carlos Ribeiro causa um vácuo em nossa escassa história do teatro em Mato Grosso. Conheci-o, através dessa sempre presente e ativa Lúcia Palma, em 1974, numa das minhas esporádicas vindas a Cuiabá. Fui a

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Ainda sobre censuras – Por Sebastião Carlos

Por Sebastião Carlos | Há duas semanas estive no Museu Egípcio de Barcelona. Há nele, por exemplo, toda uma ala dedicada ao erotismo. E isto com esculturas de há 4000 anos antes de Cristo. A humanidade não tem sido diferente ao longo dos séculos. E mesmo em plena Idade Média, com o domínio absoluto do puritanismo religioso, havia os espíritos inconformados,

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Então Vamos Falar de Literatura… 2 – Por Sebastião Carlos

Por Sebastião Carlos | O Prêmio Nobel de Literatura é sem sombra de dúvida o prêmio literário mais importante do mundo. Não somente pelo aporte financeiro, mas sobretudo pelo prestigio social e cultural que dá ao ganhador. Talvez por isso mesmo nem sempre essa outorga tem sido consensual, e em muitas ocasiões foi altamente polêmica. Em duas ocasiões ele foi recusado. Em

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Frankenstein e o monstro Araponga – I Por Sebastião Carlos

A Lei que autoriza a “interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para prova em investigação criminal e em instrução processual penal” – Lei nº 9.296/96 – flexibilizando assim os direitos individuais encastelados no artigo 5º da Constituição, de igual modo estabelece mecanismos para impedir o seu uso criminoso e abusivo como vem de ocorrer em Mato Grosso. O primeiro

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Cultura: Fusão é idéia inaceitável

É inconcebível que, perto de completar trezentos anos, Cuiabá tenha que estar discutindo a possível extinção de sua Secretaria de Cultura. No entanto, é disto que se cogita em gabinetes alencastrinos. Lamentável, para dizer-se o mínimo. Esta não é certamente a melhor ideia do novo alcaide. Alguns aspectos da questão devem ser pensados antes da propositura ao Legislativo. A motivação

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O Código (des) Florestal – III (final) – artigo de Sebastião Carlos

A opção dramática que os deputados fizeram, ao contemplar ainda mais os interesses de proprietários rurais, representa, em longo prazo, um tiro no pé. Qualquer cartilha de ecologia mostra que a proteção dos recursos naturais é fator primordial para a sobrevivência das atividades econômicas. A História está repleta de exemplos de países que encontraram a decadência com a crescente depauperação

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O Código (des) Florestal – II – artigo de Sebastião Carlos

Nessa esdrúxula anistia aos desmatadores há uma ironia cruel. Os deputados dizendo estar defendendo o proprietário rural, na realidade estão punindo aquele que cumpre a legislação atual, já que este não terá nenhum benefício e estará em pé de igualdade legal com quem desmatou. Sem se falar que sua terra será desvalorizada, já que para futuros compradores será muito mais

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O Código (des) Florestal – I – Artigo de Sebastião Carlos

Nos dias que correm, até as crianças sabem da importância dos ecossistemas para a qualidade de vida e para a existência mesma. A proteção das florestas e dos recursos naturais é capitulo fundamental do conhecimento social e das políticas públicas voltadas para a melhoria da condição da população. A regulação do ciclo das chuvas e dos recursos hídricos, o equilíbrio

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Rumo aos 300 – A Cidade que está em nossa imaginação

uma cidade nasce antes / na imaginação / e é filha de sentimentos /menos que fruto da razão. ingrata com os que a louvam loas entoa aos que a desamam assim se tece a história de uma cidade entretecida nos aranzéis do sarãzal do tempo. A intervenção da poesia no conceito de urbanismo, e por consequência na paisagem urbana, é

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Que cidade queremos? Que cidade teremos? [Final] – artigo de Sebastião Carlos

Então, estas questões elementares, sobre se Cuiabá está sendo devidamente preparada para atender ao seu crescimento demográfico e a todas as demandas sociais, econômicas, ambientais, que virão após a realização da Copa, precisam ser respondidas. Enfim, passada a euforia atual, terão sido criadas as condições ideais de qualidade sócio-ambiental e da melhoria dos serviços públicos para aqui se viver dignamente?

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Que cidade queremos? Que cidade teremos? [3] – Artigo de Sebastião Carlos

Não se trata, por evidência, de questionar a alocação dos recursos públicos destinado para Cuiabá. O que se trata é de trazer à luz, e discutir, algumas questões referentes às prioridades e opções dadas para as intervenções que se darão na paisagem urbana. Por exemplo, continuo achando que a demolição do Verdão foi um erro imperdoável. Será que foi mesmo

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Que cidade queremos? Que cidade teremos? [2]

Uma cidade não pertence aos seus governantes. Estes são apenas os gestores transitórios das suas mazelas e das suas belezas, por mais que se agarrem aos cargos, por mais que queiram acreditar de modo diverso. Governantes e cidadãos deverão ser parceiros na longa jornada da construção diária da cidade. Talvez seja oportuno mais uma vez parafrasear o primeiro-ministro francês no

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Que cidade queremos? Que cidade teremos? [1]

Os recursos que estão vindos para Cuiabá, e as obras deles decorrentes, sem dúvida modificarão definitivamente a face da cidade. Mas, para além das preocupações mais imediatas que estamos vendo diariamente seja do uso dos recursos, das desapropriações que se farão e, sobretudo se teremos o VLT ou o BRT, a questão central, a meu ver, não foi colocada. O

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Entre uma opção e outra, qual a herança? – artigo de Sebastião Carlos

Não existe novela mais empolgante e cheia de imprevistos que esta que em que se debate se melhor é ter o VLT ou o BRT. Os lances se fazem à vista e há também os que se desenrolam nos subterrâneos. Destes, porém, os pobres mortais só saberemos, se soubermos, daqui a alguns anos. Não importa se a descoberto ou não,

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Tem jabuti no poste – artigo de Sebastião Carlos

A expressão do folclore diz sobre a dificuldade de se entender alguma coisa. Quando se usa o dito popular quer-se sempre dizer que aquilo não tem lógica alguma. Claro! O jabuti, cágado, tartaruga, são animais da ordem dos quelônios que, como todos sabem, não sobem em árvore. Pachorrentos que são, têm uma dura carapaça, que lhes tolhe qualquer ânimo de

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Impunidade – artigo de Sebastião Carlos

Não creio existir na vida em sociedade mal maior que a impunidade. Talvez seja maior ainda que a injustiça mesma. Quando existe a injustiça, existirá sempre a esperança de que, ainda que tardia, a Justiça se fará. Com a impunidade, não. A impunidade impregna o tecido social e a consciência individual de uma impotência, de certo sentimento de inutilidade na

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Um brasileiro acima de seu tempo – Artigo de Sebastião Carlos

Olha-se o horizonte da vida pública do país e se enxerga a imensa maioria de homens pequenos, melhor diria apequenados. O quadro é quase desolador. A esperança sobrevive, no entanto, porque ainda existem as exceções, embora poucas, que confirmam a regra. Rendo aqui minha homenagem a um homem imenso. Ele acaba de fazer 90 anos. Mas propriamente no dia 14

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A artilharia do pensamento contra a censura

Forças solertes se articulam para lenta e inexoravelmente destruírem conquistas seculares. A liberdade de imprensa é o fundamento dos países soberanos e apanágio dos homens livres. O avanço da civilização não se fez, e desde as conquistas da Revolução Gloriosa [1685-1689] que, na Inglaterra, eliminou o Absolutismo e introduziu o Parlamentarismo, e da Revolução Francesa [1789-1799] que trouxe à luz

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Qual a sua imagem de Cristo?

Às vésperas de final de ano, de entremeio o Natal, é a época em que nos vemos imantados por um sentimento difuso de fraternidade, de solidariedade e, vamos lá, usemos a palavra, de amor. Mas, venho me perguntando, isto será mesmo verdadeiro na atualidade ou não passa de um lance de romantismo, herança do passado, um dejá vu? Se tal

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A liberdade de imprensa é o ar do cidadão

Forças solertes se articulam para lenta e inexoravelmente destruírem conquistas seculares. A liberdade de imprensa é o fundamento dos países soberanos e apanágio dos homens livres. O avanço da civilização não se fez, e desde as conquistas da Revolução Gloriosa [1685-1689] que, na Inglaterra, eliminou o Absolutismo e introduziu o Parlamentarismo, e da Revolução Francesa [1789-1799] que trouxe à luz

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Fábulas Contemporâneas

Em tempos idos, existiu um Rei, com um altíssimo índice de aprovação de seus súditos. Com o tempo se tornou um senhor muito poderoso, que viajava por todas as partes da Terra, quando então lhe eram tributadas homenagens várias, nas quais sempre era ressaltada a sua origem humilde. Sim, esse era um rei que, nascido em ásperas paragens, castigadas pelo

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Paranóia

Não sei se este seria o termo mais apropriado para definir o momento político que vivemos. De todo modo, com conhecimento psicanalítico perto de zero, não encontrei termo mais adequado para falar sobre os vários, e cada vez mais surpreendentes, modos do comportamento de nossos candidatos. Falo no geral, porque a exceção a regra é que é a “anormalidade”. Veja

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De repente, Vinícius

Alma de poeta. Vida de poeta. Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver, como disseste em um de seus versos-música. Não, nem todos tem a alma de poeta. E quantos gostariam de ter a vida de poeta? Destino de poucos, possibilidades ínfimas da grande maioria dos viventes, terem a alma de poeta. De repente, não mais que de

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A oposição que se autodestruiu

Um dos aspectos mais interessantes na presente campanha eleitoral parece ser o da morte da oposição. Nunca antes se viu uma oposição tão inerme, tão incompetente, tão desprezível. Temos hoje, em pleno regime democrático, uma oposição atemorizada, quase envergonhada. E não por força do governismo, mas por culpa dela mesma. Ninguém, em sã consciência, quer uma oposição agressiva, descabelada, com

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A Cena é Móbile – II

Da política ao cemitério, passando pela estética do feio. Catilina(s), até quando? Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda este teu rancor nos enganará? Até que ponto a tua audácia desenfreada se gabará?” (Livro I, cap. I) “Efetivamente nenhuma nação existe que temamos; nenhum rei há que possa fazer a guerra ao povo romano.

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