Bate, rebate entre Alan Malouf e Pedro Taques sobre caixa 2 nas eleições 2014 tem continuidade

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) anexou ao processo da Operação Rêmora requerimento complementar com o depoimento-confissão do empresário Alan Malouf no qual diz que “agiu a pedido do governador José Pedro Taques.”

Nesse depoimento o réu Alan Malouf “menciona de forma comprometedora o deputado federal Nilson Leitão. Em razão disso os promotores do Gaeco pedem que a investigação seja compartilhada com a Procuradoria-Geral da República.

O governo de Mato Grosso rebate de forma veemente o conteúdo da confissão de Alan Malouf, por meio de nota, na qual nega e considera levianas as afirmações.

“O governador classifica as declarações do investigando como uma tentativa sórdida e mentirosa de envolvê-lo em ações criminosas das quais jamais teve conhecimento, tampouco delas deu ordem ou participou”.

Em outro trecho da nota  afima que “a verdade é uma só: Pedro Taques tem uma vida de luta contra a corrupção e os corruptos, já tento enfrentado e desmantelado inúmeras quadrilhas que agiam no Estado e no país, e jamais compactuaria com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a desvios de recursos públicos”.

Lembrando: A Operação Rêmora deflagrada em maio de 2016 teve como alvo ações de um grupo que agia dentro da Seduc/MT para fraudar licitações para construção e reformas de unidades escolares no estado e culminou com a prisão do então secretário Permínio Pinto.

Veja a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA

Acerca do pedido do Ministério Público de Mato Grosso de compartilhamento de provas da Operação Rêmora com a Procuradoria-Geral da República, o Governo de Mato Grosso vem a público esclarecer o que segue:

 01) O governador Pedro Taques nega enfaticamente as afirmações levianas e absurdas do investigado Alan Malouf sobre a fantasiosa existência de valores não contabilizados (o chamado “caixa dois”) na campanha de 2014, e reitera que todas as movimentações financeiras do referido pleito eleitoral encontram-se devidamente registradas na Prestação de Contas do PDT, partido pelo qual Pedro Taques disputou aquelas eleições – inclusive as despesas ainda não pagas – sendo que a prestação de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.

 02) O governador afirma, ainda, que Alan Malouf jamais exerceu qualquer cargo ou delegação na arrecadação de fundos eleitorais, e que todas as doações, de pessoas físicas ou jurídicas (na época, permitidas) foram devidamente registradas. Portanto, caso haja qualquer valor que eventualmente tenha sido movimento pelo investigado e que não esteja contabilizado, não foi utilizado na campanha, cabendo apenas e tão somente ao investigado esclarecer origem e destino dos valores por ele mencionados.

 03) O governador classifica as declarações do investigando como uma tentativa sórdida e mentirosa de envolvê-lo em ações criminosas das quais jamais teve conhecimento, tampouco delas deu ordem ou participou. Lamenta, ainda, que o investigado tente envolvê-lo nos atos ilegais, contrariando todos os demais depoimentos já prestados nessa investigação – com o claro propósito de desviar o foco das acusações que pesam contra si -, e informa que constituiu advogados para atuar no processo judicial e garantir que a verdade prevaleça. E a verdade é uma só: Pedro Taques tem uma vida de luta contra a corrupção e os corruptos, já tento enfrentado e desmantelado inúmeras quadrilhas que agiam no Estado e no país, e jamais compactuaria com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a desvios de recursos públicos.

 04) O governador Pedro Taques já prestou, no dia 04 de maio de 2017, informações à Procuradoria Geral da República sobre a mesma Operação, apontando os equívocos do depoimento do empresário Alan Malouf, já narrados acima, e restabelecendo a verdade dos fatos.

 05) Por fim, o Governo do Estado esclarece que, embora o investigado tenha mantido relacionamento social com Pedro Taques, suas empresas jamais venceram qualquer licitação ou contrato na administração estadual a partir de 01 de janeiro de 2015, uma vez que o governador, por estrita obediência às leis, nunca interferiu e jamais interferirá em qualquer processo de aquisição ou licitação no âmbito do Governo do Estado ou em qualquer outro Governo.

Cuiabá-MT, 21 de agosto de 2017.

GCOM – Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso

Leia também:
Promotora pede prisão de Alan Malouf, ex-tesoureiro da campanha de José Pedro Taques; juíza nega

Entre aspas: Operação Rêmora entra em sua 3ª fase e prende o empresário Alan Malouf, apontado por Giovani Guizardi como responsável pelo esquema de fraude na Seduc

Entre Aspas: Alan Malouf, caixa de Pedro Taques, garganteou que teria colocado dinheiro na campanha de 2014, diz Jamille Grunwald, mulher de Giovani Guizardi, em depoimento ao Gaeco

Pedro Taques nega por meio de Nota de Imprensa publicitada pela GCom as informações de Alan Malouf sobre caixa 2

Entre aspas: Para evitar mal-entendidos o Gaego aponta Permínio Pinto (PSDB) e Alan Malouf, ex-caixa de Pedro Taques em 2014, como líderes do esquema de propinas na Seduc

Entre aspas: Folha de S. Paulo publica matéria sobre as denúncias de Alan Malouf, caixa de Pedro Taques, e faz um resumão da Operação Rêmora

Entre aspas: Juíza Selma Arruda diz na TV que ‘não há provas documentais’ contra Pedro Taques, citado por Alan Malouf que confessou a prática de caixa 2 na campanha de 2014

Luís Nassif: Pedro Taques, o herói do MPF e suas circunstâncias

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR
nas redes sociais: @joaobosquo

Você pode gostar...