Café do Ano Novo

Estou aqui. Bebi o café quente do ano novo,
Lembrei-me de pessoas e dum livro de poemas lidos
Quando queria ficar triste, mas alegre permaneci
Olhando para fora da janela do próprio tempo

 

Contar o tempo quando se vê no espelho do banheiro,
Ao fazer barba de pelos brancos, é obrigação diária
Sem se exaltar, sem desespero, sem indignação vária

 

Estou aqui, neste mesmo recinto que me verá
Quiçá,  centenas de anos, procurando palavras
Nesta inglória luta com a linguagem materna
Entre o sentir e o papel em branco de poesia…

 

Este meu recinto, sinto, precisa de limpeza interna:
Menos egoísmo, mais compaixão e decisão na busca
Para superar o Pantanal desta minha humanidade.

><>Poema do livro “Imitações de Soneto”, dos quais tenho alguns exemplares para distribuição.

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR
nas redes sociais: @joaobosquo

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