“Camisa 9”, poema circunstancial, em homenagem a Ronaldo

Pensando em todos os camisas 9, em especial , José Silva de Oliveira, o Bife, maior goleador de Mato Grosso de todos os tempos

A responsabilidade do camisa nove
é muito grande.
É enorme e só tem uma meta:
é uma responsabilidade sem limites,
sem número, sem um teto, só a vitória

A responsabilidade do camisa nove…
Não importa se fica imóvel na área,
desde que resolva os nossos problemas,
elucide os mistérios da alma, lavando-a
com gols antológicos que fiquem na memória
e possamos ir para casa e rir do frango
sem ângulo, feito nos minutos finais
do segundo tempo…

A responsabilidade do camisa nove,
não tem fita métrica suficiente para medir,
é maior que todos os estádios Maracanãs,
do Verdão – que vai ser demolido – do Dutrinha,
do estádio do Colégio dos Padres, do Liceu,
do Campo D’Ourique, de Almiro e Pelado,
e do maior de todos: o da Várzea Ana Poupina

A responsabilidade do camisa nove
não termina com os noventa minutos.
Depois vem as entrevistas, mostrar
o suor escorrendo pela cara
e reclamar do pênalti não marcado
em caso de eventual derrota

A responsabilidade do camisa nove
repito, aperte o replay, é infinita.
Se a bola quica na área, não importa
se o goleiro é da seleção, ela deve cumprir
sua missão antológica e entrar pra história

Mas se nada disso bastar, mesmo assim
a pelota teimar em bater na trave,
raspar o travessão, passar de fininho
pra linha de fundo, o poema não concretiza
e a vaia na arquibancada ensaia ecumênica.

><>Nesta data, 14 de fevereiro, quando Ronaldo Fenômeno se despede dos campos de futebol, temos a certeza que veremos menos gols de craque…

Este poema circunstancial foi inspirado, como digo na dedicatória, em Bife – maior craque que o Verdão já viu (Pelé jogou no Dutrinha).

Como também foi inspirado em Careca, Casagrande, Roberto Dinamite, Romário (apesar de vestir a camisa 11), mas muito mais em Ronaldo, um dos maiores camisa 9 de todos os tempos – de todas as arenas, de todas as Copas.

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