Secretaria de Cultura expõe obras de acervo permanente

A disposição das telas nos corredores e salas é resultado do 1º Workshop de Concepção e Montagem de Projetos Expográficos – Foto por: Divulgação

Da Assessoria | Uma exposição permanente do acervo da Secretaria de Estado de Cultura é um dos resultados do 1º Workshop de Concepção e Montagem de Projetos Expográficos e solução em exposições fotográficas, ministrado pelo profissional Kiko Pacheco dentro da Semana Fotográfica, que aconteceu de 9 a 13 de janeiro, em Cuiabá.

Como principal ação dentro da SEC/MT, os participantes realizaram, sob a orientação de Pacheco, uma profunda análise de toda as obras de arte expostas no prédio da SEC propondo, desta forma, um rearranjo das telas e criando uma grande galeria de artistas mato-grossenses em suas dependências, tanto nos corredores como nas salas.

Foram utilizados critérios técnicos e artísticos e as telas foram agrupadas seguindo a semelhança nas temáticas, o que resultou em uma vitrine bastante representativa de grandes autores regionais.

“A montagem dessa exposição foi além da disposição das telas, abordando também a questão da iluminação cênica para dar maior destaque às obras”, explicou Ivan de Almeida, superintendente de Infraestrutura e Articulação Institucional da SEC.

De acordo com ele, os alunos aprenderam como criar composições, avaliar luz e cores, bem como a distribuição das telas nas paredes, apurando o senso crítico e artístico e sendo capacitados para um nicho de mercado em crescimento dentro de Mato Grosso.

Outro destaque desse trabalho foi a criação de um espaço destinado à contemplação dos patrimônios históricos tombados da região, com a exposição de artefatos que demonstram algumas técnicas construtivas de épocas, fazendo que os usuários deste espaço público possam ter acesso a peças somente vistas em antigos casarões e museus.

O workshop foi realizado por meio de uma parceria entre os realizadores da Maratona Fotográfica, programa Mato Grosso Criativo, Sebrae MT, Casa das Molduras, Prefeitura de Cuiabá e Secretaria de Cultura de Mato Grosso.

A exposição permanente está aberta à visitação pública, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, na sede da Secretaria de Cultura, localizada na avenida Lava Pés, 510, bairro Duque de Caxias. A entrada é gratuita.

A disposição das telas nos corredores e salas é resultado do 1º Workshop de Concepção e Montagem de Projetos Expográficos – Foto por: Divulgação

Source: Secretaria de Cultura expõe obras de acervo permanente – Notícias – SEC

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João Manteufel, promotor de exposição diz que tirou quadro de Gervane por medo

A decisão de retirar a obra questionada pelo consumidor aconteceu após a veiculação do vídeo contra exposição de obra de arte. Manteufel isenta o Shopping Pantanal

Por João Bosquo e Enock Cavalcanti | A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio da Comissão de Cultura e Responsabilidade Social, irá promover no próximo dia 27, quarta-feira, às 16 h, uma reunião pública de manifesto contra a censura às artes e liberdade de expressão, em Cuiabá.

Tudo porque, no início desta semana, um quadro que integrava o painel do artista plástico Gervane de Paula na exposição “Eu Amo Cuiabá”, que acontece no Shopping Pantanal foi retirado após a reclamação de um cliente.

O curador da exposição, o cineasta e produtor cultural João Manteufel, o João Gordo, confessa que a decisão de retirar o quadro do artista Gervane de Paula foi uma decisão sua e que o Shopping Pantanal não teve nenhuma participação nessa decisão.

“Eu tirei por medo de meu funcionário que estava sendo coagido, sofrendo ameaças. Tive de colocar seguranças. Não foi por censura, foi por medo. o radicalismo assusta. Somos pessoas de bem, com intuito de fomentar cultura. Não estamos acostumados à violência. Foi uma decisão minha, exclusiva”, garante João Manteufel.

Em sua página no Facebook, João Manteufel posta que “na verdade, aqui, deveríamos elogiar a coragem do Shopping Pantanal em fazer uma exposição, pagar os artistas, pagar o local de exposição para que a população tenha acesso aos mais proeminentes artistas da nossa cidade. Afinal, uma empresa particular está fazendo o papel que deveria ser dos museus, que estão todos fechados e as autoridades competentes estão se lixando para a cultura do nosso Estado. Mas hoje todo mundo julga. Todo mundo é entendido. A geração dos head lines está se tornando perigosa. Triste. Triste”.

Um dos head lines a que se refere o promotor de artes, com certeza, é o repórter Arthur Garcia que, em seu canal postou um ‘video-denuncia’ e já alcançou milhares de visualizações, como vemos, tentando intimidar ainda mais o funcionário da promotora do evento.

As ironias dessa trágica história é que, lembramos aqui, o repórter trabalha na Band Mato Grosso, a emissora que se propõe a incentivar a arte e inclusive é mantenedora de uma Galeria de Arte com o nome de seu fundador: Beccari. É repórter de um programa popular, o Pop Show, que diz defender os interesses da comunidade.

O medo, a que se refere João Gordo, é o indutor da censura que o fez retirar, mesmo que contrariado, o quadro do artista da exposição.

O jornalista e professor Johnny Marcus lembra o poeta Ferreira Gullar, autor de “Poema Sujo”, proibido pela ditadura militar que colocou o Brasil por duas décadas nas trevas.

“Gullar nos ensina que ‘a arte existe porque a vida não basta’. E a vida não basta porque é preciso enxergá-la, também, com outros olhos, até mesmo para reforçar nossas crenças e convicções. A melhor forma de se fazer esse distanciamento é justamente através da arte. E ela tem mesmo essa função essencial de incomodar, de confrontar, de promover a discussão. É inaceitável que, em pleno século 21 ainda persistam pensamentos obscurantistas, impregnados de um moralismo anacrônico. A Era das Trevas já acabou faz muito tempo. Que artistas livres sejam os profetas a anunciar o nascimento de um admirável mundo novo”, disse.

O ator, diretor e escritor Ivan Belém também está preocupado com essa histeria que se instala no país e agora em Mato Grosso.

“Vejo com muita preocupação essa onda de caça às bruxas que se instalou no país. De repente, seguindo tal caminho, um sujeito despreparado posta um vídeo se queixando da obra de Gervane de Paula, fazendo uma análise pobre e moralista, e outros ignorantes o acompanham. E o artista e sua obra passam a ser linchados. A arte, a cultura, a identidade, tornaram-se assuntos de polícia…Como assim? Tristes tempos estes! Acho que tudo isso é reflexo da falta de mais investimento em educação e cultura. Um povo educado, com acesso à arte e à cultura, jamais protagonizaria tamanha barbárie. Sinto-me envergonhado!”

Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, jurista, poeta, escritor, crítico literário e próximo presidente da Academia Mato-grossense de Letras, é taxativo: “Toda censura é odienta”.

“A arte, em sua essência, é o contraponto do conformismo e do acomodamento mental. E isso não é agora. Quem minimamente conhece a história da arte sabe que ela surge como um elemento de inquietação, de questionamento, de provocação. Neste ponto, Ocidente e Oriente se encontram. É bem verdade que não é (somente) por este aspecto que ela se valoriza, ou se eterniza. Outros elementos transportam um quadro, uma escultura ou um livro para o patamar da qualidade que transpõe os séculos. Não estou em Cuiabá há vários meses, portanto não vi a exposição da qual Gervane participa, mas sob esse artista, que conheço há décadas, posso afirmar, em sã consciência, que se trata de um dos melhores e mais instigantes da breve história das artes plásticas em Mato Grosso. O futuro sempre se pronuncia sobre quem fica na História: o censor ou o criador”, declarou.

O jornalista e escritor Antônio Peres Pacheco acredita que o tema é polêmico e confessa que não gostou da participação de Gervane na referida mostra.

“Vi a exposição e, pessoalmente, achei de mau gosto e inapropriada as duas obras do Gervane de Paula que, nesta ‘fase negra’ de sua produção artística, explora abertamente a escatologia em várias obras e performances, com um apelo sexual bastante forte e isso gera mal-estar. Mas, vamos lá. Primeiro: sou contra a censura de todo tipo e plenamente a favor da classificação etária para exibição de obras de arte e acesso à literatura. Entendo que essa “onda” moralista, que alguns classificam como fascista, é um efeito colateral do estado de libertinagem e corrupção ética e moral da sociedade brasileira como um todo”.

Segundo Pacheco, “tem faltado bom senso aos curadores. É preciso respeitar a suscetibilidade dos outros para sermos respeitados de volta. Chocar, denunciar, fazer pensar é função da arte, mas, não se deve fazer sexo ou expor cenas do ato sexual em praça pública nem defecar na porta de uma igreja para criticar a repressão sexual e a alienação pela fé e dogmas religiosos, por exemplo. A retirada das obras da exposição, ao meu ver, foi acertada”.

A cantora e compositora Vera Capilé, comentando o vídeo de Arthur Garcia disse que “o que presenciamos é a violência contra a arte, é praticamente um retorno rumo a Idade Média, onde a repressão à mensagem da arte, como no caso do pensamento e pinturas de Gervane de Paula, representa um atraso civilizatório e conservadorismo inconcebíveis! A pintura de Gervane tem uma estética de indignação contra a injustiça, na grita permanente contra o racismo, em sua negricia poética! Viva Gervane! Uma vergonha para o primeiro passo de repressão, negação a verdadeira história dos 300 anos de Cuiabá! Sabe o que acho mesmo? Que estes outros grandes artistas da exposição se retirem desta malfadada experiência que, para mim, é um desprezo profundo a verdadeira arte!”.

Leia também: OAB-MT promove reunião contra a censura

O Moralista no Divã – Por Eduardo Mahon

Pantanal Shopping retira quadro de Gervane de Paula da mostra “Eu Amo Cuiabá”

“Lamentavelmente, é impossível ignorar a ignorância”, diz Mahon

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Júri do 44º Salão Internacional de Humor se reúne amanhã, sábado para escolher os premiados

Vencedores das categorias cartum, caricatura, charge, quadrinhos, prêmios temáticos e Grande Prêmio vão receber o total de R$ 55 mil

Da Assessoria | Os 215 artistas que enviaram seus trabalhos e foram selecionados para a mostra competitiva do 44º Salão Internacional de Humor de Piracicaba podem cruzar os dedos e torcer. A partir das 14h deste sábado o júri de premiação se reunirá no Armazém 14 do Engenho Central e, com olhar atento e crítico, analisará as 410 obras – 108 caricaturas, 70 charges, 79 cartuns, 73 tiras, 46 prêmios temáticos Criança e 34 temáticos Saúde – para escolher, dentre elas, as premiadas. Os vencedores serão anunciados em cerimônia no dia 26/08, a partir das 17h, no Teatro Erotides de Campos, no Engenho Central. Na sequência, acontece a abertura oficial do 44º Salão, no Armazém 14, e paralelas.

O valor total da premiação é R$ 55 mil, divididos em cinco prêmios de R$ 5.000 nas categorias Cartum, Caricatura, Charge, HQs, prêmio temático Criança. O trabalho que vencer o Troféu Zélio de Ouro, também denominado Grande Prêmio, vai receber mais R$ 10 mil. Haverá ainda os prêmios Câmara Municipal, Unimed, Águas do Mirante e Júri Popular Alceu Marozzi Righetto de R$ 5.000, este escolhido por votação eletrônica aberta. Os trabalhos concorrentes serão escolhidos pela Comissão de Premiação.

A missão ficará a cargo do caricaturista Jean Mulatier (França), dos cartunistas Arturo Kemchs (México), Raul Fernando Zuleta (Colômbia) e Fernando Gonsales (Brasil), da pesquisadora em história em quadrinhos e doutora em ciências da comunicação Sônia Luyten, do ex-diretor geral da Pinacoteca de São Paulo e professor da ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes), Tadeu Chiarelli, e da publicitária e comediante do Festival Risadaria, Arianna Nutt.

Esta será a primeira vez do caricaturista francês Jean Mulatier, considerado um dos principais nomes da caricatura mundial, no Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Mesmo assim, Mulatier acompanha o momento conturbado pelo qual atravessa o Brasil, política e economicamente. “A existência de um Salão de Humor em Piracicaba me parece um bom sinal, apesar das dificuldades de seu povo e de uma política imperfeita”, observou, em entrevista por e-mail. Sobre o desafio como júri, Mulatier diz estar tranquilo para fazer sua avaliação. “Levarei em conta dois critérios muito simples para a escolha dos vencedores: qualidade gráfica e a sua capacidade de provocar o riso”, revela.

Raul Fernando Zuleta, que coleciona mais de 50 prêmios internacionais e publicou em jornais de seu país, a Colômbia, e do exterior, conta que esta será sua primeira experiência como júri internacional. “Estou muito animado por participar como jurado do 44° Salão de Humor de Piracicaba, um evento que tem uma longa história e grande prestígio internacional. Meus desenhos já foram selecionados neste concurso, no qual a cada ano participam os melhores cartunistas do mundo. Também por esse motivo sinto uma grande honra pelo convite”, disse.

 

Zuleta virá pela primeira vez ao Brasil, no sábado, 19, e já pode imaginar a emoção que sentirá quando estiver ao lado de nomes como Mulatier, Fernando Gonzales e Kemchs. “Claro que vai ser uma tarefa difícil decidir quais trabalhos serão os vencedores pelo seu alto nível artístico. Sempre pensei que um bom desenho é o equilíbrio entre uma boa ideia conceitual clara, original, irônica e forte, juntamente com uma composição, design e estilo artístico interessantes. Darei meu voto com base nestes dois conceitos e espero que ele coincida com o dos outros jurados, para que possamos ter um consenso e escolher os vencedores da 44ª edição do Salão de Humor de Piracicaba”.

 

Esta edição do Salão recebeu 2.985 trabalhos, que foram selecionados nos dias 29 e 30 de julho, por um júri formado pelos cartunistas William Hussar, Junião e Orlando Pedroso, pelo professor universitário Ricardo Morellato, pelo caricaturista Baptistão, pela ilustradora Maria Eugênia e pela produtora cultural Ana Helena Curti.

 

“Mais uma vez temos nomes importantes ligados ao humor gráfico, tanto artistas como estudiosos, para compor o júri, como ocorreu com o de seleção. A escolha dessas pessoas é feita de forma criteriosa, o que mostra a preocupação de todos os realizadores e organizadores para obter, no final, um Salão não só bem-humorado, mas também um Salão crítico e de muita qualidade”, analisa a secretária da SemacTur, Rosângela Camolese.

 

O 44º Salão Internacional de Humor é realizado pela Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal da Ação Cultural e Turismo (SemacTur) e Cedhu (Centro Nacional de Documentação, Pesquisa e Divulgação do Humor Gráfico de Piracicaba) e faz parte das comemorações dos 250 anos de Piracicaba.

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Artista plástico Dalton Paula vem a Cuiabá para a Bienal de São Paulo e conversa com o público no dia 30

Bate-papo com o artista Dalton Paula tem inscrições abertas
Atividade faz parte da programação pública e acontece no dia 30 de junho, no auditório do Palácio da Instrução

Por Angélica Moraes / SEC-MT | O artista plástico brasiliense Dalton Paula apresenta sua produção, pesquisa e o processo criativo da série Rota do Tabaco, de 2016, que integra a 32ª Bienal de São Paulo – Itinerância Cuiabá, em bate papo com o público no dia 30 de junho, das 19h às 21h, no auditório do Palácio da Instrução. As inscrições já estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas neste link. São oferecidas 40 vagas.

Pratos de cerâmica dão suporte às pinturas do artista que retratam a Rota do Tabaco – Foto por: Fundação Bienal de SP Pratos de cerâmica dão suporte às pinturas do artista que retratam a Rota do Tabaco

O bate-papo com o artista faz parte da programação pública que, desde o início do mês, traz a Cuiabá atividades como performances, apresentações e conversas com artistas e curadores voltadas ao público em geral. O objetivo e enriquecer culturalmente a vinda da Bienal de São Paulo para Cuiabá, única cidade da região Centro-Oeste a receber a itinerância da mostra de arte contemporânea, que fica em cartaz no Palácio da Instrução até o dia 09 de julho.

O artista – Na obra de Dalton Paula, objetos são destituídos de suas funções originais para se tornarem suporte da pintura. Primeiro as enciclopédias, antigas detentoras de um conhecimento universalista, tiveram suas capas sobrepostas por representações de sujeitos e saberes comumente omitidos em seu conteúdo, como negros e indígenas. Agora esse procedimento se repete sobre um conjunto de alguidares, pratos cerâmicos que recebem a comida e também as oferendas em rituais de religiões afro-brasileiras.

Com a pintura em seu interior, esses objetos confrontam os discursos hegemônicos da arte e da política, buscam novos personagens e reencenam passagens de nossa historia. Piracanjuba, em Goiás, Cachoeira, no Recôncavo Baiano, e Havana, em Cuba, são cidades produtoras de tabaco. Essa atividade econômica remonta ao passado colonial e à migração de africanos escravizados nas Américas.

Paula viajou aos três pontos dessa Rota do tabaco (2016) para pesquisar como essa herança se apresenta hoje. Encontrou desde a precariedade dos meios de trabalho nas fabricas de cigarrilhas até o uso dos charutos como ícone da revolução comunista. No vasto imaginário retratado, o fumo é um contexto omitido que revela o contraste entre corpos negros e roupas brancas, entre a invisibilidade da cultura afro-brasileira e os legados de cura – medicinal e espiritual – extraídos do tabaco.

A mostra – As itinerâncias da 32ª Bienal de São Paulo chegaram a Cuiabá no dia 16 de maio e permanecem até 9 de julho de 2017. O recorte de obras pensado para o Palácio da Instrução tem trabalhos de Ana Mazzei (Brasil), Bárbara Wagner (Brasil), Carolina Caycedo (Colômbia), Charlotte Johannesson (Suécia), Dalton Paula (Brasil), Ebony G. Patterson (Jamaica), Felipe Mujica (Chile), Francis Alÿs (Bélgica), Gilvan Samico (Brasil), Günes¸ Terkol (Turquia), Jonathas de Andrade (Brasil), Mmakgabo Helen Sebidi (África do Sul), Pierre Huyghe (França), Rachel Rose (Estados Unidos), Vídeo nas Aldeias (Brasil), Wilma Martins (Brasil) e Wlademir Dias-Pino (Brasil).

O evento renova a parceria institucional entre a Fundação Bienal de São Paulo e a Secretaria de Estado de Cultura – SEC (Cuiabá-MT). Em 2015, por ocasião das itinerâncias da 31ª Bienal, o Palácio da Instrução foi revitalizado para sediar a mostra, que apresentou 17 projetos artísticos, 8 encontros com educadores da rede pública de ensino de Cuiabá e Várzea Grande e reuniu um total de 8.900 visitantes.

Intitulada Incerteza Viva (Live Uncertainty), a 32ª Bienal tem como eixo central a noção de incerteza a fim de refletir sobre atuais condições da vida em tempos de mudança contínua e sobre as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas. A exposição se propõe a traçar pensamentos cosmológicos, inteligência ambiental e coletiva assim como ecologias naturais e sistêmicas. A mostra foi concebida em torno das obras de 81 artistas e coletivos sob curadoria de Jochen Volz e dos cocuradores Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil), Lars Bang Larsen (Dinamarca) e Sofía Olascoaga (México).

A 32ª edição da Bienal, que recebeu 900 mil visitantes em 2016, terá recortes exibidos em cidades no Brasil e no exterior em 2017. Seleções de obras viajam às cidades de Campinas/SP, Belo Horizonte/MG, São José dos Campos/SP, Cuiabá/MT, São José do Rio Preto/SP, Ribeirão Preto/SP, Garanhuns/PE, Palmas/TO, Santos/SP, Itajaí/SC e Fortaleza/CE. Itinerâncias internacionais já estão confirmadas na Colômbia e em Portugal.

Serviço

32ª Bienal – Itinerâncias: Cuiabá

16 de maio a 9 de julho

Rua Antônio Maria, 251 – Praça da República, Centro Norte – Cuiabá – MT

ter-sex: 8h-20h; sáb, dom e feriados: 9h-18h

T: (65) 3613-0240

E-mail 32bienalmt@cultura.mt.gov.br

Entrada Gratuita

Agendamento Escolar

seg-sex: 13h – 19h (máximo de 40 alunos por escola)

Contatos: 32bienalmt@cultura.mt.gov.br

Telefone (65) 3613 9240

Em caso de cancelamento, avisar com no mínimo 48 horas de antecedência

Fonte: Bate-papo com o artista Dalton Paula tem inscrições abertas – Notícias – SEC

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Galeria instalada em shopping center mostra a recente arte contemporânea mato-grossense

A mostra busca aproximar o público dos artistas e suas obras, além de facilitar as vendas, e ficará aberta até 31 de maio

Este repórter com Rodrigo Savio, Tania Pardo e Mari Gemma

Por João Bosquo | A coletiva Art Shopping 2017 – Arte Contemporânea, que acontece no Shopping Goiabeiras, é inédita não só pelo número de participantes– comparado apenas aos Salões – bem como pela diversidade de estilo, técnicas e expressões artísticas em fotografias, esculturas, pinturas e cerâmicas dos mais variados pontos de Mato Grosso. A realização desse evento é da Galeria Capucine Picicaroli, com a curadoria de Nikko Kali, que também expõe, e tem produção executiva Ayla Picicaroli.

Ao todo são 28 participantes, conforme a lista que nos chega às mãos, mas só conversamos com três artistas para falar da importância dessa exposição – principalmente quando o país entra num processo de degradação econômica e as artes e os bens culturais na linha de consumo são os primeiros a serem sacrificados.

Os artistas com os quais este repórter conversou foram Mari Gemma de La Cruz, Rodrigo Sávio e Tania Pardo – que, de certa maneira, mostraram a minha ignorância, pois são três valores que, depois desses mais de 30 anos de jornalismo (boa parte dele em cadernos culturais), ainda não os conhecia. Continue Reading

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Heitor Magno e a arte da manipulação

Com as mais diversas ferramentas, artista usa imagens das fotografias como tela

Este repórter em selfie realizada por Heitor Magno

Foto arte ou arte foto, não sei dizer direito, mas ela está no olhar, o jeito de olhar do artista plástico Heitor Magno, várzea-grandense que já tem trabalhos publicados – fotografias manipuladas – em catálogos, revistas e sites especializados pelo Mundo. Ele um dia pensou em fazer designer de moda na faculdade Cásper Libero em São Paulo, mas acabou seguindo essa tendência ao descobrir o nicho aqui mesmo na terra natal e daqui espalha sua arte para o mundo.

Os primeiros estudos foram no Colégio Coração de Jesus. Num mundo de antigamente, até a metade da segunda metade do século 20, os gêneros eram separados naquela escola. Meninos estudavam no Colégio dos Padres e as meninas no Colégio das Freiras. Lembrando os alunos de raiz estudavam na escola pública enquanto os nutellas iam para escola particular. Esses valores mudaram depois do golpe militar de 1964.

Voltemos ao nosso artista universal: o segundo grau foram nos cursinhos renomados até o vestibular em São Paulo. Foi em São Paulo que o jovem Heitor Magno começou a entrar em contato com as galerias de arte – que não são poucas, vamos combinar – e com esse olhar reciclado, digamos, volta para Mato Grosso e começa a trabalhar com fotografia em eventos, quando começou a descobrir nuances além do registro da reportagem fotográfica. Continue Reading

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Exposição “O Sagrado e o Profano”, do artista Sergio Venny, começa nesta terça-feira, 17, no Museu Histórico

Começa nesta terça-feira, 17, a exposição “O Sagrado e o Profano”, do artista plástico Sérgio Venny, no Museu Histórico de Mato Grosso. A abertura da mostra terá início às 19h.

Sérgio é um autodidata das artes, filho da atriz e cantora Cléia Gattaz, trabalhou com diversos artistas e aos 43 anos se tornou um profissional multifuncional. Agora, com 24 anos de carreira, celebra sua trajetória expressando sentimentos e a busca da liberdade da alma, por meio de suas obras.

Suas pinturas refletem as duas metades do mundo, o sagrado e o profano O artista encontrou ainda a sensualidade em seres místicos como a Medusa. Além de buscar inspiração na biografia de grandes mulheres que seguiram seus instintos (Ciganas), sua arte (Frida Kahlo), sua música (Carmen Miranda) e sua vida (Marilyn Monroe). Continue Reading

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