Afrânio Silva Jardim: Os ‘legados’ negativos da Lava-jato

ALGUNS DOS MUITOS "LEGADOS" NEGATIVOS DA OPERAÇÃO "LAVA JATO". ELA AINDA NÃO MORREU, MAS JÁ VAI ENTRAR NO C.T.I. Como…

Publicado por Afrânio Silva Jardim em Domingo, 17 de junho de 2018

ALGUNS DOS MUITOS “LEGADOS” NEGATIVOS DA OPERAÇÃO “LAVA JATO”. ELA AINDA NÃO MORREU, MAS JÁ VAI ENTRAR NO C.T.I.

Como se costuma dizer: “perguntar não ofende”. Por isso, buscando ser acessível ao grande público, me utilizo desta forma mais didática para que mesmo pessoas leigas melhor compreendam algumas das questões técnicas que foram desconsideradas pelo nosso sistema de justiça criminal, no afã de condenar o ex-presidente Lula, em um inusitado Lawfare em nosso país.

Apesar de alguns aspectos positivos da Lava Jato, a verdade é que ela deixará sequelas indeléveis em nossa sociedade e também em nosso sistema penal e processual penal. Danos que perdurarão por gerações.

1 – MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.

Que providências foram tomadas pelos Procuradores da República de Curitiba, diante da humilhação a que foi submetido, publicamente, o preso Sérgio Cabral?

Como sabem, em desrespeito à lei n.4898/65 e à Súmula vinculante n.11 do S.T.F., ele foi algemado e acorrentado pelos pés, como se fosse um escravo no século XIX, além de outras práticas coercitivas abusivas.
Agora a lei não é mais para todos? Existem funcionários públicos acima das leis e da Constituição Federal, que proíbe tratamento degradante ou cruel a qualquer pessoa presa?

2 – O ATUAL PODER JUDICIÁRIO “TEM LADO”?

Será que a Ministra Carmen Lúcia ainda não percebeu que, em toda a sociedade capitalista, como a nossa, há uma divisão de classes sociais com interesses distintos?

Se percebeu, por que ela, enquanto Presidenta do S.T.F., foi jantar com grandes empresários e jornalistas ligados à mídia empresarial, passando informações sobre o futuro funcionamento daquele tribunal?
Por que ela nunca jantou com líderes sindicais, líderes populares e jornalistas ligados às mídias alternativas ???
Como cidadãos, não temos o direito de pensar que grande parte do nosso Poder Judiciário “tem lado”?

3 – O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PODE DEIXAR DE APLICAR UMA REGRA JURÍDICA POSITIVADA E CONSAGRADORA DE UM PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL?
PRISÃO COMO EFEITO DE ACÓRDÃOS RECORRÍVEIS (que dispensa a demonstração de sua necessidade).

De duas, uma: ou o S.T.F. declara inconstitucional o artigo 283 do Cod.Proc.Penal, que consagra o princípio da presunção de inocência, ou ele tem de aplicar a regra jurídica, que é clara e objetiva.
Fora daí é cinismo e puro ativismo judicial, violador do Estado de Direito.
Vejam a regra que o S.T.F. se nega a aplicar:

ARTIGO 283: Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, EM DECORRÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO, ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

4 – SERÁ QUE NÃO HÁ LIMITES PARA TANTOS DISPARATES?

O Ministério Público Federal, em alegações finais, pugnou pela condenação do réu Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobrás e do Banco do Brasil, a uma pena de 30 (trinta) anos de reclusão !!!

Será que não têm mais noção do senso do ridículo a que estão expondo o Ministério Público???

Em que livros estudaram estes desorientados punitivistas ???

Em 16 anos, no Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro, participando de julgamentos de homicídios bárbaros e cruéis, jamais presenciei um juiz-presidente fixar uma pena tão alta e desproporcional. Aliás, em 31 anos do Ministério Público, jamais tomei ciência de uma sentença com pena de prisão tão elevada !!!

Mais do que perplexo, estou preocupado com o que está ocorrendo com o Ministério Público Federal !!!

5 – CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA.

Caso Lula. Alguém sabe explicar por que o juiz Sérgio Moro se negou a ouvir o testemunho do sr. Vaccari, referido pelo corréu Léo Pinheiro como participante direto das supostas tratativas para alienação do triplex pela OAS, fato este contundentemente valorado na insólita condenação do ex-presidente Lula???

Que juízo de conveniência teria predominado na decisão do juiz Sérgio Moro???

“Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes.
§ 1o Se ao juiz parecer conveniente, serão ouvidas as pessoas a que as testemunhas se referirem.”

6 – Alguém sabe explicar se os Procuradores da República, para atuarem nos processos penais, são previamente lotados em órgãos de atuação ou execução, cuja atribuição esteja prevista em algum ato normativo, segundo critérios objetivos e impessoais???

Em outras palavras: como obedecer à regra expressa na Constituição Federal da INAMOVIBILIDADE dos membros do Ministério Público se eles não são lotados em órgãos dos quais não possam ser removidos??? Cargo público e órgão de atuação não são coisas distintas?

Ainda em outras palavras: alguém sabe explicar se o Ministério Público respeita o chamado “princípio do Promotor Natural”, que visa assegurar a independência funcional de seus membros, independência esta expressamente prevista na Constituição Federal???

7 – Caso Lula. COMPETÊNCIA DO JUIZ SÉRGIO MORO.

Alguém sabe explicar que tipo de conexão deslocou a competência da justiça estadual de São Paulo (Comarca de Guarujá) para o juízo da 13.Vara Federal de Curitiba ??? (caso do Triplex da OAS, que dizem que é do ex-presidente Lula).
Ainda: se houvesse alguma espécie legal de conexão, ela seria com qual outro crime da competência do juiz Sérgio Moro?

Ainda: se houve a conexão, por que modificar uma competência se não haverá unidade de processo e julgamento?

8 – ALGUÉM SABE EXPLICAR COMO PODEMOS TER EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA DE PRISÃO DIANTE DO QUE ESTÁ ESCRITO NO ARTIGO DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL TRANSCRITO ABAIXO ?
“Art. 283. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória TRANSITADA EM JULGADO ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011)”.

9 – ALGUÉM SABE EXPLICAR SE HÁ ABUSO DE ACUSAÇÃO?

De que forma um ocupado Governador de Estado, como o do Rio de Janeiro, pode também ser, simultaneamente, chefe de mais de 12 organizações criminosas diferentes??? Caso Sérgio Cabral.

10 – CONDENAÇÃO QUE NÃO INDIVIDUALIZA O CRIME QUE O RÉU TERIA COMETIDO???

Alguém sabe explicar por que a 8ª. Turma do Tribunal Federal da 4ª. Região não disse quando, onde, como e nem de que forma o ex-presidente Lula RECEBEU o apto. Triplex de Guarujá, como pagamento de indevida vantagem, não sendo ele funcionário público e sendo este fato desvinculado de sua atividade como Presidente da República? Não é esta a conduta imputada ao ex-presidente?
Será que, na realidade, o ex-presidente foi condenado por condutas penalmente atípicas, tais como: gostar de um imóvel; visitar um imóvel; ter sido o tríplex lhe destinado; ter sido o tríplex lhe reservado; estar interessado na aquisição de um tríplex; ter sido um imóvel lhe atribuído; ter sugerido a realização de obras em um imóvel que poderia adquirir no futuro???

Tais condutas, apesar de não serem delituosas, foram referidas no acórdão para legitimar uma condenação absurda.

11 – Os acordos de cooperação premiada (delação premiada) podem conter cláusulas que contrariem expressamente o que está disposto no Cod.Proc.Penal, na Lei de Execução Penal e no próprio Cod.Penal ???

12 – O Conselho Nacional do Ministério Público pode legislar sobre o Direito Processual Penal?
As suas Resoluções 181/17 e 183/18 podem derrogar o sistema que está consagrado no atual Código de Processo Penal?

13 – Juiz pode dar publicidade a gravações resultantes de interceptações telefônicas ilegais?

14 – Juiz pode determinar interceptações telefônicas no escritório dos advogados de réus?

15 – Juiz pode dar publicidade a gravações telefônicas de conversas particulares entre pessoas que sequer são indiciadas no inquérito policial, violando o direito à intimidade das pessoas?

16 – Enfim, diante disto tudo pergunto: como afirmar que estamos em um verdadeiro Estado de Direito???
Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual Penal pela Uerj

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Leonel Brizola aconselha o povo brasileiro

 

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Carlos Fávaro renuncia ao cargo de vice-governador e deve ser candidato ao Senado pelo PSD

 Por Carlos Fávaro | Hoje, protocolei minha renúncia ao cargo de vice-governador na Assembleia Legislativa. Tomei essa decisão em razão da missão dada pelo meu partido, o PSD, de construir um novo projeto para Mato Grosso. A razão é simples: não poderia me dedicar a esse propósito, fortalecendo o partido para as candidaturas proporcionais e majoritárias recebendo o salário mensal de R$ 20 mil e nem continuar utilizando toda a estrutura que dá apoio à Vice-governadoria.

Desde que assumi o cargo de vice-governador, reduzi sensivelmente o tamanho da estrutura que, na época, contava com 74 cargos, sendo 46 exclusivamente comissionados. No primeiro ano, diminuí para 20 o número total de servidores e mantive essa média até hoje. Com o compromisso de reduzir custos, diminuí 60% das despesas administrativas e isso tudo sem prejudicar os trabalhos, já que realizamos 12 mil atendimentos durante o período que estive à frente do gabinete.

Além disso, assumi por 20 meses a gestão da Sema – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, um dos maiores desafios da minha vida e, com muito trabalho, planejamento e dedicação, apresentamos avanços em todas as áreas. Hoje, com certeza, temos uma secretaria muito mais eficiente e cumprindo o seu principal papel, que é a preservação do meio ambiente, sem atrapalhar o desenvolvimento econômico.

Agradeço aos eleitores que me elegeram e ao povo de Mato Grosso com a absoluta certeza de missão cumprida. Parto para esse novo desafio e não seria ético de minha parte trazer prejuízo ou despesa ao erário, utilizando-me de uma estrutura que foi criada para atender ao mandato de vice-governador. A nova política exigida pela sociedade não quer discurso, quer ação. Tenho convicção de que esta é a decisão mais acertada.

Obrigado a todos

Carlos Fávaro
Vice-governador

Source: (15) Carlos Fávaro – Página inicial

><>Com a renúncia de Carlos Fávaro aumenta o isolamento do governador Pedro Taques.

Bom que se diga, que o vice-governador não precisava renunciar, em sendo candidato ele não poderia apenas assumir a chefia do executivo. Mas alguns observadores dizem que ele estava temendo alguma manobra do governador – assim como aconteceu com o conselheiro Antônio Joaquim -que pudesse inviabilizar o seu projeto eleitoral. 

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Virgínia Mendes, ex-primeira dama de Cuiabá, diz que é mentira que ‘vetou ou irá vetar’ a candidatura de Mauro Mendes ao governo

 Por Virginia Mendes | Mais uma vez vejo meu nome e o da minha família envolvidos em comentários maldosos e mentirosos. O que estão espalhando por aí no meio político e através de alguns meios de comunicação é simplesmente fofoca.

Vejo estas insinuações de que eu estou vetando ou que irei vetar qualquer projeto político do Mauro como uma iniciativa de tentar atingir meu esposo de maneira baixa, sem o menor lastro na verdade e desrespeitando a mim e a minha família.

Em consideração aos nossos amigos e às pessoas que têm nos procurado, faço questão de esclarecer que como esposa, mãe de três filhos e companheira dele há 23 anos, temos uma relação baseada no respeito, no amor, no diálogo, na confiança e abençoada por Deus. E será assim, com diálogo e cumplicidade que irei contribuir para que o Mauro decida se irá ou não participar das eleições 2018. Com qualquer decisão tomada nós estaremos juntos!!!

Conversamos sobre tudo, como todo casal faz dentro de uma relação saudável.
E acho que é isso que deve estar incomodando alguns políticos que não têm família ou não a respeita!!!!

Não preciso ficar aqui defendendo a capacidade política e administrativa do meu esposo, até porque ele já passou pelo crivo das urnas e tem trabalho comprovado e saiu com grande aprovação popular.

Confio em Deus em primeiro lugar e na hora certa a verdade aparecerá, ela sempre aparece.

A verdade vencerá o medo e a mentira!!!!

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e árvore de Natal

Source: (8) Facebook

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A educação necessária, como e por que, segundo o estadista Leonel Brizola

Por Alderico Sena | No Brasil, não existe um partido que se identifique com a ferramenta educacional, que o PDT. Ultimamente o que se vê na mídia são alguns teóricos e políticos defendendo a escola em tempo integral. Vejamos algumas teses defendidas pelos eternos lideres políticos do PDT, defensores da escola de tempo e educação integrais.

“Todas as crianças deveriam ter direito à escola, mas para aprender devem estar bem nutridas. Sem a preparação do ser humano, não há desenvolvimento. A violência é fruto da falta de educação. Dizem alguns que deveriam ser como as escolas que sempre tivemos. Afirmamos que não. As nossas crianças merecem ainda mais. Elas representam o que o Brasil tem de maior valor e, também, os nossos próprios destinos, como nação livre e democrática, empenhada na construção de uma existência digna para todos os seus filhos. Todas as crianças deveriam estar em escolas com os CIEPs. Para isto, bastaria que não desviássemos tantos recursos públicos para fins inúteis e inconfessáveis. Se deixássemos, por exemplo, de pagar os juros da dívida externa apenas dois anos, todas as crianças brasileiras poderiam estar estudando num CIEPs”. (Leonel Brizola, Livro dos CIEPs, Governador do RJ: 1986)

O Mestre Darcy Ribeiro escreveu: “Sua tarefa (isto é, da escola) é educar as crianças brasileiros tal e qual elas são, a partir da situação real em que se encontram. Isto significa, sobretudo, que nossa escola deve adaptar-se à criança pobre com a consciência de que é a própria escola que fracassa quando não consegue educar a maioria dos seus alunos. Criar uma escola pública de qualidade social significa criar uma escola comprometida com a inclusão social. Tamanho fracasso educacional não se explica, obviamente, pela falta de escolas – elas estão aí, numerosíssimas – nem por falta de escolaridade, uma vez que estão repletas de alunos, sobretudo na 1ª série, que absorve quase metade da matrícula. Muitos fatores contribuem para este fracasso. A escola pertence a sua comunidade e deve tratá-la com respeito. Uma escola de qualidade social é a que respeita a diversidade, integrando diferentes culturas. Torna-se cada vez mais urgente a necessidade de criar condições favoráveis à prática da leitura e da escrita entre educadores. O analfabetismo real e o analfabetismo funcional são, hoje, ainda, as marcas da sociedade brasileira no que se refere à educação”.

A sociedade, em especial a juventude, desconhece a história e os princípios da educação em tempo integral, defendidas pelos lideres Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, dentre outros.  Com base neste princípio, pedetistas históricos tem o dever moral e institucional de defender a educação e a escola em tempo integral para passar algumas às propostas, ideias e ideais de nossos lideres eternos Leonel Brizola e Darcy Ribeiro para a sociedade, em especial a juventude terem conhecimento o porquê a Bandeira do PDT – Partido Democrático Trabalhista, é a Educação integral em tempo integral.

Educação com qualidade social para todos: a) nossa escola pública é antipopular; b) nossa escola substituiu uma escola razoável para poucos por uma escola péssima para muitos; c) nossa escola é uma calamidade, pois não oferece o mínimo necessário aos domínios cognitivos mínimos de escrita e leitura; d) as duas primeiras séries são uma peneira que seleciona quem vai ser educado e quem vai ser rejeitado; e) nossa escola tenta mostrar ao aluno pobre que suas deficiências são trazidas de casa e de sua cultura.

A Educação como vocação do PDT – Tese defendida pela autora do trabalho de reflexão, constante das Cartilhas Trabalhistas Volume 4 – Educação Integral Emancipatória e Trabalhista – Construindo um projeto de escola e educação integrais – Professora Doutora em Ciências da Educação Maria Amélia Souza Reis”.

O Partido Democrático Trabalhista – PDT é, inegavelmente, o único partido político que, no Brasil, coloca a Educação como uma das possibilidades de alcance da democracia, não de uma perspectiva formal e consumista, mas com sentido de forjar uma sociedade mais justa, mais fraterna e igualitária.

Por esta razão, todos Pedetistas do Brasil devem ter o compromisso em defender como Programa de Governo, a luta de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira para tornar uma Política de Estado, a implantação de escolas que venham, verdadeiramente, oferecer a todas as crianças e jovens brasileiros a oportunidade de elaborar um conhecimento que, até agora só está à disposição das camadas mais privilegiadas da população. (Publicado: 19 Agosto 2013)

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Presidente Estadual e Vice Nacional do MAPI – Movimento do Aposentado, Pensionista e Idoso do PDT – Partido Democrático Trabalhista.

Fonte: http://www.noticialivre.com.br/index.php/2014-03-09-16-39-32/20146-a-violencia-e-fruto-da-falta-de-educacao

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…e por falar em socialismo e socialistas

Antônio Cândido de Mello e Souza (1918-2017) nasceu no Rio de Janeiro em 24 de julho,  concluiu seus estudos secundários em Poços de Caldas (MG) e ingressou na recém-fundada Universidade de São Paulo em 1937, no curso de Ciências Sociais. Com os amigos Paulo Emílio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado e outros fundou a revista Clima. Com Gilda de Mello e Souza, colega de revista e do intenso ambiente de debates sobre a cultura, foi casado por 60 anos. Defendeu sua tese de doutorado, publicada depois como o livro “Os Parceiros do Rio Bonito”, em 1954. De 1958 a 1960 foi professor de literatura na Faculdade de Filosofia de Assis. Em 1961, passou a dar aulas de teoria literária e literatura comparada na USP, onde foi professor e orientou trabalhos até se aposentar, em 1992. Na década de 1940, militou no Partido Socialista Brasileiro, fazendo oposição à ditadura Vargas. Em 1980, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Colaborou nos jornais Folha da Manhã e Diário de São Paulo, resenhando obras literárias. É autor de inúmeros livros, atualmente reeditados pela editora Ouro sobre Azul, coordenada por sua filha, Ana Luisa Escorel.

Professor e crítico literário, considerado um dos grandes pensadores brasilianos – tanto que seu livro Literatura e Sociedade é  adotado em todas a universidades do Brasil, como também aquele que é considerado a sua obra-prima Formação da Literatura Brasileira. Não sendo um qualquer.

Pois bem. Antônio Cândido era socialista, chegou a militar politicamente e, na etapa derradeira de sua vida, aos 93 anos, mostrando toda a sua lucidez concedeu uma longa entrevista ao portal Brasil de Fato na qual da uma aula sobre o que é socialismo, de quebra sobre ~o capitalismo~, de forma bem didática.

Trechos da entrevista:

  • O senhor é socialista?

Ah, claro, inteiramente. Aliás, eu acho que o socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo. E não é paradoxo. O que é o socialismo? É o irmão-gêmeo do capitalismo, nasceram juntos, na revolução industrial. É indescritível o que era a indústria no começo. Os operários ingleses dormiam debaixo da máquina e eram acordados de madrugada com o chicote do contramestre. Isso era a indústria. Aí começou a aparecer o socialismo. Chamo de socialismo todas as tendências que dizem que o homem tem que caminhar para a igualdade e ele é o criador de riquezas e não pode ser explorado. Comunismo, socialismo democrático, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo… tudo isso. Esse pessoal começou a lutar, para o operário não ser mais chicoteado, depois para não trabalhar mais que doze horas, depois para não trabalhar mais que dez, oito; para a mulher grávida não ter que trabalhar, para os trabalhadores terem férias, para ter escola para as crianças. Coisas que hoje são banais. Conversando com um antigo aluno meu, que é um rapaz rico, industrial, ele disse: “o senhor não pode negar que o capitalismo tem uma face humana”. O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva, como Marx definiu. É preciso ter sempre miseráveis para tirar o excesso que o capital precisar. E a mais-valia não tem limite. Marx diz na “Ideologia Alemã”: as necessidades humanas são cumulativas e irreversíveis. Quando você anda descalço, você anda descalço. Quando você descobre a sandália, não quer mais andar descalço. Quando descobre o sapato, não quer mais a sandália. Quando descobre a meia, quer sapato com meia e por aí não tem mais fim. E o capitalismo está baseado nisso. O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue. Hoje é normal o operário trabalhar oito horas, ter férias… tudo é conquista do socialismo. O socialismo só não deu certo na Rússia.

  • Por quê?

Virou capitalismo. A revolução russa serviu para formar o capitalismo. O socialismo deu certo onde não foi ao poder. O socialismo hoje está infiltrado em todo lugar.

  • O socialismo como luta dos trabalhadores?

O socialismo como caminho para a igualdade. Não é a luta, é por causa da luta. O grau de igualdade de hoje foi obtido pelas lutas do socialismo. Portanto ele é uma doutrina triunfante. Os países que passaram pela etapa das revoluções burguesas têm o nível de vida do trabalhador que o socialismo lutou para ter, o que quer. Não vou dizer que países como França e Alemanha são socialistas, mas têm um nível de vida melhor para o trabalhador.

  • Para o senhor é possível o socialismo existir triunfando sobre o capitalismo?

Estou pensando mais na técnica de esponja. Se daqui a 50 anos no Brasil não houver diferença maior que dez do maior ao menor salário, se todos tiverem escola… não importa que seja com a monarquia, pode ser o regime com o nome que for, não precisa ser o socialismo! Digo que o socialismo é uma doutrina triunfante porque suas reivindicações estão sendo cada vez mais adotadas. Não tenho cabeça teórica, não sei como resolver essa questão: o socialismo foi extraordinário para pensar a distribuição econômica, mas não foi tão eficiente para efetivamente fazer a produção. O capitalismo foi mais eficiente, porque tem o lucro. Quando se suprime o lucro, a coisa fica mais complicada. É preciso conciliar a ambição econômica – que o homem civilizado tem, assim como tem ambição de sexo, de alimentação, tem ambição de possuir bens materiais – com a igualdade. Quem pode resolver melhor essa equação é o socialismo, disso não tenho a menor dúvida. Acho que o mundo marcha para o socialismo. Não o socialismo acadêmico típico, a gente não sabe o que vai ser… o que é o socialismo? É o máximo de igualdade econômica. Por exemplo, sou um professor aposentado da Universidade de São Paulo e ganho muito bem, ganho provavelmente 50, 100 vezes mais que um trabalhador rural. Isso não pode. No dia em que, no Brasil, o trabalhador de enxada ganhar apenas 10 ou 15 vezes menos que o banqueiro, está bom, é o socialismo.

  • O que o socialismo conseguiu no mundo de avanços?

O socialismo é o cavalo de Troia dentro do capitalismo. Se você tira os rótulos e vê as realidades, vê como o socialismo humanizou o mundo. Em Cuba eu vi o socialismo mais próximo do socialismo. Cuba é uma coisa formidável, o mais próximo da justiça social. Não a Rússia, a China, o Camboja. No comunismo tem muito fanatismo, enquanto o socialismo democrático é moderado, é humano. E não há verdade final fora da moderação, isso Aristóteles já dizia, a verdade está no meio. Quando eu era militante do PT – deixei de ser militante em 2002, quando o Lula foi eleito – era da ala do Lula, da Articulação, mas só votava nos candidatos da extrema esquerda, para cutucar o centro. É preciso ter esquerda e direita para formar a média. Estou convencido disso: o socialismo é a grande visão do homem, que não foi ainda superada, de tratar o homem realmente como ser humano. Podem dizer: a religião faz isso. Mas faz isso para o que são adeptos dela, o socialismo faz isso para todos. O socialismo funciona como esponja: hoje o capitalismo está embebido de socialismo. No tempo que meu irmão Roberto – que era católico de esquerda – começou a trabalhar, eu era moço, ele era tido como comunista, por dizer que no Brasil tinha miséria. Dizer isso era ser comunista, não estou falando em metáforas. Hoje, a Federação das Indústrias, Paulo Maluf, eles dizem que a miséria é intolerável. O socialismo está andando… não com o nome, mas aquilo que o socialismo quer, a igualdade, está andando. Não aquela igualdade que alguns socialistas e os anarquistas pregavam, igualdade absoluta é impossível. Os homens são muito diferentes, há uma certa justiça em remunerar mais aquele que serve mais à comunidade. Mas a desigualdade tem que ser mínima, não máxima. Sou muito otimista. (pausa). O Brasil é um país pobre, mas há uma certa tendência igualitária no brasileiro – apesar da escravidão – e isso é bom. Tive uma sorte muito grande, fui criado numa cidade pequena, em Minas Gerais, não tinha nem 5 mil habitantes quando eu morava lá. Numa cidade assim, todo mundo é parente. Meu bisavô era proprietário de terras, mas a terra foi sendo dividida entre os filhos… então na minha cidade o barbeiro era meu parente, o chofer de praça era meu parente, até uma prostituta, que foi uma moça deflorada expulsa de casa, era minha prima. Então me acostumei a ser igual a todo mundo. Fui criado com os antigos escravos do meu avô. Quando eu tinha 10 anos de idade, toda pessoa com mais de 40 anos tinha sido escrava. Conheci inclusive uma escrava, tia Vitória, que liderou uma rebelião contra o senhor. Não tenho senso de desigualdade social. Digo sempre, tenho temperamento conservador. Tenho temperamento conservador, atitudes liberais e ideias socialistas. Minha grande sorte foi não ter nascido em família nem importante nem rica, senão ia ser um reacionário. (risos).

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/node/6819/

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Quem aqui é preconceituoso?, pergunta Eduardo Mahon em sua página no Facebook

QUEM AQUI É PRECONCEITUOSO?Não, não é porque ela é negra. Nem tampouco porque foi favelada. Nem muito menos porque…

Publicado por Eduardo Mahon em Segunda, 5 de fevereiro de 2018

QUEM AQUI É PRECONCEITUOSO?

Não, não é porque ela é negra. Nem tampouco porque foi favelada. Nem muito menos porque canta funk. Nem ainda porque representa um gueto social que é a periferia da zona norte carioca. Não, não é por isso que eu não gosto de Jojo Todynho. Billie Holiday era negra, marginalizada, viciada e maravilhosa. Idem para uma Nina Simone, Ella, Sara etc. Amy Winehouse era branca, mas pobre, viciada, marginalizada. Morreu da mesma forma que uma Elis Regina. É daí? Daí que eram excelentes! Ninguém tem nada com a vida sexual de Madona.

Nada tenho contra o pop, contra o popular. Michael Jackson vivia na Neverland dele sabe-se lá de que jeito e era bom, desde pequeno. Não sou preconceituoso com a Broadway ou com a off-Broadway. Gosto de coisas boas de Boal e gosto do Fantasma da Ópera. Há coisas péssimas em Augusto Boal e Gerald Thomas e coisas péssimas em cartaz em NY. Aliás, acho mesmo que temos aqui em MT grandes artistas sem oportunidade: pintores que fariam sucesso em Paris, fotógrafos que deixariam Berlim de boca aberta, músicos que roubariam a cena nos porões do jazz americano. No Brasil todo, talentos encobertos pela fábrica de sucessos do pop.

Por que acontece uma distorção dessas? É fácil entender: um estrupício artístico como Jojo Todynho aparece, mais como a celebração do exótico do que a certificação da burrice, abocanha o horário comercial do rádio e da tevê como animal em extinção para, depois, os intelectualóides tentarem “decifrar” o fenômeno com base em teorias sofisticadas. É apenas burrice. Nada mais do que burrice, uma catarse coletiva em que se opta pelo menor esforço. Reconheço que a arte é, também, entretenimento. Deus me livre se não fosse. Ninguém merece um Tchaikovsky num churrasco à beira da piscina. Evidente que esse padrão de sofisticação demanda atenção máxima como o próprio compositor demandou na criação. Nada mais sacal do que um cara metido a culturete no meio de uma farra, ouvindo Paganini. Nem Sonrisal dá jeito em um porre desses.

Na literatura, há muita mistificação e celebração da burrice. ”Fala sério, mãe!” é tão ruim quanto a péssima produção marginal que certos intelectualóides querem fazer acreditar que é boa. Não é. Tem gente que parou no tempo e não faz nada de novo, desde a década de 70. Para ser Leminski é preciso comer muito feijão com arroz. De vez em quando vejo um dinossauro que ainda está lendo Marx como se fosse um achado teórico. Discriminam os “burgueses capitalistas” quando, na maioria, o que mendigam é uma boquinha por falta de talento. Na pintura, por exemplo, a máxima sofisticação é ser simples, mas há aqueles que são simplórios. São coisas muito diferentes: ser simples por opção ou por falta de opção… Aqui no Brasil, um grupelho acha que é preciso ter tuberculose para fazer poesia ou escrever sobre as misérias de catadores de lixo para o reconhecimento literário. É a mentalidade da “reserva social” da arte, uma estupidez inominável.

De qualquer maneira, é insólito permitir que Ludmila, Jojo Todynho, Pablo Vittar e essa intrépida trupe roube o tempo em que poderíamos ouvir um funk melhor, um rap melhor, um punk melhor, uma música popular melhor. A arte de rua tem qualidade, assim como o samba, o sertanejo, o siriri, o funk, enfim, tudo tem uma escala. Ora, ora, Ney Matogrosso já nos apresentava um requebrado de muito mais qualidade nos Secos & Molhados do que um Vittar e o seu horrendo K.O. Aliás, adoro o Johnny Hooker com sua provocação brega, gay e inteligente. É mara!, como se diz. Até mesmo no brega, um Rossi é melhor que um Odair José. Isso para não falar do Lupicínio no melhor da fossa. A questão aqui não é preconceito por ser Jojo Todynho negra ou Pablo Vittar, LGBT. Há qualidade nos diversos gêneros, sejam eles populares ou eruditos. Há excelência em tudo, da mesma forma como há porcaria. Não há quotas para ter talento. O talento não vem em um concurso público, regulamentado. Não somos obrigados a admirar algo ou alguém por pena, por consideração ou por justificativas sociais. Se é ruim, é ruim, independentemente de quem tenha feito. Se é bom, pode ter sido o Bill Gates o artista e, nem por isso, deixará de ser bom. Essa história de julgar a obra de acordo com a classe social do autor é o que há de mais idiota neste mundo. É um absurdo celebrar a mediocridade. Não vamos cair na tentação de encontrar explicações de ordem sociológica a legitimar o que é, no fundo, uma merda.

Eduardo Mahon é escritor e advogado.

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Como e o que é combater a corrupção?

No Wikipedia: Nicolau Maquiavel (em italiano: Niccolò di Bernardo dei Machiavelli; Florença, 3 de maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento.[1] É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna,[1] pelo fato de ter escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente.[2]

Agora se você quiser saber tudo sobre Maquiavel recomendamos o Nicolau Maquiavel.

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Festa no apê, de Latino, é o novo melô do auxílio-moradia

><>Nem Latino imaginaria isso. Mas o seu hit “Festa no Apê”, uma versão, foi resgatada para se tornar o melô do auxílio-moradia deste verão.

Nós aqui do Namarra, claro, não poderíamos deixar de dar essa mão na divulgação dessa imoralidade do judiciário brasiliano.

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Observações ligeiras sobre um possível quadro político 2018 e a reeleição de Pedro Taques

Por Meu Peixe | Dizem e nós escutamos muito que o governador está aniquilado. Essa é a opinião geral de quem te acesso às pesquisas de opinião pública e dos observadores políticos.

Embora alguns observadores estão, lá por seus motivos, destilando mais com fígado que usando a razão.

Acredito, não posso deixar de acreditar, que esse desgaste do governador existe. Assim como achava que Dante de Oliveira em 1998 estava acabado e não conseguiria se reeleger.

Mas, sempre existe um mas para atrapalhar, a oposição precisa saber trabalhar.

Em 1998, recapitulando, Carlos Bezerra e Júlio Campos, inimigos, adversários políticos históricos, antológicos, diria até folclóricos, se uniram.

Uma das uniões mais desastradas da política. Tanto é que elegeu Antero Paes de Barros senador, além da reeleição de D.O.

Alguns hão de dizer –“Foi Duda Mendonça”. Sim, pode ser, mas por conta do desastre armado anteriormente.

Segundo os observadores atentos e desatentos, Carlos Fávaro deverá ser o candidato do agronegócio.

Mauro Mendes, por questões familiares, talvez não seja candidato nem a deputado federal.

Antônio Joaquim está praticamente fora da corrida.

O PT em suas eternas lutas internas, “ser ou não ser”, não sabe ainda o que quer e não deve ir a lugar nenhum.

Pedro Taques, enquanto isso, vai tocando o barco devagar, mas vai remando.

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João Ubaldo Ribeiro, se encarnado, estaria festejando 77 anos

Por João Bosquo | João Ubaldo Ribeiro foi um dos grandes da literatura brasileira. Embora grande li, confesso, apenas dois de seus romances: “Sargento Getúlio” (1971) e “Viva o Povo Brasileiro” (1984). Explico. Sou do tipo do leitor de uma ou duas obras. De preferência a obra-prima do autor.  Li “Sargento Getúlio”, uma década depois, nos anos 80 e nesses mesmos anos 80, quase uma exceção, leio a primeira edição de “Viva o Povo Brasileiro”.

Lembro-me como se fosse hoje. Compro o exemplar numa livraria que existia na Cândido Mariano, ao lado do Palácio Alencastro e vou para o trabalho. No meio da tarde, começo a ler e mais de 500 páginas são devoradas em questão de dias. Depois não senti mais necessidade de ler mais nada de João Ubaldo.

“Viva o Povo Brasileiro”, acredito, está no mesmo patamar de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e como este último deveria ser obrigatório nos cursos de letras e literaturas.

A citação que transcrevemos de João Ubaldo é sobre fraude.

Vejo, com o meu jeito de ver, que a educação, o ensino brasileiro, como uma fraude.

Os filhos das famílias da classe média alta vão para o ensino particular enquanto os filhos dos trabalhadores para o ensino público. Os melhores profissionais, que passaram num concurso de excelência, estão na escola pública, enquanto aqueles que não conseguiram estão na rede privada de ensino. Ganham menos que os concursados, mas se aplicam mais. Lógico tem praticamente tudo que precisam de auxilio pedagógico, enquanto no público falta quase tudo, às vezes até giz.

Mas, se a formação de nossos professores (e eu sou um dos formados por esse processo) começa por um equívoco. Os melhores alunos do ensino médio (lá atrás era do segundo grau), os mais bem preparados são escolhidos para as faculdades mais concorridas, de profissão mais rentável (que inclui a medicina, o que não deveria). O oposto, ao contrário, são escolhidos para o magistério.

Quando a escolha de professores deveria se basear no histórico escolar de cada aluno. O aluno excelência em MATEMÁTICA deveria ser convidado para ser professor de Matemática.  O aluno nota dez em PORTUGUÊS, professor de Português, aquele que escreveu melhores resenhas sobre os livros lidos, professor de literatura, enfim.

Para fazer uma opção nesse nível, o estado precisa oferecer uma remuneração condizente, se não para ficar rico, mas o profissional ter uma vida digna, na qual possa ter acesso aos bens culturais e de lazer, sem precisar pagar meia entrada nos cinemas e teatros.

Talvez, veja bem, talvez João Ubaldo, quando disse: “Não se lê porque não se gosta de ler, porque dá trabalho. Ler é chato porque a pessoa não aprendeu a ler. Ela aprendeu a ficar na frente da TV onde tudo é fornecido.” estava falando desse ensino.

O escritor nasce em 1941, na ilha de Itaparica, Bahia, na casa de seus avós, que naquele tempo os partos aconteciam em casa. Os pais, Manuel Ribeiro e de Maria Filipa Osório Pimentel eram advogados. Vive até os 11 anos em Sergipe, onde o pai trabalhava como professor e atuava na política. Os seus primeiros estudos foram no Instituto Ipiranga, de Aracaju. Em 1951 ingressa no Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Em 1955 muda-se para Salvador, e ingressa no Colégio da Bahia.

Sua formação literária começa ainda nos seus primeiros anos de estudante. Foi jornalista ao junto com o amigo Glauber Rocha. Forma-se em Direito na Universidade Federal da Bahia em 1962, mas nunca exerce a profissão e em 1963 pulica seu primeiro romance, “Setembro Não Tem Sentido”.  Vai pra o Estados Unidos fazer mestrado em Administração Pública, na Universidade da Califórnia e participa do International Writing Program da Universidade de Iowa.  De volta ao Brasil, João Ubaldo leciona Ciência Política na UFBA, por seis anos.

Em 1969 casa-se com a historiadora Mônica Maria Rotes, com quem teve duas filhas. Separado, em 1980, casa-se com a fisioterapeuta Berenice de Carvalho Botelho, com quem teve um casal de filhos.

“Sargento Getúlio”, seu segundo livro, recebe o Prêmio Jabuti de Revelação, em 1972. A obra narra a saga de Getúlio Santos Bezerra, sargento da PM que busca a proteção de um político após matar a própria mulher. A obra chegou aos cinemas nos anos 80, protagonizada pelo ator Lima Duarte. Em 1984, ganhou o Prêmio Jabuti com o romance, “Viva o Povo Brasileiro” (1984). O livro, recheado de humor, recria quase quatro séculos da história do país, incluindo episódios marcantes, como a Guerra do Paraguai e a Revolta dos Canudos. A obra foi traduzida para o inglês, pelo próprio autor, ganhando versões em vários outros idiomas.

Obras de João Ubaldo Ribeiro

A Casa dos Budas Ditosos, romance, 1999

A Gente se Acostuma a Tudo, crônica, 2006

A Vida a Paixão de Pondonar, o Cruel, literatura infantil, 1983

A Vingança de Charles Tiburane, infanto juvenil, 1990

Arte e Ciência de Roubar Galinhas, crônica, 1999

Dez Bons Conselhos de Meu Pai, infanto juvenil, 2011

Dia do Farol, romance, 2002

Livro de Histórias, conto, 1981

Miséria e Grandeza do Amor de Benedita, romance, 2000

O Albatroz Azul, romance, 2009

O Conselheiro Come, crônica, 2000

O Feitiço da Ilha do Pavão, romance, 1997

O Rei da Noite, crônica, 2008

O Sorriso do Lagarto, romance, 1989

Política: Quem Manda, Porque Manda, Como Manda, ensaio, 1981

Sargento Getúlio, romance, 1971

Sempre aos Domingos, crônica, 1988

Setembro Não Tem Sentido, romance, 1968

Um Brasileiro em Berlim, crônica, 1995

Vence Cavalo e o Outro Povo, conto, 1974

Vila Real, romance, 1979

Viva o Povo Brasileiro, romance, 1984

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Bispo católico, em carta ao povo brasileiro, diz que julgamento de Lula é uma farsa e convoca a população para estar em POA

Porto Alegre – 24 de Janeiro

Um dos processos mais importantes da história do Brasil marcará o dia 24 de janeiro de 2018 e será em Porto Alegre. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Imagino dois milhões de pessoas, de todo o Brasil, naquele dia em Porto Alegre.

Já é do conhecimento de todos, inclusive dos golpistas, que esse processo é uma farsa. Que a própria justiça, tão importante para qualquer país sério, está perdendo sua autoridade moral, está se autodestruindo com ele. Os processos que Lula enfrenta na Justiça não passam de tentativas torpes de uma elite odiosa, egoísta, mesquinha, entreguista, subserviente ao imperialismo, de impedir que o ex-presidente volte ao poder. Em nome de uma ideologia de aparente combate à corrupção, a operação Lava Jato vem promovendo um regime autoritário, que viola a própria constituição, para condenar “inimigos” dos donos do capital, da ideologia neoliberal e do Estado burguês.

Muitos são os motivos que estão levando o povo brasileiro a se organizar em caravanas para participar de um grande ato de cidadania, no dia 24 de janeiro, em Porto Alegre. Destacarei aqui 07 pontos que considero os mais importantes:

1. Até agora concretamente não apareceram mais do que convicções, do que PowerPoints, do que noticiários falsos e fraudulentos contra Lula. Provando-se assim a sua inocência. Até Reinaldo Azevedo que é uma referência ideológica da direita neoliberal, e grande parte do judiciário brasileiro e muitas lideranças internacionais, já concluíram e afirmam que a sentença do Juiz Moro não tem base, não tem provas, não segue os métodos legais e normais do próprio judiciário brasileiro. Desta forma, já está claro que a relação entre tríplex-Lula- Petrobrás é uma farsa inventada com o objetivo de condenar Lula e impedi-lo de ser candidato às eleições de 2018. Mais uma prova disso é que foi publicado, no dia 5 de dezembro de 2017, o documento “termo de penhora do triplex do Guarujá” que, de forma cabal, garante a inocência do ex-presidente Lula. De acordo com a decisão da juíza Luciana Oliveira, o imóvel nunca foi de Lula e pertencia à OAS, passando a ser agora da empresa Macife, credora da empreiteira que faliu em razão da Lava Jato.

2. O povo vai a Porto Alegre porque não admite um judiciário parcial e partidário. O processo relacionado a Lula está sendo pensado e executado segundo o calendário eleitoral e segundo interesses de grandes corporações internacionais, e não segundo os conceitos e os procedimentos dominantes e normais do judiciário, nem segundo a constituição brasileira. Se a constituição pode ser rasgada pelo judiciário e pelos meios de comunicação então não será mais necessário o poder legislativo no Brasil, pois o mesmo está sendo jogado no lixo da história.

3. O que a in-justiça da lava jato está tentando destruir não é a pessoa de Lula mas, sim, um símbolo da luta e defesa da justiça social no Brasil. É como se dissessem: de agora em diante o judiciário, dependendo de suas convicções e interpretações da lei, poderá não mais permitir a justiça social no Brasil. É a idolatria do dinheiro, tão fortemente denunciada pelo Papa Francisco, que volta a se impor com toda a sua violência e perversidade.

4. Lula constituiu ministérios e uma equipe ampla de governo com objetivos direcionados a promover um desenvolvimento econômico acompanhado de desenvolvimento social, conforme sugere a Doutrina Social da Igreja Católica. Ele melhorou a economia, reduziu a pobreza e deu dignidade à nação brasileira, inclusive reconhecimento internacional. Ele não se submeteu aos interesses dos Estados Unidos e mesmo assim, na época, o presidente daquele país o elogiou publicamente: Obama, em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em Londres (2009) troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: “Esse é o cara! Eu adoro esse cara!”. Em seguida disse ainda: “Esse é o político mais popular da Terra”.

5. As promessas de que com o impeachment da presidenta Dilma tudo iria melhorar, o preço da gasolina, do gás, da energia elétrica, etc., iriam diminuir, não se realizaram. O que diminuiu foi o salário do povo trabalhador, e o que aumentou foi o desemprego e a miséria. Todas as promessas divulgadas pela globo e outros golpistas não se realizaram e o Brasil só piorou para a grande maioria da população. Com o atual governo federal, o Brasil está deixando de ser um país sério, forte, soberano, confiável, democrático, republicano e digno; está voltando a ser uma ditadura e uma colônia dependente e escravagista.

6. Ir a Porto Alegre no dia 24 é, também, uma forma de dizer não a Michel Temer e a seu governo. É dizer não às suas reformas da previdência e trabalhista, é dizer não as suas privatizações, à entrega do Pré-sal e da Petrobrás ao capital internacional. A injustiça que estão fazendo contra Lula é, em grande escala, a injustiça que vem sendo executada contra todo o povo.

7. A esperança do povo é a última que morre. Condenar o Lula significa lançar o povo ao desespero, significa condená-lo a voltar à miséria, ao desemprego, à fome e às mais diversas formas possíveis de violência; significa condenar todos aqueles que pretendem entrar na vida pública para exercer cargos políticos em prol dos mais humildes e pobres; significa condenar a participação popular, condenar a democracia; significa promover a desordem e até, possivelmente, uma guerra civil no Brasil. Espero que os desembargadores do TRF- 4, portanto, avaliem bem a sua decisão, que não se deixem influenciar pelo poder do dinheiro, nem por algum partido político; se atenham ao aspecto jurídico, e não continuem dando legitimidade a mentiras; que promovam uma justiça séria e responsável, para que o mundo possa voltar a confiar no Brasil, nos seus governantes e nos seus magistrados.

Dom Luiz Carlos Eccel – Bispo Emérito de Caçador (SC)

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Chico Buarque de Holanda, em honra ao pai, jamais assumirá uma cadeira na Academia Brasileira de Letras

CAETANO VELOSO E
CHICO BUARQUE NA ACADEMIA
HELIO FERNANDES
Mal aberta a vaga, menos de 24 horas depois, surgem os nomes dos dois grandes compositores. Cabem perfeitamente e até ultrapassam o espaço da propria Academia. Não são apenas compositores e sim notaveis personagens. Esse apenas não é restritivo, pelo contrario é acumulativo e engrandecedor.

Só que pela historia que vou contar,inedita, Caetano deverá ou deveria ser candidato unico, Chico já recusou a Academia. Ha 10 anos, o proprio presidente da “casa” convidou-o para ser academico, como candidato unico.

A resposta de Chico Buarque deixou o então presidente da Academia, desolado, mas sem poder fazer apelo ou retificação. Eis o fato, historico, com grandes personagens. No “estado novo”, o ditador Getulio Vargas resolveu entrar para a Academia. Nunca escreveu nada, sua base eram 40 volumes de discursos escritos por variados redatores .Alem do mais, um ditador.

A Academia aceitou e vibrou com a candidatura negativa. Nenhum protesto de alguem vestindo o fardão tradicional. Mas de fora, um manifesto de grande reprcussão, assinado por 3 personagens que estariam na Academia quando bem entendessem:Erico Verissimo, Gilberto Freyre e Sergio Buarque de Holanda.
Alem da critica durissima á concordancia e á subserviencia da Academia, o compromisso dos tres, “jamais aceitaremos participar de uma Academia que aceita um ditador em plena ditadura”.

PS- Chico Buarque, filho do grande Sergio, mostrou a razão de não poder entrar para a Academia.
PS2- A Academia está livre e honrada para eleger Caetano Veloso.

Source: Facebook

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Governador Pedro Taques aceita pedido e exonera Leandro Carvalho, um dia depois de Eduardo Mahon renunciar ao posto de membro do Conselho Estadual de Cultura

Por João Bosquo | Um dia, ou menos que um dia, depois de Eduardo Mahon renunciar ao seu mandato de membro do Conselho Estadual de Cultura (CEC) e denunciar resistência do presidente em realizar a eleição para o cargo de vice-presidente do CEC, o governo de Mato Grosso anuncia a exoneração do secretário de Cultura, maestro Leandro Carvalho.

Uma das formas mais belas é cair para cima.

Segundo a nota divulgada nesta sexta-feira, 22, pelo Gabinete de Comunicação (GCom), assinada pelo secretário Kleber Lima (que assumirá a pasta de Cultura),  “Leandro foi selecionado para um programa de Chevening / Clore Leadership Programme no Reino Unido, com foco nas Indústrias Criativas – um dos mais importantes e competitivos programas de formação de lideranças do mundo, financiado pelo Foreign and Commonwealth Office (FCO) do Reino Unido e Clore Duffield Foundation. Foram mais de 65 mil pessoas concorrentes, de 140 países, para menos de 2% de selecionados”.

Leandro Carvalho deixa o posto de secretário com uma rejeição muito grande no meio cultural. Era comum ouvir entre gestores, produtores e até artistas que o secretário é uma pessoa inacessível. Segundo consta, Leandro Carvalho raramente comparecia a eventos que não fosse da própria pasta.

Poucas, ou raras vezes compareceu na Casa Barão de Melgaço. Esteve na comemoração dos 95 anos da Academia Mato-grossense de Letras (AML), evento realizado no Palácio da Instrução, com o governador como convidado especial.

Nos diversos lançamentos e eventos voltados para o livro como as feiras literárias etc. Leandro Carvalho compareceu apenas nas premiações do MT Literatura realizados no Palácio Paiaguás. Shows??? Peças de Teatros??? Sim, naqueles que estava patrocinando ou era participante como regente ou em eventos (não todos) no Cine Teatro.

Adeus, boa viagem e boa estadia no Reino Unido.

Rei morto, rei posto, o jornalista Kleber Lima deixa a Comunicação e assume a pasta da Cultura.

Não lembro de Kleber Lima em debates artísticos culturais, jornalismo letrado, prosa ou verso, mas sim nas editorias de política, mas em relação ao ex-secretário Leandro Carvalho  tem uma grande, enorme vantagem: é mais aberto a conversa, se expõe mais e acreditamos (e torcemos) que irá abrir efetivamente as portas da SEC para o bom e produtivo diálogo.

Leia também: Eduardo Mahon não concorda com as mudanças “ilegais” para escolha de vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura e renuncia ao cargo de conselheiro

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Bizarro, muito bizarro, no Brasil quando vai punir os atos de corrupção o primeiro da lista é a obra, ou seja o povo

><>Este recorte é de uma artigo de José Antônio Lemos, “A Copa e a Arena“, publicado neste Namarra em outubro de 2013, no qual critica o arcabouço da legislação das concorrências públicas no Brasil. Não mudou nada de lá pra cá. Esse modelo arcaico é que dá – na nossa modesta opinião – suporte ao desastre que foi a Lava-Jato.

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A velhice chega para todos: Ziraldo, criador do Menino Maluquinho, faz 85 anos

Em entrevista a um jornal de S. Paulo, o escritor, cartunista disse que a velhice chegou com os 85 anos. Um dia ele acorda e tropeça no rejunte do piso porque estava andando arrastando os pés.

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A classe dominante brasileira, segundo Darcy Ribeiro

 

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A sabedoria de Ariano Suassuna nos ensina como devemos falar mal das pessoas

Ziraldo conta que ele e Zuenir Ventura foram conversar com Ariano Suassuna, em Recife, capital de Pernambuco. Segundo Ziraldo, nessa conversa ele falou mal de todo mundo que pôde, falou tanto que chegou uma hora riu para burro e falou “a melhor coisa do mundo é falar mal dos outros, né?”.

A mesma assertiva disse ao Jô Soares, quando este o entrevistou para o seu programa em Recife, com o complemento: “Eu sou contra falar mal das pessoas pela frente. Constrange quem fala e quem ouve. Não custa nada esperar a pessoa dar as costas para depois falar”.

Vamos combinar, isso é sabedoria, das boas.

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Os gênios dificilmente se enganam: Chico Anysio sabia quem era João Dória assim que apareceu

O humorista Chico Anísio (1931-2012) em seu programa “Chico Anysio Show”, de 1988, faz um esquete com a proposta do então presidente da Embratur, João Dória Jr., que no ano anterior tinha feito uma proposta para lá de estapafúrdia para atrair turista para o Nordeste.

Na verdade não se trata de uma piada, mas de uma crítica.

Chico Anísio, na pele de Neide Taubaté, contracenando com Arlete Salles, no papel de Joana Dória Filha, “que se auto intitula técnica mundial de turismo e que acaba de chegar de um famosésimo congresso, onde as suas teorias foram unanimemente consideradas repugnantes”.

Joana Doria Filha em defesa de suas ideias diz: “Se a sua casa for de mau gosto alguém a visitará?”, para em seguida apresentar a sugestão de se “aplicar as normas de decoração ao país”.

“A caatinga nordestina poderia ser um ponto de visitação turística e gerar uma fonte de renda para a população sofrida da área, respeitando as características culturais e humanas da população, sem exploração da miséria”, diz a personagem de Arlete.

Chico Anísio, pela voz de Neide Taubaté, detona a proposta: “Se não me engano, as suas teorias em como redecorar o Nordeste foram unanimemente rejeitadas”. Joana Doria Filha rebate, mostrando o perfil preconceituoso do então presidente da Embratur, dizendo que as críticas partiram de uma minoria. “Uma escória comunista assexuada que não aceita que acarpetemos o sertão, que asfaltemos a caatinga.”

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Saber o lado do qual se está é uma receita que vale uma vida: Darcy Ribeiro sabia

 

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Luís Carlos Valois, juiz penal, detona o filme sobre a lava-jato de Sérgio Moro

Como bem diz a sabedoria popular existem juízes e juízes. O juiz Luís Carlos Valois é um desses juízes que a população, o sistema jurídico respeita, admira, enfim. Ele em seu perfil, no Facebook acaba de postar um comentário em cima de uma foto na qual aparece o juiz Sérgio Moro rindo durante a exibição do filme sobre a lava-jato.

O juiz Luís Carlos Valois escreve: Se o filme fosse sobre algum processo que eu já tive em minhas mãos, ninguém iria sorrir, nem eu, nem ninguém. Talvez fosse um filme de drama, talvez um de suspense, podia até ser um de terror, mas nenhum com a capacidade de se fazer sorrir comendo pipoca. Poderia fazer chorar, fazer virar a cara, dar nojo e até dar vontade de sair do cinema, mas nunca fazer sorrir. A justiça penal verdadeira não devia ser local, motivo, de alegria, mas de tristeza sempre, porque, quando age, age demonstrando o quanto falhamos como sociedade. Não importa se a atuação da justiça penal pode ser transformada em algo plasticamente belo, o que já é uma deturpação da verdade, a justiça penal é triste, deve ser triste, para o bem da sociedade e da possibilidade de se manter são. Eu não vi esse filme, mas se ele é sobre justiça penal, polícia e prisão, e causa essa alegria toda, eu não vou ver…

Se o filme fosse sobre algum processo que eu já tive em minhas mãos, ninguém iria sorrir, nem eu, nem ninguém. Talvez…

Publicado por Luís Carlos Valois em Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

><>O juiz Sérgio Moro, em sua vaidade, ainda não percebeu o papel ridículo que se submete ao participar de uma avant-premiere de um filme sobre ele mesmo. Esse filme ele deveria assistir em casa, sozinho e nunca comentar se gostou ou não do filme…

As primeiras crísticas não são elogiosas. O filme – pelo que li – é ruim, maniqueísta ao extremo e, além disso, começou a cair a ficha em grande parte da população que vê o juiz de Curitiba como participante do golpe que colocou a quadrilha de mishell temer no poder.

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Orlando Perri, desembargador do TJMT, mandou prender auxiliares de Pedro Taques e Governo emite Nota de esclarecimento

Nota de esclarecimento

Gcom-MT | Diante da confirmação dos mandados de prisão expedidos nesta sexta-feira (23.06) pelo desembargador Orlando de Almeida Perri, do Tribunal de Justiça, o Governo do Estado de Mato Grosso vem a público esclarecer o que segue:

  1. Que respeita a decisão judicial, mas ressalva que os coronéis PM Evandro Lesco e Ronelson Barros gozam da total confiança do Governo, e esclarece que, apesar da decretação das prisões, as investigações estão em fase inicial e não há, até onde seja do conhecimento do Governo, nenhum ato que desabone suas condutas de militares e agentes públicos honrados e probos.
  2. Que diante das prisões preventivas do secretário e do secretário adjunto da Casa Militar, Lesco e Barros, respectivamente, o governador Pedro Taques determinou o afastamento provisório e não remunerado dos dois secretários, até que se esclareçam as investigações sobre ambos.
  3. O governador anuncia a nomeação do Cel PM Wesley de Castro Sodré, atual Comandante Regional do CR 7 (Tangará da Serra e região) para responder interinamente pela Chefia da Casa Militar.
  4. Quanto às prisões do Tenente Coronel Januário Antônio Edwiges Batista, atual Comandante do 4º Batalhão, em Várzea Grande, e do Cabo Torezan, cedido ao Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual, o Governo do Estado acompanhará as investigações sobre suas atuações.
  5. O Governador Pedro Taques revela que, assim que tomou conhecimento de que dois oficiais militares do Alto Comando da PMMT (Cel Alexandre Mendes, Corregedor Geral da PMMT, e Victor Fortes, Diretor de Inteligência da PMMT) estiveram na Casa Militar na manhã desta sexta-feira para revelar a possibilidade de prisão de membros do Governo, inclusive recomendando que se “preparassem”, tomou a única medida que lhe competia, que foi a de comunicar o fato ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, uma vez que a atuação dos dois militares caracterizaria, em tese, crimes de violação de sigilo judicial e obstrução da Justiça, recomendando ao presidente do TJ, desembargador Rui Ramos, que tomasse as providências que julgasse apropriadas ao caso. Como autoridade pública e professor de Direito, o governador não poderia se omitir diante dos fatos supostamente ilegais trazidos ao seu conhecimento, sob pena de cometer o crime de prevaricação, pois não coaduna com vazamentos ilegais, em respeito às decisões judiciais. O governador também comunicou o fato ao secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, que já encaminhou a notícia do suposto crime ao Ministério Público da Auditoria Militar.
  6. Por fim, o governador acredita na Justiça e nas instituições democráticas, reitera sua convicção de que a verdade prevalecerá, e que ao final das investigações os verdadeiros culpados serão identificados e punidos na forma da lei.

Cuiabá-MT, 23 de junho de 2017.

GCOM – Secretaria do Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso

Fonte: Nota de esclarecimento – Notícias – mt.gov.br

><>O governo, como não poderia deixar de ser, manifesta sua confiança nos auxiliares, mas como diz no item 6 esperar “que a verdade prevaleça”.

 

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