Curso da Casa de Artes de tecelagem em tear atrai turistas e várzea-grandenses

Por Fred Nogueira | A americana Randa Lou Cocker, professora aposentada de 70 anos, está em Várzea Grande fazendo o curso de Rede no Tear oferecido pela Casa de Artes da Prefeitura Municipal de Várzea Grande.

Residente no estado de Wisconsin nos Estados Unidos, a professora aposentada tomou conhecimento e se interessou em aprender a técnica através de um vídeo postado no YouTube pela artesã Lucinei Pereira, a Giva, professora do curso. De férias no país, a americana está empenhada em concluir o curso durante sua permanência no Brasil e levar a técnica para produzir as peças onde mora.

“Estou me esforçando para aprender tudo em um período de tempo mais curto, depois de volta a Wisconsin pretendo produzir peças para meu próprio uso, para comercializar e, se conseguir aprimorar bem a técnica, penso também em ensinar outras pessoas”, declarou Randa.

O exemplo da americana serve também para várias outras pessoas que têm procurado a Casa de Artes em Várzea Grande para aprender um hobby, fazer trabalhos manuais, atividades culturais, artesanatos e até mesmo iniciar uma profissão.

De acordo com o Superintendente de Cultura, Alex Rodiney, a tradicional arte de tecer redes faz parte da cultura de Várzea Grande. As redeiras da comunidade de Limpo Grande, área rural do município, passam essa habilidade de geração para geração. Para ‘assentar’ a linha, as redeiras batem nos fios com a ajuda de uma tábua, no tear. Com o movimento das mãos, os desenhos vão tomando forma. As redes de Limpo Grande são tradicionais e conhecidas pela beleza, cores e figuras do Pantanal Matogrossense. A técnica encanta, e desperta curiosidade em muitas pessoas, que se inscrevem no curso. A aluna Americana é uma dessas pessoas que são atraídas pela peculiaridade do artesanato, bem como a população local”.

Já estão abertas as inscrições para os cursos em 2018 da Casa de Artes. Podem se inscrever jovens, adultos e crianças a partir de 8 anos. “Este ano estamos disponibilizando 180 vagas para 11 cursos com duração de 2 a 6 meses. Além dos cursos de Rede no Tear, Corte e Costura, Bordados (crochê, tricô, ponto cruz, trançado de fita), Desenho, Pintura em Tecido, Pintura em Tela, Pachwork e violão, oferecidos todos os anos, a novidade para 2018 é a criação dos cursos de Violino, Flauta Doce e Teclado”, informa a gerente de Cursos e Oficinas, Dalila Felfili.

Dalila Felfili, lembra ainda que são apenas 10 vagas para cada curso e as inscrições podem ser feitas diretamente na Casa de Artes em horário comercial. “O valor mensal de qualquer curso custa R$ 70,00, sendo a primeira mensalidade paga no ato da inscrição. Os cursos acontecem em horário comercial duas vezes por semana de segunda a quinta-feira”, destacou.

As inscrições podem ser feitas na Casa de Artes na Avenida Couto Magalhães, nº 1.422, ao lado da Praça Aquidaban, no centro de Várzea Grande. Outras informações pelo telefone (065) 3682-6640.

Source: Curso da Casa de Artes de tecelagem em tear atrai turistas e várzeagrandenses

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Sarau da Casa de Artes resgata cultura várzea-grandense

Da Redação | A Superintendência de Cultura da Secretaria de Educação realiza nesta quinta-feira, 9 de novembro, mais uma edição do Sarau da Casa de Artes de Várzea Grande. O evento, já tradicional, tem o objetivo de divulgar as manifestações artísticas e culturais dos várzea-grandenses nas áreas das artes plásticas, da música, da dança, comidas típicas e o artesanato.

De acordo com o superintendente Alex Rodney Xavier, para esta edição, a Superintendência de Cultura está programando várias atrações. Na abertura, os convidados serão recepcionados com uma Camerata, com a participação dos músicos Vanderson Luiz da Silva (Violino) e Arthur Silva Sccharneski (Piano), integrantes da Banda Municipal de Várzea Grande.

Os convidados também irão apreciar as obras de arte do artista plástico e grafiteiro Antonny Vinicius Ferreira e do escultor Tchello Santos, que estarão expostas nos salões durante todo o evento. Haverá comercialização de peças de artesanato produzidas pelos artistas e artesãos locais.

As apresentações musicais irão ficar por conta da Banda Municipal com a participação especial do cantor Uanderson Rodrigues Siqueira. O espaço de cinema da Casa de Artes estará homenageando os grandes clássicos da sétima arte de todos os tempos.

Durante o Sarau, haverá venda de comidas típicas preparadas no fogão à lenha, que estarão sendo servidas a preços populares, bem como realizando uma rifa por R$ 10 reais de uma  legítima rede várzea-grandense .

Para o secretário Silvio Fidélis, o Sarau da Casa de Artes é importante para divulgar as manifestações culturais tão tradicionais do povo de Várzea Grande. “Estamos empenhados em levar ao público o conhecimento e a difusão dos movimentos desta cultura tão rica como é a do várzea-grandense, que reflete sua força, persistência, tradição e sua religiosidade desde a fundação da cidade até os dias de hoje”, declarou.

O evento terá início às 18h na sede da Casa de Artes, localizada na Avenida Couto Magalhães, 1422, no centro, próximo à Praça Akidaban. A  entrada é gratuita. (Com material Da Assessoria)

Fonte: Sarau da Casa de Artes resgata cultura várzeagrandense

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Várzea Grande: 69 anos de Independência; temos muito o que comemorar

Por  Wilson Pires | A década de quarenta foi à fase decisiva para o encaminhamento de Várzea Grande rumo ao progresso. Nem os cinco anos da 2ª Guerra, nem os anos restantes da ditadura foram obstáculos para o crescimento do 3º distrito cuiabano, cujo desenvolvimento já não recebia a fiscalização e o controle da Prefeitura da Cidade Verde – Cuiabá, a qual, diga-se de passagem, muito pouco se interessava por Várzea Grande. 

Tanto isso é fato, pois tudo que foi realizado na pequena vila durante o período distrital de Cuiabá, foi feito pelo Estado e nunca pelo Executivo Municipal cuiabano.

PRIMEIRA PONTE

Em 1942, graças à supervisão do interventor Júlio Muller, inaugura-se a primeira ponte sobre o rio Cuiabá e o Várzea-grandense, liberado da incômoda balsa, aumentam o seu comércio com a capital, fornecendo produtos de primeira necessidade como carne, leite, galináceos, suínos e seus derivados, lenha, carvão, chinelos, material de construção e grande quantidade de cereais, que eram transportados por dezenas de carroças-mascates e auxiliando assim o suprimento do mercado cuiabano.

Os pescadores de Várzea Grande, em todos os tempos foram grandes abastecedores do mercado cuiabano.
Para os varzeanos não importava a guerra lá na Europa, interessava apenas mais escolas e pontes. Em 1945, no final do governo de Júlio Muller que o próspero distrito recebe a tão sonhada iluminação pública.

Era também o fim da ditadura e da II grande guerra. A liberdade que ressurgiu para os povos humilhados por Hitler, foi acompanhada juntamente com a libertação da democracia no Brasil. 

O Várzea-grandense respirou feliz, antevendo a possibilidade de adquirir a autonomia da área reservada ao 3º distrito cuiabano, e com a constituinte de 1947, a subdivisão política do Estado tornou-se necessária, a fim de acomodar determinadas regiões mato-grossenses, cuja população e riqueza tinham crescido durante os 15 anos da ditadura.

EMANCIPAÇÃO

Em 1947, Licínio Monteiro da Silva foi eleito deputado estadual e com ele, apoiado pela UDN, sob o comando de Gonçalo Botelho, foi eleito o Dr. Benedito Vaz de Figueiredo, outro constituinte de 1947. Várzea Grande foi incluída entre as prioridades e a 23 de setembro de 1948 conseguiu sua independência, com a promulgação da lei nº 126. Foi realizado o sonho de todo o povo Várzea-grandense de ver um dia, sua terra transformada em cidade, apesar da relutância de alguns cuiabanos. 

Para a formação do novo município, além das terras do antigo 3º distrito cuiabano, foi incorporado uma área livramentense, somando cerca de 600 Kms2. Cinco anos mais tarde foi anexada também a Várzea Grande a área do distrito de Passagem da Conceição, totalizando assim 682 Kms2. 

Era governador de Mato Grosso o engenheiro Arnaldo de Figueiredo, que nomeou o Várzea-grandense Major Gonçalo Romão de Figueiredo para exercer o cargo de prefeito do mais novo município, até que se realizassem eleições.

INSTALAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL

No dia 25 de julho de 1949 foi instalada a Câmara Municipal do novo município, com seus cinco primeiros vereadores eleitos: Benedito Gomes da Silva, Manoel Santana do Nascimento, João Nepomuceno de Magalhães, Júlio Domingos de Campos e Generoso Tavares, escolhidos nas eleições de 29 de maio daquele ano. 

Foi seu primeiro presidente o vereador Benedito Gomes da Silva, que em sessão extraordinária do dia 27 de julho de 1949, deu posse ao prefeito eleito, Miguel Leite da Costa, que governou o município até o dia 31 de outubro do mesmo ano. Miguel Leite da Costa governou o município por apenas cinco meses e quatro dias, pois após uma recontagem de votos a Justiça Eleitoral declarava prefeito eleito o senhor Gonçalo Botelho de Campos, que também disputara as eleições e foi declarado derrotado por uma contagem mínima de votos.

POLÍTICA E POLÍTICOS NOS DIAS DE HOJE

Várzea Grande, como a maioria dos municípios brasileiros passa por dificuldades em todas as áreas. É necessário unirmos forças para mostrar o que está acontecendo com a segunda maior cidade do estado. Principalmente com a grande transferência de responsabilidades ao poder municipal por parte da União e do Estado.

Com a crise que assola o nosso País, tem causado grandes dificuldades aos municípios e refletem, negativamente, e inviabilizam, assim, a execução das políticas públicas. Com isso, o município é prejudicado, principalmente, na qualidade da prestação de serviços à população.

Os programas oficiais do governo são criados seguindo uma política vertical. Os municípios são os verdadeiros executores das estratégias. Com isso, o município vai assumindo cada vez mais responsabilidades.

Com a crise, os munícipes têm dificuldades em pagar seus impostos, faltam empregos e reflete diretamente nos cofres municipais.

Dentre os vários problemas enfrentados pelos municípios destacamos: A desigualdade na repartição da arrecadação dos impostos; A sobrecarga do município para a execução de política públicas firmadas por meio de programas e convênios com a União e o Estado que não realizam as transferências necessárias; A judicialização da saúde e a redução no financiamento da educação básica. 

Vale ressaltar que a qualidade e eficiência dos serviços prestados pela prefeitura à população para a execução de políticas públicas em saúde e educação dependem dos recursos transferidos pelos governos federais e estaduais. Ou seja, quanto menos repasses para educação ficam crianças fora de escolas, sem transporte escolar, sem merenda, pouca qualidade no aprendizado, o que resulta em mais evasão escolar. 

Quanto menos repasses na saúde faltarão vagas nos hospitais, medicamentos, equipes do PSF, combate à dengue e outras doenças, o que resulta em mais sofrimento para população. 
Menos repasses para investimentos em obras e infraestrutura, diminuirão as contratações, investimentos no comércio e serviços, capacidade de compra pela população, o que resulta em mais demissões e desemprego. 

O que perguntamos, com os recursos financeiros cada vez mais escassos, como é que os municípios brasileiros poderão garantir a segurança da população nas vias públicas municipais como: engenharia de tráfego, sinalização das vias, quebra-molas, faixas de pedestres e a realização de projetos de educação no trânsito, e reduzindo o número de acidentes nas vias municipais.

É preciso estabelecer mecanismos que impeçam que o governo federal crie despesas para estados e municípios sem apontar a respectiva fonte de custeio. A medida é fundamental para que possamos reequilibrar o Pacto Federativo, de maneira que municípios e estados sejam capazes de atender com dignidade, respeito e qualidade os cidadãos.

Temos que discutir em Várzea Grande, temas como da educação, onde a prefeitura tem enfrentado um grande desafio, especialmente nos últimos anos, de promover avanços.

A necessidade de se garantir uma escola para todos e a incessante busca de uma educação de qualidade, de manter e construir novas unidades escolares, formação de professores e uso de tecnologias de informação. 

Ocorre que o financiamento das ações diretamente relacionadas à educação como transporte escolar, merenda, salário e qualificação dos professores dependem de repasses de verbas do governo federal, o que coloca o gestor municipal em uma situação de dependência.

É fácil perceber que o valor repassado é insuficiente para custear a despesa, ficando as prefeituras responsáveis pela obrigação. 

O pacto atual da divisão de recursos e obrigações pode-se dizer que funciona como verdadeira “ficção”, dada a centralização de poder e recursos na União. 

O que falta na política é o debate de idéias, as conversas frente a frente e o aprofundamento dos assuntos que fazem parte do cotidiano das pessoas.

Vivemos uma crise política e econômica e por isso precisamos chamar a atenção dos governos para a realidade. Não podemos deixar que a crise faça morrer a principal célula do sistema, que é o município.

Na “Cidade Industrial”, em especial, a alternância de “Poder” por maus administradores nos últimos anos levou o município a um estado lastimável de abandono e de acusações de corrupções em todos os setores.

O várzea-grandense é ordeiro, trabalhador e inteligente, por isso acredita em dias melhores, colocando muita fé e esperança na atual administração.

Em Várzea Grande, como em muitos municípios brasileiros, tradicionalmente se comemora a data de fundação da cidade que é 15 de maio de 1867, mas não deixa de ser importante a data de aniversário de “Emancipação Política Administrativa” que é 23 de setembro de 1948.

Wilson Pires é jornalista em Mato Grosso

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Casa de Artes de Várzea Grande abre inscrições para novos cursos

O tempo de duração dos cursos varia entre 2 a 4 meses, podendo se inscrever jovens, adultos e crianças a partir de 8 anos.

Foto: Divulgação

Por Fred Nogueira | A Casa de Artes de Várzea Grande, vinculada a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer está oferecendo dez cursos aos interessados em aprender trabalhos manuais, atividades culturais, artesanato ou até mesmo iniciar uma profissão.

Os cursos de corte e costura, violão, canto e técnica vocal, tear de Nhanduti, pintura em tecido, desenho básico, manicure/pedicure, tear (rede cuiabana), bordado em chinelo e bordado em geral. As inscrições estão abertas. Podem se inscrever jovens, adultos e crianças a partir de 8 anos. O tempo de duração dos cursos varia entre 2 a 4 meses e o custo é de R$ 70,00 mensais.

O Superintendente de Cultura, Gastão Marques Filho disse que o principal objetivo dos cursos disponibilizados na Casa de Artes é proporcionar a inclusão produtiva de famílias, dando a eles a oportunidade de aprender uma profissão, ou um hobby e, ao mesmo tempo, uma forma de aumentar sua fonte de renda. “Mesmo que a pessoa ao concluir o curso não tenha condições para abrir o seu próprio negócio, ela pode praticar, fazendo para ela e para a família o que aprendeu nos cursos. O importante é não perder as oportunidades de aprender sempre mais”, afirmou.

Segundo Gastão, atualmente a Casa de Artes possui uma equipe de 28 técnicos e atende mais de 70 alunos em cursos no período matutino e vespertino, de segunda a quinta-feira. Os cursos têm períodos variados de duração entre dois a quatro meses com aulas duas vezes por semana. “Os cursos terão em média a duração de duas horas, mas dependendo da modalidade poderão se estender um pouco mais. Toda a população interessada pode participar”.

O superintendente informou ainda que, ao término dos cursos os alunos recebem os Certificados de conclusão em cerimônia de encerramento.

Para fazer a matrícula, os interessados devem procurar a Casa de Artes na Avenida Couto Magalhães, nº 1.422, ao lado da Praça Aquidaban, no centro de Várzea Grande. Outras informações pelo telefone (065) 3682-6640.

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