Lorenzo Falcão e Valério Mazuolli são eleitos novos acadêmicos da AML

Por S. Carlos Gomes de Carvalho

A ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS elege mais dois acadêmicos. Numa concorrida Assembleia Geral Extraordinária, realizada no ultimo sábado, 14, os acadêmicos elegeram dois novos membros. Sob a firme condução da poeta Lucinda Persona, vice presidente no exercício da Presidência, foram eleitos Lorenzo Falcão e Valério Mazuolli.

Lorenzo é jornalista, cronista e poeta, com trajetória na imprensa cuiabana e atualmente é responsável pelo blog de literatura ‘Thyrannus Melancholicus’, foi eleito para a Cadeira 12, cujo Patrono é o poeta Antônio Cláudio Soído e o último ocupante o jornalista e poeta Ronaldo de Arruda Castro.

Valério Oliveira Mazuolli, eleito para Cadeira 36 cujo Patrono é o poeta e causídico Pedro Trouy, e o último ocupante o professor e poeta Luís Feitosa Rodrigues, é professor titular na UFMT e convidado em Universidades de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do Paraná, conferencista e renomado autor de mais de duas dezenas de obras jurídicas. Frequentemente consultado e citado por ministros do STJ e do STF em suas decisões e acórdãos, Mazuolli é hoje nacionalmente considerado um dos nomes mais expressivos na área do Direito Internacional e do Direito Constitucional brasileiro.

Assim, a Academia que, dentro de três anos, completará seu primeiro centenário, se rejubila pelo ingresso de dois gabaritados intelectuais e que, com seus ingressos até o final do ano, comporão trinta e nove Cadeiras, das quarenta existentes.

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Valério Mazuolli

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Lorenzo Falcão

Source: (2) S Carlos Gomes de Carvalho

Leia também: Cinco nomes se apresentam e irão disputar as duas vagas abertas

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Antônio Sodré será homenageado em evento no dia 19 com sugestivo título de Showdré

Registro do encontro do secretário Kleber Lima e os produtores culturais cuiabanos Foto: Rodolfo Perdigão

Da Assessoria | A Secretaria de Estado de Cultura e um grupo de artistas voluntários irão realizar um tributo ao poeta, cantor e artista transversal Antônio Sodré, no dia 19 de fevereiro, na Casa Cuiabana. O assunto foi tratado durante reunião, na tarde desta sexta-feira (26.01), na sede da Secretaria de Estado de Cultura.

O show, que contará com exposição, sarau, performance, apresentações musicais, varal de poesia, entre outras coisas, terá o nome de Showdré, também em homenagem a um antigo projeto de Sodrézino – como era conhecido – com o Secretário de Estado de Cultura, Kleber Lima.

“Queremos, coletivamente homenagear o Sodrézinho e mostrar para as gerações futuras, que talvez não o conheçam, a importância que ele tem e teve, sobretudo na literatura, mas também no teatro e na música”, pontuou o secretário de Cultura.

O tributo terá amigos artistas que estiveram junto com Sodré, desde os tempos em que frequentava as salas de aula como aluno da UFMT, até seus últimos dias de vida, em uma justa homenagem voluntária por parte de todos, que deverá rememorar as diversas manifestações artísticas de Antônio, com seus livros, varais poéticos, recital, apresentação musical, memórias e, quiçá, o lançamento de uma obra inédita.

No Sarau será apresentada uma exposição, com textos, poesias, rascunhos, desenhos e os famosos caderninhos que Sodré costumava utilizar.

Também será apresentado um minidocumentário sobre a trajetória do poeta, com acervo pessoal e de amigos, depoimentos de artistas e familiares, produzido e realizado pela Secretária de Estado de Cultura.

Ramon Carlini se comprometeu em distribuir, no dia do evento, exemplares do livro “Poesia Necessária”, de autoria de Antônio Sodré, lançado pela editora Carlini & Caniato.

A secretaria também estuda a possibilidade de apoiar a edição de um livro que reúne poesias inéditas de Antônio Sodré.

Eduardo Ferreira, Amauri Lobo e Cristina Campos estiveram presentes na reunião e estarão a frente da organização das apresentações musicais, com canções compostas por Sodré, tanto de músicas solo, como de bandas em que o artista já esteve, entre as quais está a renomada e saudosa Caximir Bouquet.

“Me lembro desde a primeira vez que o vi, num evento sobre poesia marginal, ele estava recitando um poema e eu fiquei encantado de cara. Foi amor à primeira vista e um amor que durou mais de trinta anos. Eu briguei com a minha mulher muitas vezes, mas com ele eu nunca briguei”, disse Ferreira, relembrando o amigo.

A escritora e imortal da Academia Matogrossense de Letras, Cristina Campos, conta que conheceu Sodré no curso de letras nos anos 80 e o define como anjo torto. “Ele era muito espontâneo, aquilo que um Tom Zé é para a música brasileira, o Sodré seria para a poesia mato-grossense e brasileira também. A gente se divertira e aprontava muito. Somos de uma geração que se permitia e a arte tem muito disso”.

Já o publicitário e produtor cultural, Amauri Lobo, conta que Sodré era uma pessoa muito peculiar. “A gente chamava ele de Sudra, falava que ia consultar o oráculo, pois ele era assim, tinha umas coisas de culturas de todo o mundo que ninguém sabia de onde ele tirava. Se ele tinha dificuldade de publicar ele escrevia no caderninho, se ele não tinha estudado música ele compunha com as notas que ele criava no violão, então ele trazia essa espontaneidade. E ele era muito doce e leve, um passarinho”, relembra Lobo.

As artistas Mari Gemma de La Cruz e Bia Correia serão as responsáveis pela curadoria das obras apresentadas na exposição, que posteriormente deverá circular por alguns espaços da capital, como o Instituto de Linguagens da UFMT, amplamente frequentado por Sodré.

A declamação de poesia será organizada pela escritora e imortal da AML, Luciene Carvalho. Mas, claro, será, assim como o era nos áureos tempos do homenageado, aberta a todos que quiserem declamar algo do artista ou para ele, entre os quais deverão participar os professores da Universidade Federal, Roberto Boaventura e Aclyse de Mattos, também integrante da AML.

O Sarau receberá ainda a biblioteca móvel do incansável defensor do acesso a literatura, Clóvis de Mattos.

Outros artistas foram convidados, mas não puderam estar presentes, porém deverão participar da homenagem a Antônio Sodré, o poeta da transmutação.

Source: Poeta Antônio Sodré será homenageado – Notícias – SEC

Leia também: Agora estamos sem Antônio Sodré: um poeta na estrada suspensa no ar

O poema sobrevive, o poeta Sodré vive – Por Vinícius Masutti

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Cine Teatro Cuiabá mantém aberto o edital de utilização de espaços aberto

O edital visa o aprimoramento e a eficiência na utilização de espaços públicos culturais como o CTC – Foto por: Junior Silgueiro/GCom-MT

Da Assessoria | Segue aberto o Edital de Chamamento Público para seleção de propostas para utilização do Cine Teatro Cuiabá, no período de 17 de janeiro a 23 de dezembro de 2018. A publicação visa o aprimoramento e a eficiência na utilização de espaços públicos culturais e tem como objetivo transformar o CTC num centro cultural artístico-pedagógico de referência, por meio de um permanente intercâmbio entre artistas, professores, personalidades de notório saber nas artes cênicas, oferecendo uma programação artística, cultural e pedagógica de qualidade e acessível e, desta maneira, preservando esse importante patrimônio da sociedade mato-grossense.

Além de espetáculos, o espaço pode ser utilizado para atividades corporativas ou de formação como palestras, oficinas, cursos, debates, lançamentos, entre outras ações que promovam a reflexão e a difusão do conhecimento da arte, da educação e da cultura, desde que respeitadas as condições físicas e técnicas dos espaços, na sua totalidade.

Para a sala principal as inscrições para a seleção deverão ser realizadas exclusivamente mediante envio de informações por meio do e-mail pautacineteatrocuiaba@gmail.com com antecedência de, no mínimo, 40 dias da data pretendida.

Em relação à sala Anderson Flores, será aplicada a cobrança de 20% do valor arrecadado pela venda de ingressos, que deve ter um valor de R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia-entrada. A lotação da sala é de 80 lugares e poderão participar da seleção pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos.

Para este espaço as inscrições devem ser feitas mediante envio de informações para o e-mail pautacineteatrocuiaba@gmail.com até o dia 10 de fevereiro. Os candidatos considerados em ambos os espaços do CTC serão informados por e-mail sobre o resultado.

O Cine Teatro Cuiabá é um equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), administrado via contrato de gestão compartilhada pela Associação Cultural Cena Onze.

Mais informações podem ser obtidas no site do Cine Teatro Cuiabá: cineteatrocuiaba.org.br.

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Chico Buarque de Holanda, em honra ao pai, jamais assumirá uma cadeira na Academia Brasileira de Letras

CAETANO VELOSO E
CHICO BUARQUE NA ACADEMIA
HELIO FERNANDES
Mal aberta a vaga, menos de 24 horas depois, surgem os nomes dos dois grandes compositores. Cabem perfeitamente e até ultrapassam o espaço da propria Academia. Não são apenas compositores e sim notaveis personagens. Esse apenas não é restritivo, pelo contrario é acumulativo e engrandecedor.

Só que pela historia que vou contar,inedita, Caetano deverá ou deveria ser candidato unico, Chico já recusou a Academia. Ha 10 anos, o proprio presidente da “casa” convidou-o para ser academico, como candidato unico.

A resposta de Chico Buarque deixou o então presidente da Academia, desolado, mas sem poder fazer apelo ou retificação. Eis o fato, historico, com grandes personagens. No “estado novo”, o ditador Getulio Vargas resolveu entrar para a Academia. Nunca escreveu nada, sua base eram 40 volumes de discursos escritos por variados redatores .Alem do mais, um ditador.

A Academia aceitou e vibrou com a candidatura negativa. Nenhum protesto de alguem vestindo o fardão tradicional. Mas de fora, um manifesto de grande reprcussão, assinado por 3 personagens que estariam na Academia quando bem entendessem:Erico Verissimo, Gilberto Freyre e Sergio Buarque de Holanda.
Alem da critica durissima á concordancia e á subserviencia da Academia, o compromisso dos tres, “jamais aceitaremos participar de uma Academia que aceita um ditador em plena ditadura”.

PS- Chico Buarque, filho do grande Sergio, mostrou a razão de não poder entrar para a Academia.
PS2- A Academia está livre e honrada para eleger Caetano Veloso.

Source: Facebook

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Eduardo Mahon não concorda com as mudanças “ilegais” para escolha de vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura e renuncia ao cargo de conselheiro

Registro fotográfico da posse dos novos conselheiros em julho deste ano, no Cine Teatro Cuiabá

Por João Bosquo | O escritor, poeta, membro da Academia Mato-grossense de Letras, jurista e polemista Eduardo Mahon renunciou ao posto de membro do Conselho Estadual de Cultura (CEC) para o qual foi eleito no último pleito.

A carta de renúncia foi encaminhada por meio eletrônico ao presidente do conselho, secretário de Estado de Cultura Leandro Carvalho.

Na correspondência Eduardo Mahon acusa o presidente Leandro Carvalho de resistir em eleger conforme determina o regimento do CEC o vice-presidente do órgão.

“Frente ao reiterado descumprimento do art. 4º da Lei 10.378/2016 e do Parágrafo 2º do art. 4º do atual Regimento Interno (Resolução 30/2013) que ainda regula as relações do Conselho Estadual de Cultura, na recalcitrância em eleger o vice-presidente da entidade e, agora, com a inovação ilegal de quórum especial e a consulta virtual, o que não está de forma alguma previsto no já citado dispositivo, requeiro o meu desligamento imediato, com a respectiva publicação”, escreveu Mahon.

O agora ex-conselheiro acusa ainda na correspondência o secretário de ter encaminhado a proposta orçamentaria da pasta sem ouvir o CEC, nem mesmo ter debatido sobre as estratégias de aplicação financeira. Segundo Mahon, “o modelo proposto aos membros é, no mínimo, inconstitucional, porquanto fere o art. 250 da Constituição do Estado de Mato Grosso, transformando um colegiado deliberativo de políticas públicas em meramente homologador das ações executivas”.

Ao pedir sua exclusão o poeta ainda usa da ironia que lhe é peculiar ao justificar a sua saída lembrando que o secretário Leandro Carvalho também é maestro da Orquestra Mato Grosso, volta e meia contratada pela SEC para eventos culturais. “Certo de que sou uma voz que desafina dessa orquestra e do respectivo regente, agradeço a atenção de todos, subscrevendo-me atenciosamente aos ex-colegas”, escreveu Eduardo Mahon.

Leia a carta de Eduardo Mahon e a correspondência que deu causa a renúncia

CARO SR. PRESIDENTE DO CONSELHO SECRETÁRIO ESTADUAL DE CULTURA

Frente ao reiterado descumprimento do art. 4º da Lei 10.378/2016 e do Parágrafo 2º do art. 4º do atual Regimento Interno (Resolução 30/2013) que ainda regula as relações do Conselho Estadual de Cultura, na recalcitrância em eleger o vice-presidente da entidade e, agora, com a inovação ilegal de quórum especial e a consulta virtual, o que não está de forma alguma previsto no já citado dispositivo, requeiro o meu desligamento imediato, com a respectiva publicação.

Bom que se anote a infringência expressa ao art. 5º da Lei 10.378/2016, onde se garante ao Conselheiro pleno exercício do mandato, custeando diárias e passagens para que, presencialmente, faça-se representar e ao segmento de onde é originário, tornando óbvia a necessidade de presença para a eleição expressamente regulada no Regimento vigente que se vê descumprido, desde a primeira reunião deste Conselho Estadual.

O vice-presidente – pelo menos neste biênio de mandato – deverá ser eleito pela maioria simples dos conselheiros presentes, sejam eles representantes da sociedade civil ou indicados. O regimento atual não faz distinção. Trata-se de um inominável descaso com a legislação vigente, regendo-se o Conselho ao arrepio da previsibilidade, burocratizando o processo com fichas de inscrição não previstas na história do Conselho e, infelizmente, encobrindo as verdadeiras discussões sobre políticas públicas, prestação de contas e análise de projetos que urgem serem travadas. Até o momento, não foi analisado um único plano, projeto ou conta, nem tampouco a conveniência de contratos unilaterais de gestão, onde o Conselho não foi sequer consultado.

Ademais, causa-me espanto o envio da proposta orçamentária para a Pasta da Cultura para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, sem qualquer consulta prévia do Conselho Estadual de Cultura, nem tampouco a discussão acerca das estratégias de aplicação financeira com os Srs. Conselheiros. O modelo proposto aos membros é, no mínimo, inconstitucional, porquanto fere o art. 250 da Constituição do Estado de Mato Grosso, transformando um colegiado deliberativo de políticas públicas em meramente homologador das ações executivas.

O Conselho não é uma vantagem, prebenda ou privilégio e sim um grave ônus que deveria ser sublinhado com o respeito institucional que o cargo demanda. Trata-se de uma visão de alguém sem interesse qualquer, sobremodo comercial na verba pública desta Secretaria. Basta comprovar no sistema Fiplan para saber quais são os interesses que perpassam na postura de um Conselho deliberativo ou meramente homologador. Requeiro a exclusão do meu nome da lista de e-mail’s e dos comunicados vindouros. Certo de que sou uma voz que desafina dessa orquestra e do respectivo regente, agradeço a atenção de todos, subscrevendo-me atenciosamente aos ex-colegas.

EDUARDO MAHON

Abaixo a correspondência eletrônica que deu causa à renuncia de Eduardo Mahon

ELEIÇÃO DO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA
Ilustres Conselheiros(as):
Consoante deliberação em sessão extraordinária realizada nesta data, encaminho:
A – As condições fixadas acerca da realização da Eleição do Vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura;
B – Os vídeos de apresentação dos candidatos a vice-presidente do Conselho.
“SESSÃO PLENÁRIA – 1ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA 2017
ELEIÇÃO DO VICE PRESIDENTE DO CONSELHO
VOTAÇÃO DE PROPOSTAS ACERCA DO REGIMENTO INTERNO DO CEC/MT
PROPOSTA 1 – TODO O PLENO É VOTANTE PARA ELEIÇÃO DO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO:
A FAVOR: 14 (QUATORZE) VOTOS
PROPOSTA 2 – APENAS OS CONSELHEIROS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL SÃO VOTANTES PARA ELEIÇÃO DO VICE PRESIDENTE DO CONSELHO:
A FAVOR: 4 (QUATRO) VOTOS
NENHUMA ABSTENÇÃO.
PROPOSTA 3 – SERÁ ADMITIDA A PARTICIPAÇÃO DA VOTAÇÃO DE FORMA REMOTA, POR EMAIL, OFICIO, RESTRITA ESSA OPÇAO APENAS AOS TITULARES:
A FAVOR: 11 (ONZE) VOTOS
PROPOSTA 4 – SERÁ ADMITIDA A PARTICIÇÃO DA VOTAÇÃO PARA VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO APENAS OS PRESENTES NA SESSÃO:
A FAVOR: 7 (SETE) VOTOS
PROPOSTA 5 – O QUORUM DA SESSÃO DE ELEIÇÃO DO VICE-PRESIDENTE SERÁ DE DOIS TERÇOS DOS CONSELHEIROS VOTANTES (TITULARES OU SUPLENTES NA AUSÊNCIA DO TITULAR): 15 (QUINZE)
PROPOSTA 6 – O QUORUM DA SESSÃO DE ELEIÇÃO DO VICE-PRESIDENTE SERÁ DA MAIORIA SIMPLES DO CONSELHO: 01 (UM)
ABSTENÇÃO: 02 (DUAS) VOTOS
PROPOSTA 7 – O CRITÉRIO DE DESEMPATE DA VOTAÇÃO PARA VICE PRESIDENTE SERÁ PRIMEIRO POR ASSIDUIDADE, E CASO NECESSÁRIO EM SEGUNDO CRITÉRIO DE IDADE:
APROVADA POR UNANIMIDADE
REGRAS PARA A VOTAÇÃO:
1 – Conselheiro se declara como candidato;
2- O Candidato terá 03 (três) Minutos para explanar sobre seu currículo;
3 – Votação aberta;
a) Os Conselheiros presentes que quiserem manifestar seu voto poderão fazê-lo. E os que quiserem enviar por e-mail, poderão fazê-lo no prazo de cinco dias. (11 votos a favor)
b) Os votos não poderão em hipótese alguma ser retificados, sendo considerado valida a primeira manifestação.
4 – Após as candidaturas, será aberto o prazo de 24 horas para inicio das votações que serão exclusivamente por email, após o encaminhamento pela Secretária Executiva das propostas de candidatura.
5 – A votação permanecerá aberta por 05 (cinco) dias corridos, a contar das 20h00min do dia 20/12/2017 as 20h00min do dia 24/12/2017, para enviar a votação por e-mail do Conselho de Cultura com cópia para todos os membros titulares e suplentes;
6 – Poderão votar por e-mail apenas os Conselheiros Titulares, desde que o suplente não tenha votado presencialmente;
7 – O resultado da votação será divulgado no dia 25/12/2017, por e-mail.”

Leia também: Conselho Estadual de Cultura, ufa, enfim dá posse aos novos membros

 

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Literamato uma festa para o livro mato-grossense

O evento conta com participação de literatos e escritores locais e palestrantes de outros estados

A Literamato (Festa de Literatura de Mato Grosso) que começa no próximo dia 19, quinta-feira, e irá até o domingo, 22, no Centro de Eventos Pantanal – só pra provocar – não é nenhuma Literamérica. Mas, sem dúvida nenhuma, será um grande evento, talvez o maior evento dos últimos anos voltado para as letras, com participação de escritores – de vários matizes como teatro, cinema, música, artes plásticas e, claro, a literatura e o livro, no qual todas as letras perenizam.

O propósito – segundo os realizadores de forma bem piegas no site do evento –  é “gerar uma experiência inesquecível e positiva relacionada a literatura” lembrando sempre que “as letras vão muito além do livro e do que pode ser impresso nos papéis e nas telas. Com elas é que se compõem as músicas. O teatro, o cinema e a televisão não existiriam se não fossem estruturados sobre os roteiros e textos de onde saem a magia que vemos nos palcos, nos filmes e nas salas das nossas casas. As artes plásticas e as artes digitais se valem das histórias, escritas ou contadas, para inspirar as telas, quadros, fotos e instalações que tanto encantam”.

Fica o dito pelo não dito e vamos à programação e o elenco de palestrantes que irão dar vida a este evento, cuja solenidade de abertura acontece às 18 horas do dia 19, com as presenças de autoridades, como de praxe. O evento, porém, tem início antes, às 14 horas, com a oficina do Livro ao Palco, com Juliana Capilé; seguindo-se do espetáculo “A Donzela Guerreira”, baseada no conto de João Guimarães Rosa, com a Cia Mundu Rodá, de São Paulo, no auditório Borboletas, o mesmo das oficialidades. Enquanto isso, no Pavilhão, as atividades na área de teatro e artes plásticas.

Na parte literária, propriamente dita, acontece o laboratório de worldboilding, que é a construção de cenário para ficção científica. Demorei pra entender a razão, mas aceitei quando me lembrei do livro “Budapeste”, romance de Chico Buarque, que nunca tinha estado na capital da Hungria, mas a usou como pano de fundo, utilizando-se de mapas e fotografias, sempre precisar ‘inventar’ nada. Na sequencia, no Espaço Criança, tem contação de histórias e para fechar a noite – neste segmento – o painel Literatura de Vanguarda em Mato Grosso com as escritoras, professoras e doutoras Cristina Campos e Olga Mendes.

Na parte do cinema, com Patrícia Oriolo, teremos a oficina de roteiro: Como começar a escrever para cinema, TV e internet. Enquanto na música acontece a oficina Poética Musical, com Magno Mello .

No segundo dia, sexta, 20, a programação é uma continuidade das oficinas, nas mesmas salas e instrutores, mas na parte da literatura já acontecem varias atividades, como palestras, audiências e painel, como Identidade e escrita do autor indígena, com Cristino Wapixana  e Marcelo Mahuari ; A importância da literatura para a crítica social, com Paulo Lins  e Flavia Helena ; Audiência Pública: Plano Estadual de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, tendo como mediadora Waldineia Almeida, e A literatura brasileira e o livro hoje, com Luiz Ruffato , Stella Maris Rezende , Marta Cocco . Na parte musical, enfim, num palco externo, shows com Caio Mattoso e Geraldo Espindola.

No sábado, 21, continuação das oficinas, e as diferentes palestras e audiências na Literatura, como Oficina de Escrita Criativa, com Luiz Renato; A Cabeça dos Novos Autores, com Marcelo Maluf , Sheyla Smaniotto , Lucas Rodrigues , Santiago Santos ; Formando leitores na escola e em casa e Caminhos para aproximar crianças e jovens dos livros, com Illan Brenman ; Literatura de ficção científica e fantasia brasileira, com Dr. Fábio Fernandes  e Eduardo Mahon ; Leitura e Acessibilidade: Como leem as crianças com deficiência?, com Wanda Gomes  e Marcino Oliveira ;  painel A literatura brasileira e o livro hoje, com Luiz Ruffato , Stella Maris Rezende , Marta Cocco . Na parte musical Show Fábulas, com Caixa de Brinquedos e Show Dilúvio, com Dani Black , ambos no palco externo. Dentro da programação oficial a entrega da premiação do 2º MT Literatura e lançamento da terceira edição.

Dentro da programação oficial, acontece a entrega do 2º Prêmio MT de Literatura, cujos ganhadores são: Categoria Poesia – “Gênero, Número, Graal”, de Luiz Renato e “Entraves”, de Divanize Carbonieri. Categoria Prosa – “Os mesmos”, de Teodorico Campos de Almeida Filho, “O assassinato na Casa Barão”, de Marcelo Leite Ferraz; “Contos do Corte”, de Afonso Henrique Rodrigues Alves e “As intermitências da água”, de Fernando Gil Paiva Martins. Categoria Infanto-juvenil – “Papo cabeça de criança travessa”, de Maria Cristina de Aguiar Campos e “Mundo dos sonhos – O ferreiro e a cartola”, de Victor Hugo Machado dos Anjos. Categoria Revelação – “Nu”, de Helena Werneck dos Santos e “Tikare: alma de gato”, de Alexandre Marcos Rolim de Moraes.

Agora vamos abrir um parêntese, pois merece. Na sequência acontece o lançamento do 3º Prêmio MT de Literatura. \o/ Viva! Urra!, mas, peralá. No último dia 10, a SEC disponibilizou em seu site, para participação popular, a minuta do regulamento para  que o “Interessados possam ter acesso ao conteúdo e contribuir com críticas e sugestões até o dia 30 de outubro”.

Como? O lançamento será no dia 20, ainda com o regulamento sendo debatido pelos interessados ou a participação popular é apenas um ‘faz de conta’.  Este repórter, que também escreve seus versos, irá contribuir e desde já apresenta sua sugestão de que o capítulo da contrapartida, com obrigatoriedade de publicar as obras seja suprimido. Prêmio é prêmio e recebedor do prêmio deve gastar com aquilo que lhe aprouver, ou na mesa de bar tomando todas, ou – sei lá – na reforma da casa.

A SEC não pode alegar que não disponibiliza de recursos. Basta, simplesmente reduzir a premiação, de R$ 30 mil pra R$ 20 mil, e com os R$ 100 mil abrir uma licitação pra ver qual editora (tem que ser editora mesmo) topa lançar os 10 livros por esse valor e a editora dirá o formato se brochura ou capa dura, se papel sulfite ou papel jornal, pois ela sabe os custos.

No último dia teremos, na parte de teatro, Dramaturgia mato-grossense contemporânea, com Juliana Capilé, Tatiana Horevich, Anderson Lana e Marilia Beatriz; nas artes a fala Um passeio da literatura no campo das artes Plásticas, com a sem papas na língua, Aline Figueiredo. Na área da literatura, a palestra Literatura nas Escolas, com Luiz Renato, Odair Moraes e Aclyse Matos. Depois uma Conversa de Criança, com Niara Terena, autora de “Amor Essencial” e o painel Poéticas Contemporâneas, com Marli Walker, Luciene de Carvalho, Ivens Scaff e Lucinda Persona.

No capítulo Cinema acontece a Sessão de cinema e papo com roteiristas e pra fechar Show Paulo Monarco e 5 a Seco .

Porque lembramos da Literamérica, lá no início?  Porque nós cuiabanos, temos o triste hábito, desde Miguel Sutil e Pascoal Moreira Cabral de sermos o primeiro.

A Literamérica tinha um propósito mais amplo, de promover o intercâmbio cultural entre todos os países da América do Sul, na primeira edição, em 2005, teve-se a participação de oito embaixadores, sendo que 13 países representados. Embora tenham realizadas duas edições em anos seguidos, a ideia era fazer uma bienal. Embora na segunda edição tenha a visitação de mais de 200 mil pessoas, o governador de então – pra economizar – mandou cancelar o evento. Um evento que promovia o nome de Cuiabá, Mato Grosso de forma positiva, portanto gerador de renda pelo turismo. Mas…

O escritor João Carlos Vicente Ferreira, então secretário de Cultura, nos contou que “a ideia era de fazer com que a feira acontecesse de dois em dois anos, em Cuiabá e de dois em dois anos em outro país da América do Sul, ou mesmo uma cidade brasileira, com esse nome: Literamérica, por conta de que foi Mato Grosso que iniciou essa proposta, pelo fato de sermos o Centro Geodésico da América do Sul”.

Recentemente tivemos em Chapada dos Guimarães a FLIC – Festa Literária de Chapada dos Guimarães, que acreditamos deve continuar receber todo apoio – não só da prefeitura local, mas também da prefeitura de Cuiabá. Os gestores cuiabanos devem lembrar que, quanto maior o sucesso de um evento realizado em Chapada, mas turistas Cuiabá recebe, pois, vamos combinar novamente – a capacidade hoteleira chapadense não é das maiores.

IMPORTANTE 

><>Na tarde deste sábado, 14, os organizadores publicaram no site do evento uma lacônica nota de CANCELAMENTO

Em virtude de questões técnicas e operacionais, e com o intuito de fazer a melhor festa literária de Mato Grosso, a Casa de Guimarães informa o adiamento da Literamato, que seria realizada de 19 a 22 de Outubro, em Cuiabá. O evento acontecerá no início de 2018 e a data será informada em breve.

Este blogueiro e Meu Peixe estamos apurando para saber a verdade dos fatos. Esta matéria, como de praxe, também seria publicada no DC Ilustrado, na próxima terça, véspera do evento.

Acreditamos que é muito, muito estranho um can14celamento dessa magnitude praticamente momentos antes da largada inicial. (14/10/2017, às 22h)

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Projeto contemplado em edital da SEC/Ancine começa a ser gravado

Da Redação | O piloto da série Tem que ser agora, da Latitude Filmes, selecionado no edital da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC-MT), em parceria com a Ancine e Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), começa a ser gravado nesta sexta-feira, 06, em Cuiabá.

A série ficcional de 13 episódios vai tratar das relações sociais e acadêmicas entre cinco protagonistas, seus professores e o universo estudantil. É ambientada em uma universidade federal que, com a expansão dos processos seletivos, reúne cada vez mais pessoas com diferentes bagagens e criadas em contextos diversos.

O tema são as relações político sociais de gênero, relacionamentos, profissionais e de sexualidade existentes no meio acadêmico de uma grande universidade, além de conflitos e descobertas dos próprios jovens na visão deles mesmos, colocando-os como protagonistas de seu próprio meio.

Segundo o diretor e roteirista, Duflair Barradas, serão quatro dias de filmagens nessa primeira etapa, com cerca de 40 pessoas envolvidas. “O projeto como um todo, do desenvolvimento à comercialização e distribuição, deve mobilizar cerca de 60 pessoas diretamente, fora os empregos indiretos que serão gerados”, observou.

O objetivo é produzir o piloto e, em seguida, comercializar a série transformando o aporte da SEC em mais um produto audiovisual com selo mato-grossense.

O piloto faz parte dos nove produtos audiovisuais em produção, cujo edital da SEC/Ancine foi lançado em 2016 no valor total de R$ 4,5 milhões. Deste total destinado aos trabalhos contemplados em diferentes tipografias – curta, média e longa-metragem em ficção e animação, telefilme documental e pilotos de produtos para a TV -, R$ 1,5 milhão foram aportados pela SEC e R$ 3 milhões pelo FSA em uma inédita contrapartida federal que dobra o valor investido pelo Estado.

Entre as políticas públicas voltadas ao audiovisual em Mato Grosso, há ainda o edital de Desenvolvimento de Projetos de Obras Audiovisuais, lançado no final de 2015 e que selecionou, entre 44 trabalhos inscritos, cinco projetos contemplados com R$ 100 mil cada, totalizando R$ 500 mil em investimentos. (Com material Da Assessoria/Maria Angelica)

Fonte: Projeto contemplado em edital da SEC/Ancine começa a ser gravado – Notícias – SEC

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João Manteufel, promotor de exposição diz que tirou quadro de Gervane por medo

A decisão de retirar a obra questionada pelo consumidor aconteceu após a veiculação do vídeo contra exposição de obra de arte. Manteufel isenta o Shopping Pantanal

Por João Bosquo e Enock Cavalcanti | A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio da Comissão de Cultura e Responsabilidade Social, irá promover no próximo dia 27, quarta-feira, às 16 h, uma reunião pública de manifesto contra a censura às artes e liberdade de expressão, em Cuiabá.

Tudo porque, no início desta semana, um quadro que integrava o painel do artista plástico Gervane de Paula na exposição “Eu Amo Cuiabá”, que acontece no Shopping Pantanal foi retirado após a reclamação de um cliente.

O curador da exposição, o cineasta e produtor cultural João Manteufel, o João Gordo, confessa que a decisão de retirar o quadro do artista Gervane de Paula foi uma decisão sua e que o Shopping Pantanal não teve nenhuma participação nessa decisão.

“Eu tirei por medo de meu funcionário que estava sendo coagido, sofrendo ameaças. Tive de colocar seguranças. Não foi por censura, foi por medo. o radicalismo assusta. Somos pessoas de bem, com intuito de fomentar cultura. Não estamos acostumados à violência. Foi uma decisão minha, exclusiva”, garante João Manteufel.

Em sua página no Facebook, João Manteufel posta que “na verdade, aqui, deveríamos elogiar a coragem do Shopping Pantanal em fazer uma exposição, pagar os artistas, pagar o local de exposição para que a população tenha acesso aos mais proeminentes artistas da nossa cidade. Afinal, uma empresa particular está fazendo o papel que deveria ser dos museus, que estão todos fechados e as autoridades competentes estão se lixando para a cultura do nosso Estado. Mas hoje todo mundo julga. Todo mundo é entendido. A geração dos head lines está se tornando perigosa. Triste. Triste”.

Um dos head lines a que se refere o promotor de artes, com certeza, é o repórter Arthur Garcia que, em seu canal postou um ‘video-denuncia’ e já alcançou milhares de visualizações, como vemos, tentando intimidar ainda mais o funcionário da promotora do evento.

As ironias dessa trágica história é que, lembramos aqui, o repórter trabalha na Band Mato Grosso, a emissora que se propõe a incentivar a arte e inclusive é mantenedora de uma Galeria de Arte com o nome de seu fundador: Beccari. É repórter de um programa popular, o Pop Show, que diz defender os interesses da comunidade.

O medo, a que se refere João Gordo, é o indutor da censura que o fez retirar, mesmo que contrariado, o quadro do artista da exposição.

O jornalista e professor Johnny Marcus lembra o poeta Ferreira Gullar, autor de “Poema Sujo”, proibido pela ditadura militar que colocou o Brasil por duas décadas nas trevas.

“Gullar nos ensina que ‘a arte existe porque a vida não basta’. E a vida não basta porque é preciso enxergá-la, também, com outros olhos, até mesmo para reforçar nossas crenças e convicções. A melhor forma de se fazer esse distanciamento é justamente através da arte. E ela tem mesmo essa função essencial de incomodar, de confrontar, de promover a discussão. É inaceitável que, em pleno século 21 ainda persistam pensamentos obscurantistas, impregnados de um moralismo anacrônico. A Era das Trevas já acabou faz muito tempo. Que artistas livres sejam os profetas a anunciar o nascimento de um admirável mundo novo”, disse.

O ator, diretor e escritor Ivan Belém também está preocupado com essa histeria que se instala no país e agora em Mato Grosso.

“Vejo com muita preocupação essa onda de caça às bruxas que se instalou no país. De repente, seguindo tal caminho, um sujeito despreparado posta um vídeo se queixando da obra de Gervane de Paula, fazendo uma análise pobre e moralista, e outros ignorantes o acompanham. E o artista e sua obra passam a ser linchados. A arte, a cultura, a identidade, tornaram-se assuntos de polícia…Como assim? Tristes tempos estes! Acho que tudo isso é reflexo da falta de mais investimento em educação e cultura. Um povo educado, com acesso à arte e à cultura, jamais protagonizaria tamanha barbárie. Sinto-me envergonhado!”

Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, jurista, poeta, escritor, crítico literário e próximo presidente da Academia Mato-grossense de Letras, é taxativo: “Toda censura é odienta”.

“A arte, em sua essência, é o contraponto do conformismo e do acomodamento mental. E isso não é agora. Quem minimamente conhece a história da arte sabe que ela surge como um elemento de inquietação, de questionamento, de provocação. Neste ponto, Ocidente e Oriente se encontram. É bem verdade que não é (somente) por este aspecto que ela se valoriza, ou se eterniza. Outros elementos transportam um quadro, uma escultura ou um livro para o patamar da qualidade que transpõe os séculos. Não estou em Cuiabá há vários meses, portanto não vi a exposição da qual Gervane participa, mas sob esse artista, que conheço há décadas, posso afirmar, em sã consciência, que se trata de um dos melhores e mais instigantes da breve história das artes plásticas em Mato Grosso. O futuro sempre se pronuncia sobre quem fica na História: o censor ou o criador”, declarou.

O jornalista e escritor Antônio Peres Pacheco acredita que o tema é polêmico e confessa que não gostou da participação de Gervane na referida mostra.

“Vi a exposição e, pessoalmente, achei de mau gosto e inapropriada as duas obras do Gervane de Paula que, nesta ‘fase negra’ de sua produção artística, explora abertamente a escatologia em várias obras e performances, com um apelo sexual bastante forte e isso gera mal-estar. Mas, vamos lá. Primeiro: sou contra a censura de todo tipo e plenamente a favor da classificação etária para exibição de obras de arte e acesso à literatura. Entendo que essa “onda” moralista, que alguns classificam como fascista, é um efeito colateral do estado de libertinagem e corrupção ética e moral da sociedade brasileira como um todo”.

Segundo Pacheco, “tem faltado bom senso aos curadores. É preciso respeitar a suscetibilidade dos outros para sermos respeitados de volta. Chocar, denunciar, fazer pensar é função da arte, mas, não se deve fazer sexo ou expor cenas do ato sexual em praça pública nem defecar na porta de uma igreja para criticar a repressão sexual e a alienação pela fé e dogmas religiosos, por exemplo. A retirada das obras da exposição, ao meu ver, foi acertada”.

A cantora e compositora Vera Capilé, comentando o vídeo de Arthur Garcia disse que “o que presenciamos é a violência contra a arte, é praticamente um retorno rumo a Idade Média, onde a repressão à mensagem da arte, como no caso do pensamento e pinturas de Gervane de Paula, representa um atraso civilizatório e conservadorismo inconcebíveis! A pintura de Gervane tem uma estética de indignação contra a injustiça, na grita permanente contra o racismo, em sua negricia poética! Viva Gervane! Uma vergonha para o primeiro passo de repressão, negação a verdadeira história dos 300 anos de Cuiabá! Sabe o que acho mesmo? Que estes outros grandes artistas da exposição se retirem desta malfadada experiência que, para mim, é um desprezo profundo a verdadeira arte!”.

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O Moralista no Divã – Por Eduardo Mahon

Pantanal Shopping retira quadro de Gervane de Paula da mostra “Eu Amo Cuiabá”

“Lamentavelmente, é impossível ignorar a ignorância”, diz Mahon

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Pantanal Shopping retira quadro de Gervane de Paula da mostra “Eu Amo Cuiabá”

Obra traz a frase “crack is wack” (droga é ruim) e mostra pessoas nuas, consumindo droga. Em seguida, repórter na web promove caçada a obras pretensamente pornográficas

Por João Bosquo e Enock Cavalcanti | A censura que começou por Porto Alegre, atacando obras de arte, se espalhou pelo Brasil e chegou agora a Cuiabá. Um quadro do artista plástico cuiabano Gervane de Paula foi retirado da exposição coletiva “Amo Cuiabaá”, realizada no Pantanal Shopping, depois que um cliente reclamou do caráter pretensamente pornográfico da obra, no domingo (17). Ação de censura provocou protestos, mas também tem colhido aplausos nas redes sociais, com o repórter Arthur Garcia, da web TV Kanal 1 capitaneando, em vídeo, uma verdadeira caçada a outras obras que devam ser repudiadas pela chamada “família cuiabana”.

Indignado com o quadro do Gervane de Paula, o cliente do Pantanal Shopping fez um vídeo, que circula pelas redes sociais, criticando o painel da exposição e alertando outros clientes. Para ele, os pais não devem levar as crianças ao Pantanal que seria “um lugar imundo”. No vídeo, ele diz: “Pessoal, eu estou em uma exposição aqui no Shopping Pantanal e aí para vocês verem como o negócio a nível Brasil banalizou mesmo. Dá uma olhada no tipo de quadro que está sendo exposto aqui”, diz o homem. “E se vocês perceberem aqui dentro tem família, com crianças. Então é isso que virou, parece que banalizou o negócio mesmo. Fica aí a dica para vocês não trazerem as suas crianças num lugar imundo como esse aqui não”, completa.

O quadro de Gervane estava sendo exibido dentro de uma mostra em homenagem aos 300 anos da capital mato-grossense e intitulada “Eu amo Cuiabá”. Além de quadros de Gervane, a exposição reúne obras de outros renomados artistas cuiabanos como Adir Sodré, Benedito Nunes, Carlos Lopes, Capucine Picicaroli, Dalva de Barros, Jonas Barros e Ruth Albernaz.

FALA GERVANE – Em declaração ao Hipernotícias, o artista plástico Gervane de Paula disse que ficou surpreso com a censura. Gervane afirmou que o conjunto de quadros tem o objetivo de promover reflexão sobre o mundo das drogas e suas consequências. “As pinturas retratam cenas corriqueiras do mundo das drogas. Em nenhum dos quadros há apologia a nada”, argumentou Gervane. Para ele, a reclamação do cliente demonstra desconhecimento e falta de contato com a arte contemporânea. “Parece que nunca visitou um museu ou uma exposição de arte contemporânea”, critica. “Virou moda agora, né?! Tem tanta coisa para se preocupar. Tem tanta gente para perturbar, o prefeito, o Temer, os políticos, enfim”, disse.

Gervane acredita que o ataque à sua obra pode ter sido influenciada pelo caso recente da exposição “Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, interrompida pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, após pressão do Movimento Brasil Livre (MBL) pelas redes sociais.

A assessoria do Pantanal Shopping afirmou que a exposição não é organizada pelo estabelecimento e o espaço é cedido. Disse também que, ao receber a reclamação do cliente, informou o curador da mostra, João Manteufel, que, por sua vez, ficou de conversar com o artista para decidir sobre a retirada da obra do local.

Ainda segundo a assessoria, o quadro pode retornar ao painel, o que até o momento não foi decidido. Caso volte, haverá informativo no local, recomendando a classificação etária. (Com matéria do Hipernotícias)

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“Lamentavelmente, é impossível ignorar a ignorância”, diz Mahon

Gervane de Paula, o artista

Por João Bosquo e Enock Cavalcanti | O artista censurado foi nada mais nada menos que Gervane de Paula, artista premiado, conhecido em praticamente todos estados brasileiros. Gervane de Paula – o nosso Gervane de Paula, do Araés, em uma de suas primeiras fases tinha a manga como temática e chegou a ter um painel na Avenida Rubens de Mendonça, a do CPA, que a população cuiabana pode admirar por quase uma década, e agora nesta penúltima (a última ainda deve demorar dezenas de anos) o artista está mais engajado social e politicamente e denuncia as mazelas do nosso dia a dia.

Uma dessas mazelas é o uso das drogas pela pobreza, pelas pessoas que não tem renda. Os grã-finos em seus apartamentos de luxo tem inclusive o serviço delivery das drogas e ninguém se incomoda. O filho da desembargadora com mais de 100 quilos de maconha, lá no Mato Grosso do Sul, está em casa, enquanto aquele pobre coitado com um cigarro da cannabis e um pinho sol ainda está amargando atrás das grandes.

Pois é esse Gervane que foi denunciado como pornográfico. Um quadro no qual se destacam a frase “crack is wack” (droga é ruim) e mostra o desenho de duas pessoas nuas, consumindo droga, teria chocado nada pacato cidadão.

Artur Garcia, repórter e censor

Por conta desse vídeo, o jornalista Artur Garcia, que mantém canal privativo no You Tube e também trabalha no Pop Show, da Band, voltou à mesma exposição – que não tinha mais o quadro para mostrar – pois o quadro já tinha sido retirado, e demonstrou sua gana pela audiência ao repercutir o pensamento mais conservador, e se manifestar contra o pensamento livre, contra a arte, sempre com os argumentos de defesa dos pretensos bons costumes.

O advogado Eduardo Mahon, um dos mais respeitados jurista de Mato Grosso, também escritor, poeta e admirador da boa arte, embora possa até não concordar com alguns aspectos artísticos, defende a liberdade de expressão. Pois ele, mais que ninguém, sabe que o trabalho do artista, do escritor, do poeta e romancista dependem da liberdade.

“Lamentavelmente, é impossível ignorar a ignorância. Em todos os momentos de virada, o conservadorismo opôs-se à vanguarda. Essa tensão é absolutamente natural e até esperada. O que não é possível admitir é a censura por meio do patrulhamento de cunho moralista ou religioso. Os modernistas do século XIX foram chamados de pornográficos, imorais, infantis e desastrados. Renoir foi hostilizado por retratar a vida profana parisiense, entre outros tantos que hoje estão consagrados. O mesmo se disse da pop art e do dadaísmo. Vejo a reação como natural à proposta artística. Arte que não incomoda, que não faz pensar, que não desaloja o espectador do comodismo, nunca terá sido verdadeiramente arte. Trata-se de decoração. É preciso enfrentar os nossos próprios fantasmas, do preconceito interno aos abusos sociais. Para isso, temos a lei, de um lado, e a educação, de outro. Os artistas catalisam a mudança de comportamentos. Recomendo que quem quer apreciar ópera, música clássica, ballet, vinho, seja lá o que for, estude antes de falar tanta bobeira. O que há por aí é gente passando recibo de ignorante ao abrir a boca”, disse Mahon.

O Lau, da dupla Nico & Lau, o ator Justino Astrevo, ao saber da censura envolvendo um quadro do Gervane de Paula, reagiu assim: “Esse olhar de censura sobre essas obras está atrasado pelo menos uns 500 anos. É triste a falta de visão libertária e de conhecimento histórico! Vade retro”. (JB/EC)

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Aclyse Mattos, a partir de hoje, é novo imortal mato-grossense

A posse do novo acadêmico acontece em noitada de gala na Casa Barão de Melgaço

Este repórter e o poeta Aclyse Mattos, em registro de Lorenzo Falcão

Por João Bosquo | Aclyse Mattos. O escritor, poeta e professor universitário, Aclyse Mattos, que toma posse nesta terça-feira, 12, como membro da Academia Mato-grossense de Letras, já era para estar usando pelerine de acadêmico desde 2015, ainda na presidência de Eduardo Mahon. A eleição, então, não aconteceu por um contratempo interno na nossa venerada Casa Barão de Melgaço, o que só veio se realizar no dia 17 de junho, um sábado, eleito de forma unânime por todos os presentes.

Gostei e por isso mesmo não canso de repetir a auto definição do novo acadêmico: “poeta nas horas cheias e professor nas horas vagas”. Mas pera lá, Aclyse Mattos não é somente poeta, mas também ficcionista criador de contos, compositor aprendiz, músico, ex-líder de um sexteto e, claro, pai, marido, cidadão cuiabano, nascido na Cidade Verde de 57 anos.

Com a posse de Aclyse Mattos na cadeira 3, a AML – seguindo-se às anteriores de Luciane Carvalho, Cristina Campos, Lucinda Persona, Sueli Batista, Fernando Tadeu, Ivens Cuiabano Scaff – se rejuvenesce mais ainda.

A solenidade de posse, sem contar com os eventuais atrasos, irá começar às 19h30 desta terça, quando o novo acadêmico será recepcionado por Ivens Scaff. O empossado em sua fala lembrará todos os ocupantes da cadeira, do Patrono Ricardo Franco até o último Rubens de Castro, o poeta e jornalista. Daí a imortalidade, o não esquecimento daqueles que passam a tal ao se eleger para as academias.

Aqui, porém, falemos apenas do novo imortal.

O nosso mais festejado escritor da atualidade, Eduardo Mahon, que ainda está lançando o seu último trabalho, “Contos Estranhos”, e ex-presidente da AML, se entusiasma com a chegada do novo colega. Segundo ele, são dois aspectos importantes a se destacar com o ingresso de Aclyse. O primeiro deles é que o novo acadêmico tem a sua obra reconhecida pela crítica literária atuante. O segundo aspecto é o da própria AML que está priorizando a literatura como critério de ingresso. “Precisamos cada vez mais de poetas, cronistas, contistas e romancistas para continuar com uma instituição legitimada pelo amplo respaldo popular e dos estudiosos de literatura que temos em Mato Grosso”.

Os livros, bom, os livros de Aclyse são: “Assalto a mão amada” (poemas) – que foi lançado em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Cuiabá. Desse primeiro livro, que este repórter teve o prazer de exaltar à época, em meados da década de 80 do século passado, quando vivíamos os anos da poesia marginal. O livro, além de textos trazia arte / desenhos do irmão Gabriel Chico de Mattos. O livro, entendo, é uma reunião dos trabalhos editados nos anos anteriores, de quando estudava na PUC do Rio e conheceu o Eduardo Kac, com quem editou a edição 6 da revista “Poetagem” e participa do livro “Escracho” editado por Kac e também da 1ª Antologia do Poema Pornô, publicado pelo selo Codecri, a famosa editora do Pasquim. Codecri, segundo reza a lenda é um acrônimo criado pelo antológico Henfil e significava Companhia (ou, segundo outras versões, comitê ou comando) de Defesa do Crioléu.

Seguiram-se os livros “O Sexofonista” (contos), “Papel Picado” (poemas de três versos), “Natal tropical” (infantil), “Quem Muito Olha a Lua Fica Louco” e, finalmente, “Festa”, o mais recente.

Antes de chegar no Rio, vamos esclarecer, o poeta agora imortal esteve em São Paulo, onde inspirou o poema “A Torre”, que se pode ler do início pro fim ou do fim pro começo, como aquele samba de Chico Buarque “Corrente” que pode ser cantado de trás pra frente também. E o mais sintético de todos “São Paulo, meu frio”.

Aqui no calor em Cuiabá, antes de embarcar para a metrópole, teve inúmeros endereços e cantou isso no poema “Autorruagrafia” de todas as ruas que já morou: Rua Treze de Junho, a rua dos “turcos”, para a contrariedade de todos os sírio-libaneses que lá tinham comércio. Numa pincelada rápida, lembra que já morou na Comandante Costa, antiga Rua da Fé, Pedro Celestino, Antônio Maria, Getúlio Vargas e Dom Bosco, entre a Joaquim Murtinho e Barão de Melgaço, rua a qual volta agora, pois aqui está a sede da Academia.

Estuda violão, com Mestre Isaac, sax com Mestre Bolinha, integrando a banda de música da Escola Técnica. Esse estudo, meio que forçado, se deve ao fato que o pai, Gabriel Mattos, entre os irmãos era o único que não sabia tocar nenhum instrumento.

Tranca o curso, muda-se, seguindo a tradição cuiabana, para o Rio, onde mora por 14 anos e lá tem uma história de ruas – que está no poema – e vai formar a banda de música, o sexteto “Peça Original em Concerto”. Integravam a banda os irmãos Ângelo Mário, o Maíto, e Gabriel Mattos Neto e mais três cariocas. Além das músicas próprias, o conjunto tocava músicas de jovens compositores cuiabanos como Adérito Pinheiro, Euclides, Alex Matos e Luizinho, até essa carreira musical ser rifada, por uma profissão mais estável para poder casar, afinal, ninguém é de ferro.

Professor universitário, mestre de Redação no curso de Publicidade e Propaganda da UFMT e agora acadêmico das letras, Aclyse de Matos está no foco da mídia.

PS Antes que me esqueça o poeta, assim como este repórter, é botafoguense.

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Programa de Pré-aceleração de Negócios Criativos já está a todo vapor

Da Assessoria | As atividades do Programa de Pré-aceleração de Negócios Criativos de Mato Grosso, o Ideação já estão a todo vapor. A iniciativa, uma realização do governo do Estado, visa ajudar empreendedores criativos a tirar suas idéias do papel por meio de capacitações e consultorias com profissionais reconhecidos nacionalmente.

A abertura, na segunda-feira (04), contou com a palestra Futuro do Trabalho, com Fernando Pscheidt e Carlos Wolff. A primeira oficina, realizada nessa semana, é Comportamento empreendedor, equipe e liderança de pessoas.

“Queremos aproveitar esse espaço de coworking na Arena Pantanal para estimular as pessoas a verem esse local como um ponto de encontro do empreendedorismo inovador”, observou Pscheidt, gestor do Núcleo de Startups do Sebrae-MT. “Essa é uma oportunidade de transformar a idéia em um negócio, passando por todas as fases e com a orientação de profissionais capacitados, vindos de diversas partes do Brasil”.

Nesta primeira edição foram selecionados 20 projetos. A iniciativa é gratuita e tem duração de três meses, de 04 de setembro a 1º de dezembro, dentro do espaço colaborativo Arena+, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

O programa terá duração de 13 semanas e será dividido em duas fases. A primeira é a germinação, que consiste na fase de despertar e definições e a segunda de desenvolvimento, que consiste na construção e crescimento dos projetos/idéias de negócios criativos com objetivo de aperfeiçoar e validar o modelo de negócio, produto ou serviço a fim de demonstrar sua sustentabilidade e/ou viabilidade comercial e financeira.

Para o empreendedor Sidnei Varanis, um dos participantes do programa, a iniciativa vem de encontro à uma demanda crescente de pessoas com boas idéias que precisam de orientação para colocar em prática seus projetos. “O Ideação vai mostrar o caminho a ser percorrido e facilitar esse contato final com os investidores para impulsionar o negócio de cada empreendedor”, observou.

Fonte: Programa de Pré-aceleração de Negócios Criativos já está a todo vapor – Notícias – SEC

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Novos membros do Conselho Municipal de Cultura de Cuiabá tomam posse

Os conselheiros de Cultura do município de Cuiabá foram empossados em solenidade realizada na Casa Barão de Melgaço

Artistas manifestam contra possível contratação de Romero Britto para fazer o Selo 300 anos

Por João Bosquo | A solenidade de posse dos novos membros do Conselho Municipal de Cultura aconteceu na noite desta segunda-feira, 28, na Casa Barão de Melgaço. Além das formalidades de assinatura da ata de registro de posse, propriamente dito, do farto coquetel aos presentes, antes da abertura, para completar o roteiro, aconteceu uma manifestação por parte dos artistas plásticos contra a “romerização”, ou seja, contra a proposta feita pelo prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro de convidar para a criação do selo comemorativo aos 300 anos um artista de fora. Sê-lo ou não sê-lo o neologismo ‘romerização’ vem do nome do artista plástico Romero Britto, pernambucano, radicado nos Estados Unidos.

O secretário de Cultura de Cuiabá, Francisco Vuolo, que também assume a presidência do Conselho Municipal de Cultura, diz que a visão de política cultural se demonstra clara a partir da escolha do local para a posse dos novos conselheiros, que foi a Academia Mato-grossense de Letras. “Buscar as parcerias e as integrações com os diversos eixos da área cultural e será a tônica do Conselho Municipal de Cultura. Vamos trabalhar para que possamos – cada vez mais – aproximar dos produtores culturais, descobrir novos talentos, oportunizar a sociedade, a todos aqueles, em seus diversos segmentos da área da cultura para potencializarmos na construção de uma política cultural justa, concreta, na qual, principalmente nós sejamos os mais valorizados, ou seja a cuiabania, as nossas tradições, aquilo que nós representamos”, disse.

Os conselheiros posam para a foto oficial, após posse na Academia Mato-grossense de Letras

O secretário de Cultura e presidente do CMC disse que é essa a linha determinada pelo prefeito Emanuel Pinheiro e que ele, Francisco Vuolo, acredita que também será seguida pelos novos conselheiros. Vuolo disse que ainda que está muito confiante essa é a linha que também será adotada pelos demais conselheiros, ao mesmo tempo diz que está confiante em poder elaborar ações concretas, efetivas para construir uma nova roupagem, principalmente nesse momento emblemático no qual nos aproximamos dos 300 anos.

Uma dessas ações efetivas que o secretário e presidente do CMC destaca é a valorização e reorganização do Centro Histórico de Cuiabá. O Centro Histórico, lembra, é a porta de entrada, o cartão de visita da tricentenária capital. E um dos pontos mais importante para a revitalização da área central é, sem dúvida, o rebaixamento da fiação, já que faz parte do embelezamento e das condições para garantir a nova repaginação da cidade.

Francisco Vuolo com o conselheiro Matheus Aguiar

O vice-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, José Carrara, abriu sua fala dizendo que a entidade estava orgulhosa em abrir as portas para a posse dos novos conselheiros. “Estamos conscientes da importância incomensurável do CMC para os 300 anos de Cuiabá”. Ele lembrou que “fazer cultura no Brasil não é fácil e exige denodo”, destacou.

Justino Astrevo, um dos conselheiros representante da prefeitura empossados, diz que o CMC vai poder analisar todas as perspectivas e avaliar como o poder público municipal irá investir, distribuir os recursos para que os segmentos funcionem, para que os projetos possam ser realizados e, enfim, que a cidade se beneficie desses projetos ao levar até a população.

Mas quem falou pelos novos conselheiros culturais foi Antonieta Luísa Costa, do Instituto Mulheres Negras (Imune), um discurso quase em prece, no qual pediu, além da proteção divina, nessa nova caminhada. “Que possamos realmente trabalhar para uma política cultural que atenda o nosso povo de Cuiabá. Que possamos ter consciência e discernimento de nosso papel quanto conselheiros nesse processo. Que Deus nos ilumine também e nos guie para que, na aprovação dos projetos, na construção das políticas culturais, possamos fazer o melhor, o melhor para o nosso município”. Antonieta disse ainda que acredita que o melhor será feito pois o conselho – o novo CMC – tem pessoas competentes, responsáveis e comprometidos com a cultura de Cuiabá.

Os artistas visuais cuiabanos, após que o prefeito Emanuel Pinheiro, em rede social, anunciou a participação do badalado artista Romero Britto na “construção” da identidade visual e do selo dos 300 anos de Cuiabá estão realizando uma abaixo-assinado on-line pedido explicações do prefeito sobre o porquê de tão inusitado convite a um artista, já que Cuiabá, Mato Grosso tem nomes de envergadura internacional (não vamos aqui citar nomes, pra não ferir suscetibilidade de ninguém) que poderia realizar essa ‘identidade 300’. Mesmo porque, vamos combinar, “agora são outros 300”, como lembrou um recém empossado.

Os porta-vozes dessa manifestação foram os artistas Ruth Albernaz e Vicente Paulo. Ruth lembrou o abaixo-assinado, que em dois dias já tinha alcançado mais de 800 adesões. O movimento criou a hastag #nãoaRomerizaçãodeCuiabá. O secretário de Cultura elogiou da postura de cobrar explicações que – segundo ele – serão dadas, mas de antemão adiantou que não existe nenhum contrato assinado com o referido artista.

Foram empossados, sendo seis titulares e seis suplentes dos segmentos artes visuais, música, audiovisual, literatura, cultura popular e artes cênicas, oriundos de eleição realizada no dia 18 de julho, no qual elegeu os seguintes nomes: Antonieta Luísa Costa, do Instituto de Mulheres Negras (Imune); Carolina Miranda Barros, do Instituto Inrede, e Marcos Levi de Barros, do Instituto Case de Desenvolvimento (pela Sociedade civil organizada) e Zilda Barradas, do setor Artes Visuais; Eduardo Francisco da Silva, o Eduardinho Mistura, da Música, e Odail da Costa Neves, da Cultura Popular (pelos segmentos).

Leia também: Novos membros do CMC tomam posse

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Conselho Municipal de Cultura empossa 23 novos membros para biênio 2017-2019

Da Assessoria | O Conselho Municipal de Cultura empossou, na noite desta segunda-feira (28), os seus 23 novos membros que exercerão o cargo de representantes do nicho no biênio 2017-2019. Com o objetivo de atuar em prol do fomento e da valorização das diversas manifestações artísticas que valorizem a cuiabania, os conselheiros são os responsáveis por avaliar projetos e deliberar sobre iniciativas que garantam oportunidades para os artistas locais, prezando pelo fortalecimento das nossas tradições.

Para o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo e presidente do conselho, Francisco Vuolo, é necessário repensar o papel da instituição, para que as atribuições que correspondem a esta grande responsabilidade coloquem os interesses comuns à frente. De acordo com o gestor, é fundamental se despir de favoritismos e partidarismos na escolha dos projetos a serem executados.

“É preciso olhar primeiramente para dentro do próprio conselho, para que possamos construir um corpo formado por representantes que prezem genuinamente pelos interesses do segmento ao qual foi eleito. Parte deste zelo se perdeu no passado e hoje renovaremos essa premissa, garantindo a apreciação correta da arte, tomando decisões de maneira sábia e prudente. Como líderes que correspondem a um nicho tão crucial, devemos aferir projetos com excelência e qualificação, pensando em iniciativas culturais que valorizem nossa abundante riqueza e tradição, expressa tão nitidamente nos artistas que aqui se fazem presentes. Neste papel que assumimos, é fundamental desempenhar propostas que permitam a descoberta e promovam novos talentos locais. Para que isso seja uma realidade vivenciada pelo setor, a nossa instituição precisa criar novos instrumentos que oportunizem este leque tão abrangente de manifestações artísticas, ampliando o seu acesso. Esta será a tônica que iremos trabalhar ao longo destes dois anos, valorizando aquilo que produzimos com tanta propriedade em Cuiabá, buscando traduzir esta arte em dividendos econômicos”, afirmou.

Competência e discernimento são as palavras chaves que englobam as motivações do Conselho Municipal de Cultura, formado por artistas e produtores culturais das mais diversas vertentes. Para Antonieta Luisa Costa, representante da classe artística na solenidade de posse, o encorajamento aos colegas conselheiros é trabalhar por políticas que atendam o povo cuiabano, sempre ponderando o papel importante que os novos líderes possuem neste processo como agentes ativos na consolidação e propagação da arte local.

“Temos conselheiros de grande competência, que eu sei que serão capazes de atuar de maneira sábia na aprovação dos projetos, oferecendo o seu melhor para o município, a fim de que juntos possamos projetar ainda mais a cultura cuiabana – que em suas raízes é tão poderosa e marcante. Que possamos exercer essa responsabilidade com prudência, trabalhando arduamente de maneira correta e justa, lutando pela valorização dos nossos talentosos artistas, bem como de cada diversidade cultural existente em Cuiabá. Vamos a cada dia caminhar de cabeça erguida, nos orgulhar de nossas origens, reforçando que somos dessa terra e que como cuiabanos somos dignos e somos competentes sim. Este é o compromisso que firmamos com toda a classe”, pontuou.

Refletindo sobre a função do conselho, o vice-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, José Carraro evidenciou o valor incomensurável que a instituição possui como impulsionador da cuiabania, solidificando o apoio da AML para os novos representantes. “Nós não poderíamos nos furtar em não abonar todo esse trabalho que será desenvolvido pelos novos membros. Fazer cultura neste país não é uma tarefa fácil, exige denoto, sacrifício, com um reconhecimento pequeno. Escrever neste país é tornar-se um escritor de gaveta, considerando os baixos investimentos dispensados à categoria. Então, em nome da nossa entidade e da presidente Marília Beatriz Leite, desejamos sucesso em abundância na execução desta árdua tarefa que visa o prestígio daquilo que temos criado na Capital”, disse.

Para o músico, escritor, compositor e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, Neurozito Figueiredo Barbosa, consagrar as manifestações artísticas que abordem a cultura da nossa terra deve ser o critério principal na avaliação dos representantes. “É de suma importância que haja sabedoria na análise da escolha de projetos e peço encarecidamente que eles deliberem com cautela sobre as iniciativas, evitando injustiças e preferências incompatíveis. Que as coisas da terra sejam sempre prioridade no ato das decisões”, concluiu.

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Jornalista Lucas Rodrigues lança os contos de “Pirotecnia”, hoje no Sesc Arsenal

O livro reúne uma série de contos em linguagem quotidiana com humor e sarcasmo

Gostaria de ter uma maquininha de calcular, neste exato momento, para saber quantos lançamentos de livros de novos escritores foram realizados recentemente em Mato Grosso. Realmente não sei dizer quantos, mas passam de dezenas e mais dezenas. Livros de ficção que vem enriquecer o mundo literário. Alia-se a esse dado extraordinário o fato que a grande maioria desses novos livros é obras de jovens, isso mesmo, jovens escritores, talentos natos, outros amadurecidos paralelamente à profissão de jornalista, como é o caso de Lucas Rodrigues, que autografa na noite desta terça-feira, 8, o livro “Pirotecnia”, edição da Carlini & Caniato.

Antes mesmo de falarmos aqui do novo livro que chega na praça, vamos abrir um parênteses para o trabalho que vem sendo desenvolvido pelas editoras mato-grossenses, em especial a Carlini & Caniato que nos últimos anos vem tendo uma participação ativa no mercado editorial local. Lembrando que ano passado editou praticamente todos os livros vencedores do primeiro Prêmio MT Literatura, do Governo do Estado.

O livro, segundo o release, é uma reunião de contos que tratam com humor e escracho temas do cotidiano, tanto nas narrativas sérias quanto nas mais “lights”, o humor está sempre presente por meio do sarcasmo e da ironia – nem sempre tão fina.

O autor acredita que “todos vão se identificar com os textos, já que a linguagem utilizada na obra é simples e acessível, tornando a leitura leve e divertida, já que boa parte dos contos é baseada no dia a dia, em situações comuns que todo mundo passa”.

A crítica em tom ácido é marca registrada de Lucas em suas postagens nas redes sociais, e não será diferente no livro. “Daí veio o nome Pirotecnia, que é usar o fogo para entreter. As palavras, assim como o fogo, também transformam, destroem, entretém, e alteram o estado das coisas”, declara o jornalista.

Falar em rede social, na página do evento no Facebook, Lucas Rodrigues escreve que “acho muito fácil divulgar em letras garrafais que o lançamento do livro Pirotecnia vai ser DIA 8, ÀS 19H, NO SESC ARSENAL, quando tem um release falando sobre a obra ou sobre o evento. Quero ver fazer o mesmo sem apresentar nada de novo, aí eu quero se ver se esse escritor vai ter a cara de pau de ter a mesma atitude”. Ninguém teria atitude nenhuma, nem – não tenho certeza – o jornalismo de release.

Mas, sempre um mas para nos ajudar, em uma entrevista bacana, ao jornalista Luiz Marchetti, do Circuito MT, Lucas Rodrigues – fazendo um apanhado do quadro geral da cultura regional – analisou que “tem fome de mais participação popular na Cultura do Estado. Isso em todas as formas de arte, seja na pintura, no teatro, na dança, na literatura. Creio que falta mais incentivo do Poder Público em democratizar a cultura para os menos privilegiados e, principalmente, em criar uma educação voltada para a Cultura, capacitando os artistas desde cedo e fomentando o desejo de consumir a arte em geral. Ainda estamos muito elitizados. A Cultura ainda não está chegando como deveria às classes mais baixas. Muitas vezes não por falta de dinheiro, mas por má gestão e falta de sensibilidade”. Importante saber disso que o jovem escritor está antenado com os desafios culturais que perpassam o nosso dia a dia.

A orelha do novo livro de Lucas Rodrigues é assinada pelo escritor e membro da Academia Mato-grossense de Letras Eduardo Mahon, que descreveu o livro como “sem regras, sem vergonha, imoral, anormal, antinômico, quase manicomial”.

A arte da capa do livro foi executada pelo artista plástico, publicitário e radialista Luiz Gustavo Mocellin Mafaciolli, que também é amigo pessoal do autor. Lucas considera a ilustração um resumo do livro e a descreve como “doida, detalhista, psicodélica, divertida e cheia de vida”.

Recapitulando: o lançamento e noite de autógrafo será hoje no Sesc Arsenal. Endereço: Rua Treze de Junho, no bairro do Porto, proximidades do estádio Dutrinha, a partir das 19 horas.

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Flor Ribeirinha é campeã! É campeã! É campeã!

Orgulho cuiabano, Flor Ribeirinha vence mundial de folclore na Turquia

Por Rafaela Gomes Caetano | O tradicional grupo folclórico Flor Ribeirinha foi consagrado o grande campeão mundial durante um festival internacional, realizado na cidade de Bűyűkçekmece, a antiga Istambul, na Turquia. Consagrados com a mais alta honra nesta sexta-feira (04), o projeto sociocultural – que possui origens na comunidade São Gonçalo – levou a histórica trajetória da cuiabania para o centro do palco, que também reuniu mais 26 países competidores.

Para o prefeito Emanuel Pinheiro, um dos grandes amantes e incentivadores do Siriri e Cururu, a vitória do grupo é a consagração máxima de um dos aspectos mais valiosos da cultura cuiabana. “Esta arte é o reflexo direto das nossas raízes, das origens históricas, sociais e artísticas do nosso povo. Somos donos de uma das manifestações artísticas mais poderosas, que carrega em si as cores quentes que emanam da nossa terra e traz uma narrativa cantada de um povo de origens religiosas, que se alegra ao som da viola de cocho – um instrumento que é nosso – e cria contos inspirados na fundação da nossa cidade. Nossa Capital ganha imensuravelmente com esta conquista, uma vez que reforça ainda mais a importância de nos mantermos atentos a um futuro promissor, que não ignore seu tradicionalismo. E a Cuiabá dos 300 anos será este encontro de gerações, onde o passado é ovacionado e eternizado, à medida que a tecnologia e a inovação projetam ela para dimensões extraterritoriais. O Flor Ribeirinha representa os anseios que realizaremos ao nosso povo, em que transformaremos esta terra na cidade modelo, onde os avanços sócio tecnológicos e econômicos caminham lado a lado de sua identidade cultural”, afirmou.

Sendo avaliados por uma banca de júri composta por profissionais especialistas em folclore e cultura popular no mundo, o grupo Flor Ribeirinha foi analisado mediante uma série de critérios técnicos. Competindo contra países como Coréia do Sul, Turquia e Hungria, o grupo superou sua árdua trajetória, transpôs barreiras linguísticas, sociais e estruturais e se destacou por seu diferencial artístico e único, fruto das raízes inigualáveis da cuiabania, conforme pontuou Jeferson Guimarães Rosa, diretor-executivo da Associação Cultural Flor Ribeirinha. De acordo com ele, a emblemática vitória é marcada pela certeza de que é necessário cultivar as sementes plantadas pelos fundadores desta terra, que fundaram Cuiabá na beira do rio.

“A alegria, o ânimo e o brilho do Siriri e Cururu trazido pelo Flor Ribeirinha para os palcos dos festivais que participamos é sempre um grande diferencial. A energia que esses 60 músicos, dançarinos e equipe de apoio carregam em seus movimentos, vozes e dons é algo que encanta as audiências ao redor do mundo, como aconteceu durante uma turnê na França que fizemos, bem como nos festivais de dança locais em que estivemos na Itália. Nossas apresentações coloridas são fascinantes aos olhos e tudo isso é reflexo de um árduo trabalho artístico e técnico, desenvolvido pelos profissionais mais competentes possíveis. Nosso diretor musical, Edmilson Maciel, o coreógrafo Avinner Augusto e a dona Domingas são peças fundamentais que culminaram no belíssimo espetáculo que entregamos na Turquia. E mesmo com nossas limitações e sofrimentos enfrentados ao longo desta jornada, mais do que nunca sabemos que não podemos parar. Precisamos continuar trabalhando para que a nossa cultura seja cada vez mais respeitada. Pois a cada nova conquista, Cuiabá, Mato Grosso e o Brasil são enaltecidos por suas tradições locais”, revelou.

Para o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, o grupo é um exemplo para a Capital. “É a comunidade ribeirinha do São Gonçalo Beira Rio levando o Siriri e a história da tradição do nosso povo para ter o reconhecimento no mundo. Em nome da querida e guerreira Domingas Leonor, quero parabenizar não só aqueles que com todo mérito integram a equipe que participou do Festival de Folclore 2017 em Istambul, mas também a todos que um dia apoiaram, trabalharam e sobretudo acreditaram que este sonho pudesse se transformar em realidade. Uma linda história e exemplo de determinação, crença e vontade de vencer que com certeza servirá como referência para quem acredita nas tradições tricentenárias do povo Cuiabano”, disse o secretário de Cultura de Cuiabá, Francisco Vuolo.

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Uma noite pra lá de memorável festejando as letras em livro e cinema

Lançamento de livro de Eduardo Mahon e de filme de João Manteufel reúne multidão de artistas, culturetes e muitos, muito jovens

Por João Bosquo e Enock Cavalcanti | A festa cultural – sim, foi uma festa o lançamento do livro “Contos Estranhos”, do escritor Eduardo Mahon, e avant-première do filme “O Poder da Palavra”, de João Manteufel – agitou meio mundo cuiabano na noite de terça-feira, primeiro de agosto. Para o setor cultural, o falado mês do cachorro louco começou bem, com jeito de gatinho manso.

O Cine Teatro Cuiabá superlotou. O melhor da superlotação – vamos combinar – foram os jovens. Garotada afoita por conhecimento, cultura e, claro, diversão. Além da chance de poder conhecer essas personagens míticas que são os escritores.

O mais gostoso da festa foi a estreia do filme “O Poder da Palavra”. Um documentário com depoimentos de personalidades, poetas, escritores, jornalistas e o editor Ramon Carlini, da Carlini & Caniato, que – como ficamos sabendo no filme – já editou mais de 400 títulos. Vamos ficar na torcida para que Carlini edite outros 400 e mais 400, infinitamente.

A artista visual Mari Gemma De La Cruz se disse emocionada ao assistir “o esforço cristalizado no filme e também a tessitura das vidas que se encontram e compõe um lindo bordado nesta colcha de retalhos que é nossa cultura.(…) Eu acho que a vida é assim: feita também destes momentos de contentamento que são um bálsamo nesta fase cheia de agruras que a contemporaneidade está nos impondo. Que venham outros e mais outros momentos assim, estamos necessitados disso”.

O jornalista e poeta Antônio Peres Pacheco destaca que o “Poder da Palavra”, para além da qualidade técnica do diretor e roteirista, “é um petardo emocional que corta fundo a alma da gente. Os depoimentos, às vezes doloridos, às vezes hilários, todos, porém, profundos e reveladores, desvelam e desmitificam vida e alma dos artistas. Como disse a Luciene Carvalho, ‘a Palavra É, e o artista apenas se dispõem a ser instrumentos de sua materialização, da criação e recriação, por meio dela, da realidade’. Afinal, somos todos Palavras, pois o Verbo, aquele que estava no princípio de tudo, nos criou ao dizer ‘Haja luz’”.

O coralista e regente do Alma de Gato, Gilberto Nasser, disse que foi uma noite como poucas. “É bom ver o lindo Cine Teatro lotado de pessoas ávidas por celebrar a cultura. Ali, tudo se reuniu de maneira harmoniosa e oportuna, pois ambos os eventos eram importantes e significativos”.

Ele diz que já está devorando o livro e não consegue parar de ler. “É daqueles livros raros que a gente consome em pouco mais de 24 horas. Literatura fascinante e nova. Sim, Mahon é o novo que desponta na literatura brasileira. Logo veremos essa repercussão, mundo afora.”

Falando do filme de João Manteufel, Nasser diz que “O Poder da Palavra foi simplesmente incrível. O que dizer para comentá-lo? Nada melhor do que ser franco e esclarecer bem objetivamente que gostei. Gostei demais. Gostei muito. E não era só eu, naquele momento de estreia, que curtia intensamente o filme. Olhei em volta e vi aquela plateia imensa também se deliciando com o que via na telona. Um silêncio reverente, digno das obras que são apreciadas com atenção”.

O ator e jornalista Vital Siqueira, criador da nossa infatigável Comadre Pitú, diz que “o filme tem uma força fantástica, ele trelê [conversa despretensiosa] com a nossa maior e melhor arma que funciona para o bem e o mal, a favor ou contra nós, “A Palavra”. Além disso, o João acertou em cheio, na divisão dos depoimentos dando uma emoção crescente no filme através da trilha sonora e animação. Ele é um craque, a Noite foi divina”.

Para dizer que a noite foi cheia basta contar que vimos por lá praticamente toda a Academia Mato-grossense de Letras, o tradicionalista Eduardo Póvoas, o Beto Dois a Um, o deputado Wilson Santos, o desembargador Marcos Machado, o promotor Gerson Barbosa, o jovem escritor e jornalista Lucas Rodrigues, a produtora cultural Silvana Córdova, o cantor Guapo, o cineasta Rodrigo Piovesan, a bela atriz Kyara Jacob, a tranquila Vera Capilé, o saltitante Carlinhos Menina Moça, o ator Justino Astrevo, o historiador Louremberg Alves, o artista plástico Heitor Magno, o juiz Jamilson Haddad, a desembargadora Maria Erotides, o cineasta Luiz Marchetti e mais e mais.

Lá no início falamos da força da juventude. Não é para menos. Ontem, um dia depois do lançamento, rumando para casa, no ônibus, encontro uma jovem aluna lendo atentamente o livro. A jovem Cristina é estudante do Liceu Cuiabano, aluna da professora Claudete Jaudy, disse que estava gostando do livro e me mostrou o quanto já tinha lido. Quase a metade. Uma boa leitura, sem dúvida. A minha torcida era que a leitura fosse pela leitura, pelo prazer de ler. O que parecia ser.
Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=506325

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Conselheiros e gestores inauguram nova fase do Conselho Estadual de Cultura

Governador Pedro Taques prestigiou a posse do Conselho Estadual de Cultura, no Cine Teatro Cuiabá – Foto por: Mayke Toscano/Gcom-MT

Da Assessoria | O Conselho Estadual de Cultura e a Comissão de Intergestores Bipartite já estão em plena atividade. Na posse realizada nesta quarta-feira (26.07), os novos conselheiros eleitos por agentes da cadeia produtiva da cultura e os membros da comissão formada por gestores dos municípios e representantes da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) assinaram o Termo de Posse. Estiveram presentes o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, e o governador de Mato Grosso, Pedro Taques.

Já nomeados, conselheiros que representam várias regiões do estado e os membros da comissão reuniram-se no Cine Teatro Cuiabá (CTC), para se conhecerem e definirem as primeiras estratégias de atuação.

Durante a posse, o governador Pedro Taques cumprimentou os conselheiros eleitos e ressaltou a importância do Conselho. “É um instrumento da democracia participativa. O Estado fala, mas precisa ouvir a base. Desde que convidei o secretário Leandro Carvalho, a nossa ideia era a interiorização, afinal, Mato Grosso é formado por 141 municípios e eles precisam ser atendidos”, destacou.

“A integração das pessoas jurídicas com capacidade política ao Sistema Estadual da Cultura impulsiona a concretização do CPF, marco legal que apresentamos à Assembleia Legislativa e que foi aprovado. É uma honra que Mato Grosso seja um dos sete estados da Federação a ter o CPF consolidado com a posse dos conselheiros. Parabenizo os eleitos e ressalto que este conselho não tem dono, não pertence ao governador, não pertence ao secretário, pertence à sociedade”.

O secretário Leandro Carvalho avaliou este momento como decisivo para a cultura mato-grossense. “Estamos construindo um novo capítulo, com a participação mais expressiva da sociedade. Nova lei, nova metodologia, trabalhando pela implantação do sistema, com conselho integrado ao Plano Estadual e Fundo, aliada às instâncias de articulação, como conferências estaduais e a Comissão de Intergestores Bipartite”.

De acordo com o secretário, o resultado é melhor distribuição de recursos, igualitária e mais equilibrada entre a região metropolitana e interior, alcançando todas as regiões de Mato Grosso. “Estas reuniões são extremamente valiosas para que a gente construa nosso sistema, para que tiremos do papel o marco legal do CPF da Cultura que lutamos tanto para consolidar. Estamos com uma posição muito privilegiada, entre os sete estados da Federação na implantação dos CPFs municipais. Já são 74 municípios em fase de implantação de sistema. Municípios que têm o próprio conselho, Fundo municipal e, cada vez mais, os planos. Isso consolida o sistema estadual integrado ao sistema federal, mas com uma articulação e vitalidade regional consolidadas”, arrematou.

Leandro Carvalho destacou, ainda, o caráter altruísta dos candidatos e dos eleitos. “Eles possuem um espírito público e vontade de contribuir para o bem público, de trazer a voz de cada região, do segmento, de promover um diálogo bastante aberto, de compartilhar a mensagem e o aprendizado, levando como bagagem de volta a seus municípios. Sempre falando em nome do coletivo, do segmento, da impessoalidade”.

O artista e produtor cultural, Vanderlei César Guello, eleito para representar o Território Cultural Juruena, diz que os agentes do interior têm buscado sempre aumentar a representatividade local nas construções de políticas culturais. “A nova estrutura tem sido muito celebrada. Muitos gestores, produtores e artistas culturais não se sentiam representados, a representação dos territórios culturais é um avanço. Dá voz ao interior, ao estado num todo. A eleição democrática e transparente também é um ponto importante de se ressaltar, já que muitos foram atraídos por esta perspectiva. Impulsionou uma leva de artistas e gestores que vão contribuir com sua experiência diferenciada”.

A secretária-executiva do Conselho, Palloma Torquato, reforçou o caráter de legitimidade do processo eleitoral. “Para garantir o alcance a todas as regiões, apostamos na plataforma Mapas, que possibilitou o engajamento da cadeia produtiva que abrange todos os municípios e, por isso, a participação do interior foi ampliada. Hoje, temos o conselho com uma composição legítima, que representa a cadeia produtiva e os territórios culturais. As demandas dos municípios certamente chegarão com mais velocidade à Secretaria de Estado de Cultura”, finalizou.

Fonte: Conselheiros e gestores inauguram nova fase do Conselho Estadual de Cultura – Notícias – SEC

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Flor Ribeirinha vai apresentar as nossas mais legítimas manifestações da cultura popular em festival na Turquia

Flor Ribeirinha

A Turquia vai conhecer a dança do siriri, a nossa mais legitima manifestação, executada pelo grupo Flor Ribeirinha – Foto: Divulgação

Da Redação | O grupo Flor Ribeirinha embarcou na última terça-feira, 25, rumou a Turquia, onde vai apresentar o espetáculo Mato Grosso Dançando o Brasil. O grupo foi convidado para participar do Festival Internacional de Arte e Cultura em Istambul, considerado um dos maiores eventos de folclore do mundo, com a participação de 97 grupos de vários países.

O festival estreou ontem, 26, e vai até o dia 08 de agosto.

A programação conta uma série de atividades relacionadas a cada país como o desfile das delegações, apresentações, solenidades e entrega de homenagens.

Para a fundadora e presidente do Flor Ribeirinha, Domingas Leonor, a nossa Dona Domingas, essa experiência é um importante intercâmbio cultural entre as várias nações. Domingas frisou que a viagem à Turquia está sendo possível devido a atuação do grupo no Festival de Cheonan World Dance, na Coreia do Sul, onde conquistou o vice-campeonato mundial. Como resultado da premiação. foi selecionado para o evento turco. “Agradeço a Deus por ter nos dado o privilégio de conquistar essa premiação ao divulgar a nossa cultura em outros países”, disse ela.

O diretor artístico e coreógrafo do Flor Ribeirinha, Avinner Augusto, explicou que o espetáculo Mato Grosso Dançando o Brasil contém vários ritmos, sendo o principal o tradicional siriri, a dança típica mato-grossense que há mais de 200 anos reflete o multiculturalismo formado por índios, africanos europeus e que traz o ritmo contagiante embalado pela viola de cocho, o mocho e o ganzá.

O grupo vai apresentar também o Auto do Boi, que no Maranhão é denominado Bumba-meu-boi, no Amazonas Boi-bumbá, no Pará Boi Tinga, Santa Catarina recebe o nome de Boi-de-mamão, no Pernambuco é o Boi Calemba e aqui Boi-à-Serra, que mostra a disputa entre os bois Garantido e Caprichoso. A representação será por meio de uma celebração indígena, com a presença dos bois, da sinhazinha da fazenda, a rainha do folclore cunhã poranga e o pajé. No final do espetáculo, o grupo apresenta o samba, oriundo do Rio de Janeiro, considerado uma das principais manifestações culturais brasileira.

Aviner enalteceu a importância do apoio de instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso e do Governo do Estado na difusão da cultura local. “Essa conquista vem brindar toda a dedicação do grupo em prol da nossa cultura. Sem dúvida, é a maior experiência artística e profissional que podemos viver. Estamos na expectativa para apresentar mais uma vez a cultura de Mato Grosso e do nosso país”, relatou o coreógrafo.

O diretor musical do grupo Flor Ribeirinha, Edmilson Maciel, ressaltou a importância do espetáculo no contexto da musicalidade que reúne diferentes ritmos. Na sua avaliação, a experiência em mostrar a riqueza dos ritmos brasileiros em outro continente é muito gratificante. “O que predomina dentro de um festival como este, é a dança e a musicalidade de várias nações. Apesar das diferenças do idioma, sempre conseguimos nos entender” concluiu. (Com material Da Assessoria)

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Exclusivo: Conselho Municipal  de Cultura de Cuiabá define seus membros em eleição nesta terça

Os membros do novo Conselho Municipal de Cultura de Cuiabá, enfim, foram eleitos. A escolha aconteceu nesta terça-feira, 18, quando durante o transcorrer do dia delegados representando as entidades da sociedade civil organizada e delegados dos segmentos artes visuais, música, audiovisual, literatura, cultura popular e artes cênicas escolheram  -pela Sociedade civil organizada- Antonieta Luísa Costa, do Instituto de Mulheres Negras (Imune); Carolina Miranda Barros, do Instituto Inrede, e Marcos Levi de Barros, do Instituto Case de Desenvolvimento; e -pelos segmentos- Zilda Barradas, do setor Artes Visuais; Eduardo Francisco da Silva, o Eduardinho  Mistura, da Música, e Odail da Costa Neves, da Cultura Popular.

Os eleitos pelo segmento: Odair Neves, Eduardinho Mistura e Zilda Barradas

A presidente da Comissão Eleitoral, Cybelle Bussiki, após a apuração dos votos, explicou que apenas 12 delegados deixaram de comparecer ao pleito, mas o número não representava risco para a representatividade dos eleitos. E num discurso emocionado  desejou felicidades aos eleitos, ao mesmo tempo que cobrou uma participação efetiva nas atividades do CMC como também do Fórum Permanente de Cultura, no qual se debate as políticas culturais do Estado e municípios. Segundo ela, o momento de valorizar a cultura popular é agora, pois o CMC é o conselho dos 300 anos de Cuiabá.

A conselheira eleita mais bem votada, com 34 votos, Zilda Barradas, manifestou de forma contundente, dizendo que não está ‘preocupada’ com os editais, mas preocupada com a política cultural, com a falta de continuidade e no momento “precisamos ressuscitar os dois conselhos de cultura para atender a expectativa do mercado”.

Membros da Comissão Eleitoral faz apuração dos votos

O Secretário de Cultura de Cuiabá, Francisco Vuolo, após a proclamação dos  resultado compareceu ao local de realização da votação para cumprimentar os membros da Comissão Eleitoral pelo trabalho desenvolvido e aos novos eleitos.  Segundo ele, vive-se um “momento impar com a realização bem-sucedida  da eleição, em todos os seus momentos, por conta da sensibilidade da comissão que conduziu o processo e pudesse ter os conselheiros e seus respectivos suplentes”.

Na outra parte o secretário fez questão de agradecer a participação de todos, tanto na fase preparatória como na eleição, pois entendem a necessidade de estar presente, mesmo diante da dificuldade da retomada da credibilidade de conselho que está em processo de reconstrução.

O cronograma inicial proposto originalmente sofreu um pequeno atraso. A eleição deveria ter acontecido no último dia 8, porém por conta de uma reclamação contra a votação dos delegados suplentes da comissão eleitoral aconteceu o adiamento.

Os suplentes eleitos por segmento foram Luiz Renato de Souza Pinto (Literatura), Sernon Sebastião Cordeiro (Audivisual) e Matheus de Luca (Artes Cênicas);  pelas entidades da sociedade civil organizada os suplentes são Endson Santana Souza e Silva, Geremias dos Santos e Kelson Joemir Panoso dos Passos.  A posse dos eleitos será definida posteriormente.

 

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O Conselho Municipal de Cultura da Cuiabá 300 será escolhido dia 10, segunda-feira

Enquanto a escolha do Conselho Estadual segue enrolada, em Cuiabá a classe artística elogia a transparência e a agilidade do processo

Por João Bosquo | A Eleição para o Conselho Municipal de Cultura de Cuiabá caminha para ser uma eleição exemplar. Nada de confusão, nada de não entendi o edital, nada de nada que possa sofrer correções que não corrigem o essencial reclamado pela classe artística, como está sendo a traumática escolha dos conselheiros do Conselho Estadual de Cultura.

Olha que, o regimento para escolha dos conselheiros municipais foi publicado no último dia 26 de junho, menos de um mês e já no próximo dia 10, segunda-feira, teremos a eleição para escolha daqueles que vão compor o Conselho Cultura que vão estar intimamente ligados às ações e a política cultural do município, voltada para os 300 anos de fundação de Cuiabá.

O calendário, pelo que pudemos apurar, está sendo cumprido à risca para não haver “diz que me diz que”. A segunda reunião preparatória para o pleito do dia 10, aconteceu na tarde desta segunda-feira, 3, no auditório da Advocacia Eduardo Mahon. Essas reuniões – conforme o regulamento do Regimento Eleitoral – são, na verdade, a primeira fase do processo eleitoral, nas quais são escolhidos os candidatos a membro do Conselho Municipal de Cultura e os delegados que voltaram na segunda fase do colégio eleitoral.

Nessa primeira etapa, serão escolhidos três candidatos e 10 delegados de cada segmento que irão votar na segunda etapa. São sete segmentos: Música, Audiovisual, Artes Visuais, Cultura Popular, Folclore e Artesanato, Artes Cênicas, Literatura e Humanidades e Patrimônio Histórico; e três candidatos e dez delegados das entidades da sociedade civil. Pois bem, esse colégio eleitoral de no mínimo 104 eleitores, formado por candidatos e delegados, irá eleger três representantes titulares e três suplentes dos artistas e produtores culturais e três representantes titulares e suplentes das entidades da sociedade civil.

Não existe possibilidade de se eleger dois representantes do mesmo segmento, pois o eleitor é obrigado a votar em três candidatos, não pode votar em dois representantes da mesma área.

Eduardo Espíndola, integrante do atual Conselho Municipal de Cultura e membro da Comissão Eleitoral, explicou como se dará o processo e quais as obrigações e os impedimentos impostos aos membros do CMC. A mais dramática é o impedimento de se apresentar projetos. Mesmo contrariado, o escritor, ator e professor, Luiz Renato de Souza Pinto, um dos contemplados com o prêmio de Literatura em 2015, vai encabeçar a lista os indicados. Os outros dois são os escritores Cristina Campos e Aclyse Mattos.

Cybelle Bussiki, também membro da Comissão Eleitoral, diz que a tendência é escolher bons conselheiros, responsáveis com relação aos projetos culturais. Segundo ela, o processo de escolha dos conselheiros que está sendo realizado em Cuiabá é bastante inclusivo e está sendo “bem compreendido, diferentemente ao do Estado”. Ela destacou ainda o fato que este novo conselho será o Conselho dos 300 anos de Cuiabá

O secretário de Cultura de Cuiabá, Francisco Vuolo, anteriormente declarou que a mecânica estabelecida visa a democratização do processo de escolha definida em comum acordo com o prefeito Emanuel Pinheiro.

Assim está sendo cumprido o cronograma eleitoral. A comissão eleitoral tem agora o prazo até 17 horas de sexta-feira, 7, para a entrega do ofício de encaminhamento com a lista de delegados e candidatos no protocolo geral da Prefeitura Municipal de Cuiabá para que se faça, no dia 10, a da plenária de apresentação dos candidatos e eleição, que vai acontecer das 8 às 18 horas na Sede do CMC, antigo Clube Feminino.

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MT Escola de Teatro abre processo seletivo para cursos regulares; as inscrições poderão ser feitas até dia 13

A MT Escola de Teatro é parte integrante das ações do Cine Teatro Cuiabá – Foto por: Chico Valdiner/GCom-MT

Da Assessoria | Estão abertas, até o dia 13 de julho as inscrições do processo seletivo para sete cursos regulares ofertados pela MT Escola de Teatro. As inscrições são gratuitas e serão realizadas exclusivamente pela internet. São ao todo 19 vagas para os seguintes cursos: atuação (03), cenografia e figurino (03), direção (03), dramaturgia (02), iluminação (03), produção (02) e sonoplastia (03). A MT Escola de Teatro é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT) em parceria com a Associação Cultural Cena Onze e a Associação dos Artistas Amigos da Praça.

O processo seletivo visa o preenchimento de vagas nos cursos, realizados ao longo de dois anos, no Cine Teatro Cuiabá, aos sábados e domingos, das 9h às 18h, podendo também haver atividades pedagógicas durante a semana.

As vagas disponíveis para o segundo semestre são destinadas à comunidade em geral e, principalmente, aos interessados no estudo do teatro como atividade profissional. O sistema pedagógico utilizado é o desenvolvido pela Associação dos Artistas amigos da praça.

O processo seletivo será em duas etapas. A primeira nos dias 17 e 18 de julho, a partir da 19h, é composta por entrevistas presenciais cujo objetivo é avaliar o interesse do candidato e sua disponibilidade de horário para freqüentar os dois anos de formação.

A segunda etapa será realizada por uma banca formada por dois profissionais com reconhecida atuação e experiência artística nas artes do palco. Serão realizadas dinâmicas teatrais que irão avaliar o potencial artístico dos candidatos nas áreas a que se propõem a estudar. Essa etapa acontece no dia 23 de julho, no Cine Teatro, a partir das 9h até às 13h e das 14h às 18h.

O candidato deverá se inscrever em três categorias de curso, sendo a primeira aquela em que há mais afinidade artística.

O edital está disponível no site da SEC-MT e dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail mtescoladeteatro@adaap.org.br.

A MT Escola de Teatro é parte integrante das ações do Cine Teatro e foi incluída pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC) no último edital de gestão compartilhada do espaço, administrado pela Associação Cultural Cena Onze.

Fonte: Processo seletivo para cursos regulares está com inscrições abertas – Notícias – SEC

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Prefeitura e Academia de Letras conversam sobre Cuiabá 300

O secretário de Cuiabá, Francisco Vuolo, visita a Casa Barão de Melgaço e entabula parceria com vistas ao tricentenário cuiabano

Francisco Vuolo

Francisco Vuolo, secretário de Cultura de Cuiabá

Por João Bosquo | A Casa Barão de Melgaço, recém-reformada pela Prefeitura de Cuiabá, abriu suas portas para receber a visita do Secretário Municipal de Cultura cuiabano, Francisco Vuolo, que foi recebido pela presidenta da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Marilia Beatriz de Figueiredo Leite, que estava acompanhada pelo vice-presidente, José Cidalino Carrara. Foi uma visita de cortesia e de trabalho, com vistas os 300 anos de Cuiabá.

O tom da conversa foi mais ou menos assim: “Nós, a Academia Mato-grossense de Letras, queremos participar dos 300 anos de Cuiabá”, teria dito Marilia Beatriz. Francisco Vuolo respondeu: “Nós, a Prefeitura de Cuiabá, queremos a participação da Academia Mato-grossense de Letras”. E parece que será assim. Segundo Marília Beatriz, “não dá mais de andar separados”.

O secretário Francisco Vuolo disse que a visita também era “uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro”. A determinação, segundo ele, é o de buscar a integração para as ações que promovam as políticas culturais.

Além da acolhida, segundo Francisco Vuolo, a direção da AML apontou projetos que poderão ser desenvolvidos em parceria entre o município e a entidade. Ele lembra que vivemos no limiar dos 300 anos de fundação da nossa capital. Vamos combinar, não é todo ano que uma cidade comemora 300 anos. Para Vuolo “a integração entre a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo e a Academia Mato-grossense de Letras será de vital importância para que se possa implementar projetos e ações que fortaleçam a cultura. E ao falar de cultura, uma das entidades principais é AML”.

A presidenta da AML, Marília Beatriz destacou, em primeiro lugar, o fato de ter sido o secretário Francisco Vuolo que solicitou a reunião, uma demanda antiga da entidade, mas que não conseguia dialogar com os gestores da administração passada (leia-se Mauro Mendes). “Achei isso extraordinário, o que demonstra o interesse pela cultura mato-grossense e por uma das instituições mais antigas de Cuiabá”, afirmou.

Na outra parte, Marília Beatriz disse que algumas ações e projetos que foram colocados pelo secretário vão ao encontro ao que vem sendo pensado por ela, enquanto pessoa física, mas faz parte de um pensamento que é o de ver Cuiabá mais cultural.

Um desses projetos é o de criar, na sede da secretaria de Cultura – antigo Clube Feminino, e que já chegou receber o nome de Zulmira Canavarros, uma das fundadoras –, uma Galeria de Artes. Segundo o gestor municipal, esse esboço já está sendo elaborado. Outra ação é de revigorar a Biblioteca Pública Municipal M. Cavalcanti Proença que, além dos livros físicos, possa também trabalhar com livros digitais.

Marília Beatriz disse que ficou satisfeita com tudo que ouviu da parte do secretário, pois mostra uma visão aberta, moderna de conduzir as ações e projetos, além do caráter de valorizar a entidade e apoiar naquilo que for competência do município.

Enquanto efeméride cuiabana, Francisco Vuolo disse que o prefeito Emanuel Pinheiro, até por ser um compromisso de campanha, está ‘desenhando’ uma gestão voltada para os 300 anos, mas que vai acabar no dia 8 de abril de 2019. “O prefeito está pensando num programa que começa agora e vai se estender além. Por isso este ano de 2017 será um ano de planejamento e de organização para que possamos lançar um grande programa, que não só atenda exclusivamente obras físicas, mas que também busque o envolvimento da sociedade, para que possamos trazer para dentro desse projeto uma Cuiabá mais humana e possamos construir uma cidade voltada para o cidadão, já que esse é o foco do prefeito Emanuel Pinheiro”, disse.

Uma boa notícia – atenção, José Antônio Lemos dos Santos: o secretário Vuolo, durante sua visita à AML, revelou que o projeto de rebaixamento do cabeamento do Centro Histórico de Cuiabá está na pauta do prefeito Emanuel Pinheiro e deve – se tudo der certo – sair do papel. Segundo Vuolo, o prefeito já esteve com a presidente nacional do Iphan, a historiadora Kátia Bogéa, e existe a possibilidade do município assinar um convênio para alocar recursos federais e desenvolver o projeto sonhado há mais de 30 anos.

Por que chamo a atenção do arquiteto José Lemos? Porque é um dos cuiabanos mais apaixonados que enxerga Cuiabá além do próprio nariz. Segundo ele, o rebaixamento do cabeamento é imprescindível para se planejar intervenções urbanísticas, como o piso, a restauração de prédios.

Para José Lemos, “não tem nada mais anti-histórico que os postes da rede elétrica”. Segundo ele, muitos proprietários de prédios na região vão fazendo das tripas coração para manter a fachada, mas tem na sua frente um poste com transformador, com mil e quinhentos fios, desfocando qualquer beleza arquitetônica da região.

Apoiado. Viva Cuiabá 300.

Leia tambem: Cuiabá 300-2

 

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Escola de Mimoso, terra do Marechal, recebe exemplares de “As Aventuras de Rondon”

Por Angélica Moraes | Criançada reunida, olhos fixos nas páginas coloridas do livro “As Aventuras de Rondon”, em que personagens bem conhecidos como Mônica, Cascão e Cebolinha se encontram com uma personalidade sobre a qual estes pequenos leitores ouvem falar desde sempre: Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Foi assim, cercada de muita curiosidade e alegria, a entrega do livro produzido pelo Instituto Maurício de Sousa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), na Escola Estadual Santa Claudina, no Distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger (27 km ao Centro-Sul de Cuiabá).

O material foi entregue na última quarta-feira (21.06). Além do livro, o kit acompanha o manual do professor, com informações para a melhor utilização do material como ferramenta pedagógica.

O local para a entrega dos kits não poderia ser mais apropriado. Rondon, um dos mais célebres brasileiros, nasceu em Mimoso e deu o nome da mãe à única escola do local. Por ocasião dos 150 anos de seu nascimento, comemorados em 2015, a SEC firmou parceria com o Instituto Maurício de Souza para a criação de um gibi que tivesse o patrono das comunicações como personagem central. A ideia era tornar a história do marechal acessível às crianças e jovens, contada de maneira lúdica e atrativa. Desta maneira, surgiu o livro que agora imortaliza o mato-grossense nos desenhos de Maurício de Sousa.

“Essa publicação é a vida do sertanista Rondon contada de forma lúdica e divertida. A Turma da Mônica viaja no tempo, volta a Mimoso no dia do nascimento do marechal e acompanha toda sua vida, e interfere no curso dos fatos, trazendo informações e conteúdo para que as crianças possam conhecer mais sobre a vida do marechal de forma leve e divertida”, observou o secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho.

O historiador da coordenação do patrimônio cultural da SEC, Lucivaldo Ávila, acompanhou todo o processo de trabalho do Instituto Maurício de Sousa municiando os ilustradores com informações, dicas e adequações para que a história se mantivesse fiel aos fatos.

“Foram desde sugestões sobre os traços típicos dos personagens pantaneiros até mesmo quanto aos objetos utilizados na época. É preciso ter sempre em mente que esse não é só um gibi, é um material paradidático que precisa estar correto no conteúdo, já que vai ser usado em sala de aula”, salientou.

Essa interface da cultura com a educação pode ser determinante para o aprimoramento do ensino. “O livro ilustrado e o manual do professor darão subsídios a educadores das mais diversas disciplinas para os conteúdos programáticos. Além das disciplinas de história e geografia, outras como biologia, química e física terão no livro, fonte de informações graças aos diversos interesses e pesquisas que o Marechal realizou em vida”, aponta Leandro Carvalho.

“As dezenas de sugestões de atividades têm também uma característica especial: valorizam a ética, a cidadania, o respeito ao próximo e à diversidade e a importância da preservação da natureza e dos recursos naturais”, completa o secretário.

Orgulho é a palavra que define o sentimento dos estudantes da escola Santa Claudina. É o que diz Deusielly Rodrigues, de 16 anos, que cursa o 2º ano do Ensino Médio. “É uma grande honra conhecer esse livro e ter esse material na escola, porque Rondon foi um grande homem que abriu as portas de um lugar tão pequeno como Mimoso para o mundo inteiro conhecer. É muito gratificante para mim, tanto como moradora, quanto estudante da escola. Muito bom saber que esse reconhecimento ocorre por meio de um homem que fez tanto pela gente e pelo lugar onde ele nasceu e que agora sua história está preservada e pode ser conhecida pelas crianças e futuras gerações”.

A SEC-MT busca agora parcerias para viabilizar novas tiragens e a distribuição para um maior número de instituições de ensino. Há, ainda, a intenção de colocar exemplares à venda, cuja renda seria revertida para a comunidade de Mimoso e projetos culturais.

Fonte: Escola de Mimoso recebe exemplares de “As Aventuras de Rondon” – Notícias – SEC

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Festa na Academia Mato-grossense de Letras: Aclyse Mattos é eleito para a cadeira 3

A escolha do novo acadêmico aconteceu neste sábado, 17, em reunião da entidade na Casa Barão de Melgaço

Este repórter com o escritor, em selfie de 2015

Aclyse Mattos, eleito para a cadeira 3 da Academia Mato-grossense de Letras,  se auto define como poeta nas horas cheias e professor nas horas vagas. Calcular essas horas, se elas são mais cheias ou mais vazias, não tem como. Não existe uma métrica precisa para saber se o poeta é decassílabo ou se o professor é prosa livre, ou vice-versa, ou se os dois estão misturados ao ficcionista criador de contos, compositor aprendiz, músico, ex-líder de um sexteto e, claro, pai, marido, cidadão cuiabano nascido na Cidade Verde de 57 anos atrás. Com o novo membro a Academia Mato-grossense de Letras (AML) se rejuvenesce ainda mais.

O escritor romancista, contista e poeta, também membro e ex-presidente da AML, Eduardo Mahon, festeja o novo colega acadêmico e diz que “uma eleição na AML é uma dupla vitória: a primeira, do candidato que tem a obra reconhecida e será lembrada sempre: a segunda, da própria Academia que continua priorizando a literatura como critério de ingresso. Precisamos cada vez mais de poetas, cronistas, contistas e romancistas para continuar com uma instituição legitimada pelo amplo respaldo popular e dos estudiosos de literatura que temos em Mato Grosso”.

Aclyse Mattos teve como primeiro endereço, vamos assim por dizer, a Rua Treze de Junho, embora tenha morado dois anos em São Paulo. O pai, Gabriel de Mattos Filho, engenheiro agrônomo, com o golpe civil militar de 1964 (embora alguns direitistas digam revolução) volta para Cuiabá a pedido da avó de Aclyse. Já que não se sabia como iriam ficar as coisas.

Ainda nessa questão de endereço, Aclyse Mattos teve uma coleção. Tanto é que chegou a escrever um poema “Autorruagrafia” de todas as ruas que já morou. Numa pincelada rápida, lembra que já morou na Comandante Costa, antiga Rua da Fé, Pedro Celestino, Antônio Maria, Getúlio Vargas e Dom Bosco, entre a Joaquim Murtinho e Barão de Melgaço.

Retomando a trajetória. Em São Paulo, além de estudar, formou uma banda de música e começou a compor as suas canções. Esse é um caso bem atípico já que todos os cuiabanos vão para o Rio de Janeiro. Essa cultura é bom explicar, antes dos aeroportos, das estradas de asfaltos, o meio de transporte era o rio, descendo o Cuiabá, até o Rio Paraguai, chegando no Rio Paraná, contornando Montevidéu, deságua no Atlântico daí até a Capital Federal era um pulo.

Aqui em Cuiabá estudou violão, com Mestre Isaac, sax com Mestre Bolinha, integrando a banda de música da Escola Técnica. Esse estudo, meio que forçado, se deve ao fato que o pai, Gabriel Mattos, entre os irmãos era o único que não sabia tocar nenhum instrumento. Esse aprendizado, porém, teve um senão. Aprendeu tocar lendo direto da partitura nunca teve a prática de solfejo. Quando chegou na faculdade havia a prática do ditado. A professora tocava um trecho e os alunos tinham que passar para a partitura e aí começava o drama de Aclyse. “Eu apanhava, nem sei como conseguia passar de ano”, conta. Ele acredita que esse estudar música fortaleceu ainda mais o lado poético.

Tranca o curso, muda-se, seguindo a tradição cuiabana, para o Rio, onde mora 14 anos e lá tem uma história de ruas – que está no poema – e vai formar a banda de música, o sexteto “Peça Original em Concerto”.

Integravam a banda os irmãos Ângelo Mário, o Maíto, e Gabriel Mattos Neto e mais três cariocas. Além das músicas próprias o conjunto tocava músicas de jovens compositores cuiabanos como Adérito Pinheiro, Euclides, Alex Matos e Luizinho, até essa carreira musical ser rifada, por uma profissão mais estável para poder casar.

Assim vieram os livros: “Assalto a mão amada” (poemas) – que foi lançado em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Cuiabá; “O Sexofonista” (contos), “Papel Picado” (poemas de três versos), “Natal tropical” (infantil), “Quem Muito Olha a Lua Fica Louco” e finalmente “Festa”, o mais recente.

Participaram da eleição de Aclyse Mattos, a presidente Marília Beatriz de Figueiredo Leite, Sueli Batista (secretária),José Cidalino Carrara, Nilza Queiroz Freire, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, Tertuliano Amarilha, Martha Cocco, Agnaldo Rodrigues, Olga Maria Castrilon Mendes, Benedito Pereira, Benedito Pedro Dorileo, Wanderlei Reis, Moisés Martins, Amini Haddad Campos, Cristina Campos, Fernando Tadeu, Lucinda Nogueira Persona, Avelino Tavares, Ivens Cuiabano Scaff e Eduardo Mahon.

 

 

 

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Artista plástico Dalton Paula vem a Cuiabá para a Bienal de São Paulo e conversa com o público no dia 30

Bate-papo com o artista Dalton Paula tem inscrições abertas
Atividade faz parte da programação pública e acontece no dia 30 de junho, no auditório do Palácio da Instrução

Por Angélica Moraes / SEC-MT | O artista plástico brasiliense Dalton Paula apresenta sua produção, pesquisa e o processo criativo da série Rota do Tabaco, de 2016, que integra a 32ª Bienal de São Paulo – Itinerância Cuiabá, em bate papo com o público no dia 30 de junho, das 19h às 21h, no auditório do Palácio da Instrução. As inscrições já estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas neste link. São oferecidas 40 vagas.

Pratos de cerâmica dão suporte às pinturas do artista que retratam a Rota do Tabaco – Foto por: Fundação Bienal de SP Pratos de cerâmica dão suporte às pinturas do artista que retratam a Rota do Tabaco

O bate-papo com o artista faz parte da programação pública que, desde o início do mês, traz a Cuiabá atividades como performances, apresentações e conversas com artistas e curadores voltadas ao público em geral. O objetivo e enriquecer culturalmente a vinda da Bienal de São Paulo para Cuiabá, única cidade da região Centro-Oeste a receber a itinerância da mostra de arte contemporânea, que fica em cartaz no Palácio da Instrução até o dia 09 de julho.

O artista – Na obra de Dalton Paula, objetos são destituídos de suas funções originais para se tornarem suporte da pintura. Primeiro as enciclopédias, antigas detentoras de um conhecimento universalista, tiveram suas capas sobrepostas por representações de sujeitos e saberes comumente omitidos em seu conteúdo, como negros e indígenas. Agora esse procedimento se repete sobre um conjunto de alguidares, pratos cerâmicos que recebem a comida e também as oferendas em rituais de religiões afro-brasileiras.

Com a pintura em seu interior, esses objetos confrontam os discursos hegemônicos da arte e da política, buscam novos personagens e reencenam passagens de nossa historia. Piracanjuba, em Goiás, Cachoeira, no Recôncavo Baiano, e Havana, em Cuba, são cidades produtoras de tabaco. Essa atividade econômica remonta ao passado colonial e à migração de africanos escravizados nas Américas.

Paula viajou aos três pontos dessa Rota do tabaco (2016) para pesquisar como essa herança se apresenta hoje. Encontrou desde a precariedade dos meios de trabalho nas fabricas de cigarrilhas até o uso dos charutos como ícone da revolução comunista. No vasto imaginário retratado, o fumo é um contexto omitido que revela o contraste entre corpos negros e roupas brancas, entre a invisibilidade da cultura afro-brasileira e os legados de cura – medicinal e espiritual – extraídos do tabaco.

A mostra – As itinerâncias da 32ª Bienal de São Paulo chegaram a Cuiabá no dia 16 de maio e permanecem até 9 de julho de 2017. O recorte de obras pensado para o Palácio da Instrução tem trabalhos de Ana Mazzei (Brasil), Bárbara Wagner (Brasil), Carolina Caycedo (Colômbia), Charlotte Johannesson (Suécia), Dalton Paula (Brasil), Ebony G. Patterson (Jamaica), Felipe Mujica (Chile), Francis Alÿs (Bélgica), Gilvan Samico (Brasil), Günes¸ Terkol (Turquia), Jonathas de Andrade (Brasil), Mmakgabo Helen Sebidi (África do Sul), Pierre Huyghe (França), Rachel Rose (Estados Unidos), Vídeo nas Aldeias (Brasil), Wilma Martins (Brasil) e Wlademir Dias-Pino (Brasil).

O evento renova a parceria institucional entre a Fundação Bienal de São Paulo e a Secretaria de Estado de Cultura – SEC (Cuiabá-MT). Em 2015, por ocasião das itinerâncias da 31ª Bienal, o Palácio da Instrução foi revitalizado para sediar a mostra, que apresentou 17 projetos artísticos, 8 encontros com educadores da rede pública de ensino de Cuiabá e Várzea Grande e reuniu um total de 8.900 visitantes.

Intitulada Incerteza Viva (Live Uncertainty), a 32ª Bienal tem como eixo central a noção de incerteza a fim de refletir sobre atuais condições da vida em tempos de mudança contínua e sobre as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas. A exposição se propõe a traçar pensamentos cosmológicos, inteligência ambiental e coletiva assim como ecologias naturais e sistêmicas. A mostra foi concebida em torno das obras de 81 artistas e coletivos sob curadoria de Jochen Volz e dos cocuradores Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil), Lars Bang Larsen (Dinamarca) e Sofía Olascoaga (México).

A 32ª edição da Bienal, que recebeu 900 mil visitantes em 2016, terá recortes exibidos em cidades no Brasil e no exterior em 2017. Seleções de obras viajam às cidades de Campinas/SP, Belo Horizonte/MG, São José dos Campos/SP, Cuiabá/MT, São José do Rio Preto/SP, Ribeirão Preto/SP, Garanhuns/PE, Palmas/TO, Santos/SP, Itajaí/SC e Fortaleza/CE. Itinerâncias internacionais já estão confirmadas na Colômbia e em Portugal.

Serviço

32ª Bienal – Itinerâncias: Cuiabá

16 de maio a 9 de julho

Rua Antônio Maria, 251 – Praça da República, Centro Norte – Cuiabá – MT

ter-sex: 8h-20h; sáb, dom e feriados: 9h-18h

T: (65) 3613-0240

E-mail 32bienalmt@cultura.mt.gov.br

Entrada Gratuita

Agendamento Escolar

seg-sex: 13h – 19h (máximo de 40 alunos por escola)

Contatos: 32bienalmt@cultura.mt.gov.br

Telefone (65) 3613 9240

Em caso de cancelamento, avisar com no mínimo 48 horas de antecedência

Fonte: Bate-papo com o artista Dalton Paula tem inscrições abertas – Notícias – SEC

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Porto Alegre do Norte recebe próxima etapa do Festival de Quadrilhas

O grupo vencedor do Festrilha 2017 representará Mato Grosso em um festival nacional de quadrilhas juninas – Foto por: Mayke Toscano/Gcom-MT

Assessoria | SEC-MT O município de Porto Alegre do Norte (1.159 km de Cuiabá) será a próxima parada do Festival Mato-Grossense de Quadrilhas (Festrilha 2017), nesta quinta-feira (08.06), sexta-feira (09.06) e sábado (10.06). As apresentações ocorrem no Complexo de Esporte Gezil Araújo, a partir das 20h, com entrada gratuita. O Festrilha é uma realização da Federação Mato-Grossense de Quadrilhas e tem a Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT) como principal apoiadora.

Nessa etapa do festival, participam seis grupos: Beija Flor (Confresa), Os Caipiras do Araguaia (Confresa), Coração Caipira (Porto Alegre do Norte), Flor do Sertão (Porto Alegre do Norte), Matutos do Xingu (Santa Cruz do Xingu) e Junina Saia e Chapéu. As três melhores equipes se classificam para a final, que será na cidade de General Carneiro, entre os dias 30 de junho e 02 de julho, quando serão premiadas as cinco melhores equipes. Continue Reading

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Equipe da SEC vai visitar 17 municípios do norte mato-grossense

Da Assessoria | A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) participa de mais uma edição da Caravana da Transformação e leva, para a região Norte do estado, ações da Gerência do Livro e Leitura e do Sistema Estadual de Bibliotecas.

A equipe inicia, no dia 05 de junho, viagem aos municípios da região e deve visitar, em dez dias, 17 cidades que terão as bibliotecas públicas vistoriadas, além de receber orientações sobre a organização do espaço físico, funcionamento e captação de recursos.

Os municípios visitados são: Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Colíder, Guarantã do Norte, Itaúba, Marcelândia, Matupá, Nova Monte Verde, Nova Bandeirante, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo e Terra Nova do Norte. Continue Reading

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A 2ª FLIC mostra que letras de MT estão vivas

A Festa Literária se expandiu e recebeu convidados de outros Estados e o escritor angolano Pepetela

O público prestigia a abertura da 2ª FLIC em Chapada dos Guimarães Foto: Junior Silgueiro

“Uma festa imodesta como esta
Vamos homenagear
Todo aquele que nos empresta sua festa
Construindo coisas pra se cantar”…  Cantava Chico Buarque pela primeira vez, nos anos 70, os versos de Caetano Veloso, quando o “sinal está fechado” como cantaram também Belchior e Paulinho da Viola… Os tempos atuais são nublados, a nossa democracia sob vários ataques, mesmo assim uma Festa Literária, a segunda, se manifestou ‘imodesta’ e a literatura mato-grossense foi o grande destaque, ‘construindo coisas para se ler’, parodio Caetano “para nós que somos jovens”.

Este repórter – de forma imperdoável – não pode ir a esta Festa, por conta de suas limitações e idade, mas faz questão de registrar a importância deste magnífico evento (também por se meter a ser poeta) que aconteceu no último fim de semana, em Chapada dos Guimarães que foi a 2ª Festa Literária de Chapada (FLIC).

“A segunda FLIC levou para Chapada dos Guimarães uma programação ampla, democrática, onde toda a família foi contemplada”, disse a historiadora e diretora do Instituto de Estudos Socioculturais (IESC), Maria Amélia Assis Alves Crivelente, idealizadora do projeto. Continue Reading

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Uma alegre aula de literatura mato-grossense

Escritores, artistas e músicos numa festiva apresentação a alunos da rede estadual de ensino

Alunos da E.E. Faustino Dias de Amorim na “aula” sobre literatura mato-grossense

Por João Bosquo | Uma aula de literatura, com presença de escritores, música, humor, quase que um laboratório de como atrair o aluno jovem às letras, foi o que aconteceu na quinta-feira, 11, no auditório do escritório do jurista, escritor e acadêmico da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Eduardo Mahon.

Os mais de 80 alunos convidados vieram da Escola Estadual Faustino Dias de Amorim, localizada na comunidade de Varginha, município de Santo Antônio do Leverger.

Uma experiência para mostrar que as crianças, jovens (porque não adultos?) quando entram em contato com a nossa arte, música, enfim, com a nossa literatura eles descobrem algo que não conhecia e que é muito bom e não sabiam que existia. Continue Reading

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