Agora estamos sem Waldir Pires, um dos grandes homens públicos brasileiros, que desencarna aos 91 anos em Salvador

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Segundo a assessoria do hospital, Pires teve uma parada cardiorrespiratória por volta das 10 horas. A equipe médica tentou reanimá-lo, mas o político baiano não respondeu aos esforços e faleceu.

 Nascido em Acajutiba (BA), em 21 de outubro de 1926, Pires formou-se em Direito. Ingressou na política após militar no movimento estudantil, com o qual atuou nas campanhas em defesa da Petrobras.

Foi secretário de governo da gestão de Luís Régis Pacheco Pereira (1951-1955), deputado estadual e federal. Após a renúncia do ex-presidente da República Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, apoiou a posse de João Goulart, vice-presidente constitucional, cujo nome era vetado pelos ministros militares. Após o golpe civil-militar de 1964, teve seus direitos políticos suspensos e se exilou primeiro no Uruguai, depois, na França, onde se tornou professor da Faculdade de Direito da Universidade de Dijon e do Instituto de Altos Estudos da América Latina da Universidade de Paris, em 1968.

Após retornar ao Brasil, em 1970, retomou as atividades políticas. Em 1985, assumiu o Ministério da Previdência e Assistência Social durante o governo José Sarney. Em 1987, foi eleito governador da Bahia, cargo que ocupou até retornar à Câmara dos Deputados, em 1990, pela segunda vez. Em 2003, foi nomeado por Lula ministro-chefe da Corregedoria-Geral da União (CGU), posto que deixou em março de 2006, para assumir o Ministério da Defesa. À frente da pasta, enfrentou a crise do setor aéreo, uma das mais graves do governo Lula.

Source: Ex-ministro Waldir Pires morre aos 91 anos em Salvador

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Eleições para nova diretoria do IHGMT será no próximo dia 26, na Casa Barão

O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso irá renovar a sua diretoria. As inscrições para chapa já estão abertas e vai até o dia 26 de junho, quando também acontece o processo eleitoral, que poderá ser por escrutínio secreto ou por aclamação, se a assembleia geral reunida assim decidir.

Leia o edital completo:

Edital de eleição da Diretoria do IHGMT, gestão 2018-2020

A Diretoria do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, faz publicar o Edital para convocação da Assembleia Geral dos Sócios Efetivos da Instituição para Eleição da Diretoria, exercício 2018-2020. O período para a efetivação de inscrições de Chapas será de 26 de maio a 26 de junho de 2018, realizada na sala do IHGMT, em todas as segundas e terças-feiras no período vespertino (14h00 às 16h30) e às quartas-feiras no período matutino (das 8h30 às 11h30). Somente poderão concorrer aos cargos da Diretoria e a votar os Sócios Efetivos em dia com a Tesouraria, até 2018. A inscrição somente será realizada por chapa completa: Presidente, 1º Vice-Presidente, 2º Vice-Presidente, 1º Secretário, 2º Secretário, 1º Tesoureiro, 2º Tesoureiro e Conselho Fiscal. A forma de eleição da nova Diretoria do IHGMT será realizada por escrutínio secreto, podendo também se dar por aclamação, por decisão da Assembleia Geral Reunida, o que se dará somente no caso de apresentação de chapa única (Artigo 17). A Assembleia Geral será instalada às 9h30, em primeira convocação, com a presença da maioria dos membros efetivos no pleno gozo dos direitos estatutários e, em segunda convocação, 30 (trinta) minutos após, ou seja, 10h00 com qualquer número (Artigo 22) e sob as mesmas condições. A votação é pessoal, presencial e intransferível, não sendo admitidos votos por procuração. O processo eleitoral será realizado no dia 26 de junho de 2018, última terça-feira do mês do citado mês, das 9h00 às 11h00, no salão lateral da Casa Barão de Melgaço, ao final do que serão apurados os votos, sendo vencedora a Chapa que obtiver maior número de votos. No caso de aclamação, deverá a mesma ser realizada às 9h30 do mesmo dia 26 de junho de 2018. Ao final do processo, o Presidente em exercício deverá proclamar a Chapa vencedora. Todos os eleitos deverão se comprometer a assinar a ata da Assembleia Geral e apresentar, no prazo de 10 (dez) dias, a documentação exigida pelo Cartório para registro da nova Diretoria.  A ata consubstanciando o resultado final deverá ser assinada por todos os presentes (votantes e eleitos). Cuiabá, 26 de maio de 2018. Elizabeth Madureira Siqueira (Presidente).

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Agora estamos sem Nelson Pereira dos Santos

Por Agência Brasil | Morreu hoje (21), no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos, o diretor de cinema Nelson Pereira dos Santos, de 89 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul da cidade.
A notícia foi confirmada às 17h pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual o cineasta era membro desde 2006, ocupando a cadeira sete. O corpo do diretor será velado na sede da ABL, no centro do Rio.Nascido em São Paulo, em 22 de outubro de 1928, Nelson Pereira dos Santos era bacharel em direito, formado  pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Além de diretor, foi produtor, roteirista, montador e ator.

Diretor do filme “Rio 40 Graus”, era considerado um dos mais importantes cineastas do país. Seu filme Vidas Secas, baseado na obra de Graciliano Ramos, é um dos longa-metragem brasileiros mais premiados em todos os tempos, sendo reconhecido como obra-prima.

Nelson Pereira dos Santos foi um dos precurssores do Cinema Novo e fundador do curso de graduação em cina da Universidade Federal Fluminense.

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Agora estamos sem Tônia Carrero; a atriz morre aos 95 anos no Rio de Janeiro

Tônia Carrero durante a entrevista ao programa Advogado do diabo, exibido em 1986 pela antiga TVE-RJ

Por Maiana Diniz – Da Ag. Brasil | A atriz Tônia Carrero, de 95 anos, morreu na noite desse sábado (3) na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde sexta-feira (2) para a realização de um procedimento cirúrgico simples, mas não resistiu a uma parada cardíaca.

Por meio de nota, a direção da clínica confirmou a morte de Tônia Carrero. O local e informações do velório ainda não foram definidos pela família.

Tônia Carrero nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1922, e foi batizada como Maria Antonietta de Farias Portocarrero. Consagrou-se no teatro, cinema e televisão.

Sua estreia no palco foi com a peça Um Deus dormiu lá em casa, no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo, ao lado do ator Paulo Autran, com quem mais tarde dirigiram uma companhia de teatro.

Na TV, ficou conhecida na década de 1980 no papel da personagem Stella Fraga Simpson, da telenovela Água Viva, do autor Gilberto Braga. No cinema, fez diversos filmes, como Tico-Tico no Fubá e É proibido beijar.

Seu último trabalho na televisão foi na telenovela Senhora do Destino, em 2004.

Source: Atriz Tônia Carrero morre aos 95 anos no Rio de Janeiro | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Agora estamos sem a jornalista Lygia Lemos

><>O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso publica Nota de Pesar pelo desencarne da jornalista Lygia Lemos, uma das fundadoras da entidade.

Falecimento da jornalista Lygia Lemos

NOTA DE PESAR: Falecimento da jornalista Lygia Lemos

Com profundo pesar, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) informa o falecimento da jornalista Lygia Lemos, mãe do colega Marcos Lemos (Marcão), aos 81 anos, na madrugada desta quarta-feira, 31/01.

Lygia foi uma das pioneiras na comunicação mato-grossense, atuando desde a década de 1970 e desenvolvendo importantes trabalhos em instituições como Assembleia Legislativa, prefeituras e outras instituições públicas. A jornalista é reconhecida por ter sido a primeira mulher a assumir importantes cargos na área da Comunicação no estado.

Além disso, contribuiu diretamente com a fundação de veículos regionais como o Jornal do Dia, extinto na década de 1990, a Revista Contato, a Rádio Vila Real FM – que pertence hoje ao Grupo Gazeta – e o jornal Diário de Cuiabá.

A jornalista também participou na construção da Associação dos Jornalistas de Mato Grosso, no final da década de 1970, em plena ditadura militar. Mais tarde, a Associação se tornaria o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT).

O velório está sendo realizado na Capela Jardins, sala Lírios, e o sepultamento será às 17h desta quarta-feira, no Cemitério Jardins.

Aos familiares, amigos e companheiros de militância, o Sindjor/MT manifesta os mais sinceros sentimentos.

Diretoria do Sindjor/MT

Nota de Pesar da Prefeitura de Várzea Grande

A prefeita Lucimar Sacre de Campos recebeu com pesar a notícia do falecimento da mãe do secretário municipal de Comunicação de Várzea Grande, Marcos Lemos, a jornalista Lygia Maria de Campos Lemos.

A chefe do Executivo Municipal ressaltou a contribuição que Lygia Lemos prestou à Comunicação Social do Estado de Mato Grosso, sendo pioneira em várias frentes de trabalho, como também sua contribuição com a política do Estado frente suas funções na Assembleia Legislativa, pois foi a primeira mulher a assumir importantes cargos na área da Comunicação em Mato Grosso. “Dona Lygia foi uma personagem importantíssima no cenário da comunicação, porque não dizer político. Uma mulher forte e pioneira, que enfrentou o desafio de assumir cargos públicos relevantes na sua área de atuação, antes ocupados só por homens. É uma grande perda e a ela nossas merecidas homenagens ”.

O secretário municipal de Assuntos Estratégicos, ex-senador Jayme Campos, enalteceu a atuação de D. Lygia Lemos. “Uma mulher íntegra, humana, que lutou por grandes causas na Comunicação, em especial na Assembleia Legislativa, sempre ajudando a contribuir, desenvolver e realizar grandes feitos. Sem dúvida ela foi exemplar nas suas funções de jornalista e deixará em nossas lembranças e na história, seu legado. Neste momento doloroso, venho externar meus sentimentos e me solidarizar com a família do nosso secretário de Comunicação Marcos Lemos”.

A jornalista Lygia Maria de Campos Lemos, 81 anos, faleceu na madrugada desta quarta-feria (31), de falência múltipla dos órgãos, no Hospital Sotrauma, em Cuiabá. Ela vinha lutando há anos para vencer doenças degenerativas dos ossos e dos rins, tendo ficado algum tempo em cadeira de rodas.

Lygia Lemos possui atuação intensa na comunicação pública e privada de Mato Grosso, desde a década de 1970 até à primeira metade da década de 1990. Com o jornalista Onofre Ribeiro, ela foi co-fundadora e editora do jornal Diário de Mato Grosso, fundado na década de 1970 pelo saudoso Archimedes Pereira Lima (in memorian).

Depois, ajudou o então deputado Benedito Alves Ferraz, ex-deputado e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a fundar o Jornal do Dia, extinto na década de 1990. E, depois, novamente com os jornalistas Onofre Ribeiro e Vilson Minossi, participou da fundação da Revista Contato e, posteriormente, a Rádio Vila Real FM – hoje pertencente ao empresário João Dorileo Leal – superintendente do Grupo Gazeta de Comunicação.

Com José Eduardo do Espírito Santo, João Pereira Marinho Filho e Jê Fernandes (ambos in memorian), contribuiu para fundação da Associação dos Jornalistas que, na segunda metade da década de 1980, se tornou o atual Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor).

Na vida pública, Lygia Maria de Campos Lemos participou da criação da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Cuiabá, que deu origem à atual Secretaria de Inovação e Comunicação (Sicom). E, também foi pioneira na criação do Serviço de Divulgação da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, que originou anos depois na fundação da Secretaria de Comunicação Social , onde foi secretária e se aposentou na década de 1990.

O velório está acontecendo na Capela Jardins,sala Lírios, em Cuiabá.

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João Ubaldo Ribeiro, se encarnado, estaria festejando 77 anos

Por João Bosquo | João Ubaldo Ribeiro foi um dos grandes da literatura brasileira. Embora grande li, confesso, apenas dois de seus romances: “Sargento Getúlio” (1971) e “Viva o Povo Brasileiro” (1984). Explico. Sou do tipo do leitor de uma ou duas obras. De preferência a obra-prima do autor.  Li “Sargento Getúlio”, uma década depois, nos anos 80 e nesses mesmos anos 80, quase uma exceção, leio a primeira edição de “Viva o Povo Brasileiro”.

Lembro-me como se fosse hoje. Compro o exemplar numa livraria que existia na Cândido Mariano, ao lado do Palácio Alencastro e vou para o trabalho. No meio da tarde, começo a ler e mais de 500 páginas são devoradas em questão de dias. Depois não senti mais necessidade de ler mais nada de João Ubaldo.

“Viva o Povo Brasileiro”, acredito, está no mesmo patamar de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e como este último deveria ser obrigatório nos cursos de letras e literaturas.

A citação que transcrevemos de João Ubaldo é sobre fraude.

Vejo, com o meu jeito de ver, que a educação, o ensino brasileiro, como uma fraude.

Os filhos das famílias da classe média alta vão para o ensino particular enquanto os filhos dos trabalhadores para o ensino público. Os melhores profissionais, que passaram num concurso de excelência, estão na escola pública, enquanto aqueles que não conseguiram estão na rede privada de ensino. Ganham menos que os concursados, mas se aplicam mais. Lógico tem praticamente tudo que precisam de auxilio pedagógico, enquanto no público falta quase tudo, às vezes até giz.

Mas, se a formação de nossos professores (e eu sou um dos formados por esse processo) começa por um equívoco. Os melhores alunos do ensino médio (lá atrás era do segundo grau), os mais bem preparados são escolhidos para as faculdades mais concorridas, de profissão mais rentável (que inclui a medicina, o que não deveria). O oposto, ao contrário, são escolhidos para o magistério.

Quando a escolha de professores deveria se basear no histórico escolar de cada aluno. O aluno excelência em MATEMÁTICA deveria ser convidado para ser professor de Matemática.  O aluno nota dez em PORTUGUÊS, professor de Português, aquele que escreveu melhores resenhas sobre os livros lidos, professor de literatura, enfim.

Para fazer uma opção nesse nível, o estado precisa oferecer uma remuneração condizente, se não para ficar rico, mas o profissional ter uma vida digna, na qual possa ter acesso aos bens culturais e de lazer, sem precisar pagar meia entrada nos cinemas e teatros.

Talvez, veja bem, talvez João Ubaldo, quando disse: “Não se lê porque não se gosta de ler, porque dá trabalho. Ler é chato porque a pessoa não aprendeu a ler. Ela aprendeu a ficar na frente da TV onde tudo é fornecido.” estava falando desse ensino.

O escritor nasce em 1941, na ilha de Itaparica, Bahia, na casa de seus avós, que naquele tempo os partos aconteciam em casa. Os pais, Manuel Ribeiro e de Maria Filipa Osório Pimentel eram advogados. Vive até os 11 anos em Sergipe, onde o pai trabalhava como professor e atuava na política. Os seus primeiros estudos foram no Instituto Ipiranga, de Aracaju. Em 1951 ingressa no Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Em 1955 muda-se para Salvador, e ingressa no Colégio da Bahia.

Sua formação literária começa ainda nos seus primeiros anos de estudante. Foi jornalista ao junto com o amigo Glauber Rocha. Forma-se em Direito na Universidade Federal da Bahia em 1962, mas nunca exerce a profissão e em 1963 pulica seu primeiro romance, “Setembro Não Tem Sentido”.  Vai pra o Estados Unidos fazer mestrado em Administração Pública, na Universidade da Califórnia e participa do International Writing Program da Universidade de Iowa.  De volta ao Brasil, João Ubaldo leciona Ciência Política na UFBA, por seis anos.

Em 1969 casa-se com a historiadora Mônica Maria Rotes, com quem teve duas filhas. Separado, em 1980, casa-se com a fisioterapeuta Berenice de Carvalho Botelho, com quem teve um casal de filhos.

“Sargento Getúlio”, seu segundo livro, recebe o Prêmio Jabuti de Revelação, em 1972. A obra narra a saga de Getúlio Santos Bezerra, sargento da PM que busca a proteção de um político após matar a própria mulher. A obra chegou aos cinemas nos anos 80, protagonizada pelo ator Lima Duarte. Em 1984, ganhou o Prêmio Jabuti com o romance, “Viva o Povo Brasileiro” (1984). O livro, recheado de humor, recria quase quatro séculos da história do país, incluindo episódios marcantes, como a Guerra do Paraguai e a Revolta dos Canudos. A obra foi traduzida para o inglês, pelo próprio autor, ganhando versões em vários outros idiomas.

Obras de João Ubaldo Ribeiro

A Casa dos Budas Ditosos, romance, 1999

A Gente se Acostuma a Tudo, crônica, 2006

A Vida a Paixão de Pondonar, o Cruel, literatura infantil, 1983

A Vingança de Charles Tiburane, infanto juvenil, 1990

Arte e Ciência de Roubar Galinhas, crônica, 1999

Dez Bons Conselhos de Meu Pai, infanto juvenil, 2011

Dia do Farol, romance, 2002

Livro de Histórias, conto, 1981

Miséria e Grandeza do Amor de Benedita, romance, 2000

O Albatroz Azul, romance, 2009

O Conselheiro Come, crônica, 2000

O Feitiço da Ilha do Pavão, romance, 1997

O Rei da Noite, crônica, 2008

O Sorriso do Lagarto, romance, 1989

Política: Quem Manda, Porque Manda, Como Manda, ensaio, 1981

Sargento Getúlio, romance, 1971

Sempre aos Domingos, crônica, 1988

Setembro Não Tem Sentido, romance, 1968

Um Brasileiro em Berlim, crônica, 1995

Vence Cavalo e o Outro Povo, conto, 1974

Vila Real, romance, 1979

Viva o Povo Brasileiro, romance, 1984

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Agora estamos sem Luiz Carlos Ribeiro, um dos homens mais completos do teatro mato-grossense, quiçá brasileiro

Luiz Carlos Ribeiro e este repórter em selfie de 2015

Por João Bosquo | Conheci Luiz Carlos Ribeiro nos anos 80, quando trabalhava na Casa da Cultura de Cuiabá.  E as conversas com Luiz Carlos Ribeiro era ele ator e eu plateia, principalmente quando começava a contar histórias que iria escrever. Um roteiro completo: inicio meio e fim.

O início foi esse. O meio, entre tantos meios, entrevistas para os jornais quais trabalhei, com destaque último o DC Ilustrado, quando, além do perfil em 2015 de duas páginas; uma longa reportagem sobre o lançamento do Livro “Fica, Pedro!”, escrito em parceria com Flávio Ferreira.

Reproduzo aqui os textos escritos em 2015 publicados no DC Ilustrado.

Com capítulo final lembro que o nosso último encontro foi em dezembro de 2017, em Santo Antônio de Leveger, no sarau poético coordenado pela professora Kelly Carvalho.

Luiz Carlos Ribeiro desencarnou hoje, no Hospital Santa Rosa, onde estava internado por conta de câncer, descoberto tardiamente.

— Vai, os bons espíritos possam te acolher, amigo.

 Luiz Carlos Ribeiro começou tardiamente

Só depois que se formou Advogado, ele se volta para o teatro e se tornar uma das referências das artes cênicas em Mato Grosso

JOÃO BOSQUO
Da Reportagem

Luiz Carlos Ribeiro é o mais completo e o mais tardio artista do teatro mato-grossense. Tardio no sentido de ter começado a carreira artística com mais de 20 anos, beirando os trinta, depois de formado bacharel em Direito na última turma da Faculdade Federal de Direito de Cuiabá, embrião da nossa Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em 1969 e que, no ano seguinte, 1970, registra o surgimento da Uniselva.

Jurista por obrigação de ganhar o pão de cada dia e artista por vocação descoberta ainda na infância quando foi ‘pego pela mão’ pela professora do primário Maria Lacerda. Luiz Carlos Ribeiro diz que esse ‘alumbramento’ aconteceu no dia que entrou no ‘teatro’ pela primeira vez, no início da década de 50, em sua cidade natal, Santo Antônio do Leverger, ou Santo Antônio de Rio Abaixo. Ele é cuiabano por adoção, inclusive com título de cidadania concedido pela Câmara Municipal de Vereadores.

A professora Maria Lacerda, a mesma que pegou na mão de Luiz Carlos para ensinar a escrever o “a e i o u”, naqueles idos de 50, numa pequena cidade, sem energia elétrica, estava além de seu tempo, fazendo teatro. Para esse teatro que ele fora convidado e foi assistir junto com a família.

Luiz Carlos conta – que a vida da gente é contar – que a representação aconteceu num salão da prefeitura e o cenário e coxia eram feitos com lençóis brancos, enquanto a iluminação com lampiões Petromax. Como uma ilusão, o menino via velas de navios e aquilo o cativou. Da história, lembra pouco, era o caso de uma empregada que tinha ‘roubado’ o perfume da patroa, ou coisa assim, cujo texto era da própria Maria Lacerda. Ao final, Luiz Carlos, menino, lembra que ele se disse: “Eu quero fazer isso”.

Além da professora, marcaram a infância do jovenzinho, as histórias da avó Maximiana como também a Preta da Fronteira, cabocla ameríndia, animadora cultura, rezadeira, benzedeira, dançarina de siriri – como a avó – contadora de histórias que o levava para assistir as festas de santo, que o levou para os primeiros contatos com a cultura popular, lógico, sem saber o que era cultura popular.

Quase no final da década de 50, a família muda-se para Cuiabá. Luiz Carlos contava com 14 anos e foi estudar o ginásio no Colégio dos Padres, o Liceu Salesiano, por uma decisão paterna, apesar das dificuldades para sustentar a prole de oito filhos. Acontece, como tem que acontecer, nesse ano, o reitor das instituições salesianas pelo mundo estava em visita ao Brasil, com data marcada para visitar Cuiabá que, além do Liceu, tinha também o Patronato Santo Antônio, do Distrito do Coxipó.

Foi no Salesiano que acontece o segundo alumbramento com o teatro, com o padre Raimundo Pombo, que dirigia o grupo de teatro da escola. Ele começa como contraregra, mas tinha uma capacidade de decorar textos e,, por essa capacidade foi escolhido para dizer uma frase de recepção de boas vindas ao reitor em italiano. Aí, nesse momento, o aluno Ribeirãozinho (como era chamado na escola) tem sua primeira aula de impostação de voz com o maestro Veronezi, que se chama “partitura sonora” dentro do teatro. Depois de decorado o texto, o professor foi trabalhar com o aluno a musicalidade da linguagem italiana, a língua materna do reitor visitante.

Luiz Carlos, como sua memória invejável, nos recita os ‘versos’ ditos ao reitor. Ao final, no “grazie, grazie per tanti favore”, o reitor se encantou com a sonoridade do pequeno jovem e ordenou que se desse uma bolsa de estudo e desafogou o pai de ter que pagar as mensalidades durante todo o ginásio e os dois nos de científico.

Ele faz todo ginásio e o segundo ano do Científico no Colégio dos Padres e vai fazer o terceiro Cientifico Clássico no Colégio Estadual, onde teve aulas com os professores Nilo Póvoas, Cesário Neto, entre outros professores maravilhosos. “O que sei de gramática devo a esses professores”, avisa. Terminado o Cientifico – apesar de certa vocação para as ciências sociais, ou humanas, como Antropologia, mas o pai, de uma pensão, na Rua Barão de Melgaço, não tinha condições de custear e ‘optou’ pelo Direito, a única faculdade de ensino superior em Cuiabá.

Formado, vai trabalhar no escritório do deputado estadual Emmanuel Pinheiro, um dos professores da Faculdade, e depois no escritório de outro deputado Nelson Ramos – e foram 40 anos de exercício profissional, paralelo ao trabalho como servidor da UFMT.

Durante o governo de José Fragelli, na Secretaria de Educação, sob a direção da jovem Maria da Glória Albuês, um projeto “Tempo de Teatro”, que consistia, no mês julho, de cada ano, em reunir os produtores, fazedores de teatro de todo o Mato Grosso (ainda não dividido) para uma grande encontro, com participação de teatrólogos, como Rubens Corrêa, Jesus Chediak, Amir Haddad, Glorinha Beuttenmüller, Paulo Coelho, antes de ser esse fenômeno, e Raul Seixas, que era ator também, entre tantos, quando se faziam oficinas, apresentações de peças teatrais, com debate posterior as apresentações, enfim uma escola de teatro.

Ele, Luiz, diz que fez muitas dessas oficinas, mas não atuava, ‘estava mais olheiro’ de teatro e namorando a ideia de ser diretor e não ator. Vem o governo de Garcia Neto e o projeto Tempo de Teatro é suprimido do cardápio para contenção de despesas. O teatro, repara – quem fala é o repórter – sempre é um dos primeiros a sofrer os cortes de contenção de despesas, não é de hoje.

O movimento teatro volta a estaca zero. Glorinha Albuês vai pra o Rio, estudar, Lúcia Palma para Minas, enquanto Luiz Carlos continua e um dia Camilo Ramos, representante do núcleo de Mato Grosso da Fenata (Federação Nacional de Teatro Amador, ou Festival), que estava realizando um congresso nacional para se tornar uma confederação – e é criada a CONFENATA e aqui em Mato Grosso, a FEMATA – Federação Mato-grossense de Teatro Amador, depois o “amador” foi suprimido, e Luiz Carlos é aclamado o primeiro presidente.

A Femata foi ter um papel importante no movimento teatral, com realização de circuitos, e vão surgir novos grupos de teatros e uma nova leva de atores. Em Brasília, Luiz Carlos conhece gente como Tácito Freire Borralho, teatrólogo do Maranhão, que estava na coordenação da criação da confederação, a futura Confenata. Depois de criada a Femata acontece uma oficina com o próprio Tácito, que ficou maravilhado com o número de participantes, 70 e o teatro em Mato Grosso estava ressurgindo.

Luiz Carlos Ribeiro, criatura do Rio Abaixo

Ator e diretor se prepara para novo espetáculo ao lado de Pescuma, Henrique e Claudinho

JOÃO BOSQUO
Da Reportagem

Como Luiz Carlos Ribeiro chega, saindo de Santo Antônio Rio Abaixo, até o Rio de Janeiro? Essa parte da história ainda tem que ver com a criação da Femata e Confenata, que elegeu Cuiabá para ser o local da primeira reunião. Um pouco por curiosidade dos demais representantes das outras 16 federações já que ninguém conhecia Mato Grosso, senão as lendas de onça no meio da rua, índios selvagens e, claro, o Pantanal.

O encontro acontece no dia 18 de janeiro de 1978 e este Diário de Cuiabá publica a “Carta de Cuiabá”, definindo as diretrizes do movimento nacional para o teatro. Um teatro voltado para a cultura popular, através da pesquisa, enquanto subsidio e discurso político.

Dentro dessas diretrizes é que surge o texto que vai subsidiar a mítica peça “Rio Abaixo, Rio Acima”, ou “Ergue o Mocho e Vamos Palestrar” de Glorinha Albuês, que já tinha retornado do Rio de Janeiro. Luiz gosta de dizer que foi uma intervenção teatral. O convite partiu de Miguel Biancardini, sendo portando o primeiro produtor, para ser apresentado em um Congresso do Rotary Club que fora realizado aqui.

No jantar de encerramento desse congresso de rotarianos, no Ginásio de Esportes do Sesc, foi apresentada a primeira versão da peça, com participação dos Cinco Morenos, e a primeira vez que Luiz Carlos Ribeiro sobe ao palco como ator para representar em uma peça teatral. Aplausos que ninguém esperava a reação do público diante do espetáculo.

Com a reestruturação do grupo Terra – Liu Arruda vai embora pro Rio de Janeiro, outros tomam outro rumo – decide-se dar continuidade ao “Rio Abaixo, Rio Acima” e os integrantes do grupo vão fazer justamente aquilo que a Carta de Cuiabá pedia: pesquisar junto às comunidades a cultura popular, a questão da linguagem, a partitura corporal das ceramistas, enfim, e assim aconteceu e a partir dessa pesquisa, Glorinha Albuês reescreve a versão completa da peça.

O Grupo Terra começou a montar a peça e apresentar, inicialmente no teatro de arena que existia no pátio da Fundação Cultural. A Fundação Cultural é bom explicar era sediada no Palácio da Instrução, depois que deixou sedia a Procuradoria da Justiça e Secretaria de Segurança Pública.

Luiz conta que eram uns gatos pingados que apareciam. Chegaram a convencer o padre Jornel a divulgar a peça depois da missa entre os fiéis. Nada. O que fazer? Correr atrás do público e o grupo decide apresentar nos locais em que aconteceram as pesquisas: Passagem da Conceição, Engordador, Guarita, São Gonçalo Beira Rio. O grupo chegava, pedia comida e, em troca, apresentava o espetáculo, contando, claro com ajuda dos amigos no patrocínio da gasolina dos carros que transportavam a trupe.

Corria o ano de 1979, e o grupo decidira parar com a peça. Antes, porém, fariam uma última apresentação no dia do aniversário da diretora Maria da Glória Albuês, tipo festa surpresa, ali mesmo no teatro de arena da Fundação Cultural, em outubro daquele ano.

Os convidados todos aqueles que de certa forma tinham ajudado o grupo durante o circuito 79, como ficou chamado. Entre esses presentes, a secretária (pena que Luiz não lembre o nome) do presidente do Instituto Nacional de Teatro, Orlando Miranda, que veio a Cuiabá para lançamento do edital do Mambembão 1980, por conta de uma ação de Tácito Freire Borralho de incluir financiamento para montagem de peças todos os estados onde tinha federação de teatro.

Ao final dessa “última apresentação” a representante do Instituto de Artes Cênicas (no Brasil muda-se os termos das instituições sempre com o prósito de se esquecer os seus criadores) está chorando e ali disse que “aquela peça seria uma das representantes de Mato Grosso no projeto Mambembão.

Rio abaixo, Rio Acima estreia no Mambembão em São Paulo no Teatro Eugênio Kusnet. O público foi ao delírio. Cacá de Souza, na plateia, maravilhado, resolveu mudar para Cuiabá. O crítico Sábato Magaldi saiu do teatro exaltando e convidou Glorinha para participar de uma aula de teatro e cultura popular. Ela não pode e foram LCR e Lúcia Palma e Magaldi disse que o espetáculo era maravilhoso. A segunda cidade a ser visitada foi o Rio de Janeiro onde também a peça se consolidou e depois em mais seis capitais, sendo que Campo Grande, já MS, foi a última. A peça ficou cinco anos em cartaz.

Em 1983 escreve e encena a peça “Gudibai Meu Boizinho”, que fica em cartaz dois anos. De 1986 até 1998 trabalha na administração do Teatro Universitário, ora na função de diretor de programação, ora na de supervisor. Entre os anos de 1994 e 1995 escreve e dirige a trilogia do teatro do absurdo “Pelos Cotovelos”, “A Virgindade Contestada” e “Vespa Sete”. Em 2000 participa do FIAR – Festival Internacional de Teatro de Palmela, com a Cia D!Arte do Brasil a convite do diretor e dramaturgo português João Brites do Grupo O Bando. Ainda é coautor do texto “Marco Zero”, em parceria com Amauri Tangará. Em 2008 participa como ator da peça “A Mala de fugir e Outras Histórias”, de sua autoria, sob direção de Júlio de Camargo.

Agora se prepara para remontar o espetáculo “Manoel Leite e Barro Pantaneiro”, com poemas de Manoel de Barros, participação de Pescuma, Henrique e Claudinho, que será apresentado dia 12 de agosto no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.

Pequeno perfil cultural

Da Reportagem

CINEMA OU TEATRO: Teatro

ATOR: Rubens Correa, In memoria”, ator mato-grossense que foi considerado pela crítica especializada, como o maior ator do Seculo XX, foi meu Mestre

ATOR REGIONAL: Carlos Roberto Ferreira

AUTOR: Flavio Ferreira

PEÇA: Carta de Rodez es, com Stepfane Brodt.

PEÇA REGIONAL (Não vale citar Rio Abaixo, Rio Acima): Homem do Barranco

FILME: Assim Caminha a Humanidade

LOCAL QUE FREQUENTA: Academia Mato-grossense de Letras

O QUE CUIABÁ TEM DE MELHOR: Sua cultura

O QUE CUIABÁ PRECISA MELHOR: Aprender a votar em políticos compromissados com o seu patrimônio cultural

DEFINIÇÃO DE CULTURA: Cultura é tudo que o homem produz

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Agora estamos sem o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony

Por Ana Cristina Campos | O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony morreu na noite de ontem (5) aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi eleito em 23 de março de 2000 e tomou posse em 31 de maio do mesmo ano.

Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil. Também passou pelas redações do Correio da Manhã, da Folha de S. Paulo e da rádio CBN.

Como escritor, ganhou três prêmios Jabuti pelos romances Quase Memória, A Casa do Poeta Trágico e Romance sem Palavras.

Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Cony deixou esposa e três filhos.

Cony foi internado no dia 26 de dezembro por problemas gástricos. Ele morreu por falência múltipla dos órgãos devido a complicações decorrentes de uma cirurgia a que foi submetido no dia 1º. Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o enterro do escritor.

Source: Morre no Rio o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony

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Agora estamos sem Nilson Pimenta, entre nós, o mais importante artista naif

Por João Bosquo | Não temos como escapar da morte, mas ela acaba nos surpreendendo quando ela acontece com aquelas pessoas que acreditamos estar vendendo saúde.

Ano passado ainda encontrei com o Nilson Pimenta numa dessas exposições e combinamos de fazer mais uma matéria, agora para o DC Ilustrado, com o qual colaboro. Ele queria que falasse do filho, Valques Rodrigues Costa, pois segundo ele, já tinha falado tudo sobre sua arte.

Passou 2016, 2017 e fiquei na dívida.

Não gosto de falar em perda. Porque ninguém perda nada, a vida é feita de fases, num processo contínuo, mas momentaneamente estamos, sim, sem a companhia física do amigo, companheiro, enfim, do artista.

O nosso até breve, Nilson Pimenta.

Abaixo a nota de pesar do Governo de Mato Grosso

Artista Plástico Nilson Pimenta na exposição “Coletiva de Outubro”, em 2004 – Foto por: Arquivo Gcom

O governador Pedro Taques, o secretário de Cultura de Mato Grosso, Leandro Carvalho, e o secretário de Comunicação, Kleber Lima, lamentam a morte do artista plástico Nilson Pimenta. O artista faleceu neste sábado (23.12), em razão de um infarto e da diabetes, em Cuiabá, aos 60 anos.

“Que a família e aqueles que conheciam e aprenderam com Nilson Pimenta recebam as condolências em nome do Governo do Estado e tenha forças para superar este momento de dor”, disse o governador.

“Nilson Pimenta é um dos mais importantes, se não o mais importante artista de nossa geração. Lamentamos muito pela morte precoce e estamos à disposição da família para ajudar no que for necessário”, afirmou o secretário Kleber Lima.

O secretário de Cultura, Leandro Carvalho, lembra a história de Nilson Pimenta. “O Brasil perdeu hoje um de seus mais importantes artistas visuais. Natural de Caravelas, na Bahia, Nilson adotou Mato Grosso, retratando-o com força e originalidade. Nilson Pimenta também teve uma importante atuação como orientador do Ateliê Livre do Museu de Arte e Cultura Popular da Universidade Federal de Mato Grosso, criado por Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Foi reconhecido dentro e fora do Brasil como um artista naïf de grande importância. Nos solidarizamos com sua família neste momento difícil e expressamos nossos sentimentos pela grande perda para a Cultura Mato-Grossense e Brasileira” afirmou.

Quadro Brasil 1956 Futebol, de Nilson Pimenta

Nilson Pimenta nasceu em 25 de junho de 1957 em Caravelas (BA), mas se mudou para o interior de Mato Grosso aos seis anos, onde trabalhou no campo. “Sou 98% mato-grossense”, dizia. Morando em Cuiabá, era servidor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É considerado um dos mais importantes e atuantes pintores brasileiros na arte naïf. “A pintura naif é aquela de gente simples que não estudou mas tem muita historia pra contar”, afirmava.

O artista já participou de várias exposições coletivas e individuais, nos mais importantes museus e galerias do Brasil e do exterior. Entre outras, integrou coletivas como a “Primitivos de Mato Grosso” no Museu de Arte de São Paulo em 1980; a “Brasil/Cuiabá: Pintura Cabocla” nos museus de Arte Moderna no Rio de Janeiro e em São Paulo, e na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, em 1981. Em 1988 participou também da “Negra Sensibilidade”, exposta no Museu de Arte e de Cultura Popular, em Cuiabá. Atualmente, Nilson participou da “Naïve Paintings of Far-Western Brazil” na Galeria IZZI em Londres, em outubro 2006.

Nilson Pimenta orientou vários alunos e pintores. Hoje, muitos destes são artistas renomados.

As premiações que chegaram em 1983 e 1985, no VI e no VIII Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, inspiraram a escritora Aline Figueiredo, que descreve Nilson em seu livro “Arte Aqui é Mato”, como um artista procedente da vida rural.

Os locais do velório e do enterro ainda não foram definidos.

Source: Governo lamenta morte do artista plástico Nilson Pimenta – Notícias – mt.gov.br

><>O corpo de Nilson Pimenta será velado  na Funerária Dom Bosco, em frente ao Pronto Socorro de Cuiabá, à partir da meia noite, seu sepultamento será amanhã domingo às 16:00 hs.

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Leandro Carvalho se despede do cargo de secretário de Cultura de Mato Grosso. E agora, José Pedro Taques???

https://www.facebook.com/carvalholeandro10/posts/2025583890994707

Despeço-me do cargo de Secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso, posição que ocupei nos últimos três anos com muito orgulho, agradecendo ao Governador Pedro Taques pela oportunidade e confiança em mim depositada.

Aceitei o convite do Governador para assumir este grande desafio movido pela certeza de que é possível construirmos um Estado melhor trabalhando com seriedade e lisura.

Quando o Governador me fez o convite propunha (e continua propondo) uma profunda e corajosa transformação com a qual eu não poderia deixar de colaborar. Sabíamos que o desafio seria grande, mas jamais poderíamos imaginar o que nos aguardava. Atravessamos a pior e mais dura crise econômica de todos os tempos. Crise política, ética e moral. Impeachment. Lutamos o bom combate e enfrentamos as dificuldades com dignidade e altivez. Foi um grande aprendizado.

A SEC é hoje uma nova instituição, completamente reformulada, com um novo modelo de gestão e legislação. Recebemos apoio incondicional do Governador para levar este trabalho adiante, e também para ousar, arriscar e sonhar.

Conseguimos reverter a fusão da Cultura com o Esporte e Lazer e nos dedicamos a construir políticas de Estado e não de governo de turno.

Esta mudança começou em janeiro de 2015, com a reconstrução da instituição, nova sede (em abril), novo modelo de gestão, nova legislação (CPF da Cultura), recomposição dos quadros e valorização dos servidores de carreira.

Seguimos com programas e projetos finalísticos, implementados com impessoalidade e transparência, focando na interiorização e democratização do acesso, com destaque para o Vem pra Arena, MT Escola de Teatro, Programa de Desenvolvimento da Economia Criativa, Circula MT, Prêmio Mato Grosso de Literatura, Prêmio Territórios e Tradições, Mapas MT, Circuito de Festivais de Teatro, Festival Mato-Grossense de Quadrilhas e outros investimentos sólidos em Cultura Popular e Tradicional, especialmente dos povos indígenas que representam uma extraordinária riqueza cultural.

Firmamos importantes parcerias para a realização de grandes exposições como a Bienal de São Paulo e Santos Dumont, reabertura do Cine Teatro, inauguramos novos equipamentos culturais, criamos o Programa de Desenvolvimento do Audiovisual, iniciamos a implantação do Sistema Estadual de Museus, ampliamos e fortalecemos o Sistema Estadual de Bibliotecas, reformamos o Palácio da Instrução e modernizamos a Biblioteca Estevão de Mendonça, criamos uma nova rede de Pontos de Cultura, e tantas outras ações que trouxeram amplo reconhecimento nacional e internacional.

Para 2018, estão em fase de contratação as associações parceiras que irão gerir os museus a partir de novos parâmetros de funcionamento e ampliação dos investimentos, e também o lançamento das licitações para as reformas da antiga faculdade de direito para receber a Biblioteca Estevão de Mendonça, e do Grande Hotel, para se tornar o Centro de Referência da Economia Criativa, este último já com contrato assinado para apoio financeiro do BNDES.

Agradeço aos colegas secretários, os atuais e os que passaram pelo posto, pelo apoio no trabalho da Secretaria.

Agradeço a todos os servidores da SEC, minha aguerrida equipe de trabalho, pelo comprometimento, e por não medirem esforços no cumprimento dos nossos objetivos.

Por fim, agradeço imensamente meus pais, minha esposa Lúcia e meu filho Heitor pelo apoio e compreensão pelas longas e frequentes ausências, sem os quais não teria sido possível vencer esse desafio.

A partir de agora, irei me dedicar ao Chevening / Clore Leadership Programme no Reino Unido, com foco nas Indústrias Criativas. Tive o privilégio de ser selecionado para um dos mais importantes e competitivos programas de formação de lideranças do mundo, financiado pelo Foreign and Commonwealth Office (FCO) do Reino Unido e Clore Duffield Foundation. Foram mais de 65 mil pessoas concorrentes, de 140 países, para menos de 2% de selecionados.

Também continuarei me dedicando à Direção Artística da Orquestra do Estado de Mato Grosso, especialmente na construção da Temporada 2018 e no lançamento do disco “Terra de Sonhos” com Renato Teixeira, dentre outros projetos artísticos.

Despeço-me com a certeza de dever cumprido e com a convicção renovada que podemos transformar o Brasil em um país mais justo e desenvolvido.

#gratidao #missaocumprida #iamchevening #chevening

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Elizabeth Madureira saúda os novos associados do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso

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Posse de novos membros do IHGMT é marcada pelo bom humor e emoção

Os novos membros assumiram o compromisso de cooperar com a instituição e dinamizar suas ações

Por João Bosquo | A posse dos seis novos membros do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) foi na manhã deste sábado, 16, na Casa Barão de Melgaço. O público – surpreendente pelo horário -, formado por convidados e familiares dos homenageados, prestigiou o compromisso e as falas dos empossados Eduardo Mahon, Flávio Gatti, Francisco Ildefonso da Silva Campos, Neila Maria de Souza Barreto, Oriana Paes de Barros e Renilson Rosa Ribeiro na quase centenária instituição.

A presidenta do IHGMT, Elizabeth Madureira Siqueira saudou os novos membros, ressaltado a juventude e entusiasmo e o imenso campo de autuação por conta de seu acervo, que superam mais de 10 mil volumes. Seguiu-se a leitura dos termos de posse e a fala dos empossados.

O primeiro a falar – em ordem alfabética – foi o escritor, membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Eduardo Mahon que saudou o patrono Barão de Melgaço. A escolha das cadeiras – segundo a presidenta Elizabeth Madureira – foi pessoal de cada candidato. Mahon escolheu Augusto de Leverger, por também ocupar a cadeira na AML cujo patrono é o mesmo.

Ele abriu sua fala revelando um pedido da presidenta que o empossados dissessem tudo em apenas uma lauda. Com seu humor característico, Mahon explicou que isso significava em caracteres, bytes e milésimos de segundos “em tempos de pós-modernidades”.

Nesse exíguo tempo, claro, citou o nome completo de Barão de Melgaço: Augusto João Manuel Leverger, que ele classifica como um cartesiano e como tal perdoaria o resumo da ópera de “seus cinco governos, artigos de história e cartografia”. “É provável supor que o maior intelectual de sua época ficaria grato pela concisão, assim como o público que, aliviado, agradece à objetividade de Leverger”, de certo todos agradeceram.

O segundo na hierarquia alfabética a falar, foi Flávio Gatti que falou de Geraldo Ferreira Gomes, que manteve mais ou menos a regra de falar uma lauda. Já Francisco Ildefonso não se sustentou e fez uma defesa emocionada do patrono Manoel Esperidião da Costa, poconeano como ele, um abolicionista injustiçado pela história.

Neila Barreto fala da importância do IHGMT, de seu acervo para a pesquisa e destacou a contribuição para a tese acadêmica sobre as águas de Cuiabá e falou do patrono Padre Ernesto Camilo Barros.

Já Oriana Paes Barros, não levou nenhum papel rascunhado e destacou que muito já se tinha dito de sua origem família nas falas de Mahon e de Francisco Ildefonso. O patrono de sua cadeira é Antônio Pais de Barros, o mítico Totó Pais, morto em emboscada por adversários políticos da época, mas que também foi um empreendedor, fundador da Usina Itaici.

Por fim a posse do professor Renilson Rosa Ribeiro que passa ocupar a cadeira cujo patrono é Natalino Ferreira Mendes, historiador, poeta cacerense. Renilson Ribeiro fecha sua fala de forma emocionada destacando o perfil probo do autor de “Efemérides Cacerenses”, “quem dera aqueles e que estão a frente da administração pública tivessem o compromisso, a honestidade de Natalino”.

Ao fim, em conversa com a professora Icleia Gomes concordamos que Eduardo Mahon abriu as falas com uma dose de bom humor enquanto Renilson Ribeiro fez a plateia se emocionar. Presentes ainda o vice-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, José Cidalino Carrara, o deputado Allan Kardec, o secretário de Educação, Marco Aurélio Marrafon, o titular de Secid, Wilson Santos que chegou atrasado e saiu antes da hora, entre outras.

Lembrando a solenidade de posse no IHGMT anterior a de hoje aconteceu em 21 de junho de 2012, quando passaram a integrar sua composição Fernando Tadeu de Miranda Borges, Miramy Macedo, Alex Matos e Neurozito Figueiredo Barbosa.

Os demais sócios do IHGMT são João Carlos Vicente Ferreira, escritor, historiador e ex-secretário de Estado de Cultura; Lourembergue Alves, cientista político, articulista e comentarista; Ivan Echeverria, escritor e ex-superintendente do Banco do Brasil; Weller Marcos, jornalista, escritor e ativista cultural; Isis Catarina Martins Brandão, dirigente do Instituto Memória do Poder Legislativo da Assembleia Legislativa, e Sebastião Carlos Gomes Carvalho, advogado, escritor e presidente da AML.

Corrigido às 18 de 17/12/17

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Agora estamos sem Eva Todor, morreu hoje, aos 98 anos, e será velada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A atriz Eva Todor faleceu na manhã deste domingo, aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Eva sofria de Mal de Parkinson e morreu em decorrência de uma pneumonia na própria casa, onde estava em internação domiciliar desde setembro.

Em mais de 80 anos de carreira, a atriz participou de 18 novelas, três minisséries e quatro seriados, além de programas de outros gêneros na TV Globo. Sua trajetória profissional também inclui vários anos de experiência no teatro, principalmente em peças de comédia, e no cinema nacional.

Eva Todor nasceu na Hungria em 9 de novembro de 1919. Seu envolvimento com a arte teve início ainda na infância, aos 4 anos de idade, quando aprendeu a dançar balé clássico. Sua família imigrou na década de 20 para São Paulo, onde Eva começou a atuar em espetáculos de dança até ser convidada para atuar nos palcos.

O velório da atriz será realizado amanhã (11) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Source: Morre a atriz Eva Todor, aos 98 anos | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Hoje é dia de festejar Carlos Drummond de Andrade, se encarnado faria 115 anos

Sentimento do Mundo

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.

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Na semana de aniversário do poetinha, estreia no Curta! “Vinicius, um rapaz de família”

Da Assessoria | Na véspera do dia em que comemoraria mais um aniversário, Vinicius de Moraes, um dos principais nomes da música popular brasileira, é reverenciado pelo Curta!. Na Quarta de Cinema, 18, às 20h, estreia na faixa “A Vida é Curta” o documentário “Vinicius de Moraes, um rapaz de família”.

Com o olhar afetivo da filha Susana Moraes, que dirige a produção, a obra mostra o artista na intimidade: o homem que colecionou títulos, de poeta até diplomata, e que vivia cercado de amigos como Oscar Niemeyer (foto), Ferreira Gullar e Tom Jobim.

Longe de ser uma biografia linear, oficial, “Vinicius de Moraes, um rapaz de família”, é, segundo o cineasta Walter Salles, “uma das experiências mais originais do documentário brasileiro das últimas décadas”.

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Sarita Baracat, uma mulher além de seu tempo – veja o vídeo em sua homenagem

Uma mulher que desafiou seu tempo

Em Mato Grosso, quando as estradas não eram asfaltadas e aparelho de televisão era privilégio de poucas famílias, em meados das décadas de 50 e 60, quando o coronelismo era prática corriqueira durante eleições e as mulheres tinham pouquíssima autonomia de suas próprias vidas, sim, exatamente neste não tão distante período, quando o machismo não tinha nenhum pudor em mostrar sua face mais violenta e separatista, Sarita Baracat de Arruda ousou contrariar as estatísticas e fazer carreira política. Assim, diante de todas as adversidades, conseguiu ser a primeira prefeita de Mato Grosso. O mandado em Várzea Grande (1967-70) lhe credenciou, também, a ser eleita a primeira deputada estadual (1978-82) após a divisão que deu origem a Mato Grosso do Sul.

E se hoje o machismo na política ainda é evidente pela quantidade de mulheres (bem menor, proporcionalmente, do que a de homens) ocupando cargos eletivos, imagine naqueles tempos. Pois é, basta uma rápida pesquisa em jornais do período para se deparar com editoriais determinando regras de conduta para mulheres. O mesmo se via nas incipientes colunas femininas, repletas de dicas de como limpar a casa, agradar o marido, receber visitas ou se comportar publicamente. Vale lembrar que, neste contexto, nem sequer haviam discussões sobre igualdade de gêneros, portanto as mulheres que ousassem transpor os limites impostos socialmente, como Sarita Baracat ousou, se submetiam ao implacável julgamento machista da época.

Entretanto, apesar destes pesares, ela é uma mulher dona de si e de um espírito libertário, o que lhe possibilitou enfrentar de cabeça erguida as censuras que lhe imputavam. Afinal, ciente de seu potencial, sabia que não estava aquém da capacidade de homem algum. E, além da vida pública, estendia esta convicção ao âmbito privado, tanto é que usava calça jeans e fumava cigarros, hábitos, até então, quase exclusivamente restrito a homens. E se não bastasse o pioneirismo na política e nos costumes, Sarita ainda se fez presente em outro meio marcado pela predominância masculina: o futebol. Ela é torcedora fanática do Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, instituição cuja criação e glórias muito se devem à família Baracat. Atualmente, o Operário é um dos símbolos da população da ‘cidade industrial’, que, por sinal, possui este título graças à política desenvolvimentista de Sarita, centrada na abertura de mercado e incentivo às indústrias.

Biografia

Sua família é de origem Síria. Entretanto foi em Buenos Aires, capital argentina, que seus pais, Miguel Baracat e Warda Zain, se conheceram e casaram. Só depois se mudaram para Várzea Grande, onde criaram os oito filhos, dentre eles, Sarita.

Seu primeiro emprego, aos 20 anos, foi como tesoureira da prefeitura. Aos 22, iniciou no magistério, ministrando aulas de sociologia, história e geografia. Só então, em 1957, ingressou de vez na política. Concorreu ao cargo de vereadora e foi a mais votada naquela eleição. Em 1966, após desistência do candidato oficial do Arena na campanha para prefeitura, teve, por ser a presidente do partido, de assumir a empreitada, que, por sinal, foi muito bem sucedida, se tornando assim a primeira mulher eleita prefeita no estado. Alguns anos depois, em 1978, foi eleita deputada estadual pelo MDB, consolidando sua trajetória política em Mato Grosso.

Neste meio tempo, em 1960, se casou com Emanuel Benedito de Arruda. Eles tiveram dois filhos; o jornalista Fernando Baracat e o ex-deputado Nico Baracat, falecido, em 2012, após um trágico acidente de carro.

Atualmente, aos 86 anos, vive no casarão onde foi criada pelos pais, um espaço arborizado e sempre frequentado por parentes e amigos. Em 2017, completou 50 anos de diplomação e posse como primeira prefeita do município.

Fonte:  Tipos Mato-grossensense

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Agora estamos sem Sarita Baracat, a primeira mulher mato-grossense a se eleger prefeita em Mato Grosso (corrigido)

SARITA E OS SEGREDOS DA MULHER VITORIOSA

Por Wilson Pires Andrade | Classificada por muitos como a última remanescente da era romântica da política em Mato Grosso, a professora Sarita Baracat de Arruda contava como se elegeu vereadora, prefeita e deputada estadual. Lembra da época em que ganhava eleições sem dinheiro e gostava de falar de suas raízes varzeagrandense, de descendência Síria.

Filha de pais sírios, Sarita Baracat de Arruda nasceu em Várzea Grande no dia 29 de dezembro de 1930. Seu pai, Miguel Baracat, nasceu em Damasco, capital da Síria, mas aos quatro anos de idade perdeu os pais e teve que vir com uma irmã para a América do Sul. “Aqui, como todo árabe, virou vendedor ambulante”, lembrava Sarita. Sua mãe, Warda Zain Baracat, nasceu em uma pequena cidade perto de Damasco, chamada Sidanaia. Devido às constantes guerras na região, fugiu com a família para Buenos Aires, na Argentina. Foi lá que Warda Zain e Miguel Baracat se conheceram e se casaram. A vida do casal ficava entre Buenos Aires, onde eram sócios de uma fábrica de tecelagem, e Várzea Grande, onde abriram o primeiro bar, a primeira padaria mecanizada e a primeira farmácia da cidade e tiveram oito filhos – quatro meninos e quatro meninas.

“Nós tivemos também o primeiro automóvel de Várzea Grande. Um Ford Modelo A, que batizamos de ‘fubica’”, contava Sarita Baracat.
“Meu pai era um homem muito culto”, dizia ela, “escrevia e falava cinco idiomas. E fez questão que todos os filhos estudassem até o nível superior. A minha mãe, por outro lado, não pôde estudar por causa das guerras.
Tive uma infância onde as brincadeiras eram muito ingênuas: “fazer quitutes, brincar de boneca, etc., apesar de morrermos de vontade, só íamos a festas depois dos 18 anos”, dizia ela. “Os árabes sempre tiveram muito controle sobre a vida das mulheres. E com meu pai não foi muito diferente”.
Sarita cursou o primário no então Grupo Escolar Pedro Gardéz, em Várzea Grande. O ginásio, de 5ª a 8ª séries, no colégio Estadual de Cuiabá (Liceu Cuiabano) e o Magistério na Escola Pedro Celestino, em Cuiabá. Gostava de dizer que naquela época, concluir o segundo grau era uma glória, como se fosse pós-graduação em nível superior, lembrando das dificuldades para se estudar.

O primeiro emprego foi na Tesouraria da Prefeitura de Várzea Grande, em 1950. Em poucos meses, no mesmo ano, assumiu a chefia da Tesouraria, nomeada pelo prefeito Gonçalo Botelho de Campos, o primeiro eleito da história do município. “Ele foi o meu professor na política; o doutor Gonçalo foi eleito pela UDN e esse foi o primeiro partido ao qual me filiei”, dizia ela, com uma ponta de nostalgia.

Mas a paixão pela vida pública, segundo Sarita, começou ainda na adolescência. Em 1947, na 5ª série ginasial, ela já mobilizava os estudantes no colégio Estadual para reivindicar os direitos dos alunos. “Eu não tinha herança política, mesmo assim sentia vontade de ajudar as pessoas”, recordava.

VITÓRIAS & AMIGOS

“No meu tempo, fazíamos campanha a pé, percorrendo os bairros de casa em casa; as pessoas votavam em determinado candidato pela confiança e não existia essa história de se gastar rios de dinheiro”, observava, comparando com os custos atuais de uma disputa eleitoral. A vitória sorria sempre para os candidatos que detinham maior simpatia do eleitoral e apresentava as melhores propostas de trabalho. Sempre falava que a amizade sincera também era muito importante.

Em 1951 entrou para o Magistério, na conhecida Escola Normal. Fez muitos amigos. Em 1957 recebeu o convite de algumas amigas para se candidatar à Câmara Municipal dos Vereadores de Várzea Grande. Pensou um pouco e acabou aceitando. “Ninguém acreditava na minha vitória, só meu pai”, rememorava ela.

Sarita Baracat foi vereadora mais votada naquela eleição e liderou a oposição em Várzea Grande. Naquela época, a Câmara Municipal tinha apenas cinco vereadores. Com seus votos, a sublegenda de Sarita acabou “puxando” mais dois e a bancada oposicionista ficou com a maioria no legislativo varzeagrandense.

TABU QUEBRADO

Porém, foi em 1966 que Sarita Baracat alcançou a maior vitória de sua carreira; simultaneamente, quebrou um tabu de séculos. Foi à primeira mulher a chefiar o Poder Executivo de um município na História de Mato Grosso. E, de quebra, eleita pelo voto.

Faltando 35 dias para as eleições, o coronel Ubaldo Monteiro da Silva, que era deputado estadual, desistiu da candidatura, alegando problemas particulares. “Nós estávamos criando a Ala Feminina da Arena, já tínhamos 80 membros”. De repente, alguns líderes da Arena ficam sem saber o que fazer, após a desistência de Ubaldo Monteiro. “Então a Ala Feminina exigiu que eu fosse candidata a prefeita e aceitei; os meus adversários, João Elói de Siqueira e Benedito José da Silva, me consideravam uma concorrente a menos”, sintetizava a professora.

O senador Fernando Correa da Costa, então candidato a governador de Mato Grosso, entrou em pânico. “Sarita, está ficando louca; você vai ser candidata e não tem onde cair morta” acusou Correa da Costa. Mas ela recebeu o aval de Garcia Neto, então candidato a deputado federal, e do advogado Augusto Mário Vieira, candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa. “Respondia ao doutor Fernando que seria candidata para dar sustentação aos candidatos do partido, em Várzea Grande, mesmo sabendo que dificilmente conseguiria vencer”, lembrava. A resposta para Fernando Correa foi curta: “eu não sou ninguém; por isso, se perder não tem problema, mas vocês, candidatos majoritários terão um grupo para se apoiar”.

A campanha começou num corpo-a-corpo intenso com o eleitorado. Não existia nenhum cartaz, adesivos e tampouco dinheiro. “Nessa altura, uniu todo poder econômico da ex-UDN contra a minha candidatura, porque ninguém admitia a possibilidade de uma mulher administrar Várzea Grande era aquela velha história do preconceito”, lembrava.

O primeiro apoio de peso em Várzea Grande ela recebeu do empresário Joaquim Norberto de Barros. Os demais eram correlegionários humildes.
Sarita dizia que quando visitou a primeira residência já em campanha sentiu que tinha chances. A injeção de ânimo partiu de Dona Rosa, mãe do ex-vereador Batico Barros. “Ela me disse: Sarita, você vai ganhar, porque tem o dom de ajudar as pessoas”. Na noite do primeiro dia de campanha, ela já era acompanhada por mais de vinte pessoas. “Quando a campanha ganhou corpo, eu saía de casa às 6 horas e só voltava às 10 horas da noite”, revelou Sarita.

A ex-prefeita disse que o fato de Várzea Grande ter pouco migrantes naquela época ajudou na sua campanha. “A gente conhecia todo mundo na cidade e na véspera da eleição o doutor Garcia Neto me disse que a eleição estava ganha”, relembrava. Quando terminou a contagem dos votos, a festa popular tomou conta de Várzea Grande.

Sarita Baracat governou Várzea Grande de 1967 a 1970. Uma das principais obras de sua administração foi à rede de abastecimento de água tratada e a iluminação pública.

Foi casada com Emanuel Benedito de Arruda, de família tradicional da Passagem da Conceição, Sarita Baracat teve dois filhos, Ernandy Maurício Baracat de Arruda – Nico, Fernando César Baracat de Arruda e Eveline Baracat (adotiva).

Sarita Baracat foi vereadora, prefeita, deputada estadual, diretora da Codemat, delegada do Ministério da Educação – MEC e Secretária-chefe da Auditoria Geral do Estado Mato Grosso, com toda certeza representou a própria trajetória da família Baracat em Mato Grosso, especialmente na Cidade de Várzea Grande.

Sarita Baracat de Arruda morreu aos 86 anos e participava ativamente dos principais movimentos políticos da Cidade de Várzea Grande.
Wilson Pires de Andrade é jornalista profissional em Mato Grosso.
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NOTA DE FALECIMENTO!!!!Acaba de falecer na cidade de Várzea Grande a senhora Sarita Baracat de Arruda. A SEGUIR UM…

Publicado por Wilson Pires Andrade em Segunda, 9 de outubro de 2017

Errata:  Segundo nos alerta Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, Sarita Baracat foi a primeira prefeita. Eleita pela ARENA, em 1966. Mas a primeira deputada foi Oliva Enciso eleita pela UDN, em 1958. O ERRO  de edição é nosso, não tem nada haver com o texto do jornalista Wilson Pires.

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Há 82 anos nascia o folclórico Fufu-de-Veado

Por Wilson Pires | Travessa Aquidaban, nº 25. Conhecida por todos em Várzea Grande por um apelido simplório: Beco do Porrete. Armazém do Bugrelo. É ali que residia um dos personagens mais folclóricos da cidade Industrial: João Cassiano Botelho, livramentense de nascimento, 03 de outubro de 1935, o popular Bugrelo ou ainda Fufu-de-veado, se tivesse vivo faria 82 anos.

Dizem que ele dava a vida ao Beco do Porrete. Outros acham que ele era o próprio Beco, o mais tradicional ponto de encontro dos analistas de política, políticos, gozadores de plantão e desocupados nos anos 80/90.

Seu nome: João Cassiano Botelho. Sobrenome: Bugrelo. Apelido: Fufu-de-veado. Era uma figura que só abotoava a camisa no dia das eleições e quando ia fazer suas cobranças, mesmo assim, só dois botões e comandava a vida e a alegria do Beco do Porrete.

Camisa desabotoada, sorriso aberto, jeito simples e bonachão, Bugrelo atendia a todos com a mesma cordialidade, pois no seu dialeto, tristeza não pagava dívida de ninguém.

Embora tenha nascido em Nossa Senhora do Livramento, no povoado de Teixeirinha, zona rural, Bugrelo veio para Várzea Grande ainda menino. Aos 7 anos, foi matriculado no Grupo Escolar Pedro Gardez, que ainda hoje atende parte da comunidade estudantil do município. Bugrelo gostava de dizer que em sua época a professora sabia se postar diante do aluno; às vezes, fazia voltar para casa quem estava sem pentear o cabelo. A professora prezava mais pela disciplina que por educação, contava Bugrelo, entre uma e outra gargalhada.

Com nostalgia peculiar, Bugrelo recordava que a sua primeira professora foi à mãe do juiz Benedito Pereira do Nascimento, o Pereirão.

Oriundo de família humilde, Bugrelo teve que trabalhar cedo, logo ao término do primário. Seu primeiro emprego foi na residência do ex-prefeito Gonçalo Botelho de Campos, tio do ex-prefeito Nereu Botelho. Algum tempo depois, foi trabalhar numa fábrica de ladrilho.  

BOLICHEIRO – Descobrindo a sua vocação comercial, em 1958 ele decidiu montar o seu primeiro estabelecimento, na Rua Benedito Monteiro (antiga casa de Dona Matilde) ao lado da sede do Clube Operário. Com poucas economias, Bugrelo comprou o empório de secos e molhados (bolichinho) do empresário Antônio Nassardem.

Após tomar um “fôlego” financeiro, em 1º de janeiro de 1961, Bugrelo decidiu montar o seu negócio na Travessa Aquidaban (Beco do Porrete). A mudança, recordava, foi feita por Tico Passarinho.           Naquela época, o ponto de encontro das famílias tradicionais era no cruzamento da Avenida Couto Magalhães com o Beco do Porrete. Bugrelo relembra que todas as tardes havia uma espécie de reunião dos moradores, quando todos se sentavam de cócoras (para Bugrelo era “coque”), nos idos de 1961, para observar o movimento. Alguns conhecidíssimos da população, como Zelito Costa Campos, Benedito Gomes (pai do ex-prefeito Carlos Gomes) e a “Caetanada”, oriundos da família Caetano (Arquimedes, Augusto Roberto, Araldo Figurinha entre outros).

E o encontro era levado a sério por todos. Ninguém podia sair primeiro, porque a previsão é que todos fossem embora juntos. “O primeiro que saía caía na tesoura”, contava Bugrelo, se referindo às críticas, cornetações e fofocas dirigidas aos ausentes.  

Hoje, dos antigos moradores do Beco do Porrete, sobraram às famílias do finado Bugrelo (Dona Nildez, Paulo e Ivan) e Jorge Mussa (pai do Jamil Mussa Sobrinho – o Jorginho Confusão, Cuié, Neto Chupa-páia e Nenê). “Só saio daqui morto”, garantia Bugrelo.

Aas famílias que deixaram de morar no Beco do Porrete, enumeradas por ele são: Zelito Costa Marques, Lamartine Pompeo, Basílio, Salvador Conceição, Caetano “Caetanada” Costa e Sinhôco Botelho.

BECO DO PORRETE – O Beco do Porrete historicamente era o caldeirão político da Cidade Industrial. Todavia, foram lançados vários candidatos à Câmara dos Vereadores do Município, como Jorginho Mussa e Estabelito, mas conseguiu eleger apenas Mané Santana. Mas foi por muito tempo o ponto de partida das campanhas eleitorais em Várzea Grande.

MUITOS APELIDOS – Mestre em colocar apelidos, Bugrelo cativava a todos por causa do seu jeitão maroto e linguajar arrastado, ao melhor estilo do dialeto varzeagrandense e da Baixada cuiabana. Sempre sem camisa ou no máximo com a camisa desabotoada, ele mantinha a velha tradição: era hospitaleiro e dizia que só dormia em rede. “Pra que cama?”, perguntava.

Entre os apelidos notórios “que pegaram pra valer”, Bugrelo recordava: Cinco Cuecas, Não Convém, Marcos Toporeia, Cheira Tempo, Rabada, Granito, Nariz de Tucano, Jornal das Sete, Voz do Brasil, Lagoa, Cuiê, Neto Chupa Paia, Subaco, Martelão, Tuiuiú, Quibaça, Cadeira de Cachorra, Mané Vivo, Vitório, Porcão, Mané Morto, Nhaca, Birú, Família Ave (Galo, Pinto, Frango e o Ração), Kalil Bondade, Chapinha, Zezão CBT, Pé-de-Anjo, Lula Chupeta, Sapo do Avesso (Satú), entre outras dezenas.

POLÍTICA E POLÍTICOS – Apesar de folclórico, Bugrelo era respeitado pelos líderes políticos e até empresariais de Várzea Grande. Muitos foram freqüentadores assíduos do Beco do Porrete.

Ele se orgulhava de todos que falavam do Beco e dele mesmo, mas sempre de forma jocosa. Não havia maldade. O empório, onde se reunia de governadores, líderes comunitários e fofoqueiros de plantão, o tema das conversas era sempre política ou a vida dos outros. Era um lugar propício para jogar conversa fora. No Armazém do Bugrelo, com pouco mais de vinte metros quadrados, vendia desde rojão até adubo, passando por remédios, bebidas com raiz até arame farpado.

FAMÍLIA UNIDA – Casado com dona Nildez Magalhães Botelho, de família tradicional varzeagrandense, desde 1959, Bugrelo teve três filhos: Paulo Luiz Botelho, Ivan Mário Botelho (Bugrelo dizia, se Ivan emagrecesse 40 kilos seria o melhor meia-esquerda do futebol mundial (sic) e Lenize Magalhães Botelho.

O progresso de Várzea Grande não fez com que Bugrelo mudasse os seus hábitos. Era considerado o presidente de honra do Beco do Porrete.

Os amigos de Bugrelo ou Fufu-de-veado concretizaram os seus últimos desejos, que era fazer um velório alegre, não queria tristeza, enquanto houvesse uma garrafa de caninha ou Tubaína era para seguir o velório. Outro pedido dele era para que o enterro não fosse em carro de funerária, queria que os amigos carregassem o caixão, cada um em uma alça, passo-a-passo até o cemitério central, contando histórias, causos, piadas e prosas.

E assim foi feito, João Cassiano Botelho, Bugrelo ou Fufu-de-veado, morreu no dia 18 de dezembro de 1999, aos 64 anos.

Portanto, há 18 anos o Beco do Porrete nunca mais foi o mesmo, após a partida de Bugrelo para o andar de cima.

Wilson Pires de Andrade é jornalista em Mato Grosso

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Agora estamos sem Ruth Escobar, um dos maiores nomes do Teatro Brasileiro

A atriz Ruth Escobar durante participação em programa da TV Cultura

A atriz Ruth Escobar durante participação em programa da TV Cultura Reprodução/TV Cultura

Por Bruno Bocchini | Morreu hoje, 5 de outubro, aos 81 anos, a atriz e empresária Ruth Escobar. Ela estava internada no Hospital Nove de Julho, na capital paulista. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada até o momento. A Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (Apetesp), que administra o teatro que leva o nome da atriz, confirmou que o velório será realizado no local.

Ruth Escobar nasceu na cidade do Porto, em Portugal, em 1936. Em 1951, mudou-se para o Brasil e passou a morar em São Paulo. Em seguida, foi estudar interpretação em Paris e, quando voltou à capital paulista, montou sua própria companhia teatral, que batizou de Novo Teatro. Foi protagonista das montagens Antígona AméricaMãe Coragem e Seus Filhos e Males de Juventude.

Em seguida, passou a se dedicar ao teatro popular e transformou um ônibus em palco, levando espetáculos à periferia de São Paulo. No chamado Teatro Popular Nacional ela participou, entre outros trabalhos, de A Pena e a Lei e As Desgraças de uma Criança.

Em 1964, Ruth Escobar inaugurou sua própria casa de espetáculos, onde montou A Ópera dos Três VinténsO Casamento do Sr. MississipiAs FúriasO Versátil Mr. Sloane e Lisistrata. Em 1968, fez a montagem de Cemitério de Automóveis, obra de Victor Garcia.

Em 1974, a artista criou o 1º Festival Internacional de Teatro, com a ideia de trazer ao Brasil periodicamente o melhor do teatro mundial. Diversas peças de sucesso internacional foram encenadas na capital paulista, como Time and Life of Joseph Stalin, de Bob Wilson; e Yerma, de Victor Garcia. Também vieram ao Brasil por meio do festival o grupo catalão Els Joglars, os City Players, do Irã; a Companhia Hamada Zenia Gekijo, do Japão; o Grupo G.Belli, da Itália, entre outros.

Nos anos 1980, Ruth Escobar afastou-se do teatro, candidatou-se a deputada estadual e foi eleita por duas legislaturas, em que se dedicou a projetos comunitários. Em 1987, Ruth montou Maria Ruth-Uma Autobiografia, e voltou aos palcos. Em 1990, também atuou em Relações Perigosas.

 

Fonte: Atriz e empresária Ruth Escobar morre aos 81 anos em São Paulo

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Masp completa 70 anos com série de atrações

 

Masp, o Museu de Arte de São Paulo Criado em 1947

Por Marli Moreira | O mais imponente museu de arte do Hemisfério Sul, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) completa 70 anos nesta segunda-feira (2). Para marcar a data, serão promovidos eventos, como shows, oficinas, visitas, palestra, seminário e filmes.

Nesta segunda, a entrada ao museu será gratuita, com o acesso permitido das 10h às 22h. Além do acervo permanente, poderão ser apreciadas as exposições Miguel Rio Branco: nada levarei quando morrer e Tracely Moffatt.

A mostra Miguel Rio Branco retrata em 61 fotografias a área de prostituição que tem o mesmo nome, no Pelourinho, em Salvador. Também está em cartaz a mostra Toulouse-Lautrec em vermelho, a maior já promovida no Brasil em homenagem ao francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901).

Sob o tema da sexualidade, estão presentes 75 obras, entre pinturas e gravuras e obras cedidas por importantes museus como o Musée d’Orsay, de Paris; e Tate e Victoria & Albert Museum, de Londres; e de acervos particulares.

Às 19h, as persianas das janelas do segundo andar serão abertas deixando a mostra as obras apoiadas em cavaletes de cristal ao mesmo tempo em que poderão ser admiradas do local tanto a Avenida Paulista quanto a Avenida Nove de Julho. Toda a programação ao longo do mês poderá ser acessada por meio do site do Masp.

Criado, em 1947, pelo empresário e jornalista brasileiro Assis Chateaubriand com a ajuda do crítico e jornalista italiano, Pietro Maria Bardi, o Masp reúne vasto acervo, em torno de 8 mil itens que inclui esculturas, gravuras e óleo sobre tela nacionais e estrangeiros com peças confeccionadas desde a antiguidade (século IV a.C.) até o período atual.

Lá podem ser vistos entre outros clássicos da Escola Italiana de Arte como as obras de Rafael, Bellini, Andrea Mantegna e Ticiano; as pinturas de Nattier com retratos das filhas de Luiz XV e as de Renoir, Monet, Manet, Cézanne, Toulouse-Lautrec, além de obras de Van Gogh, Gauguin e Modigliani.

Ao lado destes, destacam-se os artistas brasileiros Almeida Junior, Candido Portinari, Anita Malfatti, Victor Brecheret e Flávio de Carvalho.

Símbolo arquitetônico

Durante os primeiros anos, o Masp ocupou um espaço bem mais acanhado do que o atual, dividido em quatro andares do prédio da Rua 7 de Abril, sede dos Diários Associados, um conglomerado de imprensa fundado por Chateaubriand.

Vinte e um anos depois, o museu ganhou novo endereço, em local bem mais amplo com 11 mil metros quadros, na Avenida Paulista. Na festa de inauguração, em 2 de outubro de 1968, compareceram figuras importantes do cenário nacional e internacional entre as quais a rainha Elizabeth II. Foi um revolucionário traçado arquitetônico de Lina Bo Bardi, esposa de Pietro Maria Bardi.

Nesse mesmo ano, o país atingiu o ápice da rebeldia do pensar contra a ditadura militar.

Além da estética, a obra de Bo Bardi era a representação da ousadia. O novo prédio causava impacto, parecendo uma caixa suspensa no ar, sustentado apenas por quatro grandes pilares e duas vigas. Com formato retangular, cercado por vidros, reúne cinco pavimentos entre o subsolo e o último andar e tem um vão-livre em frente à Avenida Paulista, de 74 metros quadrados.

O local tornou-se ponto de encontro para grandes manifestações populares e sedia também eventos como feiras, apresentações musicais e a largada da tradicional corrida internacional de São Silvestre.

O edifício foi tombado, em 1982, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) e, em 2003, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Fonte: Masp completa 70 anos com série de atrações | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Agora estamos sem Pedro Pedrossian, ex-governador de Mato Grosso e MS

Governador por três vezes, Pedro Pedrossian morre em casa aos 89 anos
Na foto, Pedrossian ao lado da esposa Maria Aparecida e do bisneto João Pedro, comemora 85 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Na foto, Pedrossian ao lado da esposa Maria Aparecida e do bisneto João Pedro, comemora 85 anos. Foto: Arquivo familiar

Anahi Zurutuza e Aline dos Santos | O ex-governador Pedro Pedrossian morreu na madrugada desta terça-feira (22). De acordo com secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, o avô estava em casa. “Morreu dormindo, sem sofrimento”.

O neto revelou ainda que o ex-governador estava bem de saúde, “na medida do possível”. “Ele teve uma insuficiência respiratória ontem [segunda-feira], mas foi medicado e estava bem”.

Por meio da assessoria de imprensa, o Governo do Estado informou da morte com pesar e informou que o velório será no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, a partir das 10h. O sepultamento será no cemitério Parque das Primaveras, às17h.

Ao vivo, para o jornal da TV Morena, Pedro Pedrossian Filho disse que o pai deixa saudades, mas foi uma pessoa realizada e tem uma história de vida construída com amor. “Vai absolutamente realizado para sua viagem”.

Ele revelou ainda que a saúde do pai estava frágil havia sete anos, desde quando sofreu um acidente e quebrou a perna.

História – Pedrossian foi governador por três vezes, de 1966 e 1971. Em 1980, foi nomeado para comandar Mato Grosso do Sul, posto que retomou em 1991, quando foi eleito nas urnas.

Com a vida forjada nos caminhos de ferros da Noroeste do Brasil, o engenheiro civil Pedrossian deveria estrear na política sendo vice de Lúdio Coelho.

“O Lúdio, candidato da UDN, foi a Bauru e me convidou para ser o vice. Mas nunca mais tocou no assunto. De qualquer forma, aquela medida do Lúdio fez com que tomassem conhecimento da minha existência como político. Fui escolhido para ser candidato”, relatou o próprio, em entrevista ao Campo Grande News em 2013.

Na década de 1960, sem condições financeiras, ele embarcou em um avião de pequeno porte, “às vezes nem a bússola funcionava”, e na aventura de rodar o extenso Mato Grosso, à época uno.

De repente, a população correspondeu às propostas e Pedro Pedrossian foi eleito governador.

Matéria editada às 8h58 para acréscimo de informação.

Fonte: Governador por três vezes, Pedro Pedrossian morre em casa aos 89 anos

><>Pedro Pedrossian, em verdade, foi o primeiro que quebrou o paradigma eleiltoral mato-grossense. Ele foi o primeiro jovem a se eleger governador e depois dele, Mato Grosso só elegeu candidatos com menos de 50 anos: Júlio Campos, Carlos Bezerra, Jaime Campos, Dante de Oliveira, Blairo Maggi, Silval Barbosa (o mais velho) e Pedro Taques.

Como legado da gestão PP citamos a UFMT, a Senemat, com ampliação da ETA São Sebastião, que melhorou – e como – a distribuição de água na Capital.

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Agora estamos sem Paulo Silvino; o ator morre aos 78 anos no Rio

Ator Paulo Silvino lutava contra um câncer no estômago – Divulgação

Por Vitor Abdala | O ator e humorista Paulo Silvino morreu na manhã de hoje (17), aos 78 anos, em sua casa na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Segundo as organizações Globo, para quem Silvino fez vários trabalhos desde 1966, ele lutava contra um câncer no estômago.

Filho do comediante Silvério Silvino Neto, Paulo Silvino iniciou sua carreira no rádio e, na década de 1960, passou a trabalhar para a TV Rio. Depois de começar a trabalhar com a TV Globo, estrelou programas como Balança Mas não Cai; Faça Humor, Não Faça Guerra; Uau, a Companhia; Satiricom; Planeta dos Homens; e Viva o Gordo.

Um de seus trabalhos recentes mais famosos foi no programa Zorra Total, onde interpretava o porteiro Severino.

Fonte: Ator Paulo Silvino morre aos 78 anos no Rio | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Renomados palestrantes participam do 6º Congresso Espírita em Cuiabá

Por João Bosquo | O 6º Congresso Espirita de Mato Grosso , com o tema ‘Amai-vos e Instruí-vos’, uma realização da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso (Feemt) acontece a partir desta quinta-feira, 17 até o próximo dia 20, domingo no Hotel Fazenda. O Congresso, que acontece de quatro em quatro anos, é um dos eventos mais aguardados pelo movimento espírita, que cresce a cada dia no Estado. A conferência de abertura “Espíritas amai-vos e instruí-vos”, será ministrada pelo conferencista Jorge Godinho, presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB).

Serão quase 20 horas de reflexões compartilhadas, durante os quatro dias de evento, por onze facilitadores espíritas de renome nacional e internacional, que farão palestras com temas que fazem parte do dia-a-dia de todos, como o amor, o complexo de culpa, medos, a união amorosa, relações familiares, entre outros.

O congresso começa com a recepção de credenciamento dos participantes a partir das 15 horas e a noite acontece a solenidade de instalação do congresso, seguindo-se a palestra de abertura.

Alberto Almeida, conferencista espírita, médico homeopata, formação em TVP, dinâmica de grupos e constelação familiar, psicologia transpessoal, energética do psiquismo, fará a primeira conferência desta sexta, 18, com o tema “Como desenvolver o amor nas relações familiares”. Na sequência teremos novamente a presença de Jorge Godinho, que agora irá proferir a conferência “O amor e a superação do sentimento de indiferença”. Ainda pela manhã, antes do almoço, Gabriel Salum fala “Como desenvolver o amor aos que nos perseguem e caluniam”.

Na parte da tarde a conferência “O espírita e a liderança amorosa”, com Saulo Gouveia, da Federação Espírita do Rio Grande do Sul; depois o presidente da FEB fala sobre “Como promover o amor e a união entre os espíritas”. Um rápido intervalão e Suely Caldas Schubert, autora de dezenas de livros – publicou o 1º livro em 1981, intitulado “Obsessão/Desobsessão – profilaxia e Terapêutica Espírita” (ed. FEB), fundadora e dirigente da Sociedade Espírita Joanna de Ângelis, em Juiz de Fora, Minas – profere a conferência “O amor e a superação das influências espirituais obsessivas”. Gabriel Salum volta agora para falar sobre “O amor e a superação do complexo de culpa”; enquanto Alberto Almeida vai falar sobre “O amor e a superação dos medos psicológicos”.

No sábado, Sandra Borba Pereira, membro do Conselho Superior da FEB e ex-presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Norte, mestre em filosofia e pedagoga da UFPE, bem como professora da UFRN, e autora do livro “Reflexões Pedagógicas à Luz do Evangelho”, desenvolve a conferência “Como desenvolver o amor a si mesmo”. Conhecer a si mesmo é uma das missões mais difíceis do homem, pois só através autoconhecimento poderá o homem amar o próximo com a si mesmo, como prega o mestre Jesus.

Em seguida, o conferencista Juiz de Direito Haroldo Dutra desenvolve o tema “O meio prático para conhecer, e compreender, amar e cumprir as Leis Divinas na consciência”. Dutra é autor de uma tradução do “Novo Testamento”, para o português, editada originalmente pelo Conselho Espírita Internacional em 2010 e depois FEB. O presidente da Feemt, Lacordaire Faiad fecha a manhã com a conferência “O amor e a superação do sentimento de vitimização”.

Alberto Almeida volta, agora para falar de “O amor e o cumprimento do propósito existencial”; segue-se Sandra Borba com o tema “Como desenvolver o amor, a Verdade e conquistar o discernimento espiritual”. Antes do intervalo, Alírio de Cerqueira Filho, médico e autor dos livros “O Legado de Paulo de Tarso ao Cristianismo Redivivo”, “Depressão e obsessão: duas faces de uma doença espiritual”, “Psicoterapia à luz do Evangelho de Jesus”, entre outros, ministra a conferência “O amor e a missão do Espírito imortal”.

Na parte da tarde Haroldo Dutra fala sobre “O amor e a superação da acomodação moral”, enquanto Geraldo Campetti irá conferenciar sobre “Como desenvolver o amor a Deus de todo coração, alma e entendimento”.

No último dia, domingo, o 6º Congresso fecha com a conferências de Suely Caldas, “Como desenvolver o amor e a fidelidade aos Espíritos benfeitores”, de Geraldo Campetti, “Como desenvolver o amor diante da cultura da superficialidade” e, por fim, o cuiabano Afro Stefanini II fecha com a conferência “Jesus e o amor infinito pela Humanidade”.

Atualmente, a Feemt congrega 93 Centros Espíritas, com 21 Federações Regionais ativas, que têm como principal missão a promoção das pessoas a uma evolução espiritual. Os Centros Espíritas promovem a caridade, que consiste em ações de doações materiais e desenvolvimento das pessoas, por meio de estudos da doutrina.

O movimento espírita em Mato Grosso, além das casas espíritas ligadas à federação, conta com casas ligadas ao movimento Auta de Souza

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Agora estamos sem Maria Clara Migliácio, por João Carlos Vicente Ferreira

Morre Maria Clara Migliácio

A arquiteta, urbanista e arqueóloga Maria Clara Migliácio, nascida em Jacarezinho, no Estado do Paraná e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, faleceu na tarde de ontem, dia 6 de agosto de 2017, em Brasília, Distrito Federal, onde desempenhava importante função no Iphan.

A trajetória de Caia Migliácio, como era conhecida por amigos e colegas de trabalho, começou no Iphan, em 1989; “…me fez abraçar o patrimônio arqueológico como objeto a demandar maiores atenções por parte da instituição, já que naquela época apenas seis técnicos da Casa eram responsáveis pela gestão do patrimônio arqueológico de todo o Brasil”. A arqueologia era a paixão maior de sua vida, tendo-se destacado em atividades nessa área em Mato Grosso, quando alçou vôos maiores e foi convidada a exercer cargo de direção, em Brasília, sede do Iphan.

Caia possuía graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1981), mestrado em Ciências (Arqueologia) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (2000), doutorado em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (2006). Servidora federal (Iphan/MinC). Professora universitária. Foi Diretora do Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional CNA/ Iphan/ MinC de 2009 a 2012 , onde atuou, em âmbito nacional, na gestão do patrimônio arqueológico brasileiro desenvolvendo políticas, programas e ações para a sua proteção, conhecimento e socialização.

Na área da atividade pública desenvolveu propostas para o aprimoramento da gestão do patrimônio arqueológico no âmbito do licenciamento ambiental; para a aplicação da arqueologia pública participativa em contextos que envolvem populações indígenas, quilombolas e tradicionais; para o estabelecimento de normas e critérios para o desenvolvimento da pesquisa arqueológica em bens culturais do período histórico e em bens culturais em meio subaquático; para o acautelamento de bens culturais edificados e sítios arqueológicos por meio do instrumento do tombamento.
Na área da pesquisa acadêmica desenvolveu trabalhos especializados em contextos arqueológicos de grupos ceramistas. Como professora ministrou disciplinas em cursos de graduação e pós-graduação em suas áreas de formação e em áreas com as quais mantém interfaces.

Maria Clara criou, em Cuiabá, o Instituto do Homem Brasileiro, voltado à preservação e difusão de bens arqueológicos do país.

Por sua dedicação à causa arqueológica no Brasil, pelos seus feitos e projetos desenvolvidos e alguns em pleno desenvolvimento, vai fazer muita falta.

Fonte: Facebook

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Agora estamos sem a alegria contagiante de Martha Arruda, uma autêntica jornalista cuiabana

A jornalista Martha Arruda, que marcou o jornalismo de MT, como editora do DC Ilustrado, morreu aos 78 anos

Por João Bosquo e Enock Cavalcanti | Agora estamos sem Matha Arruda, escrevo eu. Nosso amigo Enock Calvacanti escreverá: Grande, como era Grande – em reverência a esta mulher e jornalista que mexeu – sim, mexeu – com o jornalismo mato-grossense, no bom período do jornalismo mato-grossense. E mexeu também com a cabeça das pessoas, já que poucos tiveram tanta coragem para desafiar os preconceitos como Marta, que se divertia contando seus causos de amor. Os amigos que o digam. Nessa correria do dia-a-dia, a urgência para fechar a matéria, vamos esquecer uma porção de gente que amava Martha Arruda.

Martha era Martha, inquieta, explosiva, criativa, incontrolável. Tão inquieta não parava de falar e não guardava segredos para depois e junto com Enock Cavalcanti, Antônio de Pádua e Silva criou e alimentava a coluna “Quebra Torto”, deste DC Ilustrado, que explodiu muita polêmica na sempre provinciana Cuiabá do século 20. Uma dessas histórias quem nos conta é o jornalista Américo Corrêa, por anos repórter deste Diário.

“Martinha era muito engraçada, serelepe. Trabalhei com ela no DC. Ela também criou o Quebra Torto. Foram ela, o saudoso Antônio de Pádua e José Luís Siqueira que escreveram a nota Kit Babaca (celular, agenda eletrônica e caneta chique), com foto do também saudoso Auro Ida. O japonês zangou e foi tomar satisfação comigo, pois Marta acrescentou a palavra boliviano, como eu me referia ao Auro. O Cabeção entrou na redação do DC, lá no Porto, com punhos fechados, desferindo golpes. Reagi e acabei derrubando o meu amigo. Auro foi levado para as escadarias do prédio. Todo mundo pasmo e abalado. Menos Marta Arruda. Com os dois punhos cerrados, a baixinha queria ir lá fora trocar sopapos com aquele enorme e querido japonês. Foi difícil segurá-la. Bons tempos. Deus a tenha. Aliás, com certeza, ela, Auro e Pádua”, lembra Américo Corrêa.

Carlinhos Alves Corrêa, parceiro e sócio dela na revista Gente que Acontece, diz que “falar da Martha Arruda é relembrar um mundo sábio, onde a escrita era uma verdadeira luz para a alma, cheia de humor e criatividade, era o seu ponto forte na arte de escrever”. Ele diz ainda que “devemos aceitar a chegada da morte, assim como o dia aceita a chegada da noite, tendo confiança de que, em breve, de novo há de raiar o sol. Martha Arruda me ensinou: jamais perca a vontade de doar o amor, ainda que muitas vezes ele possa ser submetido a prova e até rejeitado”.

O jornalista e poeta Antônio Peres Pacheco lembra que conheceu Martha na redação deste DC. “Foi no começo dos anos 90. Eu, um jovem jornalista e aspirante a poeta e escritor, idealista e ávido por aprender e viver. Achei na Martinha uma representação de como eu queria ser quando tivesse mais de meio século de vida. Fomos vizinhos de máquina de escrever e, depois, de computador. Ela tirava minhas dúvidas, corrigia meu português, me incentivava, contava causos, piadas, tirava sarro. Era divertido viver a vida pelos olhos da Marta Arruda. Vou sentir falta dela, da sua gargalhada divertida, do seu olhar curioso e da vivacidade com que levava a vida, inclusive, naqueles momentos não tão bons”, filosofa Peres.

Valéria Del Cueto, que também é jornalista, também trabalhou em Cuiabá e hoje mora em Ipanema, a poucos quarteirões de onde Martha residia, lembra que ela “sempre foi uma mulher à frente do seu tempo, que soube levar a vida entre descobertas, desafios e boas risadas. Pagou o preço por ousar querer ser Martha num tempo em que lhe exigiam ser somente bela, recatada e do lar, mas achou que valia a pena passar pela vida contado histórias e fazendo das suas, como a menina travessa que sempre foi.”

O jornalista e secretário de Comunicação de Mato Grosso, Kleber Lima nos conta que conheceu Martha Arruda quando começou a trabalhar neste Diário de Cuiabá, na década de 1990. “Na época ela era um dos redatores do Quebra – Torto, juntamente com Enock Cavalcanti e António de Pádua, que já nos deixou também. Me lembro da sua irreverência e dos textos curtos e cortantes. Mordaz, inteligente. Isso já fazia falta ao jornalismo de hoje. Receio que este estilo de jornalismo criativo e provocativo, porém consistente e respeitoso com a verdade, se vá com ela. Nesse sentido, Marta deixa uma lacuna de difícil preenchimento. Ao legado dela, bem como do Pádua, meu mais efusivo respeito”, disse Kleber Lima.

O jornalista Mauro Camargo diz que “Martha foi Uma voz Importante da cuiabania, da cultura e do Jornalismo mato-grossense. Sempre honrou o nome de sua família e os valores da terra. Mas ela foi, principalmente, uma boa amiga. Dessas que a gente carrega pra sempre no Coração”.

O escritor e poeta Eduardo Mahon, afirma que “Martha foi daquelas jornalistas que não ficava por trás da notícia. Ela colocava a própria alma no que fazia. Um jornalismo protagonista, opinativo, cada dia mais raro. Incomodava muita gente com denúncias e não se adaptava facilmente. Mas compensava pela figura doce e receptiva. Acima de tudo, era apaixonada por Cuiabá e sabia que a recíproca era verdadeira”.

Martha Arruda faleceu, aos 78 anos, na madrugada desta terça, 18, no Rio de Janeiro (RJ), onde morava há mais de 10 anos, no bairro de Copacabana. Ela era professora aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), trabalhou durante anos no jornal Diário de Cuiabá, em diversas funções, e dentre outras atividades no jornalismo editou a revista Gente que Acontece. Além do artista plástico João Pedro de Arruda, deixa outros três irmãos, Nilo, Deli e Luiz Mário Arruda, além de uma filha, netos e bisnetos que moram em Florianópolis (SC).

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Canto pros santos do meu canto – Por Valéria del Cueto

Texto e foto de Valéria del Cueto | Acordar ouvindo a gritaria da passarada na janela enorme a sombra das borboletas de metal que dançam ao vento presas no entorno da não parede transparente. O pulo da cama é para tomar um copo de água fresca e fazer a ginástica diária de subir o toldo e abrir o janelão, deixando o ar da imagem matinal invadir e clarear o espaço do quarto.

Ao descer as escadas não esquecer de apagar a luz. Guia para o caso de precisar ir até a parte de baixo da casa durante a noite. Entre reparar na luz acesa e chegar ao pé da escada de madeira e ferro, a atenção é desviada para luminosidade que vem do lado de fora.

São poucas paredes. Os vãos envidraçados fazem com que tudo se mexa onde normalmente haveria apenas o senso comum de decoração interior. Os raios de sol projetados invadem o ambiente e quanto mais o vento agita as folhagens que cercam a habitação, maior o ritmo do balanço que alegra o chão e as pilastras de sustentação da sala/cozinha vazada. As sombras dos passarinhos que dão rasantes entre as árvores em busca do alimento matinal também fazem da manhã uma festa na Vivenda da Vovó Suely.

O tempo está perfeito. Quase julho e o ar ainda está limpo, como se já não fizesse mais de um mês sem uma gota d´água vinda do céu, apesar de algumas ameaças e a torcida geral por chuvas que adiassem o princípio da secura insuportável do “verão” no cerrado cuiabano.

Deu até uma esfriada. Aquela que o céu fica vermelho e a lua tem um halo em seu redor. Isso, um dia antes da parede de nuvens pesadas se formar para o lado sul no meio da tarde e ir invadindo o horizonte e depois completando o céu inteiro. Chegou o frio! Notado até por aqueles que, mais acostumados que os cuiabanos em geral, só o sentem quando a temperatura baixa dos 14 graus. Pois baixou…

Graças a Deus não durou nem pegou a temporada dos festejos de São Benedito, o santo padroeiro de Cuiabá. Assim, todos os devotos puderam louvá-lo com pompa e circunstância. Especialmente nas atividades da madrugada, como a novíssima lavagem das escadarias da igreja a ele dedicada e o tradicionalíssimo levantamento do mastro, com a imagem do Divino Espirito Santo ornamentando o topo. Diz a lenda que o lado que a bandeira aponta é de onde virá o futuro Imperador, organizador os festejos no próximo ano. Seja cumprindo promessa, fazendo pedidos para o santo, usando sua coroa, entoando os cânticos da missa da madrugada, experimentando o café com bolo depois da função, participando da procissão ou frequentando as barracas de comidas típicas cuiabanas, a fé do povo se manifesta a cada gesto.

Tão significativa e necessária é a devoção aos santos, como o ritual correspondente à natureza local. Ele pede o banho de rio na Chapada dos Guimarães onde, certamente, descem nas águas cristalinas as energias excessivas que se acumulam no corpo e na alma do vivente. Com sorte a água pode não estar muito gelada depois da inevitável descida até a beira do rio Paciência, por exemplo. E não adianta somente colocar os pés na água, molhar as mãos e a nuca.

O ideal é um mergulho físico e espiritual em que apenas o esforço para não rodar riacho abaixo faça o fio terra com o mundo real. Se der, que a conexão seja feita só com a ponta dos dedos dos pés, numa aula prática de física para demostrar como um único ponto fixo pode segurar a força do corpo contra a correnteza das águas.

Como na vida, em que os pequenos gestos e movimentos podem ser definitivos e decisivos diante do turbilhão que nos cerca e tenta nos devorar, serão as delicad e ezas e sutilezas que nos manterão ligados ao que temos de melhor a preservar.

A essência da simplicidade é a luta pela verdade. A nossa verdade interior. Aquela que insiste em resistir em se manifestar livremente, como um direito que todos deveríamos exercer plenamente em nosso dia a dia.

Lembra da luz ao pé da escada? Voltando para apagar. Ficou acesa…


*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Parador Cuyabano”, do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

Fonte: Canto pros santos do meu canto | no rumo do Sem Fim…

><>A colega Valéria del Cueto, assim como a dupla Sá & Guarabira, também confunde a festa de São Benedito como do Padroeiro de Cuiabá.  Não. O padroeiro é o Senhor Bom Jesus de Cuiabá e cuja sede é a Catedral Metropolitana. Na música “Voa Tuiuiú”, Sá & Guarabira trocaram o “padroeiro” por “festeiro da cidade”, mas a Rádio Vila Real (hoje CBN), líder de audiência foi a única que executar o jingle dos 265 anos com a letra errada. Imagina o barulho.

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Agora estamos sem Celso de Castro Barbosa, um jornalista amigo

A foto é péssima, mas é o que restou

Celso de Castro Barbosa, 61 anos, carioca,  morreu nesta sexta-feira, 30, vítima de complicações do diabetes.

Ele estava como vice-presidente da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Rio;  trabalhou no “Jornal do Brasil”, “G1” e “TV Globo” e foi editor do “DIA” entre 2014 e 2015.

Também foi secretário adjunto de jornalismo da Secom-MT, durante o governo Silval Barbosa, na gestão de Carlos Rayel, quando nos conhecemos.

Por sermos botafoguenses, apesar de algumas diferenças, tornamos bons amigos.

Fiquei sabendo de seu desencarne no perfil no Facebook da amiga comum Dani Cunha, que escreveu: “Fui pega de surpresa com a notícia do falecimento do Celso De Castro Barbosa nesta sexta-feira. Nos últimos meses estávamos afastados, mas o período que ele esteve em Cuiabá, trabalhei diretamente com ele e criamos laços de amizade e aprendizados que com certeza levarei pra sempre. Apaixonado pelo jornalismo, pelo Botafogo, pelo samba, Elis e amante da boemia, Celso vai deixar saudades. Ele era 8 ou 80. Não tinha meio termo. Sempre intenso em todas as suas atitudes e defesa de ideias, dávamos boas gargalhadas de casos da vida que contávamos um para o outro. Vá em paz, Celso e que Deus lhe receba em seus braços”.

Foto, que ilustra, foi tirada num final de tarde, com um Motorola de 3 pixel, a caminho de Cáceres.

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Agora estamos sem Paulo Nogueira e o jornalismo brasileiro fica mais pobre

Paulo Nogueira (1956 – 2017)

Por Kiko Nogueira, 30 de junho de 2017

Paulo Nogueira morreu na noite de 29 de junho. Tinha 61 anos.

Estava com câncer. Depois de uma batalha de dez meses, finalmente descansou.

Paulo está vivo.

Paulo está em seus filhos: meus sobrinhos Emir, Pedro, Camila e Fernando. Paulo está em minhas cunhadas Erika e Luísa.

Está nos seus irmãos Mari, Zé, Kika. Nos seus sobrinhos e sobrinhas. Na minha tia Maria Ely. Nos amigos, como Sergio Berezovsky, Caco de Paula, Bia Parreiras e aqueles que peço desculpas por não citar nesse momento.

Está em mim e em você.

Está em seu legado vasto e generoso, digno do nosso pai, o jornalista Emir Nogueira, a quem Paulo dedicou linhas e linhas de beleza e gratidão.

Ele fez de tudo no jornalismo. Foi repórter, editor, diretor de redação, superintendente. A maior parte da carreira na Editora Abril, outra parte na Editora Globo, os anos mais recentes neste Diário do Centro do Mundo.

Um dos maiores jornalistas do país, passou pela Veja, foi editor da Veja São Paulo, reinventou a Exame, lançou diversas outras publicações.

Deixou sua marca em cada uma delas. A vibração, a provocação, o apuro, a busca da excelência. Antecipou tendências, fez acontecer.

Nunca foi santo. Era duro. Era também de uma paciência infinita. Fez companheiros para a vida toda nas redações e revelou vários talentos. Fez inimigos, também, como todo grande homem.

“Sempre que você se desentender com alguém, lembre que em pouco tempo você e o outro estarão desaparecidos”, dizia, repetindo Marco Aurélio, o imperador romano, seu filósofo de cabeceira.

O DCM era seu projeto preferido. Ele falava do privilégio de poder exercer o ofício depois dos 50. Poderia ter tido uma aposentadoria tranquila, jogando tênis e pôquer às margens do Tâmisa.

Preferiu combater o bom combate, com a mesma paixão de sempre. Em 2012, quando começamos, comemorávamos quando conseguíamos alcançar 20 mil visualizações num dia. Ele de Londres, eu de São Paulo. Hoje são 500 mil.

O Paulo tinha uma visão e a perseguia com a mesma obstinação que tinha jogando futebol (um dia eu conto do gol mais bonito que ele fez. Um dia eu faço isso, quando não me doer desse jeito).

A utopia do Brasil escandinavo, um Brasil mais justo, foi a nossa bússola no DCM. Continuará sendo.

Uma vida intensa, um homem que fez tudo à sua maneira. Nasceu e morreu no mesmo quarto na casa dos nossos pais, no Jardim Previdência.

Como ele queria.

O Paulo vive. Obrigado, Fratello.

Fonte:  DCM

 

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Efeméride mundial marca campanha pela sensibilização da população sobre perigo dos asteroides

MT emplaca 2 eventos no Asteroid Day

Adriana Nascimento | Cuiabá será de hoje, 27, até sexta-feira, 30, um dos palcos mundiais dos eventos que acontecem simultaneamente em todo o planeta voltados ao “Asteroid Day” (campanha de sensibilização criada para o perigo da queda dessas rochas espaciais no planeta Terra). A programação inclui uma série de atividades abertas a todo tipo de público. A direção do Clube de Astronomia de Mato Grosso (CAMT) – organizadora das ações em território mato-grossense – apresentou a programação da participação de Cuiabá no ‘Asteroid Day’ na última semana e informa que organiza dois eventos nesse período.

O primeiro consiste em uma exposição, que começa hoje e vai até 29, no saguão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. No mesmo local, dessa vez no auditório Licínio Monteiro, serão realizadas duas palestras sobre o “Asteroid Day” sendo uma no dia 27, às 14h, com o professor-Doutor Denilton Gaio, do Instituto de Física da UFMT, como parte da abertura da exposição de banners sobre o assunto feita pelos alunos do IF; e outra no dia 29, a ser ministrada pelo presidente do CAMT, Paulo Wolkmer, sobre o mesmo assunto. Já o segundo evento acontece no dia declarado pela ONU para ser o “Asteroid Day” (30 de junho). O local será o Instituto de Física da UFMT durante todo o dia. A programação desta atividade inclui: palestras, sessão de documentários, apresentação de meteoritos e observação do céu.

Coordenado nacionalmente pelo GaeA – Grupo de Apoio em Eventos Astronômicos através de seu diretor, Saulo Machado, e apoiado por outros coordenadores nas cinco regiões brasileiras, quase 70 eventos ligados ao Asteroid Day estão confirmados em mais de 40 municípios de 16 estados brasileiros. E esse número poderá aumentar com o ritmo de mobilização pela proximidade do dia 30 de junho. Transmissões ao vivo, palestras, oficinas, shows musicais, minicursos, seminários e observações do céu serão algumas das diversas atrações que clubes de astronomia, observatórios, planetários, escolas e universidades estão planejando para seu público.

O Asteroid Day O Dia do Asteroide foi sancionado pelas Nações Unidas em 2016, como um dia global de educação para aumentar a conscientização sobre os asteroides, seu papel no Sistema Solar e a necessidade de usar ciência e tecnologia para aumentar o conhecimento da população e capacidade de proteger a Humanidade de impactos futuros e facilitar futuras explorações.

O 30 de junho faz alusão ao ano de 1908 quando um imenso asteróide caiu em cima da Sibéria, gerando um impacto tão poderoso que destruiu 80 milhões de árvores em uma área de 2 mil km². Para relembrar o chamado ‘Evento de Tunguska’ e alertar sobre o risco de que algo parecido pode acontecer novamente, cientistas promovem o Dia Mundial do Asteroide, com eventos no mundo todo explicando as ameaças que objetos espaciais podem gerar e o que pode ser feito para impedir outro impacto.

Asteroid Day foi fundado em 2014, por Dr. Brian May, astrofísico e guitarrista da banda de rock Queen; Danica Remy, Presidente da Fundação B612; astronauta da Missão Apollo Rusty Schweickart; e o cineasta alemão Grig Richters. Entre seus parceiros estão incluídos a Association of Space Explorers (ASE) , a Fundação B612 o Discovery Channel e patrocinadores mundiais como OHB, SES, BCE e o Governo de Luxemburgo.Em Mato grosso a direção do CAMT, que já faz parte da organização das edições anuais da comemoração do Dia Mundial da Astronomia que acontece em 8 de abril, resolveu ampliar suas ações colocando mais esta atividade em sua agenda anual para levar a ciência astronômica mais perto da população a fim de abrir mais ainda sua popularização.

Confira a programação final do Asteroid Day em Cuiabá

Ação 1
Dia 27.06.2017

Local: ALMT

14 às 15h – Palestra “Asteroid Day” no auditório ‘Licínio Monteiro’ com o professor-Doutor do Instituto de Física da UFMT, Denilton Gaio

Após este horário será feita a montagem da exposição de banners dos alunos do Instituto de Física no saguão da ALMT

Dias 28 e 29.06.2017

Exposição “Asteroid Day” das 8 às 12h e das 14 às 18h com orientação aos visitantes de alunos do IF da UFMT

Dia 29.06.2017

14h às 15h – Palestra “Asteroid Day” no auditório ‘Licínio Monteiro’ com o presidente do Clube de Astronomia de MT, Paulo Wolkmer

Ação 2
Dia 30.06.2017

Local: Instituto de Física da UFMT

8h30 – abertura

9h – palestra ‘Asteroid Day’ com professor-doutor Denilton Gaio

10h20 – intervalo

10h40 – Palestra “Divisões” com professor-doutor do IF da UFMT Marcelo Marchiori

12h – almoço

14h – Palestra “Domo de Araguainha” com a geóloga, Gleice Reis

15h20 – intervalo

15h40 – Palestra para apresentação da coleção de meteoritos (Maria Gislanny – graduanda de Física da UFMT)

16h40 – Sessão de Documentários

1 – “Scientists Rock” (série)

Relata o Asteroid Day (dia do asteroide)
Duração aproximada: 30 minutos

2 – History Channel – O universo – episodio 06 – ataque de asteroides
Duração: 44 minutos18h10 – translado para estacionamento da biblioteca da UFMT
18h30 – Observação do céu com professor-doutor Denilton Gaio

Fonte: MT emplaca 2 eventos no Asteroid Day – Space News MT

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Agora estamos sem o professor Aecim Tocantins; Mato Grosso está de luto

Uma das minhas alegrias, enquanto trabalhei na Secom de Mato Grosso, no governo Silval Barbosa, foi realizar essas pautas de resgate da nossa memória e pude entrevistar interessantes, entre as quais o Professor Aecim Tocantins, um homem alegre e inteligente (qualidades sempre deveriam andar juntas) e nos emociona neste momento.

Veja o vídeo e leia o texto:

Aecim Tocantins: Uma história que se confunde com a de Cuiabá

Nota de pesar do Governo

O governador Pedro Taques recebeu com pesar a notícia da morte do professor Aecim Tocantins, ocorrida na madrugada deste domingo (18.06) em Cuiabá. Em homenagem ao professor pelos relevantes serviços prestados à capital e ao Estado, Taques vai decretar luto oficial em Mato Grosso.

“Aecim foi um homem íntegro, que amava Cuiabá e Mato Grosso. E foi com essa paixão, aliada à sua formidável determinação e inteligência, que contribuiu para o crescimento da cidade e do Estado ocupando inúmeras funções públicas”, disse o governador Pedro Taques.

Professor, como gostava de ser chamado, Aecim Tocantins também era contador. Na política, foi vereador por Cuiabá e presidente da Câmara da capital. Por duas oportunidades ocupou o cargo de prefeito de Cuiabá. Foi secretário de Interior, Justiça e Finanças do Governo do Estado, secretário-chefe da Casa Civil e conselheiro do Tribunal de Contas.

No fim da década de 70, Aecim Tocantins foi indicado pelo governador José Garcia Neto para defender os interesses de Mato Grosso na Comissão Especial de Divisão do Estado, que levou à criação, por parte do Governo Federal, do Estado de Mato Grosso do Sul.

“Aecim Tocantins foi um homem público notável e deixou indeléveis marcas nos cargos públicos que ocupou. Eu o conheci pessoalmente, pois era amigo do meu avô Enio Vieira. Foram companheiros de lutas políticas travadas em favor da boa causa pública e dos mais altos interesses de Mato Grosso”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho Vieira. “Consigno aqui, de modo especial, meus votos de pesar a sua esposa, dona Célia, e seus filhos, especialmente ao amigo Mario Luis”, completou José Adolpho.

“Que a família Tocantins receba nossas condolências e que tenha forças para superar esse momento de tristeza e dor”, concluiu o governador.

Aecim Tocantins tinha 94 anos. O velório é realizado na Capela Jardins, em Cuiabá.

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