Rubenio Marcelo lança em Campo Grande livro de crítica cultural que também contempla autores de MT

Da Redação | O lançamento do livro Palavras em Plenitude – prosa e crítica cultural”, a 12ª publicação autoral do escritor Rubenio Marcelo, será na próxima terça-feira, 22, a partir das 19h30, em Campo Grande (MS). O evento será no auditório da Academia Sul-Mato-Grossense, que se situa na Rua 14 de Julho nº 4653, altos do São Francisco, na Capital Morena. Em seguida, o livro será lançado também no Festival América do Sul Pantanal (FASP), que vai acontecer de 24 a 27 de maio/2018 em Corumbá/MS.

    Aprovado pelo FMIC/Sectur-CG/MS e chancelado pela Ed. Life, o livro traz textos em prosa, enfeixando resenhas, crônicas, ensaios com enfoques de crítica cultural acerca de personagens regionais desta área e, dentre os contemplados na obra, nomes também de Mato Grosso, como Eduardo Mahon, Benedito Pedro Dorileo, Olga Maria Castrillon Mendes, além dos saudosos Dom Aquino Corrêa e Zulmira Canavarros, a ‘Coleção Obras Raras da Literatura Mato-Grossense’, e a Histórica 1ª Sessão Conjunta das duas Academias de Letras estaduais: AML e ASL, que ocorreu na sede da AML, em Cuiabá/MT, na noite de 10/09/2015.

O livro possui prefácio do escritor Geraldo Ramon, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras; apresentação de Valmir Batista Corrêa, da ASL e do IHGMS; além de comentário de ‘orelha’ de Samuel Medeiros, da ASL e do IHGMS; e resenha (quarta capa) de Paulo Nolasco, escritor e crítico literário.

O prefaciador assim afirma num trecho: “Este novo livro de Rubenio Marcelo é uma oportuna coleção de análises críticas, literárias e/ou outras, com crônicas originais, cada qual confeitada numa evolução temática específica, fluente e bem concatenada. Cada capítulo é uma peça colorida de uma vívida engrenagem, cuja textura global – além de transmitir interessantes informações – alenta a alma do leitor, conforme sua necessidade no momento.  Já o escritor e historiador Valmir Corrêa assegura: “O livro ‘Palavras em Plenitude’, de Rubenio Marcelo, reúne textos e ensaios autorais que sintetizam produção artística regional contemporânea, bem como a memória cultural, e também outros em prosa, todos dosados de expressiva qualidade literária”.

    Rubenio Marcelo é poeta, escritor, compositor e crítico cultural, membro efetivo e secretário-geral da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (Cadeira nº 35) e membro correspondente da Academia Mato-Grossense de Letras, empossado em 10/09/2015.

Autor de doze livros e três CDs, é filiado à União Brasileira de Escritores (UBE-MS). Recentemente, lançou o livro de poemas “Vias do Infinito Ser” (pela Ed. Letra Livre), e – em show aberto no Sesc Morada dos Baís / Campo Grande – o CD musical “Parcerias: na poética de Rubenio Marcelo”. Destacam-se também em suas produções os livros: “Graal das Metáforas”, “Horizontes d’Versos”,  “Voo de Polens”, e “Veleiros da Essência”. No mês de março próximo passado, lançou livro e o seu CD “Parcerias” em Portugal, no Departamento de Línguas e Cultura da Universidade de Aveiro, onde também realizou outras atividades culturais. Também advogado e revisor, reside em Campo Grande/MS. (Com material da Assessoria)

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Artigo de despedida do jornalismo do antológico jornalista Eduardo “Brigadeiro” Gomes de Andrade

De descendência

Por Eduardo Gomes | Feliz é o homem que resignadamente se deixa vencer pela idade – que respeita o ciclo da vida, que não desafia a fragilidade humana que o faz simples mortal. O peso dos anos para uns chega mais cedo, outros conseguem sobrevida maior, mas todos, principalmente quando minados pelas doenças comuns aos de terceira idade, mais dia menos dia deixam suas funções.

Nunca planejei aposentadoria e nem direito tenho ao pijama remunerado. Porém, independentemente desse quesito – crucial pra sobrevivência de alguém pobre enquanto eu – vejo que chegou o momento de parar. Não pode ser uma ruptura imediata, mas tem que acontecer o mais rápido possível para não cair na vulgaridade do velho jogador que brilhou no passado e continua entre as quatro linhas sem entender que as pernas e os reflexos não mais respondem como nos tempos de craque (não vai nesse exemplo nenhuma analogia, porque no jornalismo comparado ao futebol, sempre fui perna de pau quando o assunto é qualidade editorial).

A rotina diária na redação ou na estrada em busca da informação é prazerosa. Tentarei não sentir saudade desse tempo, que se arrasta por algumas décadas e que responde pelo pão que sustenta minha família.

Depois do último ponto final serei página virada nessa jornada. Lamento pelo pouco que produzi e por minha limitada participação no contexto mato-grossense onde fui praticamente mero observador. Mesmo assim tenho a consciência tranquila pelo que fiz.

Na trajetória o passo a passo foi difícil (continua) porque os poderosos não se sentem confortáveis diante da crítica, da denúncia, do questionamento.

Minha mulher e meus filhos me conhecem bem. Não precisarão buscar na história o perfil que construí. Graças a Deus nos amamos. Meus netos, muito novos, esses sim, terão que recorrer a esse expediente. Eles não encontrarão um vovô diplomado, com honorífico boton, comensal da maionese da elite, nem verão currículo recheado de nomeações para cargos comissionados relevantes. Sou mero peão de redação e ermitão entre a multidão, longe das rodas filosóficas que debatem o mundo.

Creio que no futuro, a melhor maneira pra que meus netos possam me conhecer será o arquivo do meu modesto texto, que não deixo contaminar por meus erros e defeitos – muitos. Lendo o vovô eles figuradamente desfilarão pelo meu coração, onde brota o que escrevo. Espero que a leitura de artigos, reportagens e livros de minha autoria seja para eles o espelho de uma profissão exercida na adversidade, em alguns momentos sob pressão, mas sempre com alegria e de cabeça erguida. Vou concluir dois livros, limpar as gavetas. Em breve encontrarei algo, ainda que um ponto pra venda de espetinhos de modo a garantir o sustento. Desembarco do jornalismo acreditando que o dever foi cumprido dentro das minhas limitações. Peço perdão por eventuais erros. Espero não decepcionar minha descendência.

Eduardo Gomes de Andrade é jornalista

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O repórter da Band Arthur Garcia diz que tem como referenciais artísticos Xuxa e Bozo, sem falar no Zico

Por João Bosquo | O mês de setembro passou. O mês que o Shopping Pantanal abriu suas portas e patrocinou uma exposição de artes plásticas.

O artista cuibanao Gervane de Paula participou com uma obra na qual denunciava o uso de drogas pela população mais pobre e na qual se destacava a frase “crack is wack” (droga é ruim) e mostrava o desenho de duas pessoas nuas, consumindo droga, teria chocado nada pacato cidadão.

Arthur Garcia, repórter que mantém canal privativo no You Tube e também trabalha no Pop Show da Band, voltou à mesma exposição – que não tinha mais o quadro para mostrar – pois o quadro já tinha sido retirado, mas demonstrando um pensamento mais conservador, e se manifestar contra o pensamento livre, contra a arte, sempre com os argumentos de defesa dos pretensos bons costumes.

O seu vídeo bombou na rede, com milhares de visualizações e os promotores do evento chegaram a temer pelos eventos futuros, com falta de financiamento já que essa onda conservadora.

Este blogueiro no último dia 2, cruzou com o referido repórter e, utilizando a metodologia do próprio repórter, fez a pergunta de supetão: “quais são os seus referenciais artísticos”, sem nenhuma outra pista. Veja o resultado.

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Entre aspas: A blogueira Adriana Vandoni perde a primeira e vai pagar R$ 25 mil ao PT; o valor não significa muito, mas a condenação tem significado

><> A blogueira Adriana Vandoni, ex-PDT, ex-PSDB, e agora ex-secretária do governo tucano de Mato Grosso, não era dada a pesar a língua para acusar os petistas de ladrões, como se fosse uma exclusividade, mas apenas e tão somente discurso político, da pior política, como os udenistas de outrora.

O valor, R$ 25 mil, chega a ser insignificante, mas o que vale, como explica o autor da sentença, juiz Yale Sabo Mendes, destacou que “os profissionais da comunicação (jornalistas/comentarista/colunista), a seu turno, por mais espontâneos que sejam, têm o direito legal de se expressar livremente, porém com elevada consciência e prudência, por ser parte integrante da transmissão de uma informação plena e fidedigna, que formará o pensamento crítico da sociedade. Devem ter em mente, muito bem clarificado, a diferença entre crítica jornalística e imputação criminosa” . Como toda razão diz este blogueiro.

Abre aspas: 

Adriana Vandoni é condenada a pagar R$ 25 mil por difamar PT

Celly Silva, repórter do GD

Adriana Vandoni, foto: José Medeiros

A blogueira e ex-secretária do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, Adriana Vandoni Curvo, foi condenada em uma ação de reparação de danos morais a pagar R$ 25 mil em indenização ao Partido dos Trabalhadores (PT). O valor deverá ser acrescido de juros de 1% ao mês a partir da data do fato, que ocorreu em 20 de março de 2014, e correção monetária a partir do arbitramento da pena.

Além desses valores, Vandoni também foi condenada a pagar os honorários advocatícios e custas processuais, que foram ficadas em 15% do valor da condenação. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (26), pelo juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá.

Ele julgou parcialmente procedente o pedido impetrado pelo diretório nacional do PT, que queria indenização por acreditar que Adriana Vandoni extrapolou o cunho informativo e opinativo de uma notícia, passando a fazer “declarações de cunho ofensivo, degenerativo à imagem e reputação da instituição, de modo a macular a trajetória do Partido dos Trabalhadores”.

Conforme consta na ação, o fato ocorreu em 20 de março de 2014, no programa televisivo “Preto no Branco”, que tratava sobre a compra, por parte da Petrobras, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, ocorrida em 2006 e que virou alvo da operação Lava Jato, ocasião em que ela falou: “(…) filiem-se ao PT e roubem, mas roubem muito. Porque não é shampoozinho que vai te fazer ficar cada vez mais alto num cargo público. Roube bilhões e bilhões de dólares (…)”.

A defesa do PT argumentou na ação que o intuito da ré teria sido de prejudicar o partido perante a sociedade, desqualificando-o.

Leia a matéria completa: Gazeta Digital

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Entre aspas: Desliguem o Jornal Nacional – Por Leandro Fortes

Por Leandro Fortes | Um monte de gente indignada porque o Jornal Nacional chamou os manifestantes de vândalos, porque o Bom Dia Brasil disse que a PM atirou para se defender de paus e pedras, que a Globo News só tem cagão, que o Jornal Hoje é patético.

Gente, simplesmente, PAREM DE VER ESSA MERDA.

Ver a Globo envenena a alma, traz desesperança, torna o presente ignóbil e o futuro, impraticável. Continue Reading

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Sindicato dos Jornalistas de MT repudia os grampos ilegais denunciados pelo ex-secretário de Segurança, promotor Mauro Zaque

NOTA DE REPÚDIO: NÃO A GRAMPOS ILEGAIS!

Com base nas informações de denúncias à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre supostas interceptações telefônicas ilegais envolvendo jornalistas, parlamentares, servidores públicos e advogados, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) repudia veementemente o possível abuso de poder que, dentre outras consequências, coloca em risco o livre exercício do jornalismo.
Veículos de comunicação de Mato Grosso informaram que as escutas telefônicas teriam sido inseridas, ilegalmente, em grampos autorizados judicialmente de processos de combate ao tráfico de drogas.
O Sindjor/MT avalia que, caso as denúncias sejam comprovadas, o caso poderá esbarrar na prática livre do jornalismo, que poderá ser prejudicada, a partir do ambiente de temor instituído, em decorrência de uma eventual ‘caça às bruxas’. Continue Reading
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Governo de Mato Grosso, por meio da Gcom, publica Nota de Esclarecimento e lamenta prisão e detenção de jornalistas do Olhar Direto

A Secretaria do Gabinete de Comunicação (Gcom) do Governo de Mato Grosso lamenta o incidente envolvendo a equipe do site Olhar Direto, um agente prisional e policiais militares durante a realização de operação da Delegacia Fazendária, na manhã desta quarta-feira (29.03), na cidade de Várzea Grande, que resultou na detenção do repórter fotográfico Rogério Florentino, e também na abordagem do repórter Jardel Arruda.

O Gcom, como de resto, todo o Governo de Mato Grosso, compreende a liberdade de imprensa e o livre exercício profissional dos jornalistas como direitos fundamentais e invioláveis, e vai solicitar às autoridades da Segurança Pública e Sistema Prisional a apuração dos fatos, narrados inclusive em Boletins de Ocorrência registrados por um dos jornalistas e pelo agente prisional, para verificar se houve excesso na atuação dos agentes públicos no caso.

Entretanto, esclarece que o repórter fotográfico abordou um agente prisional que estava conduzindo réu preso até o Fórum de Várzea Grande, onde seria submetido a Júri, confundindo-o com policial que participava de uma operação para apurar crimes de corrupção na prefeitura daquela cidade, o que causou o mal-entendido, uma vez que há normas e perímetro de restrição de acesso a réus presos, para proteção do custodiado pelo Estado, dos agentes públicos e do público em geral, dados os riscos inerentes à movimentação de presos. Continue Reading

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Nota de Repúdio do Sindjor-MT pela prisão do repórter-fotográfico Rogério Florentino, do site Olhar Direto

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) repudia a prisão do repórter-fotográfico Rogério Florentino Pereira, na manhã desta quarta-feira (29), e o tratamento truculento da Polícia Militar dado ao jornalista Jardel Arruda.

Os dois atuavam na cobertura jornalística da ação da “Operação Pérfidos”, da Delegacia Fazendária de Mato Grosso, quando foram abordados por policiais militares. Rogério foi revistado e detido sem nenhuma explicação, enquanto exercia seu trabalho, e depois encaminhado para o Fórum de Várzea Grande e para a delegacia do município.

O repórter Jardel Arruda, ao tentar fotografar a prisão sem justificativa de Rogério, foi abordado pelos policiais que afirmaram que não poderiam fazê-lo na área.

O Sindjor/MT condena qualquer tipo de ação que obstrua o trabalho da imprensa, conforme assegurado pela Constituição Federal de 1988 no artigo 220, e ressalta que o exercício do jornalismo é garantir à população o direito constitucional à informação.

Estendemos a nossa solidariedade aos colegas que tiveram seus direitos podados e exigimos a soltura imediata de Rogério Florentino, bem como a rápida e séria investigação do caso, com a punição dos responsáveis pela truculência.

Cuiabá-MT, 29 de março de 2017

Diretoria Colegiada do Sindjor/MT

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Marcela Temer -depois de bela, recatada e ‘do lar’- volta agora como uma aposta de marketing para amenizar a rejeição do marido-desastre que afunda o país na pior recessão em décadas

A matéria Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”, lá atrás, está assinada pela jornalista Juliana Linhares.

Abre aspas: 

A quase primeira-dama, 43 anos mais jovem que o marido, aparece pouco, gosta de vestidos na altura dos joelhos e sonha em ter mais um filho com o vice

Marcela, mulher do vice, Michel Temer: jantares românticos e apelidos carinhosos (Bruno Poletti/Folhapress)

Marcela Temer é uma mulher de sorte. Michel Temer, seu marido há treze anos, continua a lhe dar provas de que a paixão não arrefeceu com o tempo nem com a convulsão política que vive o país – e em cujo epicentro ele mesmo se encontra. Há cerca de oito meses, por exemplo, o vice-presidente, de 75 anos, levou Marcela, de 32, para jantar na sala especial do sofisticado, caro e badalado restaurante Antiquarius, em São Paulo. Blindada nas paredes, no teto e no chão para ser à prova de som e garantir os segredos dos muitos políticos que costumam reunir-se no local, a sala tem capacidade para acomodar trinta pessoas, mas foi esvaziada para receber apenas “Mar” e “Mi”, como são chamados em família. Lá, protegido por quatro seguranças (um na cozinha, um no toalete, um na entrada da sala e outro no salão principal do restaurante), o casal desfrutou algumas horas de jantar romântico sob um céu estrelado, graças ao teto retrátil do ambiente. Marcela se casou com Temer quando tinha 20 anos. O vice, então com 62, estava no quinto mandato como deputado federal e foi seu primeiro namorado.

Fecha aspas. Só um parágrafo, não queremos torturar nossos leitores. 

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Dinalte Tuiuiú o fotógrafo das competições

O repórter-fotográfico do DC tem um dos maiores acervos fotográfico a disposição em sua página do Facebook

O repórter-fotográfico, Dinalte Tuiuiú e este e poeta em março, no lançamento do livro Imitações de Soneto

Se formos contar as corridas – todas as corridas de Reis – Dinalte Miranda, o nosso Tuiuiú, sem sombra de dúvidas ele é o grande vencedor. Ele – se não participou como corredor inscrito – esteve presente em sua grande e absoluta maioria registrando os melhores (e piores) momentos das Corridas de Reis, que este ano chega em sua 33ª edição.

Dinalte Miranda, como seu perfil no Facebook tem o maior acervo de fotos de atletas anônimos, conhecidos e celebridades que já participaram da corrida que acontece todos os anos na capital mato-grossense.

Pelos registros do repórter-fotográfico Dinalte Tuiuiú temos uma noção da importância que ganhou a corrida ao longo das décadas. De um modesto início hoje a Corrida de Reis está no calendário esportivo nacional e internacional, com transmissão ao vivo pela TV.

Dinalte Miranda nascido e criado no bairro da Lixeira, estudou no antigo colégio do Baú, Escola Kardeciana, ligada ao Centro Espírita Cuiabá, do qual Aristotelino Praieiro era presidente; Escola Maria de Glória, passando por mais de dez escolas, muito das vezes abandonando a escola para trabalhar, ajudar no sustento da família, aprendendo a profissão de auxiliar de carpintaria. Continue Reading

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As eleições americanas e como não se deve fazer jornalismo: o exemplo privilegiado da Globo News – O caso Guga Chacra

Por Lênio Luiz Streck

Acompanhei as eleições norte-americanas. Em “n” canais de TV e jornais. O que me chamou especialmente a atenção foi a cobertura da Globo News. E, nesta, o papel exercido por um jovem jornalista chamado Guga Chacra. Cabelos revoltos, é um sabe tudo. Um tudólogo. Tudologista. Todo pimpão, fala de Nova Iorque para o mundo. Nas eleições, jamais fez uma cobertura jornalística. O que fez foi uma torcida deslavada – para não dizer ingênua e infantil – para a candidata Hilary Clinton.

Guga desqualificava Trump todos os dias. Falava que era um candidato ridículo. E todos os adjetivos possíveis e imagináveis. Mau jornalismo na veia. Quem o menino pensa que é? Eu não votaria no Trump. Mas, cá para nós, por qual razão um jornalista que fala em um veículo que é concessão pública tem o direito de dizer tanta bobagem?

Vejam: é possível fazer jornalismo engajado. Tomar lado. Mas quando alguém fizer isso, deve fazer como o New York Times. Assumir. Não foi o caso da Globo News. “Isento”, o canal, em vários programas diários, derramou impropérios contra um dos candidatos, escondendo os defeitos da adversária.

Penso que as faculdades de jornalismo deveriam pegar os vídeos da participação do rapaz e mostrar nas aulas como um exemplo de como não se faz jornalismo. Observe-se que – e isso parece óbvio – não é o fato de o sujeito deter um diploma que faz com isso lhe encurte as orelhas. E o topete. E a unha, como se diz na minha terra. Claro que não.

Se quer falar sobre culinária, deve saber cozinhar. Se quer falar sobre eleições, deve entender de pesquisas, estatísticas, política externa, tendências eleitorais e uma pitadinha de ciência política., Caso contrário, deve se calar e apenas relatar. Como observador, deve dizer, contar os fatos. Mas proximamente de como eles são. Um telespectador de Minas Gerais mandou e-mail reclamando da parcialidade de Chacra. E ele respondeu: eu, parcial? Já critiquei várias vezes a Hillary. Bingo. Explicado.

Esse amadorismo dos veículos de comunicação é um sintoma da mediocridade destes tempos. Tudo vira estética. Dois ou três jornalistas ficam falando todo o tempo sobre qualquer coisa. E dizendo qualquer coisa sobre qualquer coisa. Profetas do passado, não conseguem nem fazer previsões sobre a notícia do dia anterior.

Por exemplo, qual foi a explicação, mesmo, da vitória do Trump? Sugiro que leiam o New York Times. Ou acessem o Google. Por exemplo, os analistas poderiam ler o texto Democrats, Trump, and the Ongoing, Dangerous Refusal to Learn the Lesson of Brexit, do site The Intercept, de autoria de Glenn Greenwald. Trata-se de uma análise detalhada sobre a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos. Está tudo interligado, parte de um fenômeno que estamos observando há tempos, consolidado com a saída do Reino Unido da União Europeia e agora com a vitória de Trump. Nota: incrível como nos dois casos… o resultado foi o inverso do esperado por jornalistas. E ambos são o resultado direto do voto de insubordinação (o jornalista Luis Nassif faz uma excelente análise sobre isso). Bingo!

Lições? A TV – principalmente ela – tem de optar: ou informa ou vira “opinativa”, tomando lado. Só não deve ficar disfarçando preferencias, sob o manto de que são imparciais. Bom, eu não votaria em Trump. Mas ouvindo a Globo News, se eu morasse nos isteites, quem sabe… Só de raiva do tipo de cobertura que fizeram. And I rest my case.

Fonte: Facebook de Facebook de Lenio Streck_Oficial

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