Neste momento chove em Cuiabá. Para celebrar, um poema que fala ‘chuva’:

Nada é para sempre Nada é para sempre inclusive a manga verde que um dia ficará perpitola e um guri faminto vai passar a mão   Nada é para sempre… A manga rosa também será saboreada quando chegar a chuva da temporada   Nada é para sempre… – A mangueira, resultado de uma semente, treme ao vento.

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Eduardo Mahon: A literatura sem pedágios de Luciene Carvalho

CUIABÁ DO AGORA – Eduardo Mahon A literatura sem pedágios de Luciene Carvalho Na resenha anterior, pretendi mostrar como a terra influencia a literatura em seus diversos momentos históricos, mais especificamente fenômenos ligados à Cuiabá e suas transições no tempo e espaço. Tracei um paralelo entre o cânone “aquiniano” que pretendia idealizar a imagem mato-grossense e cuiabana como uma espécie

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Marli Walker: um novo marco literário em Mato Grosso

Considero “Pó de Serra” e “Apesar do Amor”, de Marli Walker, um marco para a literatura mato-grossense. Walker inaugura a visão realista sobre o desbravamento das terras nativas, fazendo uma contraposição evidente com o idealismo típico dos primeiros autores. Não sei realmente se os críticos Mário César Silva Leite e Marta Cocco estão corretos em afirmar ter havido um projeto

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Rubenio Marcelo lança em Campo Grande livro de crítica cultural que também contempla autores de MT

Da Redação | O lançamento do livro “Palavras em Plenitude – prosa e crítica cultural”, a 12ª publicação autoral do escritor Rubenio Marcelo, será na próxima terça-feira, 22, a partir das 19h30, em Campo Grande (MS). O evento será no auditório da Academia Sul-Mato-Grossense, que se situa na Rua 14 de Julho nº 4653, altos do São Francisco, na Capital Morena. Em seguida, o

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O Mundo Binário de Eduardo Mahon – por Ana Lúcia Rabecchi

Por Ana Lúcia G. S. Rabecchi | As histórias de Eduardo Mahon, além de serem nutridas pela experiência de leitura que reconhecemos num grande repertório, elas oferecem e tiram a ilusão de compreensão. O romance O homem binário e outras memórias da senhora Bertha Kowalski é uma alegoria das atitudes que o homem toma, ou se entrega, diante da perspectiva da morte,

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Luiz Renato lança o seu terceiro romance, “Xibio” que fecha a trilogia amazônica

Por João Bosquo | O escritor mato-grossense Luiz Renato de Souza Pinto lança no próximo dia 10 de maio, em Ouricuri (PE), o romance “Xibio”, que fecha a trilogia amazônica iniciada em 1998, com “Matrinchã do Teles Pires”. O livro também será apresentado durante a quarta edição do Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura do Sertão (CLISERTÃO), na Universidade de

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Jurista Joaquim Falcão é eleito para a ABL

O jurista e educador Joaquim Falcão, de 74 anos, foi eleito hoje (19) para a Cadeira 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que morreu no dia 5 de janeiro deste ano. Antes de Cony, a Cadeira 3 foi ocupada pelo fundador da instituição, Filinto de Almeida, por Roberto Simonsen, por Aníbal

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Lembranças Eternas – Um poema de João Bosquo

Não tenho tantas dores para contar: Quebrei o braço, fui pro Santa Casa, Me roubaram a namorada e chorei, Perdi o ônibus, atrasado, perdi o emprego… As alegrias, por inúmeras, são várias Que não saberia contá-las Chego tentar calcular uma centena, Uma milhar, como aquela aposta E passou raspando Ser alegre não é ser feliz, Mas momentos felizes acontecem Assim

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Um Doce Marido – Um conto de Eduardo Mahon

Antônio Carlos sentiu a pele grudar-se ao lençol macio de tão novo. No início, maldisse a mulher que tinha mania de tomar sorvete na cama. Por ela, fariam as refeições no quarto, do café da manhã ao jantar. É romântico – justificava-se. Não para Antônio Carlos, no entanto. Do signo de capricórnio, o homem era um perfeccionista. Não suportava os

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Fim da linha pra você, ex-presidente ladrão – Um poema realista de Herton Gustavo Gratto 

Por Herton Gustavo Gratto |  Fim da linha pra você, ex – presidente ladrão mesmo sem provas bato panelas em prol da sua condenação isso é pra você aprender que o pobre não tem direito a mais que uma refeição Fim da linha pra você, metalúrgico boçal isso é pra você aprender a nunca mais fazer assistência social com meu

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Antes da Física Quântica – uma imitação de soneto de João Bosquo

Não conhecer física, o princípio de Einstein, Demora mais para entender que o amor, Como as velhas e novas coisas universais, Também é variável no espaço e tempo O amor, embora a causa primeira de tudo, Em nós, enquanto gente = energia concentrada, É a mais instável dentre todas as equações E invariavelmente apostamos no contrário A causa primeira de

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Sereno – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Vamos fechar nossos olhos, procurar o sereno Que se encontra nas partículas gotas da madrugada E suavemente deitam nas gramas dos jardins, Nos telhados, como um calmo lençol à forrar… Quando tudo serenar, ao fechar nossos olhos, Vamos olhar para dentro e ver que a alma ainda, Sendo alma, procura o ponto ideal de equilíbrio Serenar os ânimos em favor

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Carlos Heitor Cony previa lançar “Operação Condor” este ano de 2018

Obra é uma reedição de “O beijo da Morte” (2003) em coautoria com a escritora e jornalista Anna Lee Da Assessoria | A Ediouro lamenta profundamente o falecimento de Carlos Heitor Cony, um importante membro de nossa casa, que nos deixou na noite desta sexta-feira (5), aos 91 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Cony estava para lançar “Operação

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Poema Escrito – uma imitação de soneto de João Bosquo

Olho-te e vejo Como estás, Meio sem graça Não faço nada E me perguntas Se passo fome Respondo: não! E continuo são Na minha tarefa Isso te perturbas Vês assombrações, e Segues os meus passos Como se fosse possível Desentortar que está escrito… ><>Poema integrante do livro “Imitações de Soneto”, à venda, combinar pelo facebook.com/joaobosquocartola

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Da salvação da pátria, uma deliciosa crônica de Carlos Heitor Cony sobre a ‘revolução’ de 1964

Por Carlos Heitor Cony | Posto em sossego por uma cirurgia e suas complicações, eis que o sossego subitamente se transforma em desassossego: minha filha surge esbaforida dizendo que há revolução na rua . Apesar da ordem médica, decido interromper o sossego e assuntar: ali no Posto 6, segundo me afirmam, há briga e morte. Confiando estupidamente no patriotismo e nos sadios

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Como este poema desejo a todos, amigos, comparsas, companheiros e desafetos, um feliz ano 2018

Café do Ano Novo Estou aqui. Bebi o café quente do ano novo, lembrei-me de pessoas e dum livro de poemas lidos quando queria ficar triste, mas alegre permaneci olhando para fora da janela do próprio tempo Contar o tempo quando se vê no espelho do banheiro, ao fazer barba de pelos brancos, é obrigação diária sem se exaltar, sem

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Sarau Literário em Santo Antônio de Leverger reúne poetas vivos

O evento aconteceu na última quinta-feira, 7, no Centro Comunitário da Igreja Matriz, uma promoção da E.E. Faustino Amorim, com coordenação da professora Kelly Carvalho Por João Bosquo | O sarau literário-musical “Com a Palavra” em Santo Antônio de Leverger, na última quinta-feira, 07, realizando no salão paroquial da Igreja Matriz abriu com a belíssima apresentação do Coral Arte Cidadã, uma

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Vanguarda – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Qual é a saída pra vanguarda? Qual a saída pra crise, pela vanguarda? A vanguarda está em crise Ou a crise não afeta a vanguarda? O que é ser vanguarda? Sou fã ou fui guarda? A vanguarda vem de avião? Ônibus? De van? Vem pelo correio Ou pelos fios da internet? A vanguarda deixa-se ser metrópole se planta na interior

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Assim Caminha… – uma imitação de soneto de João Bosquo

O Brasil era Estados Unidos do Brazil Agora somos República Federativa A cidadania nem por isso ficou mais ativa Os gestores menos corruptos e espertos… O antigo Primário, o antigo Ginasial… Estudei em todos eles e mudaram de nomes Terminei, pois, o Segundo Grau Professores, por hora são educadores Como motorista passou a condutor Mas um não educa, nem outro

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Da Água que Bebo – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Dessa água não beberei Depois de morto E enterrado acima da cabeira Do rio que desce Rumo ao mar Pantanal Posso beber, não sei, Das águas subterrâneas Que procriam águas As quais meu corpo líquido Em transparência procura Dessa água, repara, Que brota vívida, De mim, tem um pouco Como no ciclo eterno.

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Medo – Por João Bosquo

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Espelho Cansado – por Eduardo Mahon

ESPELHO CANSADO Aloísio saiu de casa logo cedo. Era um sábado que se emendava ao feriado. Pegou as chaves, deu partida no carro e seguiu para o centro da cidade. Quero um espelho – pediu ao vendedor. Não estava em uma vidraçaria, como recomendou a mulher, e sim num pregão de usados. O sujeito voltou-se para o interior e, de

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Morte – Um poema de Marília Beatriz

A cruz é a sentença, o verbo é presença onde a morte? O surto é periférico o vôo é atmosférico onde a morte? Se a cruz é o surto o verbo e o vôo continuam. O sorriso é o estádio e a lembrança da promessa é pressa.  

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Luiz Renato ressuscita o seu Garçom Performático

Personagem reaparece para animar lançamentos de seu novo livro que acontecerão a partir deste sábado, 4, em Rondonópolis Por João Bosquo | O escritor Luiz Renato de Souza Pinto não esconde a satisfação de ser um dos ganhadores do Prêmio MT Literatura. Defende a lisura do pleito e fica mordido quando alguém, querendo atacar a figura do governador José Pedro Taques,

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Uma festa modesta no Paiaguás, mas real, para premiação dos escritores do 2º MT literatura

Foto: Chico Valdiner / GCom

Por João Bosquo | A festa de entrega do II Prêmio MT Literatura no palácio Paiaguás – um arranjo de última hora – foi bem mais modesta que o esperado. O público – por diminuto que seria – foi menor ainda por conta de não se combinar com São Pedro que decidiu liberar uma pancada de chuva que caiu na

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O Velho Palacete – Por Eduardo Mahon

Por Eduardo Mahon | Ninguém diria que o palácio nasceu do mesmo tamanho que todos os demais casarões na rua de terra batida. Contudo, a despeito do que ignorem os meninos que estudam arquitetura contemporânea, esses mesmos que acham que o aço, o vidro e o concreto aparente constituem o catecismo do futuro, naquela rua algum dia estiveram alinhados casarões da

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SEC corre contra o tempo e marca para a próxima quarta-feira, 25, a entrega dos prêmios aos contemplados do MT Literatura

Depois do chabu da Literamato e sua planejada apoteose que custaria R$ 3 milhões aos cofres públicos, autores participarão de noite de autógrafos coletiva no Paiaguás Por João Bosquo | Quando seria a entrega dos prêmios e cheques aos vencedores do II Prêmio MT Literatura? Eis a pergunta que não queria calar. Os vencedores do certame, depois de idas e vindas,

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Manuel Bandeira: Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconsequente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que

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Literamato uma festa para o livro mato-grossense

O evento conta com participação de literatos e escritores locais e palestrantes de outros estados A Literamato (Festa de Literatura de Mato Grosso) que começa no próximo dia 19, quinta-feira, e irá até o domingo, 22, no Centro de Eventos Pantanal – só pra provocar – não é nenhuma Literamérica. Mas, sem dúvida nenhuma, será um grande evento, talvez o

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O Incomensurável nada – por Eduardo Mahon

O INCOMENSURÁVEL NADA (E.M) Ao cabo de uma pia de louça suja, a mulher olha para o nada, como uma coruja que acaba de acordar ao final da tarde e ainda não se decidiu sobre a própria fome, como uma duna de areia que não tem certeza exatamente do próprio tamanho ao ser inchada e ressecada a cada tempestade de

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