O Mundo Binário de Eduardo Mahon – por Ana Lúcia Rabecchi

Por Ana Lúcia G. S. Rabecchi | As histórias de Eduardo Mahon, além de serem nutridas pela experiência de leitura que reconhecemos num grande repertório, elas oferecem e tiram a ilusão de compreensão. O romance O homem binário e outras memórias da senhora Bertha Kowalski é uma alegoria das atitudes que o homem toma, ou se entrega, diante da perspectiva da morte, daí a narrativa ter como conteúdo a busca incansável por aquilo que ele, até então, não podia comprar: a imortalidade. Naturalmente essa busca é permeada pela discussão do conceito de humanidade de “forma mais radical”, como diz o autor, que termina por nos levar a uma reflexão do que seja humano versus desumano e da vida versus a morte. Vejamos a reflexão da psiquiatra Justyna Klos:

“Não é preciso nem mesmo estar num consultório médico, senhora Kowalski. Basta recorrer aos arquivos de história. Homens podem não ter humanidade alguma. O que chamamos de humanidade é, na verdade, uma construção tão rebuscada quanto fictícia. A humanidade, enfim, não é uma propriedade inata. E, se esse conjunto de atributos que apelidamos de humanidade não é partilhado por todos os seres humanos, é verdade que pode ser observado noutros seres, até mesmo nos virtuais. Basta não ter preconceito e levar a proposta do senhor Platek às últimas consequências” (p.143, grifo meu).

É exatamente discutir esse “e se…” que o romance faz ao nos deixar sufocados não pela morte em si, mas pela clausura da vida num software, que pode encarnar também a metáfora dolorosa do mito de Prometeu Acorrentado. Essas reflexões justificam a boa trama de O homem binário, onde vida e morte são verso e reverso da mesma moeda. A fragilidade e finitude da vida na realidade realçam o medo e a angústia da morte.

A vontade de se perpetuar mesmo numa vida diferente faz com que a empresa Continuum Co alcance sucesso com sua fórmula de prolongar a vida e vender a felicidade ao homem através da visão de eternidade. A morte, então, perde o “caráter monstruoso” e passa a ser um estado de mudança de existência, uma migração deste lugar para outro como diz a epígrafe Apologia de Sócrates, com a qual o romance mantém diálogo, dentre outras obras.

Mahon, porém, vai além, banaliza a morte ao exaltar ironicamente a ciência e a tecnologia que conseguem guardar a personalidade, mas não abrandar seus medos, pois Josef Platek se ressente de ser um homem torturado ao “virar uma alma sem corpo, penando sem espaço e sem tempo”, o que a personagem diz ser uma condenação “não dormir, não acordar, não envelhecer e não morrer”, ou seja, uma cópia desumana do homem.

Em Alegria a questão da aparência e da realidade que permeiam toda boa ficção continua em pauta. Assim como Macondo em Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Márquez, Alegria é uma ilha da imaginação. A narrativa passa da criação ao apocalipse cumprindo um ciclo de vida e morte, onde esta mostra suas múltiplas faces. A cidade é vitimada por uma epidemia de suicídio em massa de peixes que desencadeia o medo, a angústia, a tristeza, o desespero, a solidão e, consequentemente, o suicídio dos homens, que vai se transformar em epidemia por impotência diante de um fato inexplicável, onde “a morte alcança até quem não havia nascido” (p.107).

Assim como A peste, de Albert Camus, que serve de epígrafe em Alegria, a iminência da morte relembra ao homem a sua pequenez diante da finitude e o faz querer agarrar com todas as forças à vida, que teme perder a qualquer momento. O desespero das pessoas é narrado por um dos médicos da cidade que tenta amenizar os males sem sucesso, restando-lhe apenas a solidariedade e a compaixão.

A morte neste romance de Mahon é recorrente e faz com que o narrador vá refletindo sobre a postura do homem perante o mundo e a si próprio. Com seu senso de humanidade e/ou desumanidade vive toda tragédia e reflete: “Há solidão em qualquer lugar, não é preciso buscá-la, com tanto afinco. Na ilha estive nessas condições sem buscar por elas” (p.160). A ilha, então, vem ser a clausura do homem abandonado à própria sorte.

Nessa contação de história, cujo final nos desestabiliza, valemo-nos de Garcia Márquez em O amor no tempo do cólera, para também afirmar a suspeita de que em Alegria “é a vida, mais que a morte, a que não tem limites”.

* Profª. Drª Ana Lúcia G. S. Rabecchi é professora da UNEMAT – Cáceres.

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Luiz Renato lança o seu terceiro romance, “Xibio” que fecha a trilogia amazônica

Por João Bosquo | O escritor mato-grossense Luiz Renato de Souza Pinto lança no próximo dia 10 de maio, em Ouricuri (PE), o romance “Xibio”, que fecha a trilogia amazônica iniciada em 1998, com “Matrinchã do Teles Pires”. O livro também será apresentado durante a quarta edição do Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura do Sertão (CLISERTÃO), na Universidade de Pernambuco (UPE), que acontece  entre os dias 7 a 11 de maio, em Petrolina. O lançamento em Cuiabá será no Sesc Arsenal no dia 25 de maio, das 19 às 22 horas, no espaço da Choperia. Na véspera acontece um pré-lançamento durante a Feira Literária do Colégio Máxi.

Luiz Renato diz que o romance “Matrinchã do Teles Pires”, que dá início à trilogia, trata da colonização do norte do Mato Grosso ao longo dos anos setenta, durante a ditadura militar que expandiu as fronteiras agrícolas avançando sobre a região amazônica.

Em 2014, foi publicado segundo romance, “Flor do Ingá”, no qual se desdobra a aventura e é apresentando o cotidiano de um casal que se conhece em Londrina (PR) e vem para Mato Grosso, quando então se separam.

Agora, segundo Luiz Renato, vinte anos depois, fechando a trilogia, “Xibio”, editado pela Carlini&Caniato, destaca a vinda de nordestinos para garimpos de diamante em Mato Grosso e Goiás. Mesclando elementos da cultura local com pitadas do nordeste, o volume apresenta a cidade de Ouricuri, daí a razão do lançamento nessa cidade, de onde parte um garimpeiro que vem para Balisa, região deTorixoréo atrás do minério.

Padre Cícero, Frei Damião, São Sebastião, Lampião, Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré compõem o mosaico de fundo histórico para complementar a viagem.

O escritor explica que entre 2015 e 2018 foram 16 viagens ao nordeste para pesquisas e desenvolvimento empírico das situações de busca e apreensão de elementos para se transformar em literatura.

“Matrinchã do Teles Pires”  foi objeto de monografias de graduação e especialização no campus da Unemat de Tangará da Serra, sob a orientação do professor doutor Dante Gatto, dissertação de mestrado de Luzia Oliva, na Unesp, Campus de São José do Rio Preto (SP), bem como objeto de artigos da professora doutora Gilvone Furtado Miguel, da UFMT de Barra do Garças (MT).

Acerca de “Xibio”, o escritor paranaense Cézar Tridapalli registra em redes sociais que “ao costurar com lirismo realidade objetiva e interior, faz um passeio pela vida de Irene, afetada por experiências tão dolorosas quantos as flechadas recebidas por São Sebastião (e é Irene quem lhe ameniza as dores). De quebra, no meio da leitura, a personagem lê o meu “O beijo de Schiller”, um fragmento que também fala da imagem de uma Irene mitigando o sofrimento de Sebastião, onde se misturam dor e sensualidade”. Em texto que registra a trilogia em sua edição finalizada, a professora doutora Luzia Oliva retrata o que significa a realização dessa empreitada. (Com material da Assessoria)

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Neurozito lança seu segundo livro que fala da década de 60 em Cuiabá

A Casa Barão de Melgaço abriu suas portas, nesta terça, 12, para o lançamento do livro “A música na década dos conflitos – A sina de um músico e a trajetória de uma banda”, de Neurozito, no qual ele – que foi um dos integrantes da lendária banda “Jacildo e Seus Rapazes”, narra um pouco de sua vida, a chegada dos rapazes em Cuiabá e a inserção desses acontecimentos no contexto regional, nacional e até mesmo internacional, “enquanto a capital de ares provincianos vivia uma espécie de isolamento em transe”.
O ator, produtor, escritor e diretor Justino Astrevo, o Lau da dupla Nico & Lau, foi um dos que entrou na fila para comprar e pegar o autógrafo, nem bem tinha passado os olhos pelo livro, lembrou que os anos 60 e 70 narrados no livro, são aqueles da época áurea do rock’n’roll. “O rock sempre foi uma música de atitude social, que fez um movimento importante na música internacional e o Brasil vivia um combate interno”, anlisa.
O cantor e compositor Dilson D’Oliveira, 59 anos, autor de músicas de carnaval e rasqueados de sucesso, conta que não chegou a conhecer os rapazes de perto, mas de ouvir falar e ouvir o LP “Lenha – Brasa e Bronca” constatou que o conjunto “tinha a mesma pegada dos Incríveis”. “É um livro importante porque resgata a história dessa banda e ao mesmo tempo que fala das grandes boates”.
O cantor, compositor e pesquisador Guapo, lembra que a década dos conflitos não era apenas aqueles narrados pelo autor, mas também os conflitos internos dentro da mundo musical brasileiro, de um lado a bossa nova, o acústico, e do outro a guitarra.
O poeta, letrista e membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Moisés Martins, disse que “Neurozito escreve um livro que mexe com as emoções”. Ele comenta que chegou a assistir aos shows de “Jacildo e Seus Rapazes”, no antigo Cine Tropical, que na época foi considerado um dos cinemas mais bacanas do Brasil.
Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, poeta, escritor e ensaísta, presidente da AML, saudou o autor do livro e “da oportunidade para ajudar a dar força as expressões musicais e também a história local e regional”. Sebastião Carlos lembra que “mais importante que a cultura de soja, a cultura que vai ficar é as artes, a literatura, a poesia e a música”.
O saxofonista do grupo, João Batista de Jesus, o nosso querido Mestre Bolinha que em sua fala disse que “estava sonhando, pois foi uma época importante da minha vida”.
Neurozito diz que buscou fazer “uma revisão da época áurea da Jovem Guarda.” Ele afirma ainda que partiu do geral para o particular. “A partir dos grandes eventos mundiais, nacionais e os locais, relacionando-os à música e ao nosso dia a dia. A falta de informação geopolítica mundial em Cuiabá dificultava a compreensão do mundo. Essa situação deixava a população à mercê de suas próprias condições o que obrigava a criar seu próprio estilo de vida.”
Presentes ainda a cantora Vera Capilé, Julio Coutinho, Caio Matoso, o poeta Eduardo Ferreira, Waldir Bertulio entre outros.

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A vida e as histórias do intelectual Mário Cezar Silva Leite em livro que será lançado logo mais à noite no Sesc Arsenal

Mário Cezar e este repórter, em momento self

Por João Bosquo | Qual é o melhor recorte para noticiar o lançamento do livro “Memorial (in?) descritivo: auto-ópera-biográfica-burlesca-para-professores-titulares-em-literatura”, do professor, doutor em Literatura, Mário Cezar Silva Leite, que acontece nesta quarta-feira, 20, no Sesc Arsenal? O livro, quando vem a público, não importa o assunto, o conteúdo, a forma, gênero ou estilo é sempre uma alegria. Uma auto ópera biográfica burlesca para professores titulares, ou não, em literatura, é uma alegria maior ainda, vamos combinar.

O autor Mário Cezar diz que o livro quer dizer “um monte de coisas”. Recortando melhor, o livro é resultado do memorial descritivo – ipsis litteris – apresentado em fevereiro deste ano à banca para professor titular da UFMT. “Memorial é uma espécie de autobiografia profissional que você oferece aos seus pares da banca formada para o concurso de professor titular”, explica.

Nesse memorial, segundo Mário Cezar, além de consubstanciar toda a documentação de toda sua vida de trabalho na UFMT, de provar de tudo que fora feito e que gera uma pontuação, ele apresenta esse texto, no qual, narrativamente, contextualiza, circunscreve as situações que marcaram sua atuação dentro da instituição.

Acontece, sempre há de acontecer, que o memorial, uma exigência acadêmica, tem o gênero narrativo, mas não tem regras muito claras como, por exemplo, as teses de mestrados, doutorados, cujas monografias têm regras e especificações técnicas bem definidas, com minúcias como tipo de letras, tamanhos, grifos e rodapés, coisa que não são exigidas para o memorial.

Antes de iniciar a empreitada, o professor Mário Cezar conta que chegou a ler vários memoriais de colegas que tiveram a gentiliza de enviar como modelo, mas ele não se sentiu atraído. “Não tinha nada do que eu queria”, diz. Aí, fazendo uma reflexão, lembrando que estava há mais de um quarto de século como professor, pesquisador e, agora chegando a categoria de professor titular, se achou no direito de fazer um memorial ao seu estilo.

De posse dessa decisão pessoal, Mário Cezar diz que, no texto, não faz nenhuma distinção dos outros lados da sua vida – pessoal, amorosa, fraterna, familiar – da vida profissional. Poderia o autor durante a construção do texto fazer um recorte de uma vida profissional distinta dessas outras vidas, mas juntou e misturou tudo. E isso fica claro na narrativa apresentada. Costumo dizer (e acredito nisso) que a narrativa que possa fazer imaginar um filme é bom texto, texto legal etc. e tal. Pois esse memorial, dentro deste critério particular é legal, etecetera e tal.

Mário é paranaense de Londrina, onde trabalhava no DCE, embora estudante do primeiro grau (já era primeiro grau?), quando a família veio de mudança para Cuiabá. Deixa o emprego e como precisava alistar-se, decidiu o que faria depois da mudança. Veio, alistou-se e foi convocado para servir ao Exército. A família decide não ficar e ele, preso às Forças Armadas, não retorna e aqui fica. Conhece pessoas, participa do grupo Terra, termina o primeiro grau, faz o ensino médio (já era ensino médio?), conhece o seu companheiro e faz o vestibular para o UFMT.

No meu filme imaginário, a narrativa começa quando o jovem Mário Cezar irá fazer a inscrição para o vestibular, que está descrito na página 49 do livro, quando desce do ônibus, atravessa a Avenida Fernando Correa – não o imagino vindo do Coxipó – e adentra no campus e começa a caminhar até o Ginásio da UFMT, quando acontece a resolução de mudar o foco profissional, de querer ser engenheiro agrônomo – e acabou se inscrevendo para o curso de Letras.

No meu recorte particular, conto, aumentando um ponto, que Mário Cezar e este repórter fomos colegas na década de 80, quando ele conhece Ricardo Guilherme Dicke, que participa de uma aula a convite nosso. E, depois, vai ser referência nesse maravilhoso trabalho do Grupo de Estudos em Cultura e Literatura em Mato Grosso RG : Dicke.

Por diversa que é a vida, não conclui o curso. Volto anos depois, já neste século, e refaço o último semestre e quem tenho como professor da disciplina Crítica Literária e Produção Monográfica, na qual fiz uma rápida análise do poema “Cuyabá”, de Rômulo Carvalho Netto? Pois é, o Mário! Em meio a isso, Rômulo e Mário Cézar, ambos participaram do Programa “Poetas Vivos”, que tivemos a honra de editar nos anos 80, pela Casa da Cultura, sob a direção de Therezinha Arruda.

Outra alegria é noticiar que o livro que será lançado nesta quarta é uma co-edição da Cathedral Publicações e da Carlini & Caniato, que vem se consolidando como das maiores editoras regionais, pelo volume e acervo publicado.

O lançamento e a noite de autografo acontecem nesta quarta-feira, 20, no Sesc Arsenal, a partir das 19 horas. Abraçar o Mário Cezar Silva Leite é abraçar o amor ilimitado à Literatura e à arte do viver com sabedoria.

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Vicente Ávila propõe o neosocialismo em livro que será lançado nesta terça, 19

“Neosocialismo & Cooperativismo”, do professor da UFMT, será lançado nesta terça, na Feira do Livro da Adufmat

Este blogueiro em momento self com o professor Vicente Ávila

Por João Bosquo | Pensar o futuro, pensar o amanhã, quem sabe mesmo, pensar o depois de amanhã é um traço do ser humano. Sonhar com uma sociedade justa, solidária e igualitária é mais humano ainda e é isso que lemos nas lições do livro “Neosocialismo &Cooperativismo”, do professor Vicente Machado Ávila, que será lançado nesta terça-feira, 19, às 18 horas, durante a realização da 2ª Feira do Livro – GTSSA Adufmat-Ssind – UFMT, que acontece no Centro Cultural da UFMT.

O livro “Neosocialismo & Cooperativismo” propõe abrir mentes. Se lá atrás Leonel Brizola fala da construção de um socialismo moreno, ou seja, um socialismo a partir das nossas raízes, de nossas tradições, o economista, professor aposentado da UFMT, Vicente Ávila, dispara a ideia de construção de uma revolução com os ingredientes do neosocialismo e cooperativismo.

Segundo Ávila, o neosocialismo é uma proposta de construção de um socialismo de novo tipo, cujo processo de construção pode e deve ser feito dentro da democracia, enquanto o cooperativismo, cuja base pressupõe que os trabalhadores são sócios e não mão de obra para ser explorada pelo dono do capital, seria a agenda econômica.

Mas isso não seria a propalada social democracia? O economista Vicente Ávila, responde que não, já que a social democracia tem um apelo social mas mantém o capitalismo.

Segundo o veterano estudioso, o neosocialismo vem para contrapor-se com o neoliberalismo. Ele diz que tudo que existe na face da terra tem dentro de si o germe de sua própria destruição, ou seja, o seu contraditório, o seu antípoda. Ele lembra que em todo organismo vivo existem células morrendo e outras nascendo. As que nascem se alimentam das que morrem e apresenta um quadro com os pares dialéticos, no qual a morte se opõe à vida; amor versus ódio, o conservador contra o revolucionário; a ignorância e arrasada pelo saber; capitalismo x socialismo e o neosocilismo enfrentando o neoliberalismo. Sim como contra as trevas.

É possível uma proposta dessas se concretizar? Sim, segundo Ávila, “em pouco mais de uma década, no Brasil e dentro da democracia, um governo socialmente comprometido conseguiu tirar 16 milhões de pessoas da miséria absoluta, além de ampliar o ensino técnico e contribuiu para inclusão de negros e mulheres”.

Vicente Ávila é natural de Campo Grande (MS) e viveu parte da adolescência no Pantanal e na cidade de Pedro Gomes, até os 19 anos, onde exerceu atividades rurais. Muda-se para Campo Grande e trabalha como servente de pedreiro, continuo de banco e, aos 24 anos, muda-se para o Rio de Janeiro.

Na capital fluminense, trabalha como securitário, bancário e, em 1968, dois anos depois do golpe militar de 1964 que levaria o Brasil para um período de trevas, se forma economista pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas.

Muda-se para Cuiabá. Trabalha no D.O.P. (Departamento de Obras Públicas), como chefe de Divisão de Administração; diretor do Detur (Departamento de Turismo) da Secretaria de Indústria e Comercio) e foi fundador, gerente, coordenador de recursos humanos do CEAG/MT, do Sebrae, e professor de Economia da UFMT.

Ávila também foi um dos primeiros candidatos do PT em Mato Grosso ao Governo do Estado. Ele disputou as eleições de 1986, obtendo 13 mil votos, um feito magnífico já que, na eleição anterior, o candidato petista teve pouco mais de dois mil votos.

A Feira do Livro criada pelo Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA) da Adufmat-Ssind tem como objetivo de criar um espaço de socialização a partir da doação e troca de livros entre os professores sindicalizados e toda a comunidade acadêmica.

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Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca recebe contribuições da população

Interessados podem colaborar com a construção de uma política pública de democratização do acesso ao livro e o fomento à leitura

Plano busca conquistar um lugar de destaque para a leitura e o livro na agenda política e orçamentária do estado e municípios – Foto por: Junior Silgueiro/GCom-MT

Por Angélica Moraes | Está disponível para consulta pública no site Participação Social o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de Mato Grosso (PELLLB-MT). Até o dia 30 de julho os interessados podem contribuir para a construção de uma política pública de democratização do acesso ao livro e o fomento à leitura. O principal objetivo da implementação dos planos Estadual e Municipal do Livro e da Leitura é conquistar um lugar de destaque para a leitura e o livro na agenda política e orçamentária de estados e municípios, planejando ações e estabelecendo metas que garantam sua continuidade como política de Governo.

Entre as metas do Plano Estadual estão a democratização do acesso ao livro, fomento e valorização da leitura, literatura e biblioteca; formação de mediadores para o incentivo à leitura, valorização institucional do livro, leitura, literatura e da biblioteca; desenvolvimento da economia do livro como estímulo à produção intelectual e ao desenvolvimento da economia estadual; fomento à cadeia criativa e produtiva do livro; acesso aos bens culturais e desenvolvimento intelectual e promoção da cidadania no estado, entre outros.

O Plano será coordenado em conjunto pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Seduc)

Fórum – Em uma iniciativa inédita, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas realiza, entre os dias 05 e 07 de julho, o 1º Fórum de Bibliotecas de Mato Grosso com o tema Políticas públicas do livro, leitura, literatura e biblioteca. Mais de 40 municípios já confirmaram presença.

O evento está voltado aos agentes de bibliotecas, bibliotecários, gestores em esferas diversas, escritores, estudantes universitários, editoras, livrarias, professores e sociedade em geral.

A programação inclui debates, palestras, painéis e, no dia 06, às 19h, acontece mais um Diálogos da Cultura, debate amplo com o segmento e a sociedade sobre as políticas voltadas ao livro, leitura, literatura e bibliotecas.

Tanto o Fórum quanto o Diálogos da Cultura acontecem no auditório da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. Inscrições e informações pelo telefone (65) 3613-9230

Programação

Dia 05/07
8h – Credenciamento
9h – Solenidade de abertura com o secretário Leandro Carvalho
10h – Lei e operação do SEBPMT, com Waldineia Almeida, coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso
11h – Biblioteca Itinerante, com Helena Costa, gerente de Livro e Leitura da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça
14h – Dinâmica com a pedagoga Maria A. M. Campos
14h30 – Leitura Acessível, com a Secretaria de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Casa Civil
15h30 – Equipamentos acessíveis em bibliotecas, com Carlos Alberto de Assunção Santos
16h30 – Diálogo
17h30 – Momento cultural

Dia 06/07
9h – Visita guiada à32ª Bienal de São Paulo
14h – Políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas, com Waldineia Almeida, coordenadora do SEBP-MT
14h30 – Prêmio de Literatura MT, com Palloma Torquato
15h – Palestra com André Pena, coordenador do curso de Biblioteconomia da UFMT
16h – Momento cultural com o ator Vinicius Rangel
19h – Diálogos da Cultura
19h30 – Diretor nacional do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (MinC), Cristian Brayner
20h30 – Diálogo

Dia 07/07
Painel: Inspiração, desafios e possibilidades
9h – Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas com a coordenadora do SEBPMT Waldineia Almeida
9h30 – Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, com a gerente da BPEEM Patrícia Jaeger
10h – Bibliotecas públicas municipais
14h – Bibliotecas comunitárias
14h30 – Bibliotecas escolares – Seduc
15h – Autores
15h30 – Livrarias
16h – Editoras
17h – Encerramento

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Lançamentos de “Contos Estranhos” transformam-se em bonde e agita Mato Grosso

Além do autor, Eduardo Mahon, participam dos eventos Ivens Scaff, Olga Castrillon, Cristina Campos e Marli Walker

Entre uma cidade e outra, parada em Jangada para saborear uns pastéis

Por João Bosquo | O escritor Eduardo Mahon não para de nos surpreender. Além da intensa produção literária nos últimos anos, aliado às atividades de intelectual e ativista cultural – seja como presidente da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Mahon agita meio Mato Grosso com o superlançamento de seu último livro “Contos Estranhos”, uma edição bilíngue de contos e uma novela (agora posso escrever novela), conforme foi noticiado aqui neste Namarra e no DC Ilustrado em março deste ano.

Lembrando a recente produção de Eduardo Mahon: “Nevralgias”, 2013; “Doutor Funéreo e outros contos de morte”, de 2014, “O Cambista” (2015), Trilogia da Palavra, composta pelos livros “Meia Palavra Vasta”, “Palavra de Amolar” e “Palavrazia”, poesia, lançados ano passado, embora o expediente registre 2014, “O fantástico encontro de Paul Zimmermann”, de 2016, cujos lançamentos – no geral – foram divulgados aqui – e agora este “Contos Estanhos”…

O lançamento se iniciou por Campo Grande, MS, na sede do Instituto Histórico do Mato Grosso do Sul, sob a coordenação do escritor Rubênio Marcelo, poeta, escritor e advogado, membro e secretário-geral da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

Rubenio Marcelo diz em texto (leia na página E3A) que “o lançamento deste ‘Contos Estranhos” foi deveras prestigiado e aplaudido pela comunidade literária estadual e o público em geral – a crítica especializada e a imprensa também destacaram a obra”. Sobre Mahon ele diz que é um “cavaleiro andante da arte literária, um dos nomes significativos da nossa literatura contemporânea, de raciocínio pleno e labor criativo original, estilo inovador e sugestivo”.

Mahon nos narra: “Depois de Campo Grande – conforme estava na programação, fomos a Portugal, em maio, participando do Congresso Internacional de Conto, no distrito de Aveiro, com lançamento na Biblioteca Nacional de Lisboa”. Depois desses dois lançamentos ‘individuais’, os demais lançamentos ganharam uma nova cara e feição coletiva com participação dos escritores Ivens Cuiabano Scaff, Olga Maria Castrillon-Mendes, Cristina Campos e Marli Walker e o que seria uma atividade individual virou (vamos evitar a palavra transformação) um coletivo, um bonde, o bonde do Mahon.

Olga Maria Castrillon-Mendes, professora da Unemat e membro da AML, diz que a experiência dos lançamentos coletivos “capitaneada pelo escritor Eduardo Mahon, os três últimos encontros reuniram, em Cáceres, Sinop e Tangará da Serra, centenas de alunos da graduação e da pós-graduação em Estudos Literários, além da comunidade escolar. Pelos positivos resultados, poderá se transformar num Programa Itinerante de Difusão da Literatura Local, a partir da força do coletivo emanada das Instituições”.

O poeta Ivens Cuiabano Scaff, que recentemente lançou o livro “Asas de Ícaro”, diz que foi convidado pelos professores da Unemat a participar dessa empreitada e esteve em Cáceres, Sinop, Pontes e Lacerda e também na FLIC de Chapada de Guimarães.

Ivens destaca três aspectos: “O primeiro é a troca, a conversa com os professores. Segundo o contato com os alunos de pós-graduação que estudam a literatura feita em Mato Grosso e, em terceiro, o contato com os estudantes de Letras. A distribuição dos livros que é uma etapa importante também fica contemplada além do carinho com que somos recebidos”.

Essa maratona de lançamentos irá se encerrar com lançamentos no dia primeiro de agosto em Cuiabá, no Cine Teatro Cuiabá, e para fechar a agenda, dia 12 de setembro, em São Paulo, na Livraria Cultura, da Av. Paulista. Viva a literatura mato-grossense.

Leia também:
Eduardo Mahon – cavaleiro andante da literatura, por Rubenio Marcelo

Letras na Estrada – por Olga Maria Castrillon-Mendes

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Mercado de livros infantojuvenis em papel cresce, apesar das novas tecnologias digitais

Vladimir Platonow

Rio de Janeiro – O surgimento em grande quantidade de tecnologias que atingem as crianças cada vez mais cedo, incluindo tablets, e-books e smartphones, não está inibindo o crescimento do mercado dos livros infantojuvenis impressos. Atualmente existem pelo menos 120 editoras brasileiras que publicam obras para essa faixa etária e que oferecem cerca de 30 mil títulos em português. A avaliação é da secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Elizabeth Serra, que participou, nesta quarta, 5, da abertura do 15º Salão do Livro Infantil e Juvenil, reunindo 71 editoras, no Rio.“O livro em papel ocupa mais espaço do que antes com o leitor juvenil, por incrível que pareça. É um período em que a mídia eletrônica se fortaleceu, mas os livros para crianças aumentaram muito mais e os autores se multiplicaram. Todas as nossas escolas públicas hoje têm livros de literatura, por compras de governos ou de projetos. Os professores se preocupam muito mais com a formação leitora das crianças”, disse.

Para Elizabeth, não há conflito entre livros impressos e digitais. “São duas coisas independentes. Temos que aprender a conviver com isso. Não temos que ter medo desta nova mídia. O que precisa é haver um equilíbrio. Se as crianças só tiverem o tablet e o celular mas não tiverem oportunidade de conviver com o livro em papel, aí haverá um desequilíbrio. Se os pais e os educadores souberem balancear isso, não há problema algum.”

Ela defende que a experiência com o livro impresso é mais rica, por envolver relações humanas. “Essa relação se constrói desde cedo. A criança ouvir uma história contada por um adulto é uma coisa mágica: tem a voz, o afeto, a atenção. Isso não se quebra, pois é uma relação humana. Esse exercício de pai e mãe não tem que ser visto como esforço, pois estamos nos dedicando aos filhos, dando algo precioso. Vai ficar para sempre na lembrança deles. E se tiver essa base, lá na frente eles serão bons leitores.”

O primeiro dia do salão foi dedicado unicamente aos professores, que tiveram mais tranquilidade de circular entre os estandes e conhecer as novidades. Para a professora Edith Maria Cordeiro Dias, mesmo com toda a tecnologia disponível hoje para as crianças, o livro em papel continuará a ser importante.

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Historiadores lamentam desinteresse brasileiro por biografias políticas

Alex Rodrigues

Especialistas na história brasileira, os ingleses Richard Bourne e Leslie Bethel apontaram os ex-presidentes Getúlio Vargas e Luiz Inácio Lula da Silva como as principais figuras políticas nacionais dos últimos cem anos, devido à importância deles para a trajetória política brasileira.

“Juscelino Kubitscheck e Fernando Henrique Cardoso podem ser incluídos nesta lista, mas há poucas dúvidas de que Vargas e Lula são os dois políticos mais influentes dos últimos cem anos”, disse Bethel durante a 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que ocorre em Brasília (DF) até o próximo dia 23.

“Lula é um elemento importantíssimo da vida política brasileira. Assim como Vargas, que apesar de um certo embaçamento político, algo de vago em torno de sua figura, foi um grande líder”, defendeu Bourne, que lançou na bienal o livro Getúlio Vargas do Brasil 1883-1954.

Em meio aos vários e antagônicos comentários que receberam do público sobre o governo Lula, Bethel frisou que vai ser preciso aguardar mais algum tempo pelo julgamento histórico dos oito anos de Lula no poder.

“Há a possibilidade de que, no futuro, a figura de Lula, que deixou o governo com um índice histórico de aprovação popular, possa ser diminuída por historiadores. Da mesma forma que a [avaliação] de Vargas melhorou. Isso, contudo, é um pensamento especulativo. Só o tempo dirá”, disse Bourne.

Os dois historiadores destacaram o pouco interesse dos brasileiros pelas biografias de políticos nacionais. Bethel ainda comentou o fato de poucos historiadores brasileiros se dedicarem ao gênero, quando comparado à quantidade de obras lançadas sobre vultos históricos em outros países.

“Gostaria que a realidade me contradissesse, mas minha impressão é que os líderes brasileiros não querem ser biografados e que os historiadores e jornalistas brasileiros não se dedicam a biografar políticos. Por que? Não sei, mas creio que pode estar ligado a um certo corporativismo e clientelismo brasileiro e ao fato de que por ser a classe política tão rejeitada no Brasil, poucas pessoas queira ler uma biografia política”, disse Bethel, que além de ter estudado a América Latina e o Brasil por toda a vida, há quatro anos vive no país.

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Percentual de brasileiros leitores é maior entre jovens e moradores de zonas urbanas

Amanda Cieglinski

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (28.03) mostrou que o maior percentual de leitores na população está entre os jovens. A renda familiar, o lugar onde se vive e a escolaridade também são fatores que influenciam o gosto pela leitura. O estudo Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, identificou que 50% da população pode ser considerada leitora. O critério é ter lido pelo menos um livro nos últimos três meses.

“Os leitores do Brasil são pessoas que têm acesso a bibliotecas, a livros diversificados, que não são aqueles os comprados ou oferecidos pelas escolas. [Os leitores] são aqueles que têm incentivo dentro de casa, dos pais e dos familiares”, disse a presidenta do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.

Dos 5 anos de idade até os 24, o índice de leitores verificado na pesquisa é sempre superior ao de não leitores. Na faixa etária de 14 a 17 anos, por exemplo, estão 14% do total de leitores e apenas 5% dos considerados não leitores. O quadro muda à medida que avança a idade: no grupo entre 50 e 69 anos, por exemplo, encontram-se 23% dos não leitores e apenas 12% da população que lê.

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Sem exagero: Brasileiro lê, em média, quatro livros por ano

Amanda Cieglinski

O brasileiro lê em média quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora. É o que aponta a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (28/03) pelo Instituto Pró-Livro. O estudo realizado entre junho e julho de 2011 entrevistou mais de 5 mil pessoas em 315 municípios.

Em 2008, o instituto divulgou pesquisa semelhante que apontava a leitura média de 4,7 livros por ano. Entretanto, a entidade não considera que houve uma queda no índice de leitura dos brasileiros, já que a metodologia da pesquisa sofreu pequenas alterações para torná-la mais precisa.

De acordo com o levantamento, o Brasil tem hoje 50% de leitores ou 88,2 milhões de pessoas. Se encaixam nessa categoria aqueles que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes. Entre as mulheres, 53% são leitoras, índice maior do que o verificado entre os entrevistados do sexo masculino (43%).

Ao perguntar para os entrevistados quantos livros foram lidos nos últimos três meses, período considerado pelo estudo como de mais fácil para lembrança, a média de exemplares foi 1,85. Desse total, 1,05 exemplar foi escolhido por iniciativa própria e 0,81 indicados pela escola.

Entre os estudantes, a média de livros lidos passa para 3,41 exemplares nos últimos três meses. Os alunos leem 1,2 livro por iniciativa própria, divididos entre literatura (0,47), Bíblia (0,15), livros religiosos (0,11) e outros gêneros (0,47).

De acordo com o estudo, a Bíblia aparece em primeiro lugar entre os gêneros preferidos, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos, literatura infantil, entre outros.

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Por que não vou ler nesta década “O Que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto

O encalhe do livro "O que sei de Lula"

Certa vez em um comentário de Otto Lara Rezende confessava que estava relendo muito e lia pouco, ou quase nada, dos autores novos e mesmos livros novos de autores velhos.

Ele dizia que cada vez mais o tempo encurtava e por isso aproveitava então para reler os clássicos e citou Machado de Assis. Reler, sem dúvida é melhor que ler, principalmente os clássicos.

Como eu tenho pouca leitura de clássicos: até hoje não li, por exemplo, “Guerra e Paz”, de Leon Tolstói e “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, embora já tenha conceituado como obra definitiva de Machado o livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e depois, claro, “Dom Casmurro”.

Mesmo sem tempo – que o tempo é cada vez mais corrido com o passar dos anos – procuro ler livros que ainda não li, por isso mesmo os compros: “Boca do Inferno”, de Ana Miranda; “Poesia Reunida”, de Afonso Romano de Santana e outro de Marta Medeiros e atualmente – fora os livros da doutrina espírita – estou lendo “Como vejo o mundo”, de Albert Einstein – o cara além de Físico, gênio que foi, era um filósofo maravilhoso, que prega que a gente não se deve levar a sério demais e ver o mundo com bom humor.

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Livro de fotos de Cuiabá será lançado dia 5 no shopping Pantanal

A Editora Entrelinhas, numa parceria com a prefeitura de Cuiabá e o TCE-MT e o Governo do Estado de Mato Grosso, está lançando o livro “CuiabáImagens da Cidade – Dos primeirso registro à década de 1960”, de Maria Auxiliadora de Freitas, nesta segunda-feira (05/04), no Shopping Pantanal, praça Renner, às 20 horas.

Junto com o lançamento acontece a abertura da Exposição Fotográfica. Essa exposição, no dia 26 se transfere para o Palácio da Instrução, na Praça da República.

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