Agora estamos sem a escritora Zibia Gasparetto, desencarnou aos 92 anos

A escritora Zibia Gasparetto – Biblioteca Santos Dumont/Governo Santa Catarina

Agência Brasil | Desencarnou nesta quarta, 10, aos 92 anos, em São Paulo, a escritora Zibia Gasparetto. Ela lutava contra um câncer no pâncreas. O enterro será às 15h no Cemitério de Congonhas. O velório começa de manhã. Há cinco meses, ela perdeu um dos filhos, o apresentador Luiz Gasparetto, de 68 anos, que morreu de câncer no pulmão.

Em 68 anos dedicados ao espiritismo, Zibia Gasparetto publicou 58 obras e teve mais de 18 milhões de livros vendidos. Os livros dela fazem uma espécie de ponte entre os vivos e os que já morreram. Nas redes sociais, a equipe da escritora confirmou a morte.

“O astral recebe com amor uma de suas representantes na Terra.”, diz o texto. “Zibia Gasparetto, 92 anos, completou hoje sua missão entre nós e parte para uma nova etapa ao lado de seus guias espirituais, deixando uma legião de fãs, amigos e familiares, que foram tocadas por sua graça, delicadeza e por suas palavras sábias.”

Em várias entrevistas, Zibia Gasparetto dizia ser médium consciente, quando recebia mensagens como se fosse alguém a sussurrar no ouvido dela sobre o que deveria ser escrito. Ela costumava escrever quatro vezes por semana, utilizando o computador.

“Esse legado será eterno e os conhecimentos de Zibia sobre as relações humanas e espirituais serão transmitidos por muitas e muitas gerações. Ela segue em paz ao plano espiritual, olhando por todos nós”, diz a equipe da escritora.

Edição: Renata Giraldi

Source: Morre, aos 92 anos, a escritora Zibia Gasparetto

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Agora estamos sem Waldir Pires, um dos grandes homens públicos brasileiros, que desencarna aos 91 anos em Salvador

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Segundo a assessoria do hospital, Pires teve uma parada cardiorrespiratória por volta das 10 horas. A equipe médica tentou reanimá-lo, mas o político baiano não respondeu aos esforços e faleceu.

 Nascido em Acajutiba (BA), em 21 de outubro de 1926, Pires formou-se em Direito. Ingressou na política após militar no movimento estudantil, com o qual atuou nas campanhas em defesa da Petrobras.

Foi secretário de governo da gestão de Luís Régis Pacheco Pereira (1951-1955), deputado estadual e federal. Após a renúncia do ex-presidente da República Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, apoiou a posse de João Goulart, vice-presidente constitucional, cujo nome era vetado pelos ministros militares. Após o golpe civil-militar de 1964, teve seus direitos políticos suspensos e se exilou primeiro no Uruguai, depois, na França, onde se tornou professor da Faculdade de Direito da Universidade de Dijon e do Instituto de Altos Estudos da América Latina da Universidade de Paris, em 1968.

Após retornar ao Brasil, em 1970, retomou as atividades políticas. Em 1985, assumiu o Ministério da Previdência e Assistência Social durante o governo José Sarney. Em 1987, foi eleito governador da Bahia, cargo que ocupou até retornar à Câmara dos Deputados, em 1990, pela segunda vez. Em 2003, foi nomeado por Lula ministro-chefe da Corregedoria-Geral da União (CGU), posto que deixou em março de 2006, para assumir o Ministério da Defesa. À frente da pasta, enfrentou a crise do setor aéreo, uma das mais graves do governo Lula.

Source: Ex-ministro Waldir Pires morre aos 91 anos em Salvador

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Precisamos LER e compreender a Carta Testamento de Getúlio Vargas para entender o que acontece com o Brasil

><> Precisamos reler a CARTA TESTAMENTO de Getúlio Vargas. De preferência e voz alta para que, além de nossos ouvidos, possa tocar mais fundo nossas almas.

Carta Testamento – Getúlio Vargas

Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.

Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.

A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.

Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre, não querem que o povo seja independente.

Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.

Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.

Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.

Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.

Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.

(Rio de Janeiro, 23/08/54)

PS: Aos professores de língua portuguesa a sugestão para que se adote o texto como suporte para análise textual, coesão e sintática.

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Agora estamos sem Nelson Pereira dos Santos

Por Agência Brasil | Morreu hoje (21), no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos, o diretor de cinema Nelson Pereira dos Santos, de 89 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul da cidade.
A notícia foi confirmada às 17h pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual o cineasta era membro desde 2006, ocupando a cadeira sete. O corpo do diretor será velado na sede da ABL, no centro do Rio.Nascido em São Paulo, em 22 de outubro de 1928, Nelson Pereira dos Santos era bacharel em direito, formado  pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Além de diretor, foi produtor, roteirista, montador e ator.

Diretor do filme “Rio 40 Graus”, era considerado um dos mais importantes cineastas do país. Seu filme Vidas Secas, baseado na obra de Graciliano Ramos, é um dos longa-metragem brasileiros mais premiados em todos os tempos, sendo reconhecido como obra-prima.

Nelson Pereira dos Santos foi um dos precurssores do Cinema Novo e fundador do curso de graduação em cina da Universidade Federal Fluminense.

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Agora estamos sem Tônia Carrero; a atriz morre aos 95 anos no Rio de Janeiro

Tônia Carrero durante a entrevista ao programa Advogado do diabo, exibido em 1986 pela antiga TVE-RJ

Por Maiana Diniz – Da Ag. Brasil | A atriz Tônia Carrero, de 95 anos, morreu na noite desse sábado (3) na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde sexta-feira (2) para a realização de um procedimento cirúrgico simples, mas não resistiu a uma parada cardíaca.

Por meio de nota, a direção da clínica confirmou a morte de Tônia Carrero. O local e informações do velório ainda não foram definidos pela família.

Tônia Carrero nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1922, e foi batizada como Maria Antonietta de Farias Portocarrero. Consagrou-se no teatro, cinema e televisão.

Sua estreia no palco foi com a peça Um Deus dormiu lá em casa, no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo, ao lado do ator Paulo Autran, com quem mais tarde dirigiram uma companhia de teatro.

Na TV, ficou conhecida na década de 1980 no papel da personagem Stella Fraga Simpson, da telenovela Água Viva, do autor Gilberto Braga. No cinema, fez diversos filmes, como Tico-Tico no Fubá e É proibido beijar.

Seu último trabalho na televisão foi na telenovela Senhora do Destino, em 2004.

Source: Atriz Tônia Carrero morre aos 95 anos no Rio de Janeiro | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Agora estamos sem a jornalista Lygia Lemos

><>O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso publica Nota de Pesar pelo desencarne da jornalista Lygia Lemos, uma das fundadoras da entidade.

Falecimento da jornalista Lygia Lemos

NOTA DE PESAR: Falecimento da jornalista Lygia Lemos

Com profundo pesar, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) informa o falecimento da jornalista Lygia Lemos, mãe do colega Marcos Lemos (Marcão), aos 81 anos, na madrugada desta quarta-feira, 31/01.

Lygia foi uma das pioneiras na comunicação mato-grossense, atuando desde a década de 1970 e desenvolvendo importantes trabalhos em instituições como Assembleia Legislativa, prefeituras e outras instituições públicas. A jornalista é reconhecida por ter sido a primeira mulher a assumir importantes cargos na área da Comunicação no estado.

Além disso, contribuiu diretamente com a fundação de veículos regionais como o Jornal do Dia, extinto na década de 1990, a Revista Contato, a Rádio Vila Real FM – que pertence hoje ao Grupo Gazeta – e o jornal Diário de Cuiabá.

A jornalista também participou na construção da Associação dos Jornalistas de Mato Grosso, no final da década de 1970, em plena ditadura militar. Mais tarde, a Associação se tornaria o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT).

O velório está sendo realizado na Capela Jardins, sala Lírios, e o sepultamento será às 17h desta quarta-feira, no Cemitério Jardins.

Aos familiares, amigos e companheiros de militância, o Sindjor/MT manifesta os mais sinceros sentimentos.

Diretoria do Sindjor/MT

Nota de Pesar da Prefeitura de Várzea Grande

A prefeita Lucimar Sacre de Campos recebeu com pesar a notícia do falecimento da mãe do secretário municipal de Comunicação de Várzea Grande, Marcos Lemos, a jornalista Lygia Maria de Campos Lemos.

A chefe do Executivo Municipal ressaltou a contribuição que Lygia Lemos prestou à Comunicação Social do Estado de Mato Grosso, sendo pioneira em várias frentes de trabalho, como também sua contribuição com a política do Estado frente suas funções na Assembleia Legislativa, pois foi a primeira mulher a assumir importantes cargos na área da Comunicação em Mato Grosso. “Dona Lygia foi uma personagem importantíssima no cenário da comunicação, porque não dizer político. Uma mulher forte e pioneira, que enfrentou o desafio de assumir cargos públicos relevantes na sua área de atuação, antes ocupados só por homens. É uma grande perda e a ela nossas merecidas homenagens ”.

O secretário municipal de Assuntos Estratégicos, ex-senador Jayme Campos, enalteceu a atuação de D. Lygia Lemos. “Uma mulher íntegra, humana, que lutou por grandes causas na Comunicação, em especial na Assembleia Legislativa, sempre ajudando a contribuir, desenvolver e realizar grandes feitos. Sem dúvida ela foi exemplar nas suas funções de jornalista e deixará em nossas lembranças e na história, seu legado. Neste momento doloroso, venho externar meus sentimentos e me solidarizar com a família do nosso secretário de Comunicação Marcos Lemos”.

A jornalista Lygia Maria de Campos Lemos, 81 anos, faleceu na madrugada desta quarta-feria (31), de falência múltipla dos órgãos, no Hospital Sotrauma, em Cuiabá. Ela vinha lutando há anos para vencer doenças degenerativas dos ossos e dos rins, tendo ficado algum tempo em cadeira de rodas.

Lygia Lemos possui atuação intensa na comunicação pública e privada de Mato Grosso, desde a década de 1970 até à primeira metade da década de 1990. Com o jornalista Onofre Ribeiro, ela foi co-fundadora e editora do jornal Diário de Mato Grosso, fundado na década de 1970 pelo saudoso Archimedes Pereira Lima (in memorian).

Depois, ajudou o então deputado Benedito Alves Ferraz, ex-deputado e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a fundar o Jornal do Dia, extinto na década de 1990. E, depois, novamente com os jornalistas Onofre Ribeiro e Vilson Minossi, participou da fundação da Revista Contato e, posteriormente, a Rádio Vila Real FM – hoje pertencente ao empresário João Dorileo Leal – superintendente do Grupo Gazeta de Comunicação.

Com José Eduardo do Espírito Santo, João Pereira Marinho Filho e Jê Fernandes (ambos in memorian), contribuiu para fundação da Associação dos Jornalistas que, na segunda metade da década de 1980, se tornou o atual Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor).

Na vida pública, Lygia Maria de Campos Lemos participou da criação da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Cuiabá, que deu origem à atual Secretaria de Inovação e Comunicação (Sicom). E, também foi pioneira na criação do Serviço de Divulgação da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, que originou anos depois na fundação da Secretaria de Comunicação Social , onde foi secretária e se aposentou na década de 1990.

O velório está acontecendo na Capela Jardins,sala Lírios, em Cuiabá.

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Sebastião Carlos: Luiz Carlos Ribeiro será recordado sempre não somente pelos amantes da arte teatral, mas por todos que tiveram a oportunidade de com ele conviver

Luiz Carlos Ribeiro

Por Sebastião Carlos | Pode ser um lugar comum, mas não há como deixar de repeti-lo num instante de lamento. O passamento de Luiz Carlos Ribeiro causa um vácuo em nossa escassa história do teatro em Mato Grosso.

Conheci-o, através dessa sempre presente e ativa Lúcia Palma, em 1974, numa das minhas esporádicas vindas a Cuiabá. Fui a um sarau e lá estava ele declamando, com a mesma ênfase e perfeito locução de sempre. Desde então mantivemos um relacionamento de fraterna amizade. Acompanhei o seu esforço, quase solitário, de organização dos grupos teatrais amadores em Mato Grosso, como cofundador, e depois presidente, da Federação Mato-grossense de Teatro – FEMATA. Posteriormente, se tornaria um dos diretores da Confederação Nacional de Teatro, a CONFENATA.

Ator e diretor autodidata alcançou o auge no início dos anos oitenta quando participou do Projeto Mambembão, atuando como ator e assistente de direção de “Rio Abaixo- Rio Acima, ou Ergue o Mocho e Vamos Palestrar”. Essa peça, de autoria e sob a direção de Maria da Glória Albuês, a “Glorinha”, outra figura marcante do teatro e da cultura atual mato-grossense, recebeu elogios de importantes críticos, um dos quais, o respeitado Yan Michalski, que a indicou para receber dois prêmios mambembes. Nesse período, escreveu e dirigiu “Gudibai Meu Boizinho”, peça que apresentaria em diversas comunidades rurais e pequenas cidades. Depois viria a trilogia “Pelos Cotovelos”, “A Virgindade Contestada” e “Vespa Sete”, escritas e dirigidas por ele.

Em 2006, LC publicaria o seu primeiro texto não teatral, o livro de contos “A Mala de Fugir e Outras Histórias”. No entanto, a atração do palco lhe era tão vital que logo ele o adaptaria para uma peça, com o mesmo nome, na qual atuou como ator. Em 2009, com esse incansável Flávio Ferreira, diretor da Companhia Cena Onze encenam a peça “Fica, Pedro”, de sua autoria, uma biografia do bispo Pedro Casaldáliga.

Quando estive, pela segunda vez, presidente da AML promovi uma série de palestras e apresentações musicais, abrangendo todas as áreas da cultura. Luiz Carlos fez uma excelente apresentação sobre a história do teatro em Mato Grosso, abordando aspectos até então pouco conhecidos. Vi-o pela última vez na comemoração do Centenário de Manoel de Barros, em evento realizado na Universidade Federal. A dicção, o gesto correto, a cadência estudada, numa comunhão perfeita do intérprete com o texto interpretado eram a sua marca.

Luiz Carlos Ribeiro, o ator e o ativista cultural, será recordado sempre não somente pelos amantes da arte teatral, mas por todos aqueles que tiveram a oportunidade de com ele conviver. A figura de aparência tranquila, o seu conhecimento discreto, a cordialidade na melhor tradição cuiabana estão inscritas em sua trajetória.

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Agora estamos sem Luiz Carlos Ribeiro, um dos homens mais completos do teatro mato-grossense, quiçá brasileiro

Luiz Carlos Ribeiro e este repórter em selfie de 2015

Por João Bosquo | Conheci Luiz Carlos Ribeiro nos anos 80, quando trabalhava na Casa da Cultura de Cuiabá.  E as conversas com Luiz Carlos Ribeiro era ele ator e eu plateia, principalmente quando começava a contar histórias que iria escrever. Um roteiro completo: inicio meio e fim.

O início foi esse. O meio, entre tantos meios, entrevistas para os jornais quais trabalhei, com destaque último o DC Ilustrado, quando, além do perfil em 2015 de duas páginas; uma longa reportagem sobre o lançamento do Livro “Fica, Pedro!”, escrito em parceria com Flávio Ferreira.

Reproduzo aqui os textos escritos em 2015 publicados no DC Ilustrado.

Com capítulo final lembro que o nosso último encontro foi em dezembro de 2017, em Santo Antônio de Leveger, no sarau poético coordenado pela professora Kelly Carvalho.

Luiz Carlos Ribeiro desencarnou hoje, no Hospital Santa Rosa, onde estava internado por conta de câncer, descoberto tardiamente.

— Vai, os bons espíritos possam te acolher, amigo.

 Luiz Carlos Ribeiro começou tardiamente

Só depois que se formou Advogado, ele se volta para o teatro e se tornar uma das referências das artes cênicas em Mato Grosso

JOÃO BOSQUO
Da Reportagem

Luiz Carlos Ribeiro é o mais completo e o mais tardio artista do teatro mato-grossense. Tardio no sentido de ter começado a carreira artística com mais de 20 anos, beirando os trinta, depois de formado bacharel em Direito na última turma da Faculdade Federal de Direito de Cuiabá, embrião da nossa Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em 1969 e que, no ano seguinte, 1970, registra o surgimento da Uniselva.

Jurista por obrigação de ganhar o pão de cada dia e artista por vocação descoberta ainda na infância quando foi ‘pego pela mão’ pela professora do primário Maria Lacerda. Luiz Carlos Ribeiro diz que esse ‘alumbramento’ aconteceu no dia que entrou no ‘teatro’ pela primeira vez, no início da década de 50, em sua cidade natal, Santo Antônio do Leverger, ou Santo Antônio de Rio Abaixo. Ele é cuiabano por adoção, inclusive com título de cidadania concedido pela Câmara Municipal de Vereadores.

A professora Maria Lacerda, a mesma que pegou na mão de Luiz Carlos para ensinar a escrever o “a e i o u”, naqueles idos de 50, numa pequena cidade, sem energia elétrica, estava além de seu tempo, fazendo teatro. Para esse teatro que ele fora convidado e foi assistir junto com a família.

Luiz Carlos conta – que a vida da gente é contar – que a representação aconteceu num salão da prefeitura e o cenário e coxia eram feitos com lençóis brancos, enquanto a iluminação com lampiões Petromax. Como uma ilusão, o menino via velas de navios e aquilo o cativou. Da história, lembra pouco, era o caso de uma empregada que tinha ‘roubado’ o perfume da patroa, ou coisa assim, cujo texto era da própria Maria Lacerda. Ao final, Luiz Carlos, menino, lembra que ele se disse: “Eu quero fazer isso”.

Além da professora, marcaram a infância do jovenzinho, as histórias da avó Maximiana como também a Preta da Fronteira, cabocla ameríndia, animadora cultura, rezadeira, benzedeira, dançarina de siriri – como a avó – contadora de histórias que o levava para assistir as festas de santo, que o levou para os primeiros contatos com a cultura popular, lógico, sem saber o que era cultura popular.

Quase no final da década de 50, a família muda-se para Cuiabá. Luiz Carlos contava com 14 anos e foi estudar o ginásio no Colégio dos Padres, o Liceu Salesiano, por uma decisão paterna, apesar das dificuldades para sustentar a prole de oito filhos. Acontece, como tem que acontecer, nesse ano, o reitor das instituições salesianas pelo mundo estava em visita ao Brasil, com data marcada para visitar Cuiabá que, além do Liceu, tinha também o Patronato Santo Antônio, do Distrito do Coxipó.

Foi no Salesiano que acontece o segundo alumbramento com o teatro, com o padre Raimundo Pombo, que dirigia o grupo de teatro da escola. Ele começa como contraregra, mas tinha uma capacidade de decorar textos e,, por essa capacidade foi escolhido para dizer uma frase de recepção de boas vindas ao reitor em italiano. Aí, nesse momento, o aluno Ribeirãozinho (como era chamado na escola) tem sua primeira aula de impostação de voz com o maestro Veronezi, que se chama “partitura sonora” dentro do teatro. Depois de decorado o texto, o professor foi trabalhar com o aluno a musicalidade da linguagem italiana, a língua materna do reitor visitante.

Luiz Carlos, como sua memória invejável, nos recita os ‘versos’ ditos ao reitor. Ao final, no “grazie, grazie per tanti favore”, o reitor se encantou com a sonoridade do pequeno jovem e ordenou que se desse uma bolsa de estudo e desafogou o pai de ter que pagar as mensalidades durante todo o ginásio e os dois nos de científico.

Ele faz todo ginásio e o segundo ano do Científico no Colégio dos Padres e vai fazer o terceiro Cientifico Clássico no Colégio Estadual, onde teve aulas com os professores Nilo Póvoas, Cesário Neto, entre outros professores maravilhosos. “O que sei de gramática devo a esses professores”, avisa. Terminado o Cientifico – apesar de certa vocação para as ciências sociais, ou humanas, como Antropologia, mas o pai, de uma pensão, na Rua Barão de Melgaço, não tinha condições de custear e ‘optou’ pelo Direito, a única faculdade de ensino superior em Cuiabá.

Formado, vai trabalhar no escritório do deputado estadual Emmanuel Pinheiro, um dos professores da Faculdade, e depois no escritório de outro deputado Nelson Ramos – e foram 40 anos de exercício profissional, paralelo ao trabalho como servidor da UFMT.

Durante o governo de José Fragelli, na Secretaria de Educação, sob a direção da jovem Maria da Glória Albuês, um projeto “Tempo de Teatro”, que consistia, no mês julho, de cada ano, em reunir os produtores, fazedores de teatro de todo o Mato Grosso (ainda não dividido) para uma grande encontro, com participação de teatrólogos, como Rubens Corrêa, Jesus Chediak, Amir Haddad, Glorinha Beuttenmüller, Paulo Coelho, antes de ser esse fenômeno, e Raul Seixas, que era ator também, entre tantos, quando se faziam oficinas, apresentações de peças teatrais, com debate posterior as apresentações, enfim uma escola de teatro.

Ele, Luiz, diz que fez muitas dessas oficinas, mas não atuava, ‘estava mais olheiro’ de teatro e namorando a ideia de ser diretor e não ator. Vem o governo de Garcia Neto e o projeto Tempo de Teatro é suprimido do cardápio para contenção de despesas. O teatro, repara – quem fala é o repórter – sempre é um dos primeiros a sofrer os cortes de contenção de despesas, não é de hoje.

O movimento teatro volta a estaca zero. Glorinha Albuês vai pra o Rio, estudar, Lúcia Palma para Minas, enquanto Luiz Carlos continua e um dia Camilo Ramos, representante do núcleo de Mato Grosso da Fenata (Federação Nacional de Teatro Amador, ou Festival), que estava realizando um congresso nacional para se tornar uma confederação – e é criada a CONFENATA e aqui em Mato Grosso, a FEMATA – Federação Mato-grossense de Teatro Amador, depois o “amador” foi suprimido, e Luiz Carlos é aclamado o primeiro presidente.

A Femata foi ter um papel importante no movimento teatral, com realização de circuitos, e vão surgir novos grupos de teatros e uma nova leva de atores. Em Brasília, Luiz Carlos conhece gente como Tácito Freire Borralho, teatrólogo do Maranhão, que estava na coordenação da criação da confederação, a futura Confenata. Depois de criada a Femata acontece uma oficina com o próprio Tácito, que ficou maravilhado com o número de participantes, 70 e o teatro em Mato Grosso estava ressurgindo.

Luiz Carlos Ribeiro, criatura do Rio Abaixo

Ator e diretor se prepara para novo espetáculo ao lado de Pescuma, Henrique e Claudinho

JOÃO BOSQUO
Da Reportagem

Como Luiz Carlos Ribeiro chega, saindo de Santo Antônio Rio Abaixo, até o Rio de Janeiro? Essa parte da história ainda tem que ver com a criação da Femata e Confenata, que elegeu Cuiabá para ser o local da primeira reunião. Um pouco por curiosidade dos demais representantes das outras 16 federações já que ninguém conhecia Mato Grosso, senão as lendas de onça no meio da rua, índios selvagens e, claro, o Pantanal.

O encontro acontece no dia 18 de janeiro de 1978 e este Diário de Cuiabá publica a “Carta de Cuiabá”, definindo as diretrizes do movimento nacional para o teatro. Um teatro voltado para a cultura popular, através da pesquisa, enquanto subsidio e discurso político.

Dentro dessas diretrizes é que surge o texto que vai subsidiar a mítica peça “Rio Abaixo, Rio Acima”, ou “Ergue o Mocho e Vamos Palestrar” de Glorinha Albuês, que já tinha retornado do Rio de Janeiro. Luiz gosta de dizer que foi uma intervenção teatral. O convite partiu de Miguel Biancardini, sendo portando o primeiro produtor, para ser apresentado em um Congresso do Rotary Club que fora realizado aqui.

No jantar de encerramento desse congresso de rotarianos, no Ginásio de Esportes do Sesc, foi apresentada a primeira versão da peça, com participação dos Cinco Morenos, e a primeira vez que Luiz Carlos Ribeiro sobe ao palco como ator para representar em uma peça teatral. Aplausos que ninguém esperava a reação do público diante do espetáculo.

Com a reestruturação do grupo Terra – Liu Arruda vai embora pro Rio de Janeiro, outros tomam outro rumo – decide-se dar continuidade ao “Rio Abaixo, Rio Acima” e os integrantes do grupo vão fazer justamente aquilo que a Carta de Cuiabá pedia: pesquisar junto às comunidades a cultura popular, a questão da linguagem, a partitura corporal das ceramistas, enfim, e assim aconteceu e a partir dessa pesquisa, Glorinha Albuês reescreve a versão completa da peça.

O Grupo Terra começou a montar a peça e apresentar, inicialmente no teatro de arena que existia no pátio da Fundação Cultural. A Fundação Cultural é bom explicar era sediada no Palácio da Instrução, depois que deixou sedia a Procuradoria da Justiça e Secretaria de Segurança Pública.

Luiz conta que eram uns gatos pingados que apareciam. Chegaram a convencer o padre Jornel a divulgar a peça depois da missa entre os fiéis. Nada. O que fazer? Correr atrás do público e o grupo decide apresentar nos locais em que aconteceram as pesquisas: Passagem da Conceição, Engordador, Guarita, São Gonçalo Beira Rio. O grupo chegava, pedia comida e, em troca, apresentava o espetáculo, contando, claro com ajuda dos amigos no patrocínio da gasolina dos carros que transportavam a trupe.

Corria o ano de 1979, e o grupo decidira parar com a peça. Antes, porém, fariam uma última apresentação no dia do aniversário da diretora Maria da Glória Albuês, tipo festa surpresa, ali mesmo no teatro de arena da Fundação Cultural, em outubro daquele ano.

Os convidados todos aqueles que de certa forma tinham ajudado o grupo durante o circuito 79, como ficou chamado. Entre esses presentes, a secretária (pena que Luiz não lembre o nome) do presidente do Instituto Nacional de Teatro, Orlando Miranda, que veio a Cuiabá para lançamento do edital do Mambembão 1980, por conta de uma ação de Tácito Freire Borralho de incluir financiamento para montagem de peças todos os estados onde tinha federação de teatro.

Ao final dessa “última apresentação” a representante do Instituto de Artes Cênicas (no Brasil muda-se os termos das instituições sempre com o prósito de se esquecer os seus criadores) está chorando e ali disse que “aquela peça seria uma das representantes de Mato Grosso no projeto Mambembão.

Rio abaixo, Rio Acima estreia no Mambembão em São Paulo no Teatro Eugênio Kusnet. O público foi ao delírio. Cacá de Souza, na plateia, maravilhado, resolveu mudar para Cuiabá. O crítico Sábato Magaldi saiu do teatro exaltando e convidou Glorinha para participar de uma aula de teatro e cultura popular. Ela não pode e foram LCR e Lúcia Palma e Magaldi disse que o espetáculo era maravilhoso. A segunda cidade a ser visitada foi o Rio de Janeiro onde também a peça se consolidou e depois em mais seis capitais, sendo que Campo Grande, já MS, foi a última. A peça ficou cinco anos em cartaz.

Em 1983 escreve e encena a peça “Gudibai Meu Boizinho”, que fica em cartaz dois anos. De 1986 até 1998 trabalha na administração do Teatro Universitário, ora na função de diretor de programação, ora na de supervisor. Entre os anos de 1994 e 1995 escreve e dirige a trilogia do teatro do absurdo “Pelos Cotovelos”, “A Virgindade Contestada” e “Vespa Sete”. Em 2000 participa do FIAR – Festival Internacional de Teatro de Palmela, com a Cia D!Arte do Brasil a convite do diretor e dramaturgo português João Brites do Grupo O Bando. Ainda é coautor do texto “Marco Zero”, em parceria com Amauri Tangará. Em 2008 participa como ator da peça “A Mala de fugir e Outras Histórias”, de sua autoria, sob direção de Júlio de Camargo.

Agora se prepara para remontar o espetáculo “Manoel Leite e Barro Pantaneiro”, com poemas de Manoel de Barros, participação de Pescuma, Henrique e Claudinho, que será apresentado dia 12 de agosto no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.

Pequeno perfil cultural

Da Reportagem

CINEMA OU TEATRO: Teatro

ATOR: Rubens Correa, In memoria”, ator mato-grossense que foi considerado pela crítica especializada, como o maior ator do Seculo XX, foi meu Mestre

ATOR REGIONAL: Carlos Roberto Ferreira

AUTOR: Flavio Ferreira

PEÇA: Carta de Rodez es, com Stepfane Brodt.

PEÇA REGIONAL (Não vale citar Rio Abaixo, Rio Acima): Homem do Barranco

FILME: Assim Caminha a Humanidade

LOCAL QUE FREQUENTA: Academia Mato-grossense de Letras

O QUE CUIABÁ TEM DE MELHOR: Sua cultura

O QUE CUIABÁ PRECISA MELHOR: Aprender a votar em políticos compromissados com o seu patrimônio cultural

DEFINIÇÃO DE CULTURA: Cultura é tudo que o homem produz

Leia mais: O livro “Fica, Pedro!” de Luiz Carlos Ribeiro e Flávio Ferreira é lançado sob chuva, bênçãos de S. Pedro

Luiz Carlos Ribeiro e Flávio Ferreira lançam livro “Fica Pedro” sobre a vida de Dom Pedro Casaldáliga

Pedro Casaldáliga, um lutador que não se rende, em cena no livro de Luiz Carlos Ribeiro e Flávio Ferreira

Sarau Literário em Santo Antônio de Leverger reúne poetas vivos

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Agora estamos sem o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony

Por Ana Cristina Campos | O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony morreu na noite de ontem (5) aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi eleito em 23 de março de 2000 e tomou posse em 31 de maio do mesmo ano.

Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil. Também passou pelas redações do Correio da Manhã, da Folha de S. Paulo e da rádio CBN.

Como escritor, ganhou três prêmios Jabuti pelos romances Quase Memória, A Casa do Poeta Trágico e Romance sem Palavras.

Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Cony deixou esposa e três filhos.

Cony foi internado no dia 26 de dezembro por problemas gástricos. Ele morreu por falência múltipla dos órgãos devido a complicações decorrentes de uma cirurgia a que foi submetido no dia 1º. Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o enterro do escritor.

Source: Morre no Rio o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony

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Agora estamos sem Nilson Pimenta, entre nós, o mais importante artista naif

Por João Bosquo | Não temos como escapar da morte, mas ela acaba nos surpreendendo quando ela acontece com aquelas pessoas que acreditamos estar vendendo saúde.

Ano passado ainda encontrei com o Nilson Pimenta numa dessas exposições e combinamos de fazer mais uma matéria, agora para o DC Ilustrado, com o qual colaboro. Ele queria que falasse do filho, Valques Rodrigues Costa, pois segundo ele, já tinha falado tudo sobre sua arte.

Passou 2016, 2017 e fiquei na dívida.

Não gosto de falar em perda. Porque ninguém perda nada, a vida é feita de fases, num processo contínuo, mas momentaneamente estamos, sim, sem a companhia física do amigo, companheiro, enfim, do artista.

O nosso até breve, Nilson Pimenta.

Abaixo a nota de pesar do Governo de Mato Grosso

Artista Plástico Nilson Pimenta na exposição “Coletiva de Outubro”, em 2004 – Foto por: Arquivo Gcom

O governador Pedro Taques, o secretário de Cultura de Mato Grosso, Leandro Carvalho, e o secretário de Comunicação, Kleber Lima, lamentam a morte do artista plástico Nilson Pimenta. O artista faleceu neste sábado (23.12), em razão de um infarto e da diabetes, em Cuiabá, aos 60 anos.

“Que a família e aqueles que conheciam e aprenderam com Nilson Pimenta recebam as condolências em nome do Governo do Estado e tenha forças para superar este momento de dor”, disse o governador.

“Nilson Pimenta é um dos mais importantes, se não o mais importante artista de nossa geração. Lamentamos muito pela morte precoce e estamos à disposição da família para ajudar no que for necessário”, afirmou o secretário Kleber Lima.

O secretário de Cultura, Leandro Carvalho, lembra a história de Nilson Pimenta. “O Brasil perdeu hoje um de seus mais importantes artistas visuais. Natural de Caravelas, na Bahia, Nilson adotou Mato Grosso, retratando-o com força e originalidade. Nilson Pimenta também teve uma importante atuação como orientador do Ateliê Livre do Museu de Arte e Cultura Popular da Universidade Federal de Mato Grosso, criado por Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Foi reconhecido dentro e fora do Brasil como um artista naïf de grande importância. Nos solidarizamos com sua família neste momento difícil e expressamos nossos sentimentos pela grande perda para a Cultura Mato-Grossense e Brasileira” afirmou.

Quadro Brasil 1956 Futebol, de Nilson Pimenta

Nilson Pimenta nasceu em 25 de junho de 1957 em Caravelas (BA), mas se mudou para o interior de Mato Grosso aos seis anos, onde trabalhou no campo. “Sou 98% mato-grossense”, dizia. Morando em Cuiabá, era servidor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É considerado um dos mais importantes e atuantes pintores brasileiros na arte naïf. “A pintura naif é aquela de gente simples que não estudou mas tem muita historia pra contar”, afirmava.

O artista já participou de várias exposições coletivas e individuais, nos mais importantes museus e galerias do Brasil e do exterior. Entre outras, integrou coletivas como a “Primitivos de Mato Grosso” no Museu de Arte de São Paulo em 1980; a “Brasil/Cuiabá: Pintura Cabocla” nos museus de Arte Moderna no Rio de Janeiro e em São Paulo, e na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, em 1981. Em 1988 participou também da “Negra Sensibilidade”, exposta no Museu de Arte e de Cultura Popular, em Cuiabá. Atualmente, Nilson participou da “Naïve Paintings of Far-Western Brazil” na Galeria IZZI em Londres, em outubro 2006.

Nilson Pimenta orientou vários alunos e pintores. Hoje, muitos destes são artistas renomados.

As premiações que chegaram em 1983 e 1985, no VI e no VIII Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, inspiraram a escritora Aline Figueiredo, que descreve Nilson em seu livro “Arte Aqui é Mato”, como um artista procedente da vida rural.

Os locais do velório e do enterro ainda não foram definidos.

Source: Governo lamenta morte do artista plástico Nilson Pimenta – Notícias – mt.gov.br

><>O corpo de Nilson Pimenta será velado  na Funerária Dom Bosco, em frente ao Pronto Socorro de Cuiabá, à partir da meia noite, seu sepultamento será amanhã domingo às 16:00 hs.

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Agora estamos sem Eva Todor, morreu hoje, aos 98 anos, e será velada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A atriz Eva Todor faleceu na manhã deste domingo, aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Eva sofria de Mal de Parkinson e morreu em decorrência de uma pneumonia na própria casa, onde estava em internação domiciliar desde setembro.

Em mais de 80 anos de carreira, a atriz participou de 18 novelas, três minisséries e quatro seriados, além de programas de outros gêneros na TV Globo. Sua trajetória profissional também inclui vários anos de experiência no teatro, principalmente em peças de comédia, e no cinema nacional.

Eva Todor nasceu na Hungria em 9 de novembro de 1919. Seu envolvimento com a arte teve início ainda na infância, aos 4 anos de idade, quando aprendeu a dançar balé clássico. Sua família imigrou na década de 20 para São Paulo, onde Eva começou a atuar em espetáculos de dança até ser convidada para atuar nos palcos.

O velório da atriz será realizado amanhã (11) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Source: Morre a atriz Eva Todor, aos 98 anos | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Hoje é dia de festejar Carlos Drummond de Andrade, se encarnado faria 115 anos

Sentimento do Mundo

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.

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Agora estamos sem Jê Fernandes, o criador do Jornal do Ônibus

Jê passa para o Panteon de nossas Lembranças e emoções!

Por SindJor | André Malraux, escritor francês, escreveu em sua vida que o homem tem que merecer sua morte. A frase sempre vem à mente, quando nos deparamos com a morte de alguém querido. “Mereceu a morte? Viveu e realizou em vida obras que justificassem seu viver?

É o caso do jornalista Jê Fernandes (Gonçalo José Fernandes), que nos deixou pesarosos pela figura ímpar que era e pelo profissionalismo que sempre demonstrou. Foi um profissional de quatro costados que ilustrou Cuiabá, Várzea Grande e até o Rio de Janeiro com seu trabalho em rádio, jornal e TV.

Nos deixa pesarosos, com certeza, por antevermos sua ausência nos próximos tempos. Mas, Ge ficará sempre na memória do jornalista, como um ativista sindical, predicado que agregou ao seu profissionalismo.

Segue seu caminho Gê, agora você passa para o Panteon de nossas lembranças e emoções mais puras. Você viveu intensamente e deixa um legado de dignidade pela vida que viveu.

Fonte: Sindjor MT: Jê passa para o Panteon de nossas Lembranças e emoções!

Eis a nota de Pesar do governo de Mato Grosso Assinada pelo GCom

O Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso lamenta a morte do jornalista Gonçalo José Fernandes, conhecido como Jê Fernandes. Ele tinha 72 anos e faleceu na madrugada desta terça-feira (24.10), em Cuiabá.

O secretário de Comunicação Kleber Lima recebeu com pesar a notícia do falecimento do colega de profissão. “Jê Fernandes foi um ícone do jornalismo em Mato Grosso. Com seu carisma e irreverência, atuou de forma aguerrida na busca pela informação de forma ética e responsável. Contribuiu também na formação de muitos jornalistas que atuaram ao seu lado e puderam absorver um pouco seu conhecimento. Que sua família receba nossas condolências e que tenha forças para superar esse momento de tristeza e dor”.

Jê Fernandes atuou em diversos veículos de comunicação como os jornais Estado de Mato Grosso e Diário de Cuiabá, além de ter sido correspondente de veículos de comunicação nacionais como a revista Placar e o jornal O Globo. O velório está previsto para começar às 12h na Sala Tulipa, na Capela Jardins, na capital.

Este repórter com o criador do “Jornal do Ônibus”, Jê Fernandes

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Saber o lado do qual se está é uma receita que vale uma vida: Darcy Ribeiro sabia

 

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Sarita Baracat, uma mulher além de seu tempo – veja o vídeo em sua homenagem

Uma mulher que desafiou seu tempo

Em Mato Grosso, quando as estradas não eram asfaltadas e aparelho de televisão era privilégio de poucas famílias, em meados das décadas de 50 e 60, quando o coronelismo era prática corriqueira durante eleições e as mulheres tinham pouquíssima autonomia de suas próprias vidas, sim, exatamente neste não tão distante período, quando o machismo não tinha nenhum pudor em mostrar sua face mais violenta e separatista, Sarita Baracat de Arruda ousou contrariar as estatísticas e fazer carreira política. Assim, diante de todas as adversidades, conseguiu ser a primeira prefeita de Mato Grosso. O mandado em Várzea Grande (1967-70) lhe credenciou, também, a ser eleita a primeira deputada estadual (1978-82) após a divisão que deu origem a Mato Grosso do Sul.

E se hoje o machismo na política ainda é evidente pela quantidade de mulheres (bem menor, proporcionalmente, do que a de homens) ocupando cargos eletivos, imagine naqueles tempos. Pois é, basta uma rápida pesquisa em jornais do período para se deparar com editoriais determinando regras de conduta para mulheres. O mesmo se via nas incipientes colunas femininas, repletas de dicas de como limpar a casa, agradar o marido, receber visitas ou se comportar publicamente. Vale lembrar que, neste contexto, nem sequer haviam discussões sobre igualdade de gêneros, portanto as mulheres que ousassem transpor os limites impostos socialmente, como Sarita Baracat ousou, se submetiam ao implacável julgamento machista da época.

Entretanto, apesar destes pesares, ela é uma mulher dona de si e de um espírito libertário, o que lhe possibilitou enfrentar de cabeça erguida as censuras que lhe imputavam. Afinal, ciente de seu potencial, sabia que não estava aquém da capacidade de homem algum. E, além da vida pública, estendia esta convicção ao âmbito privado, tanto é que usava calça jeans e fumava cigarros, hábitos, até então, quase exclusivamente restrito a homens. E se não bastasse o pioneirismo na política e nos costumes, Sarita ainda se fez presente em outro meio marcado pela predominância masculina: o futebol. Ela é torcedora fanática do Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, instituição cuja criação e glórias muito se devem à família Baracat. Atualmente, o Operário é um dos símbolos da população da ‘cidade industrial’, que, por sinal, possui este título graças à política desenvolvimentista de Sarita, centrada na abertura de mercado e incentivo às indústrias.

Biografia

Sua família é de origem Síria. Entretanto foi em Buenos Aires, capital argentina, que seus pais, Miguel Baracat e Warda Zain, se conheceram e casaram. Só depois se mudaram para Várzea Grande, onde criaram os oito filhos, dentre eles, Sarita.

Seu primeiro emprego, aos 20 anos, foi como tesoureira da prefeitura. Aos 22, iniciou no magistério, ministrando aulas de sociologia, história e geografia. Só então, em 1957, ingressou de vez na política. Concorreu ao cargo de vereadora e foi a mais votada naquela eleição. Em 1966, após desistência do candidato oficial do Arena na campanha para prefeitura, teve, por ser a presidente do partido, de assumir a empreitada, que, por sinal, foi muito bem sucedida, se tornando assim a primeira mulher eleita prefeita no estado. Alguns anos depois, em 1978, foi eleita deputada estadual pelo MDB, consolidando sua trajetória política em Mato Grosso.

Neste meio tempo, em 1960, se casou com Emanuel Benedito de Arruda. Eles tiveram dois filhos; o jornalista Fernando Baracat e o ex-deputado Nico Baracat, falecido, em 2012, após um trágico acidente de carro.

Atualmente, aos 86 anos, vive no casarão onde foi criada pelos pais, um espaço arborizado e sempre frequentado por parentes e amigos. Em 2017, completou 50 anos de diplomação e posse como primeira prefeita do município.

Fonte:  Tipos Mato-grossensense

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Agora estamos sem Sarita Baracat, a primeira mulher mato-grossense a se eleger prefeita em Mato Grosso (corrigido)

SARITA E OS SEGREDOS DA MULHER VITORIOSA

Por Wilson Pires Andrade | Classificada por muitos como a última remanescente da era romântica da política em Mato Grosso, a professora Sarita Baracat de Arruda contava como se elegeu vereadora, prefeita e deputada estadual. Lembra da época em que ganhava eleições sem dinheiro e gostava de falar de suas raízes varzeagrandense, de descendência Síria.

Filha de pais sírios, Sarita Baracat de Arruda nasceu em Várzea Grande no dia 29 de dezembro de 1930. Seu pai, Miguel Baracat, nasceu em Damasco, capital da Síria, mas aos quatro anos de idade perdeu os pais e teve que vir com uma irmã para a América do Sul. “Aqui, como todo árabe, virou vendedor ambulante”, lembrava Sarita. Sua mãe, Warda Zain Baracat, nasceu em uma pequena cidade perto de Damasco, chamada Sidanaia. Devido às constantes guerras na região, fugiu com a família para Buenos Aires, na Argentina. Foi lá que Warda Zain e Miguel Baracat se conheceram e se casaram. A vida do casal ficava entre Buenos Aires, onde eram sócios de uma fábrica de tecelagem, e Várzea Grande, onde abriram o primeiro bar, a primeira padaria mecanizada e a primeira farmácia da cidade e tiveram oito filhos – quatro meninos e quatro meninas.

“Nós tivemos também o primeiro automóvel de Várzea Grande. Um Ford Modelo A, que batizamos de ‘fubica’”, contava Sarita Baracat.
“Meu pai era um homem muito culto”, dizia ela, “escrevia e falava cinco idiomas. E fez questão que todos os filhos estudassem até o nível superior. A minha mãe, por outro lado, não pôde estudar por causa das guerras.
Tive uma infância onde as brincadeiras eram muito ingênuas: “fazer quitutes, brincar de boneca, etc., apesar de morrermos de vontade, só íamos a festas depois dos 18 anos”, dizia ela. “Os árabes sempre tiveram muito controle sobre a vida das mulheres. E com meu pai não foi muito diferente”.
Sarita cursou o primário no então Grupo Escolar Pedro Gardéz, em Várzea Grande. O ginásio, de 5ª a 8ª séries, no colégio Estadual de Cuiabá (Liceu Cuiabano) e o Magistério na Escola Pedro Celestino, em Cuiabá. Gostava de dizer que naquela época, concluir o segundo grau era uma glória, como se fosse pós-graduação em nível superior, lembrando das dificuldades para se estudar.

O primeiro emprego foi na Tesouraria da Prefeitura de Várzea Grande, em 1950. Em poucos meses, no mesmo ano, assumiu a chefia da Tesouraria, nomeada pelo prefeito Gonçalo Botelho de Campos, o primeiro eleito da história do município. “Ele foi o meu professor na política; o doutor Gonçalo foi eleito pela UDN e esse foi o primeiro partido ao qual me filiei”, dizia ela, com uma ponta de nostalgia.

Mas a paixão pela vida pública, segundo Sarita, começou ainda na adolescência. Em 1947, na 5ª série ginasial, ela já mobilizava os estudantes no colégio Estadual para reivindicar os direitos dos alunos. “Eu não tinha herança política, mesmo assim sentia vontade de ajudar as pessoas”, recordava.

VITÓRIAS & AMIGOS

“No meu tempo, fazíamos campanha a pé, percorrendo os bairros de casa em casa; as pessoas votavam em determinado candidato pela confiança e não existia essa história de se gastar rios de dinheiro”, observava, comparando com os custos atuais de uma disputa eleitoral. A vitória sorria sempre para os candidatos que detinham maior simpatia do eleitoral e apresentava as melhores propostas de trabalho. Sempre falava que a amizade sincera também era muito importante.

Em 1951 entrou para o Magistério, na conhecida Escola Normal. Fez muitos amigos. Em 1957 recebeu o convite de algumas amigas para se candidatar à Câmara Municipal dos Vereadores de Várzea Grande. Pensou um pouco e acabou aceitando. “Ninguém acreditava na minha vitória, só meu pai”, rememorava ela.

Sarita Baracat foi vereadora mais votada naquela eleição e liderou a oposição em Várzea Grande. Naquela época, a Câmara Municipal tinha apenas cinco vereadores. Com seus votos, a sublegenda de Sarita acabou “puxando” mais dois e a bancada oposicionista ficou com a maioria no legislativo varzeagrandense.

TABU QUEBRADO

Porém, foi em 1966 que Sarita Baracat alcançou a maior vitória de sua carreira; simultaneamente, quebrou um tabu de séculos. Foi à primeira mulher a chefiar o Poder Executivo de um município na História de Mato Grosso. E, de quebra, eleita pelo voto.

Faltando 35 dias para as eleições, o coronel Ubaldo Monteiro da Silva, que era deputado estadual, desistiu da candidatura, alegando problemas particulares. “Nós estávamos criando a Ala Feminina da Arena, já tínhamos 80 membros”. De repente, alguns líderes da Arena ficam sem saber o que fazer, após a desistência de Ubaldo Monteiro. “Então a Ala Feminina exigiu que eu fosse candidata a prefeita e aceitei; os meus adversários, João Elói de Siqueira e Benedito José da Silva, me consideravam uma concorrente a menos”, sintetizava a professora.

O senador Fernando Correa da Costa, então candidato a governador de Mato Grosso, entrou em pânico. “Sarita, está ficando louca; você vai ser candidata e não tem onde cair morta” acusou Correa da Costa. Mas ela recebeu o aval de Garcia Neto, então candidato a deputado federal, e do advogado Augusto Mário Vieira, candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa. “Respondia ao doutor Fernando que seria candidata para dar sustentação aos candidatos do partido, em Várzea Grande, mesmo sabendo que dificilmente conseguiria vencer”, lembrava. A resposta para Fernando Correa foi curta: “eu não sou ninguém; por isso, se perder não tem problema, mas vocês, candidatos majoritários terão um grupo para se apoiar”.

A campanha começou num corpo-a-corpo intenso com o eleitorado. Não existia nenhum cartaz, adesivos e tampouco dinheiro. “Nessa altura, uniu todo poder econômico da ex-UDN contra a minha candidatura, porque ninguém admitia a possibilidade de uma mulher administrar Várzea Grande era aquela velha história do preconceito”, lembrava.

O primeiro apoio de peso em Várzea Grande ela recebeu do empresário Joaquim Norberto de Barros. Os demais eram correlegionários humildes.
Sarita dizia que quando visitou a primeira residência já em campanha sentiu que tinha chances. A injeção de ânimo partiu de Dona Rosa, mãe do ex-vereador Batico Barros. “Ela me disse: Sarita, você vai ganhar, porque tem o dom de ajudar as pessoas”. Na noite do primeiro dia de campanha, ela já era acompanhada por mais de vinte pessoas. “Quando a campanha ganhou corpo, eu saía de casa às 6 horas e só voltava às 10 horas da noite”, revelou Sarita.

A ex-prefeita disse que o fato de Várzea Grande ter pouco migrantes naquela época ajudou na sua campanha. “A gente conhecia todo mundo na cidade e na véspera da eleição o doutor Garcia Neto me disse que a eleição estava ganha”, relembrava. Quando terminou a contagem dos votos, a festa popular tomou conta de Várzea Grande.

Sarita Baracat governou Várzea Grande de 1967 a 1970. Uma das principais obras de sua administração foi à rede de abastecimento de água tratada e a iluminação pública.

Foi casada com Emanuel Benedito de Arruda, de família tradicional da Passagem da Conceição, Sarita Baracat teve dois filhos, Ernandy Maurício Baracat de Arruda – Nico, Fernando César Baracat de Arruda e Eveline Baracat (adotiva).

Sarita Baracat foi vereadora, prefeita, deputada estadual, diretora da Codemat, delegada do Ministério da Educação – MEC e Secretária-chefe da Auditoria Geral do Estado Mato Grosso, com toda certeza representou a própria trajetória da família Baracat em Mato Grosso, especialmente na Cidade de Várzea Grande.

Sarita Baracat de Arruda morreu aos 86 anos e participava ativamente dos principais movimentos políticos da Cidade de Várzea Grande.
Wilson Pires de Andrade é jornalista profissional em Mato Grosso.
A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo

 

NOTA DE FALECIMENTO!!!!Acaba de falecer na cidade de Várzea Grande a senhora Sarita Baracat de Arruda. A SEGUIR UM…

Publicado por Wilson Pires Andrade em Segunda, 9 de outubro de 2017

Errata:  Segundo nos alerta Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, Sarita Baracat foi a primeira prefeita. Eleita pela ARENA, em 1966. Mas a primeira deputada foi Oliva Enciso eleita pela UDN, em 1958. O ERRO  de edição é nosso, não tem nada haver com o texto do jornalista Wilson Pires.

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Sou velho, mas não sou velhaco

“Sou velho, mas não sou velhaco” dizia o saudoso Ulysses Guimarães repetidas vezes.

Uma das últimas foi uma resposta ao então presidente Fernando Collor de Mello.

“Sou velho mas não sou velhaco (…) Os remédios que tomo não me criam problemas com a polícia, pois são comprados em farmácia”,  respondeu o velho timoneiro.

Ulysses fazia uso de remédios pra depressão.

Anos se passaram e frase estava quase esquecida, quando é relembrada magnificamente por Alberto Goldman, que este ano completa 80 anos, ao devolver a João Dória, prefeito de São Paulo, que o chamou de velho. “Sou velho, mas não sou velhaco”.

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Agora estamos sem Ruth Escobar, um dos maiores nomes do Teatro Brasileiro

A atriz Ruth Escobar durante participação em programa da TV Cultura

A atriz Ruth Escobar durante participação em programa da TV Cultura Reprodução/TV Cultura

Por Bruno Bocchini | Morreu hoje, 5 de outubro, aos 81 anos, a atriz e empresária Ruth Escobar. Ela estava internada no Hospital Nove de Julho, na capital paulista. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada até o momento. A Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (Apetesp), que administra o teatro que leva o nome da atriz, confirmou que o velório será realizado no local.

Ruth Escobar nasceu na cidade do Porto, em Portugal, em 1936. Em 1951, mudou-se para o Brasil e passou a morar em São Paulo. Em seguida, foi estudar interpretação em Paris e, quando voltou à capital paulista, montou sua própria companhia teatral, que batizou de Novo Teatro. Foi protagonista das montagens Antígona AméricaMãe Coragem e Seus Filhos e Males de Juventude.

Em seguida, passou a se dedicar ao teatro popular e transformou um ônibus em palco, levando espetáculos à periferia de São Paulo. No chamado Teatro Popular Nacional ela participou, entre outros trabalhos, de A Pena e a Lei e As Desgraças de uma Criança.

Em 1964, Ruth Escobar inaugurou sua própria casa de espetáculos, onde montou A Ópera dos Três VinténsO Casamento do Sr. MississipiAs FúriasO Versátil Mr. Sloane e Lisistrata. Em 1968, fez a montagem de Cemitério de Automóveis, obra de Victor Garcia.

Em 1974, a artista criou o 1º Festival Internacional de Teatro, com a ideia de trazer ao Brasil periodicamente o melhor do teatro mundial. Diversas peças de sucesso internacional foram encenadas na capital paulista, como Time and Life of Joseph Stalin, de Bob Wilson; e Yerma, de Victor Garcia. Também vieram ao Brasil por meio do festival o grupo catalão Els Joglars, os City Players, do Irã; a Companhia Hamada Zenia Gekijo, do Japão; o Grupo G.Belli, da Itália, entre outros.

Nos anos 1980, Ruth Escobar afastou-se do teatro, candidatou-se a deputada estadual e foi eleita por duas legislaturas, em que se dedicou a projetos comunitários. Em 1987, Ruth montou Maria Ruth-Uma Autobiografia, e voltou aos palcos. Em 1990, também atuou em Relações Perigosas.

 

Fonte: Atriz e empresária Ruth Escobar morre aos 81 anos em São Paulo

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Agora estamos sem Pedro Pedrossian, ex-governador de Mato Grosso e MS

Governador por três vezes, Pedro Pedrossian morre em casa aos 89 anos
Na foto, Pedrossian ao lado da esposa Maria Aparecida e do bisneto João Pedro, comemora 85 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Na foto, Pedrossian ao lado da esposa Maria Aparecida e do bisneto João Pedro, comemora 85 anos. Foto: Arquivo familiar

Anahi Zurutuza e Aline dos Santos | O ex-governador Pedro Pedrossian morreu na madrugada desta terça-feira (22). De acordo com secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, o avô estava em casa. “Morreu dormindo, sem sofrimento”.

O neto revelou ainda que o ex-governador estava bem de saúde, “na medida do possível”. “Ele teve uma insuficiência respiratória ontem [segunda-feira], mas foi medicado e estava bem”.

Por meio da assessoria de imprensa, o Governo do Estado informou da morte com pesar e informou que o velório será no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, a partir das 10h. O sepultamento será no cemitério Parque das Primaveras, às17h.

Ao vivo, para o jornal da TV Morena, Pedro Pedrossian Filho disse que o pai deixa saudades, mas foi uma pessoa realizada e tem uma história de vida construída com amor. “Vai absolutamente realizado para sua viagem”.

Ele revelou ainda que a saúde do pai estava frágil havia sete anos, desde quando sofreu um acidente e quebrou a perna.

História – Pedrossian foi governador por três vezes, de 1966 e 1971. Em 1980, foi nomeado para comandar Mato Grosso do Sul, posto que retomou em 1991, quando foi eleito nas urnas.

Com a vida forjada nos caminhos de ferros da Noroeste do Brasil, o engenheiro civil Pedrossian deveria estrear na política sendo vice de Lúdio Coelho.

“O Lúdio, candidato da UDN, foi a Bauru e me convidou para ser o vice. Mas nunca mais tocou no assunto. De qualquer forma, aquela medida do Lúdio fez com que tomassem conhecimento da minha existência como político. Fui escolhido para ser candidato”, relatou o próprio, em entrevista ao Campo Grande News em 2013.

Na década de 1960, sem condições financeiras, ele embarcou em um avião de pequeno porte, “às vezes nem a bússola funcionava”, e na aventura de rodar o extenso Mato Grosso, à época uno.

De repente, a população correspondeu às propostas e Pedro Pedrossian foi eleito governador.

Matéria editada às 8h58 para acréscimo de informação.

Fonte: Governador por três vezes, Pedro Pedrossian morre em casa aos 89 anos

><>Pedro Pedrossian, em verdade, foi o primeiro que quebrou o paradigma eleiltoral mato-grossense. Ele foi o primeiro jovem a se eleger governador e depois dele, Mato Grosso só elegeu candidatos com menos de 50 anos: Júlio Campos, Carlos Bezerra, Jaime Campos, Dante de Oliveira, Blairo Maggi, Silval Barbosa (o mais velho) e Pedro Taques.

Como legado da gestão PP citamos a UFMT, a Senemat, com ampliação da ETA São Sebastião, que melhorou – e como – a distribuição de água na Capital.

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Agora estamos sem Paulo Silvino; o ator morre aos 78 anos no Rio

Ator Paulo Silvino lutava contra um câncer no estômago – Divulgação

Por Vitor Abdala | O ator e humorista Paulo Silvino morreu na manhã de hoje (17), aos 78 anos, em sua casa na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Segundo as organizações Globo, para quem Silvino fez vários trabalhos desde 1966, ele lutava contra um câncer no estômago.

Filho do comediante Silvério Silvino Neto, Paulo Silvino iniciou sua carreira no rádio e, na década de 1960, passou a trabalhar para a TV Rio. Depois de começar a trabalhar com a TV Globo, estrelou programas como Balança Mas não Cai; Faça Humor, Não Faça Guerra; Uau, a Companhia; Satiricom; Planeta dos Homens; e Viva o Gordo.

Um de seus trabalhos recentes mais famosos foi no programa Zorra Total, onde interpretava o porteiro Severino.

Fonte: Ator Paulo Silvino morre aos 78 anos no Rio | Agência Brasil – Últimas notícias do Brasil e do mundo

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Agora estamos sem Maria Clara Migliácio, por João Carlos Vicente Ferreira

Morre Maria Clara Migliácio

A arquiteta, urbanista e arqueóloga Maria Clara Migliácio, nascida em Jacarezinho, no Estado do Paraná e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, faleceu na tarde de ontem, dia 6 de agosto de 2017, em Brasília, Distrito Federal, onde desempenhava importante função no Iphan.

A trajetória de Caia Migliácio, como era conhecida por amigos e colegas de trabalho, começou no Iphan, em 1989; “…me fez abraçar o patrimônio arqueológico como objeto a demandar maiores atenções por parte da instituição, já que naquela época apenas seis técnicos da Casa eram responsáveis pela gestão do patrimônio arqueológico de todo o Brasil”. A arqueologia era a paixão maior de sua vida, tendo-se destacado em atividades nessa área em Mato Grosso, quando alçou vôos maiores e foi convidada a exercer cargo de direção, em Brasília, sede do Iphan.

Caia possuía graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1981), mestrado em Ciências (Arqueologia) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (2000), doutorado em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (2006). Servidora federal (Iphan/MinC). Professora universitária. Foi Diretora do Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional CNA/ Iphan/ MinC de 2009 a 2012 , onde atuou, em âmbito nacional, na gestão do patrimônio arqueológico brasileiro desenvolvendo políticas, programas e ações para a sua proteção, conhecimento e socialização.

Na área da atividade pública desenvolveu propostas para o aprimoramento da gestão do patrimônio arqueológico no âmbito do licenciamento ambiental; para a aplicação da arqueologia pública participativa em contextos que envolvem populações indígenas, quilombolas e tradicionais; para o estabelecimento de normas e critérios para o desenvolvimento da pesquisa arqueológica em bens culturais do período histórico e em bens culturais em meio subaquático; para o acautelamento de bens culturais edificados e sítios arqueológicos por meio do instrumento do tombamento.
Na área da pesquisa acadêmica desenvolveu trabalhos especializados em contextos arqueológicos de grupos ceramistas. Como professora ministrou disciplinas em cursos de graduação e pós-graduação em suas áreas de formação e em áreas com as quais mantém interfaces.

Maria Clara criou, em Cuiabá, o Instituto do Homem Brasileiro, voltado à preservação e difusão de bens arqueológicos do país.

Por sua dedicação à causa arqueológica no Brasil, pelos seus feitos e projetos desenvolvidos e alguns em pleno desenvolvimento, vai fazer muita falta.

Fonte: Facebook

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Agora estamos sem Luiz Melodia, autor de ‘Pérola Negra’

247 – O cantor, compositor e músico Luiz Melodia, 66, morreu na madrugada de hoje (4), em sua cidade natal, o Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de complicações de um câncer que atacou a medula óssea.

Melodia faleceu por volta das cinco horas da manhã.

O artista chegou a fazer um transplante de medula óssea e resistiu ao procedimento, mas não vinha respondendo bem à quimioterapia.

O câncer voltou e o estado de saúde de Melodia se agravou bastante ontem. O artista estava internado no hospital Quinta D’Or, na zona Norte do Rio.

Fonte: Luiz Melodia morre aos 66 anos no Rio

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Agora estamos sem a alegria contagiante de Martha Arruda, uma autêntica jornalista cuiabana

A jornalista Martha Arruda, que marcou o jornalismo de MT, como editora do DC Ilustrado, morreu aos 78 anos

Por João Bosquo e Enock Cavalcanti | Agora estamos sem Matha Arruda, escrevo eu. Nosso amigo Enock Calvacanti escreverá: Grande, como era Grande – em reverência a esta mulher e jornalista que mexeu – sim, mexeu – com o jornalismo mato-grossense, no bom período do jornalismo mato-grossense. E mexeu também com a cabeça das pessoas, já que poucos tiveram tanta coragem para desafiar os preconceitos como Marta, que se divertia contando seus causos de amor. Os amigos que o digam. Nessa correria do dia-a-dia, a urgência para fechar a matéria, vamos esquecer uma porção de gente que amava Martha Arruda.

Martha era Martha, inquieta, explosiva, criativa, incontrolável. Tão inquieta não parava de falar e não guardava segredos para depois e junto com Enock Cavalcanti, Antônio de Pádua e Silva criou e alimentava a coluna “Quebra Torto”, deste DC Ilustrado, que explodiu muita polêmica na sempre provinciana Cuiabá do século 20. Uma dessas histórias quem nos conta é o jornalista Américo Corrêa, por anos repórter deste Diário.

“Martinha era muito engraçada, serelepe. Trabalhei com ela no DC. Ela também criou o Quebra Torto. Foram ela, o saudoso Antônio de Pádua e José Luís Siqueira que escreveram a nota Kit Babaca (celular, agenda eletrônica e caneta chique), com foto do também saudoso Auro Ida. O japonês zangou e foi tomar satisfação comigo, pois Marta acrescentou a palavra boliviano, como eu me referia ao Auro. O Cabeção entrou na redação do DC, lá no Porto, com punhos fechados, desferindo golpes. Reagi e acabei derrubando o meu amigo. Auro foi levado para as escadarias do prédio. Todo mundo pasmo e abalado. Menos Marta Arruda. Com os dois punhos cerrados, a baixinha queria ir lá fora trocar sopapos com aquele enorme e querido japonês. Foi difícil segurá-la. Bons tempos. Deus a tenha. Aliás, com certeza, ela, Auro e Pádua”, lembra Américo Corrêa.

Carlinhos Alves Corrêa, parceiro e sócio dela na revista Gente que Acontece, diz que “falar da Martha Arruda é relembrar um mundo sábio, onde a escrita era uma verdadeira luz para a alma, cheia de humor e criatividade, era o seu ponto forte na arte de escrever”. Ele diz ainda que “devemos aceitar a chegada da morte, assim como o dia aceita a chegada da noite, tendo confiança de que, em breve, de novo há de raiar o sol. Martha Arruda me ensinou: jamais perca a vontade de doar o amor, ainda que muitas vezes ele possa ser submetido a prova e até rejeitado”.

O jornalista e poeta Antônio Peres Pacheco lembra que conheceu Martha na redação deste DC. “Foi no começo dos anos 90. Eu, um jovem jornalista e aspirante a poeta e escritor, idealista e ávido por aprender e viver. Achei na Martinha uma representação de como eu queria ser quando tivesse mais de meio século de vida. Fomos vizinhos de máquina de escrever e, depois, de computador. Ela tirava minhas dúvidas, corrigia meu português, me incentivava, contava causos, piadas, tirava sarro. Era divertido viver a vida pelos olhos da Marta Arruda. Vou sentir falta dela, da sua gargalhada divertida, do seu olhar curioso e da vivacidade com que levava a vida, inclusive, naqueles momentos não tão bons”, filosofa Peres.

Valéria Del Cueto, que também é jornalista, também trabalhou em Cuiabá e hoje mora em Ipanema, a poucos quarteirões de onde Martha residia, lembra que ela “sempre foi uma mulher à frente do seu tempo, que soube levar a vida entre descobertas, desafios e boas risadas. Pagou o preço por ousar querer ser Martha num tempo em que lhe exigiam ser somente bela, recatada e do lar, mas achou que valia a pena passar pela vida contado histórias e fazendo das suas, como a menina travessa que sempre foi.”

O jornalista e secretário de Comunicação de Mato Grosso, Kleber Lima nos conta que conheceu Martha Arruda quando começou a trabalhar neste Diário de Cuiabá, na década de 1990. “Na época ela era um dos redatores do Quebra – Torto, juntamente com Enock Cavalcanti e António de Pádua, que já nos deixou também. Me lembro da sua irreverência e dos textos curtos e cortantes. Mordaz, inteligente. Isso já fazia falta ao jornalismo de hoje. Receio que este estilo de jornalismo criativo e provocativo, porém consistente e respeitoso com a verdade, se vá com ela. Nesse sentido, Marta deixa uma lacuna de difícil preenchimento. Ao legado dela, bem como do Pádua, meu mais efusivo respeito”, disse Kleber Lima.

O jornalista Mauro Camargo diz que “Martha foi Uma voz Importante da cuiabania, da cultura e do Jornalismo mato-grossense. Sempre honrou o nome de sua família e os valores da terra. Mas ela foi, principalmente, uma boa amiga. Dessas que a gente carrega pra sempre no Coração”.

O escritor e poeta Eduardo Mahon, afirma que “Martha foi daquelas jornalistas que não ficava por trás da notícia. Ela colocava a própria alma no que fazia. Um jornalismo protagonista, opinativo, cada dia mais raro. Incomodava muita gente com denúncias e não se adaptava facilmente. Mas compensava pela figura doce e receptiva. Acima de tudo, era apaixonada por Cuiabá e sabia que a recíproca era verdadeira”.

Martha Arruda faleceu, aos 78 anos, na madrugada desta terça, 18, no Rio de Janeiro (RJ), onde morava há mais de 10 anos, no bairro de Copacabana. Ela era professora aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), trabalhou durante anos no jornal Diário de Cuiabá, em diversas funções, e dentre outras atividades no jornalismo editou a revista Gente que Acontece. Além do artista plástico João Pedro de Arruda, deixa outros três irmãos, Nilo, Deli e Luiz Mário Arruda, além de uma filha, netos e bisnetos que moram em Florianópolis (SC).

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Agora estamos sem Celso de Castro Barbosa, um jornalista amigo

A foto é péssima, mas é o que restou

Celso de Castro Barbosa, 61 anos, carioca,  morreu nesta sexta-feira, 30, vítima de complicações do diabetes.

Ele estava como vice-presidente da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Rio;  trabalhou no “Jornal do Brasil”, “G1” e “TV Globo” e foi editor do “DIA” entre 2014 e 2015.

Também foi secretário adjunto de jornalismo da Secom-MT, durante o governo Silval Barbosa, na gestão de Carlos Rayel, quando nos conhecemos.

Por sermos botafoguenses, apesar de algumas diferenças, tornamos bons amigos.

Fiquei sabendo de seu desencarne no perfil no Facebook da amiga comum Dani Cunha, que escreveu: “Fui pega de surpresa com a notícia do falecimento do Celso De Castro Barbosa nesta sexta-feira. Nos últimos meses estávamos afastados, mas o período que ele esteve em Cuiabá, trabalhei diretamente com ele e criamos laços de amizade e aprendizados que com certeza levarei pra sempre. Apaixonado pelo jornalismo, pelo Botafogo, pelo samba, Elis e amante da boemia, Celso vai deixar saudades. Ele era 8 ou 80. Não tinha meio termo. Sempre intenso em todas as suas atitudes e defesa de ideias, dávamos boas gargalhadas de casos da vida que contávamos um para o outro. Vá em paz, Celso e que Deus lhe receba em seus braços”.

Foto, que ilustra, foi tirada num final de tarde, com um Motorola de 3 pixel, a caminho de Cáceres.

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Agora estamos sem Paulo Nogueira e o jornalismo brasileiro fica mais pobre

Paulo Nogueira (1956 – 2017)

Por Kiko Nogueira, 30 de junho de 2017

Paulo Nogueira morreu na noite de 29 de junho. Tinha 61 anos.

Estava com câncer. Depois de uma batalha de dez meses, finalmente descansou.

Paulo está vivo.

Paulo está em seus filhos: meus sobrinhos Emir, Pedro, Camila e Fernando. Paulo está em minhas cunhadas Erika e Luísa.

Está nos seus irmãos Mari, Zé, Kika. Nos seus sobrinhos e sobrinhas. Na minha tia Maria Ely. Nos amigos, como Sergio Berezovsky, Caco de Paula, Bia Parreiras e aqueles que peço desculpas por não citar nesse momento.

Está em mim e em você.

Está em seu legado vasto e generoso, digno do nosso pai, o jornalista Emir Nogueira, a quem Paulo dedicou linhas e linhas de beleza e gratidão.

Ele fez de tudo no jornalismo. Foi repórter, editor, diretor de redação, superintendente. A maior parte da carreira na Editora Abril, outra parte na Editora Globo, os anos mais recentes neste Diário do Centro do Mundo.

Um dos maiores jornalistas do país, passou pela Veja, foi editor da Veja São Paulo, reinventou a Exame, lançou diversas outras publicações.

Deixou sua marca em cada uma delas. A vibração, a provocação, o apuro, a busca da excelência. Antecipou tendências, fez acontecer.

Nunca foi santo. Era duro. Era também de uma paciência infinita. Fez companheiros para a vida toda nas redações e revelou vários talentos. Fez inimigos, também, como todo grande homem.

“Sempre que você se desentender com alguém, lembre que em pouco tempo você e o outro estarão desaparecidos”, dizia, repetindo Marco Aurélio, o imperador romano, seu filósofo de cabeceira.

O DCM era seu projeto preferido. Ele falava do privilégio de poder exercer o ofício depois dos 50. Poderia ter tido uma aposentadoria tranquila, jogando tênis e pôquer às margens do Tâmisa.

Preferiu combater o bom combate, com a mesma paixão de sempre. Em 2012, quando começamos, comemorávamos quando conseguíamos alcançar 20 mil visualizações num dia. Ele de Londres, eu de São Paulo. Hoje são 500 mil.

O Paulo tinha uma visão e a perseguia com a mesma obstinação que tinha jogando futebol (um dia eu conto do gol mais bonito que ele fez. Um dia eu faço isso, quando não me doer desse jeito).

A utopia do Brasil escandinavo, um Brasil mais justo, foi a nossa bússola no DCM. Continuará sendo.

Uma vida intensa, um homem que fez tudo à sua maneira. Nasceu e morreu no mesmo quarto na casa dos nossos pais, no Jardim Previdência.

Como ele queria.

O Paulo vive. Obrigado, Fratello.

Fonte:  DCM

 

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Moreno, Aecim e Rômulo – Artigo de José Antonio Lemos

Jorge Moreno, Aecim Tocantins e Rômulo Vandoni, três gigantes da cuiabania, homens que souberam dignificar a vida com sabedoria, elegância, elevado espírito público, sem jamais perder a gentileza e a simpatia. Essa a impressão que me deixam Aecim e Rômulo dos poucos mas inspiradores momentos de convívio direto que tive a sorte de vivenciar. Já o Moreno, ícone do jornalismo político no Brasil, a impressão me vem pela convivência indireta através de suas premiadas reportagens, de sua coluna na internet, por último no rádio, e principalmente pela manifestação unânime de seus colegas, amigos e leitores pelo país afora.

Figura proeminente no cenário social e intelectual mato-grossense quem dentre seus conterrâneos não conhecia o professor Aecim Tocantins? Ainda vivo teve seu nome dado ao maior ginásio desportivo de Mato Grosso como reconhecimento pelo que significou para o estado. Minha primeira ligação com ele se deu através de meus pais, uma relação mais social e passageira. Depois, como ele distinguia a todos, sempre fui agraciado com seu sorriso permanente, suas palavras gentis seu linguajar perfeito, ou “escorreito” como talvez preferisse usar.

Meu relacionamento maior com o professor Aecim se deu durante o processo da divisão do estado de 1977. Lembro um episódio que merece ser lembrado por se tratar de um marco importante na vida de Mato Grosso acontecido nos momentos decisivos da divisão. Eu ainda não integrava a Comissão da Divisão no Ministério do Interior, mas soube depois através do pessoal que participou do caso. Uma vez decidida a divisão pela presidência da república a minuta da lei dizia apenas “fica criado o estado de Mato Grosso do Sul”, e só. O então governador Garcia Neto quando soube da decisão e da minuta da lei teria esbravejado, dizendo que não aceitava daquele jeito e que a União devia ao estado remanescente respeito e consideração maior. Aliás, na primeira versão o novo estado seria chamado Campo Grande, mas houve grande repulsa em Corumbá e Dourados.

De imediato o governador levou para Brasília o também saudoso Archimedes Pereira Lima e Aecim Tocantins como assessores de proa na questão. Internaram-se em um hotel em Brasília, que teria sido o Hotel Nacional, e só saíram de lá com uma nova minuta para a lei. As propostas foram aceitas e essa praticamente veio a ser a Lei Complementar 31/77, com previsão, entre outras, de apoio federal para as dívidas e programas de desenvolvimento para os dois estados, o Promat e o Prosul, com validade de no mínimo 10 anos e no mínimo Cr$ 2,0 milhões, dos quais no mínimo Cr$ 1,4 milhões para Mato Grosso. Não duraram nem 3 anos, porém, o Promat é uma das razões do futuro sucesso de Mato Grosso. Aecim e Archimedes foram essenciais. Por essa atitude de grande importância o governador acabou pagando um alto e injusto preço político. O pessoal aqui na terra preferia que renunciasse na hora da informação da decisão pelo presidente. Se fizesse assim talvez tivesse saído como artista, mas o estado estaria inviabilizado.

Com Rômulo Vandoni minha convivência maior foi ao final da década de 80 na prefeitura de Cuiabá, administração Frederico Campos quando, quando da elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano cuja base legal havia sido definida no governo anterior de Dante de Oliveira, adversário político do novo prefeito. Rômulo Vandoni foi o grande fiador junto ao prefeito Frederico da continuidade daquele processo iniciado na administração anterior, coisa rara naquela época e muito mais rara nos tempos atuais. Cuiabanos e mato-grossense sem dúvidas têm muito a reverenciar a vida desses seus três gigantes.

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Agora estamos sem Fátima Sonoda

Sema lamenta falecimento de servidora Fátima Sonoda

Por Rose Domingues/ Assessoriaa-afatimaA Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) lamenta o falecimento da servidora Fátima Sonoda, que desde no ano de 2016 estava no cargo de superintendente de Mudanças Climáticas e Biodiversidade.

Fátima morreu na madrugada desta sexta-feira (23.06), em Cuiabá, após uma luta contra o câncer, diagnosticado em janeiro deste ano.

A história de defesa do meio ambiente da servidora vem da antiga Fundação de Pesquisa de Desenvolvimento do Pantanal (Fundepan), que foi o primeiro órgão estadual a discutir a política ambiental em Mato Grosso, na década de 1990. Posteriormente, foi criada a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema), extinta pela Lei Complementar nº 214, de 23 de junho de 2005, a mesma lei também criou a Secretaria, que nesta sexta-feira completa 12 anos.

Fátima é bióloga de formação e precursora das políticas ambientais de Mato Grosso, estando à frente, na época da gestão do governador Dante Martins de Oliveira, dos estudos que permitiram a criação da maioria das 46 unidades de conservação estaduais, que ocorreu entre 1994 e 1999.

Também é uma referência na luta pela conservação do Pantanal, com trabalho voltado à manutenção do título internacional Reserva da Biosfera atribuído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no ano de 2000, por ser a maior área úmida c

Fonte: Sema lamenta falecimento de servidora Fátima Sonoda

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Agora estamos sem o professor Aecim Tocantins; Mato Grosso está de luto

Uma das minhas alegrias, enquanto trabalhei na Secom de Mato Grosso, no governo Silval Barbosa, foi realizar essas pautas de resgate da nossa memória e pude entrevistar interessantes, entre as quais o Professor Aecim Tocantins, um homem alegre e inteligente (qualidades sempre deveriam andar juntas) e nos emociona neste momento.

Veja o vídeo e leia o texto:

Aecim Tocantins: Uma história que se confunde com a de Cuiabá

Nota de pesar do Governo

O governador Pedro Taques recebeu com pesar a notícia da morte do professor Aecim Tocantins, ocorrida na madrugada deste domingo (18.06) em Cuiabá. Em homenagem ao professor pelos relevantes serviços prestados à capital e ao Estado, Taques vai decretar luto oficial em Mato Grosso.

“Aecim foi um homem íntegro, que amava Cuiabá e Mato Grosso. E foi com essa paixão, aliada à sua formidável determinação e inteligência, que contribuiu para o crescimento da cidade e do Estado ocupando inúmeras funções públicas”, disse o governador Pedro Taques.

Professor, como gostava de ser chamado, Aecim Tocantins também era contador. Na política, foi vereador por Cuiabá e presidente da Câmara da capital. Por duas oportunidades ocupou o cargo de prefeito de Cuiabá. Foi secretário de Interior, Justiça e Finanças do Governo do Estado, secretário-chefe da Casa Civil e conselheiro do Tribunal de Contas.

No fim da década de 70, Aecim Tocantins foi indicado pelo governador José Garcia Neto para defender os interesses de Mato Grosso na Comissão Especial de Divisão do Estado, que levou à criação, por parte do Governo Federal, do Estado de Mato Grosso do Sul.

“Aecim Tocantins foi um homem público notável e deixou indeléveis marcas nos cargos públicos que ocupou. Eu o conheci pessoalmente, pois era amigo do meu avô Enio Vieira. Foram companheiros de lutas políticas travadas em favor da boa causa pública e dos mais altos interesses de Mato Grosso”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho Vieira. “Consigno aqui, de modo especial, meus votos de pesar a sua esposa, dona Célia, e seus filhos, especialmente ao amigo Mario Luis”, completou José Adolpho.

“Que a família Tocantins receba nossas condolências e que tenha forças para superar esse momento de tristeza e dor”, concluiu o governador.

Aecim Tocantins tinha 94 anos. O velório é realizado na Capela Jardins, em Cuiabá.

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Lugares sagrados para os povos do Xingu fora do Território Indígena são degradados

Por Túlio Paniago, Da Assessoria| Durante expedição pelo rio Kuluene que compõem a Bacia do Xingu, um grupo composto por 15 indígenas, uma antropóloga, uma bióloga e uma promotora pública constatou alto nível de degradação arqueológico/cultural e ambiental em um dos lugares sagrados para as nove etnias do Alto Xingu. Devido à redução dos limites originais de ocupação do território, o ponto visitado, chamado de Sagihengu, está localizado fora da área indígena, mesmo assim é considerado, desde 2010, Patrimônio Cultural do Brasil devido à sua simbologia espiritual e religiosa.

A viagem pelo rio durou seis dias e foi encerrada nesta terça-feira, 13. O propósito da Expedição Sagihengu, idealizada pelos Kalapalo, foi o de registrar em vídeo a narrativa dos anciões sobre as histórias místicas do local. Agora, com este material em mãos, será produzido um documentário destinado às escolas da etnia. O objetivo é que o produto audiovisual seja utilizado como um dos instrumentos para preservar e transmitir o conhecimento tradicional às atuais e futuras gerações. Com este intuito, estiveram presentes representantes de cinco aldeias Kalapalo (Kuluene, Aiha, Lagoa Azul, Tanguro e Tangurinho), dentre eles, quatro caciques.

O cronograma foi cumprido. Entretanto, como o Sagihengu está localizado fora dos limites do Território Indígena do Xingu (TIX), os indígenas não têm conseguido visitar o local com a frequência que gostariam e acabaram se surpreendendo negativamente. “Quando fui lá, em 2004, o lugar estava bem mais limpo. Depois que foi tombado, voltei lá em 2011, vi que ainda tinha bastante verde. E agora tem uma estrada aberta lá, um barracão construído, pesqueiros, latas, plástico…”, lamenta Tahugaki Kalapalo, 38, um dos representantes da aldeia Kuluene.

Degradação cultural – De acordo com a arqueóloga Gabriele Garcia, a situação é preocupante, pois existem vários sítios arqueológicos na região, tanto no interior da área tombada quanto no seu entorno. Portanto, certas atividades, como pesca, abertura de estradas e delimitação de áreas de fazenda tem causado impactos irreversíveis. “Passaram com trator dentro da área tombada para fazer cerca e, nestes lugares, havia muito material arqueológico, tanto cerâmico quanto lítico”, relata.

“Achamos pedaços de cerâmicas quebradas. São panelinhas que os antigos indígenas faziam e o trator passou e quebrou várias”, complementa Tahugaki. Gabriele explica que, quando sítios são revolvidos (inversão de camadas arqueológicas e dispersão de material), é difícil precisar algumas informações sobre os antigos grupos indígenas que habitavam o local, principalmente no que diz respeito à organização/estrutura destas sociedades.

“Num contexto preservado, podemos entender onde era o local de roça, de oficina cerâmica, moradia, sepultamento, que é importante para compreender o modo de vida daquelas pessoas”, ressalta.

Degradação ambiental – Concomitantemente, o contexto ambiental do Sagihengu também se destaca negativamente. É possível notar grande quantidade de lixo, como garrafas e latas de bebidas alcoólicas, abandonadas em pesqueiros ilegais às margens do rio Kuluene.

A bióloga Cássia Rosin comenta que, dentro da Área de Preservação Permanente (APP), é comum avistar ranchos e barracões onde as pessoas se hospedem durante a pescaria, bem como algumas erosões. “Além da pesca, que pode ser predatória, ainda têm os resíduos mal geridos. O espaço está sendo utilizado de maneira totalmente inadequada”, pontua.

A promotora Solange Linhares (Promotoria de Justiça Especializada da Bacia Hidrográfica do Xingu Sul) está entrando em contato com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para que façam as devidas fiscalizações na área tombada e no seu entorno.

“Após a comprovação dos danos ambientais e culturais, vamos fazer o que for cabível dentro da legislação. Normalmente, por se tratar de APP, são aplicadas multas ou embargo da propriedade”, destaca a represente do Ministério Público Estadual (MPE).

Além disso, próximo ao local há um ponto de extração de cascalho. A bióloga Cássia alerta que a prática pode ser danosa ao ambiente. Por isso, vão analisar se está dentro do sítio arqueológico e se os responsáveis possuem autorização dos órgãos competentes.

Independente das possíveis punições pela degradação cultural e ambiental, Tahugaki já tem a solução para que o lugar sagrado seja recuperado e se mantenha, novamente, preservado. “Foi tombado. É da União. Quem pode cuidar, ficar vistoriando, são os indígenas, que são os cuidadores do sítio arqueológico”.

Sagihengu – Tombado como Patrimônio Cultural do Brasil há sete anos pelo IPHAN, o Sagihengu integra o Kwarup, a maior festa ritualística entre os povos do Alto Xingu. Portanto, o tombamento teve como objetivo preservar a cultura nos aspectos espirituais e religiosos das comunidades que participam do rito, além, é claro, de conservar o espaço físico, dada sua  relevância arqueológico e ambiental.

O Kwarup é uma cerimônia anual, realizado no final da estação seca, entre agosto e setembro, com duração de alguns dias. O ritual presta homenagem póstuma a chefes e lideranças indígenas. A cerimônia estabelece o fim do luto e da tristeza, ao mesmo tempo em que restaura a alegria, a vida e o início de um novo ciclo.

Na época do tombamento, um dos representantes dos povos do alto-Xingu, Ianacolá Rodarte, índio Kamayurá, explicou que rito do Kwarup é vital para a existência das comunidades e comparou a importância do lugar sagrado com símbolos não indígenas. “Tem a mesma relevância para nós, quanto os lugares sagrados de outros povos, como Meca, Jerusalém, Cristo Redentor…”

Crédito das Imagens: Gabriele Garcia

<>Com o golpe jurídico-parlamentar-midiático, que instalou um dos governos mais reacionários e insensível à causa indígena, a situação dos povos naturais ficou mais crítica e exige mais determinação das instituições que lutam pela cultura, memória e preservação de nossas tradições.

Outra questão, pra alguns irrelevantes, mas não custa registrar, que é da linguagem escrita dos nomes de etnias e costumes. A primeira vez que este blogueiro ficou sabendo do Quarup, foi por meio do romance de Antônio Calado. De lá pra cá já leu várias versões para a mesma manifestação, agora Kwarup. Isso, que fique bem claro, é coisa nossa, brasileiro.

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Agora estamos sem o jornalista Jorge Bastos Moreno

O jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista do GLOBO, morreu à 1h desta quarta-feira, no Rio, aos 63 anos, de edema agudo de pulmão decorrente de complicações cardiovasculares. Um dos mais respeitados repórteres políticos do Brasil, Moreno nasceu em Cuiabá e viveu em Brasília desde a década de 1970. Há 10 anos morava no Rio.

Com mais de 40 anos de carreira, Moreno era dono de uma invejável agenda de fontes, que inclui os principais políticos e os grandes nomes do mundo artístico do país.

Trabalhou no jornal O GLOBO por cerca de 35 anos, onde chegou a dirigir a sucursal de Brasília. Seu primeiro grande furo de reportagem foi no “Jornal de Brasília”: a nomeação do general João Figueiredo como sucessor do general Ernesto Geisel. Foi apenas o primeiro de grandes furos, conseguidos graças à sua imensa capacidade de conquistar fontes. Sua importância era tamanha que, nos corredores do Congresso, enquanto repórteres costumavam chamar “Senador, Senador” ou “Deputado, Deputado”, em busca de uma informação, com Moreno era o contrário: ao entrar no Congresso, eram os políticos que o chamavam, “Moreno, Moreno”. Continue Reading

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