Rogê Além lança músicas em plataformas musicais na Rede

Da Assessoria | Com o lançamento de Analosintético em plataformas de música da internet na última quinta-feira, 22, Rogê Além, adentra o universo da música experimental brasileira, mostrando ao mundo o disco que foi viabilizado com a aprovação do projeto no edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura.

Tal qual outros grandes nomes da MPB que vez ou outra se utilizam de timbres, guitarras e beats sintéticos em suas produções, ele aposta em uma música mais intuitiva subsidiada por recursos tecnológicos.

Por seis meses, o compositor, cantor e produtor, atuou em todas as frentes. Não esteve em um grande estúdio, mas em seu recanto, entrou em processo imersivo, como um cientista em seu laboratório. A fusão da organicidade do sentimento, a poética existencialista de suas letras e a sonoridade de plástica sintética que resulta da utilização de softwares, deu origem ao disco cintilado por várias atmosferas. Tem romance, música para dançar, um tom lisérgico, apocalíptico e especialmente, certa dose de world music – representada pelo tom hipnótico de mantras indianos – e ainda, da improvisação jazzística.

Rogê também investiu no aprimoramento vocal. Segundo Sonia Mazetto, fonoaudióloga responsável pela preparação do cantor, neste trabalho Rogê interpreta suas canções com um timbre autêntico, de cor e vibração rara. Ela destaca ainda que o que torna a obra mais rica musicalmente é o fato do ‘cantautor’ ter encarado a voz como um instrumento, trazendo ao Analosintético interpretações e arranjos vocais ousados.

“Claramente denota sua preocupação com a pesquisa e com a criatividade ao explorar linhas melodias e de contra-canto que criam texturas incríveis. Sem dúvida, um dos trabalhos mais significativos e complexos que já vi ao longo desses 20 anos na música de Mato Grosso. Fico muito feliz de ter feito parte desta construção que foi concebida por várias mãos”, pontua Mazetto.

“É um disco que replica uma série de mudanças. Me desfiz de conceitos pessoais e artísticos, ressignifiquei minha música. Com a utilização de um software – indicação do parceiro e artista Caio Mattoso – me assumi produtor também, fui de encontro a um milhão de possibilidades timbrísticas. Apreciar este momento é o meu foco”, explica o artista.

A nova produção – que sucede anos à frente da banda Engenho de Dentro e dois EPs solo – traz 11 faixas. Altamente existencial e biográfico, a produção musical é aguçada pelos sentimentos de Rogê. “É a externalização de um sentimento pessoal que eu tenho certeza que vai tocar muita gente. Quero que minha música seja libertadora, que as pessoas possam refletir, possam ser felizes também. Que elas se sintam encorajadas. É para balançar o corpo e sacudir a alma”.

Será lançado um videoclipe por mês de cada uma das faixas.

Como o edital prevê também a circulação por cidades mato-grossenses, a agenda de shows contempla o público de Sinop, no dia 29 de abril, no Guadalupe. A ocasião marca a estreia da turnê Analosintético.

Em maio, ele parte para apresentação em Rondonópolis, no Casario. Por fim, em Cuiabá, o show será no Sesc Arsenal. Todas as apresentações têm entrada livre e em cada uma das cidades será realizada oficina de capacitação para músicos e interessados no segmento.

A direção geral e artística, bem como a produção musical do disco é de Rogê Além. Para arrematar a parte técnica, a mixagem e masterização ficou a cargo de Leonardo Lima. Já a concepção visual e a direção de arte que amarram o conceito é fruto do trabalho de Eduardo Dario, com apoio da fotógrafa Mariangela Ferruda Zilli e styling por Anne Neubauer.

O conceito idealizado para este trabalho reúne as duas linguagens que norteiam a nova proposta do artista nessa obra, no caso o universo analógico e o digital.  Eduardo frisa que o desafio na criação foi justamente trazer à estética vintage – fortemente presente no estilo de vida do Rogê – uma intervenção moderna, estabelecendo assim um cenário atemporal. “Desde o início do planejamento, estava claro para nós que o Analosintético não seria apenas um disco, mas sim, um projeto audiovisual multifacetado”, descreve.

Os interessados podem conhecer o novo trabalho do artista pelos  links:

youtube / full album:  https://goo.gl/7cU9YR
facebook:  https://goo.gl/ZvgUdw
soundcloud:  https://goo.gl/cYiKCt

Share Button

Show gratuito do projeto [re]Percute neste sábado no auditório do Centro Cultural da UFMT

Da Assessoria | O projeto [re]Percute,  que faz parte do Circula MT da Secretaria de Estado de Cultura irá apresentar sua turnê neste sábado (24.03), no auditório do Centro Cultural da UFMT, às 19h30, com entrada gratuita.

O concerto com o o grupo de percussão terá ainda participações especiais dos músicos, professores e percussionistas Lewis Nielson, do Oberlin College (EUA), Eduardo Gianesella, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Ronan Gil de Morais, do Instituto Federal de Goiás (IFG).

De acordo com o coordenador do projeto, professor Zeca Lacerda, Lewis Nielson produziu e compôs uma faixa dedicada ao [re]Percute UFMT, que será apresentada na apresentação.

“Todo o repertório do CD consiste com faixas inéditas e percussionistas de referência. Por sua vez, com este concerto, o [re]Percute UFMT procura perpetuar sua busca pela formação de plateias na região para a música de câmara contemporânea, conectando a comunidade e os artistas locais com o cenário nacional e internacional”, exlicou o coordenador.

Durante a estadia dos artistas em Mato Grosso, o projeto promove recitais-palestras e oficinas. Essas atividades tiveram início nesta quarta-feira (21) e seguem até sexta-feira (23), no Auditório da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), , localizado no piso térreo.

A turnê [re]Percutindo Mato Grosso é realizada desde 2017 pelo edital “Circula MT”, percorrendo a capital e cidades do interior mato-grossense. Como resultado, o concerto passará também por Tangará da Serra e Campo Verde, nos dias 06 de abril e 09 de abril, respectivamente.

Os convidados

Eduardo Gianesella é professor de percussão, codiretor do Grupo de Percussão do Instituto de Artes da UNESP e integra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Foi vencedor do Concurso Jovens Solistas da OSESP e, junto ao Grupo PIAP, conquistou o 1º lugar no Prêmio Eldorado de Música.

Ronan Gil de Morais é professor de percussão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás. Possui graduação em Percussão pela UNESP, obtendo o Prêmio de Excelência em Pesquisa por seu trabalho de conclusão. É mestre pela Universidade de Strasbourg, onde se especializou em repertório para percussão e música eletroacústica mista.

O compositor Lewis Nielson estudou no Royal Academy of Music em Londres, na Clark University em Massachusetts. Em 2000, ele se tornou professor do Oberlin Conservatory, onde atuou até 2015.

Share Button

Caio Mattoso, depois do EP Opereta Trum,  sobe aos palcos da UFMT para o lançar o seu primeiro disco

Da Assessoria | À primeira audição, “Experimenta Assim”, disco de estreia oficial do compositor Caio Mattoso, sob a produção engenhosa de Igor Carvalho, pode soar exatamente o que sugere seu título, experimental. Mas Mattoso e seu time de instrumentistas formidáveis conseguiu transformar uma série de experiências musicais em um disco consciente, que transita com autoridade por diferentes estilos, do funk ao bolero, com direito à ganzá e mocho.

Gravado com suporte do edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura, “Experimenta Assim” traz oito canções inéditas que serão apresentadas ao público pela primeira vez nesta terça-feira, 20, às 20h, no teatro da UFMT, com entrada franca.

Com guitarras de Sidnei Duarte, percussão e bateria de Alex Teixeira, teclados de Igor Mariano, contrabaixo de Igor Carvalho e trompete de Hélio Flanders, do Vanguart, “Experimenta Assim” ganhou outro horizonte. “Foi um exercício e tanto. Mas eu estava muito seguro, contei com instrumentistas de alta capacidade técnica e artística, não teria chances de dar errado, nem se eu quisesse”, brinca Mattoso.

O olhar autêntico sobre o próprio trabalho, desde a escolha dos instrumentistas que o acompanham, até a seleção do repertório, mostra a maturidade do músico já no seu álbum de estreia. “Correu tudo de maneira tão natural que até parece que as canções já nasceram prontas. Caio conseguiu comprimir várias particularidades do seu processo criativo, buscando assim uma jovialidade levemente tardia, que deixa o disco ainda mais interessante”, adianta Igor Carvalho.

Um dos mais atuantes compositores de Mato Grosso, Caio Mattoso fala sobre a chance de poder lançar esse disco com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura. “Ter esse projeto selecionado pelo edital Circula Mato Grosso me trouxe tranquilidade e conforto para trabalhar. Sem oportunidades como essas fica mais difícil. Eu uso meu tempo para fazer música, é o que eu faço, é o meu ofício. Poder registrar esse trabalho, gravar, mixar e lançar um disco com músicos gabaritados, que não é barato, me trouxe confiança e a confiança é combustível para o sucesso”, se diverte.

O espetáculo Experimenta Assim

Ainda, se depender do aparato, o Teatro da UFMT vai ficar pequeno para o show de lançamento do disco “Experimenta Assim”. O espetáculo, inserido na programação da Semana do Calouro 2018, conta com direção artística de João Batista e exibirá projeções em vídeo de Fabrício Chabô, com iluminação de Everton Britto. Além de Igor Carvalho, Caio Mattoso e um computador, o espetáculo traz ao palco algumas participações especiais. Maykon Salder assume a guitarra e Ana Amélia Marimon declama uma (ou mais) das 14 canções reservadas para o show de lançamento.

“Outra importante participação é a da obra de João Sebastião, que será projetada durante a canção ‘Badabadum’. Uma semana antes de João desencarnar, conversamos muito sobre a importância da arte, por isso, resolvi projetar alguns de seus trabalhos, pela saudade que sinto dele e pela importância desse grande artista na minha vida”, explica Mattoso.

De Cuiabá, o espetáculo que promove o disco vai para Sinop, no extremo norte de Mato Grosso, onde ocorrem duas apresentações. A primeira, dia 27 de abril, numa escola pública daquela cidade e depois, dia 29 de abril, no bar Guadalupe, aberto ao público.

A curta turnê do disco “Experimenta Assim” finaliza ainda no primeiro semestre de 2018, numa aldeia xavante, na Serra do Roncador, ainda sem data definidas.

Oficinas de composição

Uma das finalidades do edital Circula MT é a multiplicação de conhecimento da arte. E, parte dessa multiplicação, vem por meio das oficinas previstas no projeto. Serão três oficinas. A primeira, marcada para ocorrer na Escola Estadual São Vicente de Paula, em Sinop, dia 27 de abril; depois no Lar da Criança, em Cuiabá; e por fim, na aldeia xavante próxima a cidade de Barra do Garças.

As inscrições para as oficinas são gratuitas e as vagas são limitadas. Para se inscrever, encaminhe um e-mail com assunto “Oficina” para experimentassim@gmail.com ou ligue (65) 9-9999-7971.

Caio Mattoso

Artista mato-grossense, o compositor Caio Mattoso escreve canções há quase 20 anos. Em 2001, iniciou sua carreira na banda Donalua, tocando baixo e compondo as canções interpretadas pelo grupo, que contava com os músicos Bruno Kayapy (Macaco Bong) e Douglas Godoy (ex-Vanguart). Passou cinco anos atuando no grupo Teatro Fúria e em 2010 sua canção “Rap do Gurizão” foi selecionada na 4ª Mostra de Música do Sesc Arsenal de Cuiabá-MT.

Em 2014 seu “show 200 km/h” foi contemplado no Edital Cultura 2014 do Ministério da Cultura para a realização de cinco apresentações durante a Copa do Mundo FIFA 2014 em Cuiabá. Em 2016, Caio foi convidado pela Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT para fazer a variação sinfônica de um de seus trabalhos, “Montanha”, especialmente para a orquestra. Ainda, gravou o EP Operetra Trum, patrocinado pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, cujo lançamento ocorreu no evento “Vem pra Arena”, da Secretaria de Estado de Cultura do Mato Grosso.

Leia também: Caio Mattoso lança Opereta Trum, hoje ao vivo no Gran Bazar Pac, na Praça da Mandioca

Share Button

Circula MT contempla projeto que apresentará concertos e oficinas de violino em Cuiabá e interior

Da Assessoria | O Projeto a “A arte do violino – repertório brasileiro para violino solo”, contemplado pelo edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, terá início no dia 9 de março às 19h30, no espaço Boca de Arte em Cuiabá, com apresentações e oficinas gratuitas.

O projeto, coordenado pelo professor Fernando Pereira, tem a proposição levar música erudita brasileira por meio de cinco concertos, gravação, e quatro oficinas de formação técnica, em Cuiabá, Nova Mutum, Sinop e Rondonópolis.

A apresentação será composta por Cameratas, solos de violinos e músicas tocadas em quartetos. Fernando explica que alguns desses músicos são alunos do Boca Musical, projeto que prevê a capacitação de novos músicos e a participação de alguns deles neste trabalho. “Ao participar dessa iniciativa, nossos alunos demonstram que tiveram um aprendizado concreto, rompendo com um estigma de que escolas de música não ultrapassam a etapa inicial do aprendizado. No Boca Musical a ideia é que os nossos alunos se tornem profissionais e para isso também vislumbramos as possibilidades da prática”, pontua o professor.

Sobre a Arte do Violino, o professor explica: “O Projeto possui nome semelhante à obra pedagógica em quatro volumes “arte do violino” do músico alemão Carl Flesh (1873-1944). A semelhança do nome não é mera coincidência na medida em que, tal como o violinista alemão do começo do século 20, tenho buscado, uma sistematização em torno de um programa de formação e difusão cultural em sua proposta pedagógica e artística que desenvolva o ensino e a performance não só ao violino, mas aos instrumentos de cordas inerentes à sua família – viola clássica e violoncelo – no estado de Mato Grosso”.

A primeira apresentação, que também é o lançamento do projeto, será no bairro Araés, sede do espaço Boca de Arte, e, portanto, pretende contemplar os moradores do bairro. A apresentação no local faz parte da contrapartida social do projeto.

No dia 15 de março, às 20h, Nova Mutum recebe o projeto. Após a passagem por Nova Mutum, o grupo retorna à Cuiabá e no dia 16 realiza a apresentação na Casa Cuiabana, espaço que também sedia as oficinas do projeto durante o ano.

No dia 17 de março, será a vez de Rondonópolis receber o grupo e a apresentação se realizará no Centro Cultural Casario, às 20h. A oficina de formação será no Instituto Federal de MT – campus de Rondonópolis, no dia 6 de abril.

Em Sinop a oficina será realizada na Escola Municipal de Artes Viviane Maria Malheiros Dal Berto, no 14 de abril e a apresentação ocorre no dia 23 de março, às 20hs no Centro de Eventos Dante de Oliveira.

No dia 13 de abril, o Centro de Sustentabilidade do Sebrae em Cuiabá, será palco para o encerramento das atividades.

Oficinas gratuitas – A Oficina pretende realizar a formação básica da técnica ao violino e terá 6h de capacitação técnica para até 60 alunos – 30 participantes e 30 ouvintes, nas quatro cidades por onde o projeto passará. O conteúdo terá apresentação da técnica elementar ao instrumento – escola franco-belga, alemã e russa; desenvolvimento da mão direita – golpes de arcos e suas variações; desenvolvimento da mão esquerda – dedilhados, posições e vibrato; Aplicação prática – escalas e arpejos –  e seleção de material para o desenvolvimento técnico ao instrumento com performance. Os interessados podem tirar as pelo telefone (65) 99996-2089.

Share Button

Não sou escravo de nenhum senhor Meu Paraíso é meu bastião – canta o samba sensação de 2018

Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o valor? Pobre artigo de mercado
Senhor eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandinga, cambinda, haussá
Fui um rei egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se planta gente

Ê calunga! Ê ê calunga!
Preto Velho me contou, Preto Velho me contou
Onde mora a sengora liberdade
Não tem ferro, nem feitor

Amparo do rosário ao negro Benedito
Um grito feito pele de tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim, quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação

Compositores: Claudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal

Intérpretes: Nino do Milênio, Celsinho Mody e Grazzi Brasil

Share Button

Ninguém se inscreve e edital do Festival de Lambadão de MT é suspenso

Após adequações requisitadas pela categoria o edital será relançado


Da Assessoria | O edital do 1º Festival de Lambadão de Mato Grosso, lançado em 19 de dezembro, foi suspenso nesta quarta-feira (31.01), após o encerramento do prazo de inscrições, sem que houvesse qualquer proponente.

O secretário de Estado de Cultura, Kleber Lima, lamenta a suspensão e explica que a decisão foi tomada para que houvesse tempo hábil para que a equipe técnica responsável pudesse realizar readequações no edital, já que a falta de proponentes se deu por conta das dificuldades propostas para habilitação dos grupos de lambadão no edital.

“O prazo para que os proponentes enviassem os projetos era até o dia 31 de janeiro, porém até a data, não houve nenhuma inscrição. A suspensão foi necessária para que a gente possa readequar o edital, simplificando, o máximo possível”, explicou Kleber Lima.

A Superintendente de Políticas Culturais da SEC, Tatiana Guedes Libardi, reiterou ainda que a classe teve dificuldades quanto aos itens solicitados no edital para execução do projeto. “Por isso, a decisão de suspender ao invés de prorrogar”.

O secretário pontuou que, após as alterações será realizada ampla divulgação do novo edital para quer os grupos de lambadão do Estado de Mato Grosso tenham conhecimento e condições de se inscreverem e participar da seleção.

“Esse ano são prioridade para o governo, e para a Secretaria de Cultura, editais e políticas que valorizem a cultura popular mato-grossense”, ressaltou o secretário. (Texto: Josiane Dalmagro/Foto: José Medeiros)

><>Um dos grandes lambadeiros cuiabanos, em conversa reservada, por isso não revelo o nome, disse-nos que não iria participar por conta do modelo do edital proposto pelo antigo secretário. Se mudar o formato, claro, a receptividade será melhor. (JB)

Share Button

Coro Experimental da Orquestra do Estado de Mato Grosso inicia a temporada 2018

Da Assessoria | O Coro Experimental da Orquestra do Estado de Mato Grosso se prepara para a nova temporada com anúncio da oferta de novas vagas. As inscrições para cantores e cantoras já estão abertas e seguem até o dia 12 de fevereiro.

O coro estreou em junho de 2017 e já se apresentou três repertórios, incluindo dois espetáculos solo e uma participação junto a Orquestra de Mato Grosso, em homenagem a Villa-Lobos.

Em 2018, além de acompanhar a OEMT em dois de seus concertos, ganha também temporada própria com apresentação de três novos repertórios organizados em cinco apresentações.

Atualmente, o grupo conta com a formação de 50 coralistas. O regente Jefferson Neves destaca que são muitos os atributos do coletivo de vozes e destaca quais os traços de sua identidade. “Os mais importantes diferenciais do Coro Experimental da Orquestra do Estado de Mato Grosso são a leveza na voz, a interpretação teatral e sobretudo, a alegria contagiante”.

Segundo ele, o Coro Experimental da Orquestra do Estado de Mato Grosso surgiu da necessidade de se criar um grupo que esteja conectado com o mundo atual. “Pensamos para o programa, um conteúdo eclético e que busque ainda o entendimento do ser humano e suas criações”, conclui.

Jefferson Neves, regente coral, natural de Cuiabá (MT), graduado em Educação Artística, com habilitação em Música, participou de Painéis de Regência e Canto Coral, onde cursou com os músicos Fernando Ariani, Reynaldo Puebla e Eduardo Fernandes. Foi solista da ópera “A Flauta Mágica” de Mozart, junto à Orquestra Sinfônica e Coral da UFMT. Foi solista do concerto “Carmina Burana”, de Carl Orff e regente titular do primeiro Coral Juvenil do Núcleo Coral do Estado de Mato Grosso.

Foi também regente e arranjador do grupo vocal feminino Boca de Matilde, dirigindo quatro shows importantíssimos para Cuiabá. Fundou em 2004 o Grupo Vocal Alma de Gato, em que é diretor artístico, regente, arranjador e cantor. Assinou a direção de mais de 20 shows temáticos e inéditos, que tornaram o grupo conhecido no Brasil e exterior. Recentemente, criou o sexteto vocal Mesa Pra 6, que em pouco mais de um ano realizou seu show de estreia com sucesso de público e crítica especializada.

Aos interessados, basta encaminhar nome e contato por e-mail (producao01@orquestramt.com), pelo telefone (65) 3027-1824 ou ainda, ir diretamente à sede da Orquestra do Estado de Mato Grosso, localizada à avenida Isaac Póvoas (n 901, sala 1002).

O atendimento é de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e as vagas são limitadas.

(Texto e foto: Protásio de Morais | SEC-MT)

Share Button

Violinista de Cuiabá é escolhida para participar de Festival internacional Sesc de Música no RS

Da Assessoria | Mato Grosso  começa o ano de 2018 com a projeção de seus artistas locais. Um exemplo é a participação da  violinista Lindi Elis Conceição Mariani, em diversas atividades do 8º Festival Internacional Sesc de Música que acontece de 15 a 26 de janeiro de 2018, em Pelotas.

Lindi foi selecionada como bolsista integral para participar das atividades pedagógicas, através de um Edital de chamamento para escolha dos músicos que iriam compor esta parte do evento. O Festival, de projeção internacional, conta com concertos e apresentações nos mais variados locais, além das classes musicais com professores brasileiros e estrangeiros.

Um dos objetivos é incentivar o desenvolvimento da produção musical e fomentar o intercâmbio e o desfrute de bens culturais, o que para Lindi, é uma oportunidade de ampliar seu leque de contatos e mostrar suas habilidades, já que há oito anos se dedica a prática do Violino. Segundo Lindi, ela estará tocando junto às Orquestras e com os alunos, em forma de quartetos ou solo, sendo que essas atividades estão sendo ainda definidas pela organização. Ela adianta que estará tocando repertórios, como a Sinfonia do Novo Mundo de Antonín Dvořák e Overture to “Candide” de Leonard Bernstein.

Atualmente, Lindi Elis ensaia e auxilia nas aulas oferecidas pelo Instituto Boca de Arte em Cuiabá, onde também é bolsista do projeto Boca Musical. Iniciou sua trajetória há mais de oito anos, sendo aluna do Professor Fernando Pereira, que coordena o Projeto Boca Musical. Para Fernando, o crescimento da musicista é uma satisfação para o Boca Musical e para ele enquanto músico e educador, pois já demonstra resultados do empenho de toda a equipe e alunos para que o projeto consiga oferecer qualidade no aprendizado e na projeção dos alunos.

Esta não é a primeira vez que Lindi participa de um evento. Ela já esteve em Festivais em Poços de Caldas, na região sul do País e em 3 eventos internacionais, nos quais sempre passou por processos de seleção.

Parte da programação do evento terá transmissão ao vivo e poderá ser acompanhada pelo link: http://www.sesc-rs.com.br/festival/

Share Button

Flauta Mágica reúne 144 crianças e adolescentes em apresentação que integra orquestra, coral e balé

Da Assessoria | As crianças e adolescentes atendidas pelo Instituto Cultural Flauta Mágica apresentam, neste domingo, 17, às 18h, em sua sede, concerto especial que integrará orquestra, coral e balé. O instituto é também um ponto de cultura selecionado pela Secretaria de Estado de Cultura em parceria com o Programa Cultura Viva da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC).

Ao todo 144 alunos – entre crianças e adolescentes – participam do espetáculo que exibe repertório de canções natalinas e músicas do repertório do Flauta Mágica.

O Instituto Cultural Flauta Mágica não só desenvolve atividades em sua sede no bairro Jardim Vitória como também estende o ensino em escolas públicas da comunidade.

Na prática, atende a crianças e adolescentes ensinando conceitos e técnicas musicais e, mais particularmente, a tocar flauta doce. Nesse sentido, tem como atividades o Projeto Coral Flauta Mágica, no qual os alunos aprendem a música por meio do uso da voz. Há ainda o Projeto Balé Flauta Mágica, que tem no ensino do balé clássico e balé moderno uma forma de ensinar a arte da dança em diferentes abordagens.

Source: Instituto Cultural Flauta Mágica reúne orquestra, coral e balé em apresentação – Notícias – SEC

Share Button

Rua do Rasqueado, projeto criado e coordenado por Guapo, comemora 24 anos com edição especial

Show com alguns dos legítimos representantes dos ritmos mato-grossenses acontece nesta quinta-feira (14), no Centro Histórico de Cuiabá

Da Assessoria | A Rua do Rasqueado, projeto que por mais de 20 anos promoveu efervescência em pleno Centro Histórico da Capital, enaltecendo o ritmo tradicional de Mato Grosso, terá nova edição nesta quinta-feira (14.12), a partir das 18h. O palco e cenário é o mesmo: a praça Caetano Albuquerque, no Calçadão da Galdino Pimentel.

Entre as atrações figuram alguns dos maiores expoentes do gênero como Roberto Lucialdo, João Eloy e o pesquisador musical e incansável entusiasta da música regional, Guapo. O idealizador do projeto, que nesta edição conta com apoio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), é o próprio Guapo, que o criou para contemplar o público que valoriza as manifestações artísticas populares.

“Foi o projeto Rua do Rasqueado que deu alento para os músicos da Baixada Cuiaban, desenvolverem os novos ritmos, lambadão e lambadinha, expressões atualmente consagradas na noite cuiabana”, destaca. E o lambadão estará bem representado por Os Originais e os dançarinos do grupo Lambadeiros de Elite.

“A Rua do Rasqueado é um projeto importante de valorização da cultura popular ao levar, para o centro da cidade, uma manifestação antes restrita aos bairros. Isso vem de encontro com as políticas públicas do atual governo focadas na democratização”, enfatizou Leandro Carvalho, secretário de Cultura.

Para se manter fiel ao estilo, as atrações da Rua do Rasqueado são músicos mato-grossenses que valorizam, em suas composições, as coisas da terra.

Surgido em 1993, o projeto da Rua do Rasqueado foi interrompido no ano seguinte e retomado dez anos depois quando o lambadão vinha ganhando força e popularidade. Em 2005, a Rua do Rasqueado foi novamente suspensa e voltou em 2012. Em 2015 houve uma edição especial realizada com o apoio da SEC.

“O projeto manteve a sua originalidade. O objetivo é valorizar o que é nosso, os músicos, a dança, a sonoridade regional. Começou com o rasqueado, depois veio o lambadão e a lambadinha, que pode ser definida como um rasqueado mais suingado. Tudo isso junto é a legítima cultura da noite cuiabana”, ressalta Guapo que nesta edição, atua em parceria com apoio do Instituto Case. A Rua do Rasqueado tem ainda apoio da Secretaria de Município de Esporte, Cultura e Turismo.

Share Button

Neurozito conta em livro a trajetória de Jacildo e Seus Rapazes

Da Assessoria | O músico, professor e escritor, Neurozito Figueiredo Barbosa, lança seu segundo livro, dia 12 de dezembro, no Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Depois de “Sayonara, Brilhos e Escuridão”, agora é a vez de “A música na década dos conflitos – A sina de um músico e a trajetória de uma banda”.

O livro retrata parte das memórias do autor numa sequência de crônicas que situa a Cuiabá de 1961 a 1970, narrando fatos e acontecimentos mundiais e nacionais enquanto a capital de ares provincianos vivia uma espécie de isolamento em transe. O autor se utiliza de uma narrativa simples e direta, em primeira pessoa, narrando histórias locais em sintonia com os principais fatos, políticos, econômicos, sociais e culturais, que influenciaram no comportamento da humanidade. A memória narrada, como se sabe, tem muito de imaginação em que o autor se lança em um jogo de memórias de suas próprias vivências e observações. É criador e criatura de suas próprias memórias (re)inventadas.

Longe de ser uma tese segundo os cânones acadêmicos o livro é um depoimento com base em sua vivência e experiência de mundo. A trajetória que o levou a ser músico, a necessidade de estudar, os dramas familiares, a segregação social e racial, em concomitância com o mundo que chegava aqui através das ondas do rádio e nas rodas de amigos que faziam da Praça Alencastro um ponto de encontro e de informação e reflexão.

A banda Jacildo e Seus Rapazes inaugurou em Cuiabá um movimento cultural antenado com as revoluções da época como o rock com a beatlemania, a Jovem Guarda, estabelecendo conexões com o mundo via música pop. Daí gerou uma movimentação com o surgimento de várias bandas musicais na cidade e mudanças de comportamento.

Neurozito diz que buscou fazer “uma revisão da época áurea da Jovem Guarda.” Ele afirma ainda que partiu do geral para o particular. “A partir dos grandes eventos mundiais, nacionais e os locais, relacionando-os à música e ao nosso dia a dia. A falta de informação geopolítica mundial em Cuiabá dificultava a compreensão do mundo. Essa situação deixava a população à mercê de suas próprias condições o que obrigava a criar seu próprio estilo de vida.”

O livro foi produzido com apoio da Secretaria Estadual de Cultura, Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Associação Cuiabana de Belas Artes.

Serviço:
Lançamento do livro “A Música na Década dos Conflitos”
Autor: Neurozito Figueiredo Barbosa.
Quando: 12 de dezembro de 2017
Hora: 20h
Onde: Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso
(Rua Barão de Melgaço, esquina com Voluntários da Pátria)

Share Button

Camerata de Concerto Boca Musical apresenta show de repertório espanhol no Cine Teatro

Apresentação marca encerramento das atividades de 2017 e inicio das apresentações culturais de final de ano

Foto: Divulgação

Da Assessoria | Férias se aproximando, visitas chegando e a busca por entretenimento em Cuiabá começa a aumentar. Para quem tem interesse em uma atividade cultural, a oportunidade da próxima semana será o espetáculo Capricho Espanhol que ocorre na segunda-feira (11) as 20h no Cine Teatro Cuiabá. Com 59 integrantes, muito ensaio e expectativas, a Camerata de Concerto Boca Musical, grupo formado por jovens de Cuiabá, leva para o publico um repertório que perpassa a fantasia e a liberdade composicional de quatro grandes compositores: Isaac Albeniz, Manuel de Falla, Joaquin Turina e Georges Bizet.

Os três primeiro, de origem espanhola, e o último, Georges Bizet, apesar de francês, dedicou se, em sua obra Carmen, a recursos estilísticos das danças típicas dos pais hispânico. Quem quiser conferir um pouco mais desta viagem poética, os Ingressos custam inteira r$ 20,00 e meia r$ 10,00 e poderão ser adquiridos na bilheteria do Cine Teatro Cuiabá.

O público presente além de conhecer a poética hispânica através da arte dos novos músicos mato-grossenses, poderá também contribuir para a continuidade dos trabalhos de formação de novos músicos. O espetáculo fecha as atividades de 2017, deste Projeto que vem se consolidando como um espaço de difusão cultural e educacional na capital cuiabana. A Boca Musical é um projeto do Instituto Boca de Arte, e nasceu da proposta do músico Fernando Pereira, em oferecer a crianças e jovens o acesso a formação musical de alta performance para atuação no mercado musical de Mato Grosso. Para 2018 a Boca de Arte amplia suas atividades na perspectiva de fortalecer o trabalho de formação, circulação e maior atuação no mercado musical.

Serviço:
Título: capricho espanhol
Data: 11 de dezembro 2017
Local: Cine Teatro Cuiabá
Horário: 20hs
Classificação: livre Duração: 60’
Ingressos: inteira r$ 20,00, meia r$ 10,00.
Repertório: Georges bizet – Carmen Manuel de falla – dança espanhola Isaac Albeniz – Suite Española, I: Granada Joaquin Turina – oracion del torero
Contato: (65) 98118-1618/ 99354295

Share Button

Violinos, violas e contrabaixos festejam 47 anos da UFMT

O programa “UFMT Com A Corda Toda” realiza espetáculo no Teatro Universitário com alunos e mestres do projeto que só não foi perfeito por conta da chuvarada

Por João Bosquo | Um programa para a segunda-feira, no início da noite foi o que a UFMT organizou para não competir com os já rotineiros megas eventos, shows nacionais de fim de semana na nossa Cuiabá. O concerto de final de ano do Programa ‘UFMT com a Corda Toda”, com participação dos alunos do curso de violino, violas e contrabaixos aberto à comunidade aconteceu nesta segunda-feira, 4, no Teatro da UFMT com entrada franca. Enfim, tudo para superlotar o teatro, mas alguém esqueceu de conversar com São Pedro e um aguaceiro caiu arrefecendo essa expectativa.

A coordenadora pedagógica do curso, professora Rúbia Naspolini Yatsugafu, em sua fala de abertura, destacou a “baita chuva” que estaria prejudicando inclusive a chegada de alguns alunos que usam moto. Imagina. Se na abertura do programa ainda se via bastante lugares vagos eles foram sendo ocupados ao longo do espetáculo.

Outra falha, não por culpa ou omissão dos coordenadores do evento, foi a não confecção da programação em folders, mas por responsabilidade exclusiva do presidente usurpador, golpista Michel Temer e sua malfadada reforma da previdência e que levaram os trabalhadores servidores técnicos da gráfica a cruzarem os braços. Daí a omissão por conta deste repórter de alguns nomes de solistas e regentes que participaram do evento.

O roteiro do espetáculo iniciou-se com apresentação da Orquestra Cuiabana de Choro, também um projeto de extensão da nossa UFMT, no foyer recepcionando os visitantes. No palco, o espetáculo abre com a Camerata Cuiabana, tendo a regência de Adriano Moura e como solista o aluno Gabriel Neiming, que recebe uma bolsa de estudo pelo seu talento. As peças (ou parte das peças) apresentadas foram Concerto para Violino em Si Menor , Op.35, de Oskar Rieding, um de suas peças mais conhecidas, composta no começo do século 20. Depois, claro, não podia faltar, Vivaldi, Antônio Vivaldi, com uma de suas peças das Quatro Estações: Concerto em Dó Maior RV 110.

Na sequência, o Grupão de Violas, violoncelos e contrabaixos, sob a regência do professor Oliver Yatsugafu, que executou “Há muito tempo’, de T.H. Bayly, “Coro do Judas Macabeus, de G. F. Handel, “Minueto II”, de João Sebastião Bach, “Allegretto”, “Moto Perpétuo” e “Allegro”, de S. Suzuki e as canções folclóricas “Oh vinde, crianças” e “Canção ao Vento”.

Depois sobe ao palco “UFMT em Cordas”, que apresentou “Concerto para Viola e Orquestra, TWV 51:G9 – II Alegro”, tendo como solista Diego Monteiro, na viola, e “Pequena Serenata Noturna, K. 525 – Allegro I”, de Mozart, outro que não podia faltar, claro.

A Orquestra Cuiabana de Choro, agora no palco, toca duas músicas constante do primeiro CD do grupo, composta por Eduardo Fiorussi, “Conversa de Jacaré” e “Chorando em Cuiabá”.

Para encerrar a programação o Grupo de Violinos, que apresentou as peças “Concerto nº5: I Allegro Moderato, de F. Seitz, “Gavotte”, de J. S. Bach, “Os dois granadeiros”, de R. Schumann, “Coro dos Caçadores”, de C. M. von Weber, “O Fazendeiro Feliz”, de Schumann, “Minueto I”, de J. S. Bach, “Allegretto”, “Moto Perpétuo” e “Allegro”, de S. Suzuki, e por fim “Canção do Vento”, folclore. Nesta parte cada peça era complementada com uma parte dos alunos. Começa com meia dúzia, na primeira, mais um tanto na segunda até chegar a formidável mais de uma centena de participantes, com destaque para os pixotinhos.

Pra fechar todos aqueles que se apresentaram anteriormente, inclusive o grupo de Choro para uma emocionante execução de “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, com o coro da plateia.

O programa UFMT Com a Corda Toda, coordenado pelo professor Oliver Yatsugafu, é constituído pelos projetos José Leite com a Corda, Orquestra Chiquitano com a Corda Toda, Campus com a Corda Toda, UFMT em Cordas, Orquestra Cuiabana de Choro e Em rede.

O programa tem dois objetivos: a formação musical de crianças, jovens e adultos em violino, viola e violoncelo; e a formação docente e performática dos alunos dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura em Música da UFMT. Atualmente o projeto conta com a participação de 300 alunos.

O caro leitor amigo deve estar a perguntar, como o repórter descobriu essa pauta? Descobri pois fui convidado pela minha neta, Amanda Mayra, que também estava lá, com a corda toda faceira tocando violino.

O concerto abre a programação de festejos dos 47 anos da Universidade Federal de Mato Grosso que prossegue com o Coral da UFMT apresentando na sexta (8) e no sábado (9), às 20h, no Teatro UFMT, a cantata profana “Carmina Burana”. O ingresso desta vez é dois litros de leite.

Share Button

Coral UFMT encerra temporada com cantata Carmina Burana

Da Assessoria | Coral da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresenta, na sexta (8) e no sábado (9), às 20h, no Teatro UFMT, a cantata profana “Carmina Burana”, do compositor alemão Carl Orff. O concerto faz parte das comemorações dos 47 anos da UFMT e também encerra a Temporada 2017 do Núcleo Coral UFMT.

Os ingressos poderão ser adquiridos na troca de dois litros de leite cada, entre quinta e sexta-feira, 8, na bilheteria do Teatro, entre 8h e 12h e das 14h às 18h. Os alimentos arrecadados serão doados à Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC-MT) e ao Centro de Pastoral para Migrantes.

De acordo com a diretora artística e regente do Coral, professora Dorit Kolling, a escolha da peça foi realizada em conjunto entre dirigentes e participantes do coro, já que, desde 2014, o Coral vem apresentando clássicos populares. “Sentimos falta de uma obra erudita, de peso, até mesmo para trabalhar outras sonoridades e dificuldades com os coralistas, uma vez que a cantata explora muito as partes vocais e utiliza combinações não usuais entre os naipes”, explica.

Com uma estrutura de quase ópera, Carmina Burana é fiel ao caráter iconoclasta original, com sua crítica às autoridades eclesiásticas e seculares da época, mas que exalta ainda o amor, a poesia, a dança, explica a maestrina Dorit Kolling. “A peça começa com a canção Fortuna, que é a mais conhecida pelo público, por causa de sua presença forte na cultura Pop. Essa música fala de sorte e azar, rico e pobre, patrão e empregado e várias outras dualidades. E, apesar de serem textos muito antigos, da Idade Média, aborda temas universais que ainda hoje são debatidos”, afirma.

Com grande produção e elenco, o evento conta com a participação especiais como dos solistas de renome nacional Eduardo Sant’ Anna e Iasmim Medeiros, dos pianistas Ângelo Souza dos Santos e Marisa Rosati, do grupo de percussão [re]Percute UFMT e do Coral Infantojuvenil da UFMT.

A maestrina destaca ainda que Carmina Burana conta com 24 poemas e textos dramáticos datados, em sua maioria, dos séculos XI e XII, escritas em latim medievais, onde não existe o bem sem o mal, o sacro sem o profano e nem fé sem maldições: uma oscilação, onde se encontra a grandeza da humanidade. “Faremos uma integração entre coro, percussão, pianos e solos. Será uma apresentação muito especial”, finaliza.

A apresentação é uma realização da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev), do Coral e do [re]Percute UFMT e conta com o apoio do Departamento de Artes, vinculado à Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) e da Gerência de Capacitação e Qualificação (GCQ), vinculada à Coordenação de Desenvolvimento Humano (CDH) da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP).

O Coral – Há 37 anos, o Coral UFMT desenvolve um trabalho musical voltado aos estudantes de diversos cursos da instituição, professores, servidores e comunidade em geral.

Com um repertório variado – que abrange a música erudita, popular, folclórica, sacra e regional, além de peças sinfônicas – o grupo divulga seu trabalho muito além dos muros da universidade e das fronteiras mato-grossenses.

Desde que foi criado, em 29 de abril de 1980, já realizou concertos no Uruguai, no Paraguai e na Argentina, além de vários estados brasileiros. Em seu currículo, destaca-se a participação na primeira ópera produzida no Estado (“A Flauta Mágica”, de Wolfgang Amadeus Mozart), juntamente com a Orquestra Sinfônica da UFMT, em 2006. Ao longo de mais de três décadas, foi responsável por proporcionar à sociedade mato-grossense inúmeros espetáculos temáticos, conjugando música e cena.

Para o próximo ano, o Coral busca viabilizar a participação no festival Canta Pueblo, que acontece no Panamá, em agosto. “Não é muito fácil, porque é uma viagem que depende de muitos recursos, mas é uma oportunidade importante, em que divulgaríamos o nome do estado de Mato Grosso, de Cuiabá e da UFMT, então gostaríamos de participar” aponta a maestrina Dorit Kolling.

O Coral da UFMT está sob a supervisão de Naise Santana, tendo como preparador vocal André Vilani. O grupo, que já teve como regentes o maestro Peter Ens e Vilson Gavaldão de Oliveira e, desde agosto de 1989, tem direção artística e regência da maestrina Dorit Kolling.

Fonte: Coral UFMT encerra temporada com cantata Carmina Burana

Share Button

Coral Municipal intensifica ensaios para apresentação especial de natal

Por Maurício Dalepiane | Os novos cantores do Coral Municipal estão em fase de preparação para a primeira apresentação do grupo, que acontece no dia 17 de novembro, na orla do Porto, dando início as programações do natal 2017. Com ensaios semanais, o grupo promete uma linda apresentação, contemplando o público com duas canções natalinas.

Regido pelo professor Carlos Taubaté, o grupo de 75 cantores foi formado este ano, após várias audições. Segundo Carlos, o mais encantador é descobrir grandes talentos em meio à multidão. “Em poucos ensaios descobrimos vozes privilegiadas e encantadoras, que com certeza levarão um belo espetáculo à população. Estamos em uma época de reflexão e creio na transformação através da arte musical. Esperamos tocar o coração de cada pessoa, na busca de um mundo melhor,” expressou o professor.

Os ensaios acontecem nas quartas e sextas-feiras, das 19h30 às 21h, na Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, localizada na Rua Barão de Melgaço, esquina com a Rua Campo Grande, nº 3677.

Share Button

Ouçamos o conselho de Ivan Lins e Vítor Martins: Desesperar Jamais

Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo

Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer

No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais

><>Não importa o quanto estejamos sofrendo, tristes, mesmo assim não podemos “entregar o jogo não primeiro tempo”, como nos ensina Vitor Martins e Ivan Lins.

Share Button

Espetáculo Terra Brasilis, com Edmilson Maciel e Geraldo Espíndola, no Teatro da UFMT

Por João Bosquo | O Teatro Universitário volta abrir suas portas para um espetáculo musical. Agora é a vez de Terra Brasilis com Edmilson Maciel e participação pra lá de especial de Geraldo Espíndola. O show acontece no próximo dia 29 de outubro, domingo, às 20 horas, com produção do próprio Edmílson Maciel.

O cantor, compositor e agora produtor, Edmilson Maciel nos conta que o espetáculo terá o apoio instrumental da Camerata Soul da Terra.

“O grupo é formado por músicos de muito talento e experiência que irão enriquecer o espetáculo com acordes e arranjos cuidadosamente preparados, utilizando violino, violão e viola, além de baixolão metais e percussão”, informa.

Conforme Edmílson, o show é uma reverência à Música Popular Brasileira, com um repertório de canções conhecidas e expressivas pelo seu alto nível cultural.

“Vamos levar para o palco uma grande expressão da MPB, em formato acústico e intimista, com um ambiente e performance de ‘barzinho’ e com o aconchego da sonoridade bem cuidada, esmerada, oportunizando ao nosso público o contato com umas das nossas maiores riquezas que é a nossa música”, destaca.

Neste show, o público também terá a oportunidade de reviver o início da carreira de Edmilson Maciel, com sua linha MPB autoral, com vocais impetuosos, letras fortes que levam os ouvintes a profundas reflexões sobre existência, natureza, com canções de sua própria autoria, ou em parcerias com grandes mestres, além de músicas que marcaram sua trajetória dele como artista, que tem uma grande capacidade de interpretação cênica.

Lembrando. Edmílson Maciel começou a sua trajetória na música e artes cênicas em Tangará da Serra. Na adolescência participou dos festivais de calouros promovidos e organizados pela família Maciel. Formou a sua primeira banda que se chamava Banda Som da Terra, antes, porém, foi Tangará Som 7, Grupo Natureza. Logo depois se tornou apenas em Banda Terra. Edmílson se mudou para o Rio de Janeiro e lá gravou o primeiro LP “América 500 anos” juntamente com a Banda Terra, que posteriormente gravou dois CDs. Edmílson ainda teve a participação em gravação de mais de 10 CDs entre coletâneas e também como convidado de outros artistas. O estúdio Terra de gravações, de sua propriedade foi um dos primeiros montados em Mato Grosso, e viabilizou a gravação fonográfica de muitos artistas locais.

A sua atuação nas artes cênicas também iniciou em Tangará da Serra, no grupo Andanças, com direção-geral de Amaury Tangará. Como ator Edmilson interpreta a peça “Mato Grosso em Cena”, escrita em parceria com o poeta Aurélio Augusto, que conta a história do estado numa atuação cênico/musical. O espetáculo “Mato Grosso em Cena” já percorreu mais de 30 cidades, com cerca de 200 apresentações.

Edmilson Maciel também integra há 13 anos o grupo folclórico Flor Ribeirinha, como diretor musical e arranjador. Através deste trabalho, ele busca a preservação da cultura regional. Com o grupo já participou de mais de 250apresentações em Mato Grosso e outros estados, além de vários países.

Na voz de Edmilson Maciel certamente terá Huáscar, Deus Salve a América do Sul, Útero do Mundo, Capins e Riachos, Portal da Amazônia além da lendária Terra.

O convidado Geraldo Espíndola nasceu numa família de músicos de Campo Grande. Ele é um dos mais importantes compositores da moderna música popular brasileira de Mato Grosso do Sul e também do país, é um artista cuja sensibilidade é nutrida da beleza singular e da cultura extraordinária do meio natural e humano que é o pantanal, e das lutas e esperanças daqueles que batalham para sobreviver. Suas canções falam da importância da preservação da natureza, principalmente do patrimônio mundial que é o pantanal, a maior planície alagada do mundo.

Espíndola é uma legenda da música de Mato Grosso do Sul e de toda a região Sudoeste do Brasil. Ele foi selecionado, pois este encontro de um Mato Grosso unificado. Músico e cantor de raro talento, sua voz, às vezes áspera, às vezes aveludada, tira suas forças dessa terra, desse ambiente natural, dessas batalhas.

Sobre o encontro musical Espíndola diz que “será uma oportunidade de reviver a nossa cultura completa, pois podem nos separar fisicamente, geograficamente, politicamente, porém nosso estilo e valores culturais sempre serão tipicamente iguais”.

No repertório do artista certamente o público ouvirá “Kikio”, “Vida Cigana”, “Cunhataiporã”, dentre outros sucessos. (Com da Assessoria)

Share Button

Um show que narra a história do Brasil em letras de canções e poemas que se juntam à dança neste espetáculo com as vozes de Roberto Boaventura, Sônia Moraes e Raul Fortes

Por João Bosquo | Acordes, Brasil! é um show… Melhor, mais que um show, é um espetáculo lítero-musical que irá falar enquanto tema da independência política do Brasil em relação a Portugal e terá no palco o professor, graduado em Letras, mestre em Letras e Linguística e doutro em Ciências da Comunicação (barra) Jornalismo, Roberto Boaventura da Silva Sá, que superado toda essa fase na carreira de professor agora resolveu iniciar a carreira de cantor e, pelo visto, cantar o Brasil. Ops, não podemos esquecer de dizer que Roberto Boaventura é também articulista deste Diário de Cuiabá, e que escreve artigos regularmente nos quais comenta Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.

Em nosso bate-papo digital, o professor Robertinho, como é mais conhecido, avisa. “Não sei se você sabe, mas além de escrever e lecionar literatura, eu também ouso cantar. E agora resolvi juntar um pouco disso tudo em um show lítero-musical, que será realizado em 6 de setembro, às 20h”. Na véspera do feriado da Independência, um show independente com aquele que é sempre apontado como o intelectual mais independente em atuação no ambiente da UFMT. O tema do show é o Brasil. Falar do Brasil, como um país (in)dependente, no palco do Teatro Universitário (TU), que esperamos esteja lotado.

O professor de literatura está presente, não podia deixar de ser, a partir do título do espetáculo: “Acordes, Brasil!”, assim mesmo com exclamação. Segundo Roberto Boaventura, o título é linguisticamente dúbio. A primeira palavra desse título pode ser lida como se apresentasse – antes de tudo – a construção “que tu”, lembrando a 2ª pessoa do singular, do verbo “acordar”, no presente do subjuntivo: “que tu acordes…”. Ou o mesmo “acordes”, pode ser lido como substantivo e nos remete a qualquer conjunto harmônico de três ou mais notas, que se ouve como se estivessem soando simultaneamente.
“Por sua vez, o nome BRASIL – aqui, um tipo de metonímia de seu povo – configura-se em um vocativo: termo sintaticamente deslocado, que serve para invocar o receptor dos diálogos”.

Segundo o professor, agora cantor Roberto Boaventura, a partir do título “Acordes, Brasil!”, e lançando mão de diferentes linguagens (literatura, música, dança, fotografia e pintura), construiu-se um mosaico-narrativo para falar do nosso país.

“De setembro de 1822 ao setembro de hoje são exatos 195 anos. Daquele setembro mais distante até a Proclamação da República, tardiamente ocorrida em 1889, são mais 67 anos. Apenas um ano antes disso (1888) ocorrera a “Libertação dos Escravos”.

Não sei se vai ser falado, acredito que não, do último golpe. O da proclamação da República, que precisamos rever. A derrubada de Dom Pedro II pelos militares foi um golpe, com o povo apático sem entender o que acontecia. Daí – vamos combinar – vieram outros e outros golpes e o último foi o da derrubada da presidenta Dilma Rousseff, eleita por 54 milhões de brasileiros. Golpe que instalou em Brasília uma quadrilha – sim, quadrilha – para por fim ao projeto de construção de um estado socialmente justo e está sendo desmontado de forma acelerada e nós, povo, continuamos apáticos.

Voltemos ao cantor Roberto Boaventura.

“Começando agora a divulgar o “Acordes, Brasil!”, meu primeiro trabalho lítero-musical, as pessoas que me conhecem como professor universitário e articulista de opinião na mídia têm me feito algumas perguntas, como, por exemplo: por que resolvi cantar? Estaria eu pensando em ficar rico, fazer sucesso com essa nova atividade?”

À primeira pergunta responde o Robertinho, dizendo que canto “Porque cantar parece com não morrer/ É igual a não se esquecer/ Que a vida é que tem razão/ Porque cantar parece com não morrer/ É igual a não se esquecer/ Que a vida é que tem razão”.

E prossegue o professor: “Esses lindos versos são da música “Enquanto engomo a calça”, de Climério e Ednardo, dois poetas/filósofos cearenses da MPB.

Intuitivamente, penso que eu sabia disso desde muito cedo. E foi muito cedo que comecei a cantar, mais precisamente em Maringá-PR, no coral infantil de minha paróquia, de onde sempre fui solista. Ali, tive os aprendizados elementares sobre a arte do canto. Tínhamos aula de técnica vocal. Aprendi cedo que a voz que canta não é a voz que fala; que a voz precisa ser educada para o canto.”

Com tais aprendizados, Robertinho venceu alguns concursos infantis de música. Enquanto a família o levava, de quando em quando, à Rádio Cultura de Maringá para assistir aos programas de auditório. “Eu me encantava com tudo aquilo. Via a magia que os palcos têm”, confessa.

E para o palco deste “Acordes, Brasil!”, Roberto Boaventura convidou a cantora Sônia Moraes e o cantor Raul Fortes para estarem com ele. Os três apresentarão o repertório de 16 canções da MPB. Cada música, com sua abrangência, tematizará a vida brasileira, com suas dificuldades e felicidades. Também estarão no palco dois atores, Bia Corrêa e Maurício Ricardo, que irão declamar poemas de nossa literatura que dialogam com as músicas selecionadas. Para abrilhantar ainda mais os dançarinos, Fernanda Madeira e Rodinei Barbosa, darão os movimentos corpóreos que algumas músicas demandam.
A sustentação musical ficará por conta dos músicos Marinho Sete Cordas, Clau Simpatia, Mestre Xuxo, Tony Maia, Jânio Ribeiro e Odenil Fernandes, que compõe o Grupo Musical Clássicos do Popular, com o qual já vem afinando as interpretações animando bailes.

Enfim, o cantor Roberto Boaventura diz que o show “Acordes, Brasil!”, na essência, trata, artisticamente, de nossa história, ligada de forma umbilical às grandes navegações da entrada da Idade Moderna. Por isso, o primeiro diálogo que inseriu no roteiro é algo que vai de duas estrofes de “O Velho de Restelo” (Os Lusíadas de Camões) a uma linda música de Caetano Veloso.

“No mais, ajudam a compor o fio condutor dessa história, criticamente, cantada, os seguintes compositores e cantores: Herbert Vianna, Almir Sater, Mauro Duarte, Paulo César Pinheiro, Lenine, Chico Buarque, Garoto, Gonzaguinha, João Bosco, Aldir Blanc, Assis Valente, Luiz Bandeira, Ana Carolina e Tom Zé. Da literatura, além de Camões, teremos os poetas Cassiano Ricardo, Castro Alves, Orlando Tejo, Gilvan Chaves, Livardo Alves e a indispensável Elisa Lucinda.”

Ah, sim, antes que me esqueça, Roberto Boaventura diz que não está “atrás da fama com a música”, mesmo porque, “aos 56 anos, correr atrás disso seria tomar um cansaço desnecessário da vida. Tampouco vislumbro ganhar dinheiro cantando. Aprendi faz tempo que, no Brasil, as produções artísticas que priorizam a qualidade têm espaço e público restritos, infelizmente”.

De verdade, infelizmente.

SERVIÇO
Show: Acordes, Brasil!
Data: 6 de setembro, às 20 horas
Local: Teatro da UFMT
Ingressos: R$ 30 e R$ 15.

 

Share Button

Médico e músico fincado nas raizes da cultura mato-grossense

Por João Bosquo | Próximo de completar 70 anos – bem vividos – o cantor, médico, compositor, professor aposentado da UFMT, pesquisador-historiador de Chapada dos Guimarães, João Eloy de Souza Neves, está finalizando os detalhes para lançar o seu terceiro DVD, com participação de Sérgio Reis. O lançamento marca os 50 anos de carreira do artista – se registrarmos o seu início como crooner da banda do Exército do antigo 16º BC. Uma carreira marcada pelo amor a terra natal e, sobretudo, à arte regional com um sentimento de dever cumprido.

A música está presente na vida de João Eloy desde a mais tenra infância, quando tocava acordeão, cavaquinho e violão. Aos 18 anos, torna-se cabo do Exército e começa a carreira de cantor na banda comandada pelo sargento Alcino, que tocava pistom, atualmente mais conhecido como trompete. Eloy cantava musicas internacionais em italiano e inglês, facilidade adquirida no internato do Colégio Salesiano. Participava também, como cantor, dos programas de rádio na Rádio Difusora Bom Jesus, com Nardinho Medeiros.

Porém, ele interrompeu essa carreira musical por outro ideal. Chapada dos Guimarães não tinha médico. O Padre Osvaldo – natural da Alemanha – era quem medicava os moradores distribuindo amostras grátis de remédios. Padre franciscano, Osvaldo chegou a Chapada no início da década de 40 do século passado e veio a falecer em 1968. Nessas quase três décadas, realizou inúmeros trabalhos e iniciou a construção do hospital local.

Voltemos a João Eloy: diante dessa carência, vai para Ribeirão Preto (SP) estudar o Científico, correspondente hoje ao ensino médio, preparatório para o vestibular. Passou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, então Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFERJ), em Niterói.

A música continuou presente enquanto estudava medicina. João Eloy diz que esse período foi muito fértil, pois teve contato com os sambistas e conheceu artistas do porte de Ciro Monteiro, Moreira da Silva, o Morengueira. Também começou a compor e participar dos festivais, chegando a vencer o 2º Festival de Petrópolis, que aconteceu no Palácio de Cristal, e foi premiado como segundo melhor interprete, com uma música sua em parceria com Orlando Santa Helena, em Cachoeiro de Itapemirim. Colou grau em dezembro de 1972, fez um ano de especialização na Santa Casa do Rio, em Gastroenterologia, e retornou ás origens para ser o primeiro médico do maior município do Mundo.

Com a bagagem adquirida, João Eloy se choca com o ar de abandono ao chegar em Chapada. “Cheguei e vi toda aquela riqueza adormecida”, diz. Se lembrava das manifestações, do cururu, do siriri, festas de Santo como a que era promovida pelo seu avô Plácido Eloy da Paixão, tocador de sanfona de oito baixos, conhecida como pé-de-bode. O cantor volta à tona aliado ao espírito empresarial: João Eloy inaugura a boate Patucha, acrônimo de Panorama Turístico de Chapada, e forma uma banda na qual era guitarrista e cantor.

No bar do irmão, escreveu os versos “Amanhece a névoa fina/ Vai aos poucos extinguindo/ O sol banhando a neblina/ Mostra a Chapada sorrindo” na tela de um aparelho de TV, antecedendo a chegada da TV Centro América de Antonieta Ries Coelho. João Eloy torna-se um precursor do carnaval, e promove a primeira escolha para rei momo e a primeira rainha do carnaval e, para completar, escreve um livro sobre a história da cidade, fruto de um trabalho de pesquisa no qual resgata a chegada dos freis franciscanos, a construção da Igreja de N. Sra. de Santana, entre outras preciosidades. O livro é lançado na década de 80, enquanto Chapada ainda era o maior município. Esse trabalho todo era para chamar a atenção para a cidade. De Cuiabá a Chapada, antes da Rodovia Emanuel Pinheiro, passava-se por dentro do Córrego Mutuca, não existiam pontes.

Na mesma década, no ano de 1984, acontece o primeiro Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, no qual trabalha junto com o professor Benedito Campos na organização. Convida os cantores em início de carreira, Almir Sater e Tetê Spindola. A atração nacional era Belchior, que nesse festival conheceu o trabalho de João Eloy e o incentivou a gravar um disco. Ele foi o produtor, providenciando estúdio, arranjador, músicos, enfim tudo aquilo que o produtor faz. Era um compacto duplo no qual foi gravado o rasqueado “Rua do Meio”.

Em meio a isso, diferenças políticas o afastaram de Chapada. Veio então o convite da UFMT para integrar o quadro de professores no curso de Medicina que iria ser implantado. Foi para São Paulo, com uma bolsa, para fazer um treinamento técnico pedagógico. Foi para o Rio, onde fez o mestrado e ao retornar, além da tese defendida, trouxe debaixo do braço o primeiro LP, gravado com o incentivo de Ney Matogrosso. Nesse trabalho, João Eloy faz uma homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga, com a música “Nascido e Criado”, que tornou-se um hit sendo executada, quase que diariamente no Programa do Compadre Crispim.

O rasqueado passou por um processo de redescoberta nos anos 80, com destaque para a casa noturna Panaceia, que se torna referência com apresentações de cantores e duplas como Henrique e Claudinho, Roberto Lucialdo. Seu dono, Balú, investiu na gravação de discos, vindo a público o primeiro LP de Henrique & Claudinho, com produção de Roberto Lucialdo. Ao retornar do mestrado, em 1990, João Eloy se integrou a esse grupo que já contava com Pescuma e Bolinha. O Terraçus era o novo endereço.

Da parceria com Roberto Lucialdo, surgiu o CD “Noite do Rasqueado”, gravado nos estúdios da Banda Terra. Nele está o clássico “Engenho Novo”, um divisor na sua carreira. Joao Eloy chegou a realizar 10 shows por semana em toda a Baixada Cuiabana.

O rasqueado, numa definição simples, é a mistura do siriri e polca paraguaia. Mas, na vida de João Eloy, segundo ele, é a própria vida, pois o ritmo está presente desde o berço. “Vivo, danço, namoro o rasqueado e, posso dizer, é uma música que seduz”. Como testemunha dessa sedução o cantor narra uma experiência vivida em 2001, na Marina da Glória, Rio de Janeiro, quando participou do Encontro da 3ª Idade: sua participação inicialmente estava programada para ser de 15 minutos e depois foi reduzida para apenas três. No tempo combinado, ele cantou “Engenho Novo”, um verdadeiro limpa banco. Foi um arraso. Voltou ao palco e contagiou o público, cantando mais de meia hora.

João Eloy fundou a Associação do Rasqueado Cuiabano, pela qual produziu os CDs de coletâneas como “As Damas do Rasqueados”. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, prestes a entrar para a Academia Mato-grossense de Letras, e com mais um DVD pronto para sair do forno… “Engenho novo estremeceu/ Garapa é meu, bagaço é seu// A canoa virou, tornou revirar/ Dona Maria não soube remar”.

Fonte: Secom/MT

Share Button

IMS lança site destacando a vida e obra do compositor Ernesto Nazareth

Paulo Virgílio

Um dos compositores mais importantes do Brasil, o carioca Ernesto Nazareth (1863-1934) completaria 150 anos em 20 de março de 2013. Nesta terça-feira (20.03), com um ano de antecedência, o Instituto Moreira Salles (IMS) dá a largada nas comemorações lançando o site www.ernestonazareth150anos.com.br , concebido com a intenção de se tornar uma referência para a vida e a vasta obra – 211 composições – do autor de algumas das músicas brasileiras mais gravadas em todos os tempos, como os choros Odeon, Brejeiro e Apanhei-te Cavaquinho.

“Nós decidimos antecipar essa comemoração, para que em 2013 a gente tenha um grande movimento em torno da figura do Ernesto Nazareth em todo o Brasil”, disse a coordenadora de música do IMS, Bia Paes Leme. “Nazareth é um compositor que reflete não só a alma carioca, mas a própria alma brasileira. Ele é um dos pilares do choro e da nossa música popular brasileira, tal como a gente conhece hoje”.

Os responsáveis pela criação do site são o pianista e pesquisador Alexandre Dias, um especialista na obra de Nazareth e o violonista e arranjador Paulo Aragão, além de Bia Paes Leme. O público poderá acessar as partituras originais – para piano – das 211 composições de Ernesto Nazareth, que já tinham sido disponibilizadas para download em 2008, por meio do portal Música Brasilis, uma iniciativa da cravista Rosana Lanzelotte.

Continue Reading

Share Button

Só para constar… antes que “Tudo mais vá pro inferno”

Volta e meia costumamos ouvir: “brasileiro tem memória curta”, tenho minhas dúvidas. Eventualmente, aqui ou ali, dependendo do grupo, nicho, igrejinha, ou interesses econômicos, alguns nomes, momentos, são esquecidos, mas não de forma proposital.

Cada categoria com suas memórias, histórias próprias para contar… Na MPB (a MPB chique, vamos dizer assim) a primeira a reconhecer a importância para essa mesma MPB da dupla de compositores Roberto Carlos e Erasmo Carlos (em especial Roberto), foi Nara Leão, em 1978, quando lançou o LP “E que tudo mais vá para o inferno”, depois relançado como título “Debaixo dos Caracóis de Seus Cabelos”, a pedido de Roberto.

Hoje, é elegante falar bem e é fácil reconhecer o talento de RC, uma unanimidade.

Trinta anos atrás, as coisinhas eram um pouquinho diferentes. Maria Bethânia, por exemplo, só veio a gravar o CD “As Canções que Você fez pra Mim” em 1993, uma década e meia depois do LP de Nara.

Continue Reading

Share Button

Chico Buarque e Maria Bethânia cantam ‘Sem Fantasia’

Share Button

Meu Guri, de Chico Buarque, sempre oportuna

Share Button

João Gilberto canta Bolinha de Papel

João Gilberto canta Bolinha de Papel, de Geraldo Peireira

Continue Reading

Share Button

Força Estranha, com Roberto, o rei, e Caetano

Share Button