Cinco nomes se apresentaram e irão disputar as duas vagas abertas

Eleição na Academia Mato-grossense Letras agita os bastidores da Casa Barão

Por João Bosquo | A Casa Barão de Melgaço não para! A Academia Mato-grossense de Letras (AML) está em plena ebulição com o processo eleitoral que irá eleger os dois novos imortais… Ou será exagero do repórter em acreditar que exista uma ebulição nos bastidores para o pleito que acontecerá no prazo de até 30 dias??? Talvez, nem tanto. Mas conforme foi divulgado serão cinco candidatos na concorrência para as duas vagas e como se sabe o ser humano é competitivo por natureza.

São duas cadeiras, cujas inscrições encerraram-se no último dia 25 de abril. A primeira, a Cadeira 12, tem como patrono o poeta Antônio Cláudio Soído, sendo o seu último ocupante o poeta e jornalista Ronaldo de Arruda Castro. A segunda, a Cadeira 36, tem por patrono o poeta Pedro Trouy e seu último ocupante foi Luís Feitosa Rodrigues, poeta e professor.

Estão inscritos, para a Cadeira 12, o cantor, médico, compositor, professor aposentado da UFMT, pesquisador-historiador de Chapada dos Guimarães, João Eloy de Souza Neves, o nosso Doutor do Rasqueado; o jornalista Lorenzo Falcão, que também é cronista e poeta, e a professora Neila Maria Souza Barreto, historiadora e pesquisadora. Para a Cadeira 36, inscreveram-se a professora e poeta Marli Walker e o professor Valério de Oliveira Mazzuoli, jurista, pesquisador e consultor jurídico.

O presidente da AML, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho instalou na segunda-feira, 30, as comissões de admissibilidade e de mérito que irão apreciar os currículos e as obras dos inscritos.

Segundo Sebastião Carlos, os pareceres de mérito têm apenas caráter recomendatório e não de eliminação dos candidatos, pois serão escolhidos em votação secreta e direta.

Os eleitores são os acadêmicos membros da AML. Em que pese imortais, cada um tem lá sua idiossincrasia, daí a importância do voto secreto. Daqui de fora, sei que a cadeira 12 dividirá os votos e sua eleição será mais dinâmica, com dois ou três escrutínios para chegar ao nome do vencedor.

João Eloy, além do talento musical, poeta e historiador de Chapada dos Guimarães é dono de uma simpatia cuiabana, sem esquecer que é o mais velho dos postulantes. Lorenzo Falcão, ex-editor deste DC Ilustrado, é autor dos livros “Mundo Cerrado” (poesia) e “Motel Sorriso” (contos) além de manter um website cultural. Contudo, do nosso modesto ponto de vista, Neila Barreto, recém-empossada sócia do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) leva uma ligeira vantagem, pois muitos membros integram as duas instituições, mas acreditamos nos potenciais de João Eloy e Lorenzo Falcão.

Já a disputa pela cadeira 36 com dois respeitáveis nomes postulando a mesma, acredito, será a que vai suscitar a melhor disputa.

A poeta Marli Walker, autora dos livros “Inferno e Paraíso – na Poética de Adriane Rocha” (crítica literária), “Apesar do Amor”, “Pó de Serra” e “Águas de Encantação” (poesia), de antemão sei que tem os endossos de Lucinda Nogueira Persona e Ivens Cuiabano, autores das apresentações do livro mais recente da autora.

O professor, doutor Valério Mazzuoli, por seu turno, é autor de uma penca de livros sobre direito internacional, ambiental, alguns citados por ministros do STF, poliglota, conferencista renomado, aos quarenta anos é tudo aquilo que podemos tachar de jovem gênio da classe média que está predominando no nosso sistema jurídico.

Numa metáfora futebolística, a disputa entre Valério Mazzuoli e Marli Walker é o Real Madrid, com Cristiano Ronaldo em seu melhor dia, contra o Sinop Futebol Clube… Um massacre. Mas, vale lembrar, entre os esportes coletivos o futebol é o único que (até com certa frequência) o mais fraco vence o mais forte. Daí usarmos o futebol como metáfora, temos que aguardar o final dos 90 minutos.

Nesta disputa vamos saber mais o que quer a AML. Um nome, tipo o imortal Gilmar Mendes, que “emoldura” o quadro de membros da Casa Barão, ou uma poeta que participará das atividades da entidade? Fica a interrogação.

Marilia Beatriz de Figueiredo Leite, que antecedeu Sebastião Carlos a frente da AML, diz que “foi uma alegria participar como presidente de um processo em que a busca deve ser pela qualidade literária. E tive a honra e a felicidade estar presidindo a instituição no momento em que foi eleito um ser emblemático de nossas letras Aclyse Mattos”, disse.

Eduardo Mahon, eleito em na gestão anterior do mesmo Sebastião Carlos, em 2007, afirma que “o que anima uma academia de letras é a eleição. Renovam-se as expectativas por um perfil que se somará aos demais”.

“Na gestão em que fui presidente, conseguimos eleger e dar posse a 10 novos acadêmicos, de forte perfil literário e cultural, de modo geral. Senti uma grande alegria da sociedade que aplaudiu cada novo acadêmico por sua criatividade e sensibilidade”.

Os 10 acadêmicos eleitos foram: Agnaldo Rodrigues da Silva, Cristina Campos, Fernando Tadeu de Miranda Borges, Flávio Ferreira, Ivens Cuiabano Scaff, João Carlos Vicente Ferreira, Luciene Carvalho, Lucinda Nogueira Persona, Marta Helena Cocco e Olga Maria Castrillon Mendes.

Para Sebastião Carlos “essa eleição se reveste de grande importância, sobretudo pelo significativo nível cultural apresentado pelos candidatos, demonstrando assim o crescente interesse que os intelectuais e estudiosos mato-grossenses mostram para pertencerem ao sodalício acadêmico. Ao mesmo tempo, mostra o dinamismo e a viva presença da Academia no seio da sociedade cuiabana e mato-grossense. Os dois a serem eleitos adentrarão num dos momentos mais ricos da história daquela que é a mais tradicional instituição cultural do Estado”.

Foi dado o tiro de largada à cata dos votos.

PS: Ainda em abril, Sebastião Carlos fui eleito, por unanimidade, membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas. Entre os apoiadores de sua candidatura teve nomes como de Yves Gandra Martins, Ernani Calhau, Ruy Altenfeld, presidente da Academia.

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