Como este poema desejo a todos, amigos, comparsas, companheiros e desafetos, um feliz ano 2018

Café do Ano Novo

Estou aqui. Bebi o café quente do ano novo,
lembrei-me de pessoas e dum livro de poemas lidos
quando queria ficar triste, mas alegre permaneci
olhando para fora da janela do próprio tempo

Contar o tempo quando se vê no espelho do banheiro,
ao fazer barba de pelos brancos, é obrigação diária
sem se exaltar, sem desespero, sem indignação vária

Estou aqui, neste mesmo recinto que me verá
quiçá, centenas de anos, procurando palavras
nesta inglória luta com a linguagem materna
entre o sentir e o papel em branco de poesia…

Este meu recinto, sinto, precisa de limpeza interna:
menos egoísmo, mais compaixão e decisão na busca
pra superar o Pantanal desta minha humanidade.

 

Share Button

Um comentário