Coordenadora do Proler mostra projeto para incentivar criação de comitês em Mato Grosso

O Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), uma ação da Biblioteca Nacional com o objetivo de criar e agregar à rede do Proler novos comitês, está visitando as capitais que ainda não têm comitês. Cuiabá é uma dessas capitais. Em Mato Grosso existe um comitê no município de Cáceres. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, participou nesta quarta-feira (15.08), no Palácio da Instrução, de uma mesa de debate, com o tema “Leitura e Cidadania”, com a coordenadora nacional do Proler, Carmen Pimentel.

A coordenadora Carmen Pimentel apresentou um rápido painel do que é o Proler, suas ações e objetivos aos presentes – gestores de bibliotecas, professores da rede pública e privada, contadores de histórias e integrantes do comitê de Cáceres – seguido de um conto ao vivo pelo professor Francisco Gregório, da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

O primeiro objetivo, segundo a coordenadora, é despertar o interesse das instituições públicas e privadas na parceria para formar o comitê. Esse comitê tem como meta formar mediadores, leitores que possam assumir a cidadania. “O brasileiro que lê cresce mais e o Brasil cresce junto” é o lema do Proler porque a leitura é fator essencial para o desenvolvimento humano, já que qualifica e cria habilidades.

Carmen Miranda destaca que o ato de ler é individual, mas ao mesmo tempo interpessoal, pois há um exercício de diálogo do leitor com o livro, a narrativa, com o autor dessa narrativa, que trabalha as funções superiores da mente.

Para despertar esse novo leitor, tem que ter um mediador de leitura. Quem é o mediador de leitura? É o pai, a mãe que conta uma história ao filho, o professor, o amigo, o funcionário da biblioteca, enfim, alguém que gosta de ler, que fala do livro, da história de forma apaixonada e transmite o prazer de ler, de descobrir coisas novas, novas informações, detalhes de outras culturas.

A coordenadora também mostrou várias ações que diversos comitês desenvolveram e desenvolvem Brasil afora, destacando que os comitês trabalham de forma descentralizada e autônoma, dentro de sua realidade, com seus fazedores de cultura – poetas, contistas, escritores infanto-juvenis. “Não tem cabimento nós ficarmos do Rio de Janeiro dizendo: ‘faça isso, faça aquilo”, diz Carmem Pimentel, mostrando exemplos de ações desenvolvidas, como Piquenique Literário, de Caxias do Sul, e o projeto “Não Por acaso”, de Santos, desenvolvido pela universidade, que espalha livros por diversos lugares. Ao pegar o livro, dentro tem uma correspondência explicando que aquela obra não estava ali por acaso, para o leitor que, após a leitura, deixe-o em outro ponto na própria universidade. O Arrastão Literário, de Salvador, sai às ruas convidando pessoas para a leitura. “São ações simples que trazem vida para as cidades e forma leitores”.

O secretário de Cultura, João Carlos Laino, ressalta que a formação de comitês é uma ação de baixo custo ou custo zero, e a SEC vai trabalhar em busca de parcerias e interligar os pontos em rede, até para se saber o que está acontecendo no interior do Estado. Além disso, destaca João Carlos, a criação do comitê cria um vinculo interessante com a FBN.

Após o debate, foi aberta a Exposição Proler: 20 anos de incentivo à leitura no Brasil, que visitará Manaus, Teresina, Recife e Palmas, capitais que não possuem comitês.

A programação continua com duas oficinas e práticas leitoras. A primeira, com o professor Francisco Gregório, é “A arte da convivência: os contadores de história”, e a segunda oficina, com a professora Katy Navarro, é “Dinâmicas de leitura: compartilhar, ler, interpretar, contar”. As duas oficinas acontecem nesta quinta-feira (16.08), das 8h às 12h e das 14h às 18h, e sexta-feira (17.08), das 8h às 12h, ambas com carga horária de 12 horas.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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