Cuiabá 300-2: Poemas que de certa forma falo da Cidade Verde

Sou Poliéster

Sou Poliéster, fui Durango Kid
Sai ileso ao caminhar de Far-West
Pelas antigas ruas cuiabanas

Calcei Conga, matei aulas,
Furtei mangas e cajus de quintais
Que nunca foram de minha casa…

Pescar em rios que atravessam
A Cuiabá tricentenária é vício
Que escapa por desobrigação
Do progresso urbano permanente

Nadar? Jamais, nem em sonho
O algodão doce das roupas
Desmaterializaram-se e sobra apenas
Uma certeza simples: sou poliéster.

><>Poema integrante do livro “Imitações de Soneto” (2016).

Share Button