Cuiabá pequenininha: poema de João Bosquo

Penso (agora) em tuas palavras
Dona Menina
Esta Cuiabá ainda é da gente
que faz melado no tacho
pra fazer rapadura pra vender

Penso (em tuas palavras) agora
Cuiabá não ’tava como ’tá hoje
Era pequenininha
as ruas estreitinhas
tinham outros traços
Coxipó somente mato

Penso em tuas palavras (hoje)
Tudo tinha de monte
Banana – morro de banana –
feijão, milho, mandioca
tudo, tudo era fartura

Cuiabá, viajo (muito) pelas ruas
conversas de esquinas
entre becos até o Lava-pés
Cuiabá, o mundo é grande
e dá para todos nós

Penso (sempre) no retorno
um dia, mesmo porque será um dia
vamos brincar o cururu
e o povo ensina mais
o que muito se faz na minha terra
retorno e reencontro a palestra
bem aí assim e passo a emprestar
argumento com gente minha
– De tudo fizemos um pouco
e continuamos carinhosos.
><>Vamos fazer aquele velho esquema: publicar alguns de nossos poemas que falam desta Cuiabá, que hoje festeja 292 anos de fundação.

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