Da Água que Bebo – Uma imitação de soneto de João Bosquo

Dessa água não beberei
Depois de morto
E enterrado acima da cabeira
Do rio que desce
Rumo ao mar Pantanal

Posso beber, não sei,
Das águas subterrâneas
Que procriam águas
As quais meu corpo líquido
Em transparência procura

Dessa água, repara,
Que brota vívida,
De mim, tem um pouco
Como no ciclo eterno.

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR

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