DC Ilustrado: Resultado do MT Literatura só no dia 3 de fevereiro

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC), comandada pelo maestro Leandro Carvalho, por meio de sua assessoria, no último dia 11 – portanto, estamos atrasados – publicou um comunicado avisando que “o prazo para a avaliação técnica das obras inscritas no 2º Prêmio Mato Grosso de Literatura foi alterado para o dia 30 de janeiro, conforme Portaria 001/2017 publicada hoje [11/01/2017] no Diário Oficial do Estado”.

Segundo o mesmo comunicado, “a mudança se deve ao expressivo número de inscrições habilitadas, 78 no total, e atende a uma solicitação do conjunto de pareceristas. O resultado final da avaliação será divulgado no dia 3 de fevereiro”. Pareceristas, na linguagem atual, são escritores-leitores, que se especializaram em dar parecer avaliando ‘se uma obra ou merece ou não ser publicada’.

Nenhum, vamos combinar, chega a ser um editor do porte de Maxwell Evarts Perkins, retratado na cinebiografia “Mestre dos Gênios”, editor britânico interpretado por Colin Firth e que apostou em nomes como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. O filme relata a edição de dois livros de Thomas Wolfe (Jude Law), mostrando que o editor pode ser um importante elemento para a realização de uma grande obra… Bora deixar claro, o parecerista não edita apenas opina se a obra vale ou não vale a pena ser editada.

Na edição passada (ou primeira edição) tivemos como um dos pareceristas Ricardo Ramos Filho, escritor e neto de Graciliano Ramos. Graciliano Ramos é nada mais, nada menos que autor de “Vidas Secas”, considerada obra-prima e uma das obras clássicas da literatura brasileira moderna.

O primeiro prêmio, relembrando, contemplou nove obras, sendo cinco de autores do interior do Estado, sendo elas: “Agnus Dei: no mar de água doce”, de Rui Matos, “Balaio Amarelo”, de Marilza Ribeiro, “Liu Arruda, a travessia de um bufão”, de Ivan Belém e “O último verso”, de Stefanie Medeiros, todos de Cuiabá; “Não presta pra nada”, de Marta Cocco, “No chão do Araguaia li meu mundo”, de Irene Severina Rezende, e “Norte”, de Everton Almeida Barbosa, os três de Tangará da Serra; “Prefeitos de Poxoréu: Biografias”, de Gaudêncio Filho Rosa de Amorim (Poxoréu), e “Recomendações de Anchieta”, de Alexandre Tarelow, de Araputanga.

Lembrando, a segunda edição do Prêmio MT Literatura já teve idas e vindas, vindas e idas, talvez porque seja um prêmio tão importante para a Cultura de nosso Estado.

Quando do lançamento do edital, pela primeira vez, o número de inscritos chegou a 90 trabalhos de diversos municípios mato-grossenses. Porém, com o alto número de inabilitados, dois terços, o certame começou a ser questionado por meio das redes sociais e a SEC – diante de tanta pressão, inclusive da Academia Mato-grossense de Letras, através de figuras como o imortal Eduardo Mahon – resolveu cancelar o certame e reiniciar tudo de novo.

As inabilitações foram por conta de questões formais, como falta de anexar cópias de comprovante de residência – que este blogueiro, por exemplo, não conseguiu, embora nascido e criado nesta capital – e também por conta do sistema que não aceitava a anexação de tais documentos.

A revisão do edital, publicado em setembro, porém apresentou problemas que foram questionados, mas a SEC optou pela manutenção do mesmo e as correções foram feitas durante o transcorrer do certame.

Agora, com a proximidade da data prevista para a publicação do resultado, um novo adiamento, para 3 de fevereiro, uma sexta-feira, os autores, claro, ficam mais ansiosos. Será que dessa vez sai? Será que vai ficar pruma próxima vez? Isso tudo, com certeza, já dá um livro.

Fonte: Resultado do MT Literatura só no dia 3

Observação: edição ampliada de texto já publicado neste blogue Namarra.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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