De Madrugada

Quando acordo de madrugada
fico ouvindo ao silêncio
os ruídos, pequenos barulhos
que são produzidos lá fora

Os barulhos são de passos
de insetos, minúsculos animais
e folhas que caem ao vento
docemente até o chão-chão

Só os pequenos barulhos
das coisas e bichos menores
que os meus ouvidos captam

Ao ruído da grande máquina, que
mói os seres humanos, eu fico
surdo e concentro-me nos detalhes.

><>Do livro ‘Primeira Antologia dos Poetas Livres nas Praças Cuiabanas”, editado por Neneto e Danilo Zanirato.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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