‘De Madrugada’, poema-trailer do nosso próximo livro “Cotidianos de Tempos e Temperos”

Quando acordo de madrugada
fico ouvindo ao silêncio
os ruídos, pequenos barulhos
que são produzidos lá fora

Os barulhos são de passos
de insetos, minúsculos insetos,
e folhas que caem ao vento
docemente até o chão-chão

Só os pequenos barulhos das
coisas e dos bichinhos menores
os meus ouvidos captam

Ao ruído da grande máquina, e
mói os seres humanos, eu fico
surdo e concentro-me nos detalhes.

><>Do livro “Cotidianos de Tempos e Temperos”

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