De Tapetes, Pássaros e Peixes – poema João Bosquo

Ninguém mais se lembra dos tempos
belos tempos, que a gente andava
de tapete voador aos pares de ares
e descia em qualquer estação do ano

Voar nestes tempos, até passarinho
Com asas cansadas, prefere andar
Nas calçadas mesmo correndo risco
De, num momento, ser atropelado…

O tempo voa, todos, em regra, dizem
Sem meio que entender o que é dito,
Desfeito no mesmo batido dia-a-dia

Não possuo asas, nem tapete voador
Contrariamente tenho nadadeiras
E vou sereno pelos rios até o pantanal.

><>Mais um poeminha recém saído do forno…

Share Button