De Tapetes, Pássaros e Peixes!

Ninguém mais se lembra dos tempos
belos tempos, que a gente andava
de tapete voador aos pares de ares
e descia em qualquer estação do ano

Voar nestes tempos, até passarinho
Com asas cansadas, prefere andar
Nas calçadas mesmo correndo risco
De, num momento, ser atropelado…

O tempo voa, todos, em regra, dizem
Sem meio que entender o que é dito,
Desfeito no mesmo batido dia-a-dia

Não possuo asas, nem tapete voador
Contrariamente tenho nadadeiras
E vou sereno pelos rios até o pantanal.

03/12/2012
Poemas de João Bosquo
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