Debandada da base de apoio de Pedro Taques compromete planos para 2018

Governador Pedro Taques

><>Por Meu Peixe | Nas últimas semanas acompanhamos movimentos no tabuleiro da política do estado que demonstram que José Pedro Taques está perdendo apoio de aliados.

Alguns gestos são sutis, outros são declarações explícitas de ruptura como a do Partido Progressista (PP) que anunciou que está fora da base de apoio ao governo, embora tenha conquistados apoios outros do PMDB.

O PP pretende lançar candidato próprio ao Governo do Estado e não descarta a indicação de Blairo Maggi para a disputa, embora ele tenha apontado que não tem interesse em voltar ao comando do executivo e mesmo que também sofra alguma rejeição, devido o escândalo dos maquinários e à compra da vaga no Tribunal de Contas do Estado, o nome do atual ministro da Agricultura ainda tem muita aprovação popular.

Um fato surpreendente na Assembleia Legislativa foi a abertura da CPI da Previdência, pedida pela deputada Janaína Riva. Há apenas alguns meses atrás, seria impensável qualquer manifestação de deputados contrária aos interesses do governador mato-grossense, mas a deputada que se tornou a referência da oposição conseguiu nove assinaturas favoráveis à investigação, duas a mais que o necessário.

O que motiva a CPI é o questionamento sobre a proposta de aumento do recolhimento previdenciário de 12% para 14%. O Fórum Sindical questiona os motivos do aumento e fala em auditoria externa no MT Prev, administrara dos fundos de aposentadoria.

Uma das fissuras mais perigosas, que pode gerar instabilidade do apoio político a Taques, está no núcleo do seu governo, na sua chapa com o PSD. O vice-governador, Carlos Fávaro é um grande empresário do agronegócio e líder do setor, já presidiu a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e sempre se coloca em defesa da sua categoria.
Fávaro, até com uma certa frequência, vem fazendo críticas abertas à decisão do governador Pedro Taques de usar recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em outros destinos que não sejam transporte e habitação, função originária do fundo.

Recentemente o governador anunciou a compra de equipamentos de segurança e de investimentos à agricultura familiar com recursos do Fethab. Para o vice Carlos Fávaro, isso não poderia acontecer.

Fávaro, segundo os dados de pesquisas não divulgadas, ainda não desfruta de popularidade suficiente para se lançar à cabeça da candidatura majoritária no próximo ano, mas pode levar o apoio da categoria para outro candidato.
Alguns nomes fortes que subiram ao palanque de Taques em 2014 não estarão com ele na próxima eleição, o mais forte deles é o do ex-prefeito da capital, Mauro Mendes, que deixou a prefeitura com alto índice de aprovação.
O empresário Mendes já foi candidato ao governo e poderia se candidatar à reeleição à prefeitura de Cuiabá, mas deu preferência à disputa pelo executivo estadual.

Apesar da ausência das pesquisas de popularidade, ou pelo menos da falta de transparência destas, é perceptível que a aprovação da gestão do governo de Pedro Taques está bem abaixo da do início do governo.

Diante de medidas impopulares do executivo, especialmente para os servidores do estado, muitos deputados estão avaliando os prós e contras de serem oposição ou situação. Alguns, por certo, nunca sairão da base de apoio de Pedro Taques, mas já sobem o tom de voz nos momentos de negociação.

<><:Comentário meu, João Bosquo: Um amigo analista das antigas, me diz que Carlos Fávaro é carta fora do baralho e que Blairo Maggi já o teria enquadrado. Bem, isso me foi passado antes da eclosão da operação Carne Fraca e do noticiário de que o nome do ministro da Agricultura está também na lista de Janot. Pelo sim, pelo não, acredito que o nome de Fávaro corre por fora como candidato à governador em 2018, se tivermos eleições, bem claro.

 

Share Button