Depois da delação do fim-do-mundo, não sobrará tucano limpo para tentar a presidência em 2018

Nova delação de diretor da Odebrecht atinge Alckmin, homem mais forte do PSDB à presidência e único que ainda escapava da Operação Lavajato

Por Laio Rocha
NINJA

Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra, os três “presidenciáveis” tucanos, que vem disputando a soberania no partido para formar uma chapa para as eleições 2018, se encontram nos lençóis sujos da Operação Lavajato. Isso porquê em nova delação, diretor da Odebrecht disse ter entregue 2 milhões de reais em dinheiro vivo para o governador de São Paulo, atingindo definitivamente o último homem “limpo” da tríade.

De acordo com a delação, que faz parte do acordo entre a empreiteira e a Polícia Federal, o caixa dois foi pago a Adhemar Ribeiro, irmão de Lu Ackmin, esposa do tucano, para a campanha para governador de São Paulo, em 2010. Neste ano, Alckmin foi eleito em primeiro turno com 50,63% dos votos.

Em 2014, foi reeleito também em primeiro turno com 57% e, de acordo com a delação, também foi pago caixa dois ao tucano, valor não divulgado, segundo informações do Congresso em Foco. O valor desta vez foi recebido pelo braço direito do governador e atual Secretário de Planejamento, Marcos Monteiro. Alckmin ainda não respondeu sobre as acusações.

A famosa “merda no ventilador” – A informação é do diretor da Odebrecht, Carlos Armando Paschoal, que também delatou o atual Ministro de Relações Exteriores, José Serra, por ter recebido 23 milhões de reais de caixa dois para sua campanha presidencial, também em 2010, quando foi derrotado por Dilma Rousseff.

Já Aécio Neves, “o primeiro a ser comido”, de acordo com o áudio vazado entre Romero Jucá e Sérgio Machado, tem uma série de citações em diversas delações da Lavajato, e muito provavelmente, se não fosse o apoio do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ele de fato já teria sido comido.

Mas, e agora, como fica a treta? – Após as eleições municipais, Alckmin saiu fortalecido da briga. O homem de Serra para a eleição de São Paulo, Andrea Matarazzo, não só perdeu as prévias do partido para João Dória, candidato de Alckmin, como saiu do PSDB, acusando o empresário de comprar votos, e foi para o PSD, em que formou chapa com Marta Suplicy (PMDB), e acabou derrotado novamente por Dória, que levou as eleições da capital de forma surpreendente no primeiro turno.

Aécio, por sua vez, teve seu candidato na capital Belo Horizonte, João Leite, derrotado por Alexandre Kalil, do nanico PHS, mostrando assim a fragilidade do tucano em seu principal reduto eleitoral, onde acabou derrotado tanto na campanha presidencial de 2014 para Dilma Rousseff, quanto agora nas eleições municipais.

Dessa forma, o jogo tá nas mãos de Alckmin, que agora se vê golpeado pela delação da Odebrecht, que não deve parar por aí. Os próximos passos deve ser a divulgação dos valores do caixa dois da eleição de 2014. A repercussão do caso pode abalar a figura de “santo” incorporada pelo governador e acirrar ainda mais a briga entre os três tucanos.

Fonte: Ninja.Oximity.com

><>Meu Peixe, como sempre, destaca que outro nome que é o do tucano José Pedro Taques, governador de Mato Grosso, que se colocou, assim que venceu as eleições de 2014, como presidenciável, então no PDT. Mas, sempre um mas para atrapalhar, com as citações nas delações da Operação Rêmora, esse sonho está sendo dissipado.

Namarra

Matérias, notas que nós (eu e Meu Peixe) gostaríamos de escrever e observações diversas.

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