Desmoronamento – Uma imitação de soneto de João Bosquo

O tempo, repara,
Saiu de fora pra dentro
Como uma metáfora
E ficou parado

O tempo não é singular
Não é plural
Não é coisa alguma
O tempo é tempo

Quando só, olhando os velhos
Que andam na praça
Acompanhados de suas velhas,
Não posso deixar de observar
O tempo com o tempo
Brinca e desmorona as pessoas.

><>Poema do livro “Imitações de Soneto”.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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