Entre aspas: 284 magistrados mato-grossenses receberam R$ 20,7 milhões de salário em dezembro, numa incrível média de R$ 72 mil

Matéria assinada pelo competente José Marcondes Muvuca, em seu site Muvuca Popular, revela que os magistrados mato-grossenses são servidores do Estado mais que privilegiados, na verdade afortunados, como o rico salário que recebem acima do teto constitucional, hoje estimado em pouco mais de R$ 33 mil, em nível nacional.

Abre aspas: Os magistrados de Mato Grosso receberam em dezembro de 2016 salários de fazer inveja a qualquer marajá mundo afora. A análise das três últimas folhas salariais dos cerca de 284 juízes e desembargadores do estado, feita por Muvuca Popular, mostra que a maioria recebe, em média, vencimentos acima do teto constitucional de R$ 28.059,59, e uma única juíza chegou a recebeu em dezembro R$ 330 mil reais. Ao todo, a seleta classe de servidores privilegiados custaram aos cofres públicos, somente no último dezembro, R$ 20.769.257,42 milhões, representando uma média salarial de R$ 72,8 mil bruto naquele mês.

Para se ter uma ideia da montanha de dinheiro, o valor gasto em um único mês com 284 magistrados daria para pagar um salário mínimo para 23,6 mil trabalhadores, ou ainda 125,8 mil benefícios do Bolsa Família. Em um mês de salário daria para pagar o benefício de 40 mil famílias que vivem abaixo da linha da miséria em Mato Grosso e eram cadastrados no Programa Panela Cheia, que foi extinto pelo governador Pedro Taques. Aliás, o governador fez um repasse suplementar de R$ 17 milhões para o TJ em dezembro para saldar pontualmente a folha dos magistrados, enquanto que os servidores do executivo ainda não receberam o salário de dezembro, programado para o dia 10. Fecha aspas.

Leia a matéria completa no link abaixo:

Fonte: 284 magistrados receberam 20,7 milhões de salário em dezembro. Média é de R$ 72 mil (Veja a lista) | Muvuca Popular

><>Nós – eu e Meu Peixe – pensando um com outro, outro com um, acreditamos que – embora os magistrados venham a negar – uma das razões dessas chacinas que acontecem nos presídios brasileiros e o baixíssimo nível salarial dos professores são essas distorções salariais. Nós perdemos a nossa capacidade de indignar…

O ex-procurador da República e atual governador, Pedro Taques, não pode atacar esses salários, mas tão somente “cumprir a lei”.

Precisamos debater e repensar essa questão dos salários no serviço público. O servidor público não pode, nem deve ficar rico com salário. Ganhar bem, sim; ter um certo conforto, sim. Não mais que isso e a diferença entre o professor e o magistrado não pode ser tão brutal como é hoje.

A nossa imprensa, de forma esparsa, denuncia essa disparidade salarial aqui entre nós e em relação ao mundo. Eis alguns exemplos:

Estadão: Salários de juízes no Brasil superam os dos Estados Unidos e da Inglaterra

O Globo: Na relação com o PIB, Judiciário brasileiro custa quatro vezes o registrado na Alemanha

Carta Capital: Judiciário brasileiro: caro e ineficiente

UOL: Judiciário fica mais caro e leva 1,3% do PIB; juiz custa R$ 46 mil/mês

Agência Brasil: Despesas do Judiciário custaram 1,3% do PIB em 2015

Claro, sobre essas barbaridades o JN não faz nenhuma ‘novelinha’ como fez no caso do mensalão, visto que estas distorções são permanentes enquanto a corrupção é passageira, um dia vai acabar, como já vem reduzindo ao longo os anos.

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