Entre aspas: Blairo Maggi diz que vai tentar a reeleição… Não sabe nada de história

Maggi disse que disputa reeleição ao senado
Maggi se diz decepcionado com o envolvimento do seu nome na Lava Jato e disse que vai provar na Justiça sua inocência

Maggi: “as coisas continuam como antes, não vou mudar toda a minha vida por causa de Lava Jato”. Foto: Aquivo

PABLO RODRIGO
Da Reportagem
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP), diz que o seu projeto político de disputar à reeleição ao Senado Federal não mudou por conta das denúncias de dois delatores que resultaram na abertura de inquérito para apurar possível cobrança de propina para a sua candidatura ao governo de Mato Grosso em 2006 através de transações relativas de créditos judiciais firmados entre Mato Grosso e a Odebrecht.

“As coisas continuam como antes, não vou mudar toda a minha vida por causa de Lava Jato. Nem tudo que delator fala deve ser considerado como a mais pura verdade. Tem que ter provas. Não há nexo causal. A campanha foi em 2006 e o dinheiro foi pago em 2007, e não há nada que me ligue a este assunto. Não resta dúvida que esses R$ 12 milhões não chegaram para a campanha eleitoral”, disse o ministro nesta terça-feira (17) em entrevista à rádio capital FM.

No entanto, Maggi se diz decepcionado com o envolvimento do seu nome na Lava Jato. “É uma situação inusitada que desmonta as pessoas, estou absolutamente derrotado por isso. Estou fazendo um esforço gigante para poder estar trabalhando para estar fazendo os enfrentamentos, mas isso faz parte da vida, não tem como a gente fugir. Eu como afirmei lá trás e continuou afirmando: não tenho nada a ver com isso. Não autorizei. E tenho certeza que esse dinheiro não chegou na minha campanha porque nunca ninguém comentou alguma coisa sobre esse assunto”, pontua.

Fonte: Diário de Cuiabá

><>Quando em 2002, em Mato Grosso, reuniram-se todas as forças políticas  contra o grupo que ocupava o Paiaguás poderíamos dizer que foi uma exceção. Algo extemporâneo que numa mais se repetira.

Maggi, pela inexpressiva legenda do PPS, tinha ao seu lado formalmente e informalmente o PFL (DEM), de Jayme Campos, o PT, de Serys Slhessarenko e José Riva, que mesmo com sua esposa candidata a vice-governadora na chapa de Antero Paes de Barros, apoiava quase que ostensivamente a candidatura de BM.

Foi nesse quadro que o senador Jonas Pinheiro se reelegeu senador da Republica. Antes Mato Grosso jamais tinha reelegido um senador. Serys, oito anos depois, sentiu isso na pele. Jonas Pinheiro, portanto, é a exceção e não a regra.

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