Entre aspas: Eduardo Gomes, do DC, diz que lista de José Riva pode aumentar de tamanho

><>Matéria assinada pelo jornalista Eduardo Gomes, do Diário de Cuiabá, que conversou com o deputado José Riva, informa que a lista de beneficiados com o mensalinho (marmita, no dizer do deputado Carlos Bezerra) na Assembleia Legislativa e começou no governo Dante de Oliveira (que se elegeu pelo PDT e depois mudou para o PSDB) pode aumentar. Esperar não custa nada e ver.

Abre aspas:

Lista de Riva pode ganhar novos nomes

Ex-deputado diz que colabora com a Justiça e que durante 20 anos o esquema funcionou na Assembleia sem interrupção

EDUARDO GOMES
Da Reportagem

Silêncio nunca fez parte do perfil de José Riva em suas relações com jornalistas. Agora, porém, ele não fala mais. Mesmo assim, em duas frases arrancadas numa demorada conversa o ex-homem forte da Assembleia Legislativa disse duas coisas relevantes sobre o suposto ‘mensalinho’ que seria repassado a deputados nas últimas legislaturas: garantiu que não faltou com a verdade ao revelar a relação à juíza Selma Rosane de Arruda, e que a mamata nunca foi interrompida do início do governo de Dante de Oliveira (1995) ao término da administração de Silval Barbosa (2014). Uma fonte ligada a ele acrescentou que o número de denunciados pode aumentar.

Riva conversou com serenidade. Pediu desculpas por não se abrir, porque deseja que seu único canal de comunicação seja com a Justiça, com a qual diz colaborar. O ex-deputado que durante 20 anos controlou a mesa diretora da Assembleia reiterou que seu depoimento à juíza Selma Rosane, em 31 de março, foi a mais clara expressão da verdade e que nele distribuiu responsabilidades pelos fatos que resultaram numa das ações a que responde. Questionado se ao longo do mandato de Rogério Salles (PSDB) no governo entre abril e dezembro de 2002 houve interrupção do pagamento do ‘mensalinho’, disse que “não”. A fonte acrescentou que os pagamentos continuaram a ser feitos normalmente.

O próximo passo do ex-homem forte da Assembleia é uma incógnita. Sem demonstrar nenhuma reação facial Riva não fala sobre o hoje e desconversa sobre o amanhã. A mesma fonte, porém, fez interessante observação sobre a lista dos deputados que teriam recebido mensalinho: a relação poderá ser acrescida de um, dois ou três novos nomes, porque nem todos os pagamentos eram feitos por Riva. “Ele está analisando todos os nomes que compuseram as legislaturas do período. Pode ser que alguém tenha ficado de fora, mas em suma é aquilo que foi dito à doutora Selma”, resumiu.

A lista de Riva é composta por nomes de diversos partidos e nela figuram políticos que foram muito próximos a ele, a exemplo de Gilmar Fabris, ao passo que outros que guardavam distância, dele, como é o caso de Otaviano Pivetta, não foram relacionados.

LISTA – Com 33 nomes essa é a relação dos que teriam recebido mensalinho: Zé Domingos, Mauro Savi, Pedro Satélite, Sebastião Rezende, Gilmar Fabris, Wagner Ramos, Guilherme Maluf e Adalto de Freitas (todos atuais deputados estaduais); Campos Neto e Sérgio Ricardo (ambos atuais conselheiros do Tribunal de Contas do Estado); Silval Barbosa, Carlos Brito, Dilceu Dal’Bosco, Chica Nunes, Carlão Nascimento, Alencar Soares, Renê Barbour, Zeca D’Ávila, José Carlos de Freitas, Eliene Lima, Wallace Guimarães, Percival Muniz, Nataniel de Jesus, Humberto Bosaipo, João Malheiros, Nilson Santos, Juarez Costa, Maksuês Leite, Walter Rabello, Ademir Brunetto, Chico Galindo, Antônio Brito e Riva.

Uma pequena lista com os nomes dos então deputados Ságuas Moraes (agora deputado federal/PT), Zé Carlos do Pátio (atual prefeito de Rondonópolis/SD), Chico Daltro (ex-vice-governador/PSD), Vera Araújo (PT) e Otaviano Pivetta (ex-prefeito de Lucas do Rio Verde/PSB) revela o pequeno grupo dos que não aceitaram o ‘mensalinho’.

Fecha Aspas.

Fonte: Diário de Cuiabá

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