Entre aspas: Na república das premiadas delações, Silval se entrega e confirma o seu abraço à Blairo Maggi

><>Silval Barbosa em sua auto-delação confirma tudo aquilo que – de alguma forma – já sabíamos. A propina (termo da moda) sempre existiu.

O sábio Millôr Fernandes, certa vez chegou a dizer a mesma (propina) aconteceu até na construção das Pirâmides do Egito.

Acontece que somos especialistas em atrasar obras. Sem atraso não se tem como acrescentar os aditivos. A cultura do atraso está tão impregnada na gestão pública que, ao iniciar qualquer investigação sobre propinas, os órgãos de fiscalização (TCU, TCEs, MPF, MPEs) a primeira medida que tomam é paralisar a obra. Enquanto que a obra é o que importa, pois é ela que vai beneficiar a população.

Voltando ao Millôr: quem recebeu a propina na construção das pirâmides, passou. As pirâmides estão aí para nossa satisfação. Digo eu, João Bosquo, quem recebeu propina na construção do Colégio Liceu Cuiabano (uma obra magnífica) passou; mas o Liceu está aí, cumprindo sua missão – educar – e para nossa satisfação em ver esse majestoso equipamento urbano.

Agora, começar a obra, sabendo que não vai terminar, é um crime. Como é criminosa a cultura do sucessor não dar continuidade à obra do antecessor. Silval não deu continuidade ao BRT, mudou para o VLT e Pedro Taques não deu continuidade ao VLT. Desculpas, alegações, justificativas para isso não faltam.

Precisamos debater mais sobre essa questão. Ponto.

Voltemos as nossas aspas: Silval Barbosa, além do envolvimento de Blairo Maggi, agora abraça Romoaldo Júnior…

Abre aspas, para a reportagem de Karine Miranda:

Silval assume propina de R$ 18 mi na execução da Arena Pantanal

Karine Miranda, repórter do GD

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) afirmou que negociou propina na execução da obra de construção da Arena Pantanal, estádio construído para Copa do Mundo de 2014. Foi negociada junto à empresa Mendes Júnior, responsável pela obra, propina de 3% em cada etapa da Arena, que custou mais de R$ 600 milhões. Isso significa que foram pagos R$ 18 milhões em propina.

As informações fazem parte da delação premiada de Silval, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que já teve como alvo o ministro Blairo Maggi (PP), que teria pagado R$ 3 milhões ao ex-secretário Eder Moraes para que ele mudasse o depoimento e o inocentasse do suposto acordo para compra de cadeiras no Tribunal de Contas do Estado. O ex-governador também diz que pagou outros R$ 3 milhões,  totalizando R$ 6 milhões.

Mayke Toscano/Secom-MT

Silval assume propina na execução da Arena Pantanal

Em novo trecho da delação, Silval afirmou que novamente Eder Moraes, que na ocasião atuava como secretário da Copa do Mundo (Secopa), deu o auxílio para a negociação da propina. Valendo-se de secretário da Secopa, Eder teria procurado a empresa Mendes Júnior para acertar o valor que seria pago.

Ficou acordado que a empresa pagaria 3% do valor da obra, que custou R$ 600 milhões e teve início em 2010. Este valor, por sua vez, seria repassado diretamente a Eder, que o entregaria a Silval.

Com a saída de Eder da Secopa, em 2012, essa “função” teria sido assumida pelo novo secretário Maurício Guimarães. Toda a propina arrecadada, segundo Silval, teria sido destinada para o pagamento de dívidas de campanha eleitoral.

Ainda segundo o ex-governador, a empresa Canal Livre Comércio e Serviços também pagou propina ao deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), para ser uma espécie interlocutor da empresa junto a Silval. A empresa era responsável por implantar o sistema de iluminação, informação e tecnologia da Arena Pantanal.

Silval teria recebido entre R$ 200 mil e R$ 300 mil através do deputado. O ex-governador, porém, não informou o valor que o deputado teria embolsado como propina pela execução obra, que só ficou pronta 4 anos depois de seu início e sediou apenas 4 jogos do Mundial.

Outro lado – Tanto o ex-secretário Eder quanto o deputado negaram as acusações e afirmaram inocência. Já as empresas Mendes Júnior e a Canal Livre não se pronunciaram sobre o caso.

Fonte: Gazeta Digital

Leia também: Entre aspas: O ministro Blairo Maggi no radar do MPF não consegue acesso as denúncias de Silval Barbosa

Entre aspas: Silval abraça Blairo Maggi e o leva para o meio do furacão

Entre aspas: Apelidado de ‘Caldo’, Blairo Maggi recebeu R$ 12 mihões, diz Odebrecht

João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR
nas redes sociais: @joaobosquo

Você pode gostar...