Entre aspas: Operação Rêmora entra em sua 3ª fase e prende o empresário Alan Malouf, apontado por Giovani Guizardi como responsável pelo esquema de fraude na Seduc

A jornalista Kamila Arruda, da reportagem do Diário de Cuiabá, narra a prisão do empresário Alan Malouf, dentro da Operação Rêmora. 

Abre aspas: O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na tarde de ontem a terceira fase da Operação Rêmora, intitulada “Grão Vizir”. O fato resultou na prisão preventiva do empresário Alan Ayoub Malouf, um dos proprietários do Buffet Leila Malouf.

O mandado foi expedido pela juíza Selma Rosane de Arruda, responsável pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. A magistrada ainda expediu uma série de mandados de busca e apreensão e conduções coercitivas. Todas foram cumpridos na tarde de ontem.

Inicialmente, o empresário foi considerado foragido por não ter sido encontrado nem em sua residência e nem em seu local de trabalho. No entanto, no final da tarde, acompanhado de seu advogado ele se apresentou à juíza Selma Arruda, no Fórum de Cuiabá.

Após isso ele foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito e posteriormente foi encaminhado ao Serviço de Operações Especiais (SOE), no CPA. Malouf não foi levado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) para não ter contato com outros presos da Operação Rêmora, o ex-secretário Permínio Pinto e o ex-servidor da Seduc Fábio Frigeri.

Malouf foi o principal alvo desta fase, que foi deflagrada após a delação do empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora, que apontou o empresário Alan Malouf como o responsável por sua entrada na quadrilha responsável por fraudar licitações e cobrar propina na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), nos anos de 2015 e 2016.

Alan Malouf é primo da esposa de Giovani Guizardi, que em sua delação e depoimento à Justiça disse que tinha interesse em participar de obras na Seduc, e como Alan Malouf era próximo ao atual governo do Estado, inclusive afirmando a Guizardi que havia ‘investido’ R$ 10 milhões na campanha de Pedro Taques, providenciou o encontro do empreiteiro com o então secretário da Pasta, Permínio Pinto. Fecha Aspas.

><>Segundo o Meu Peixe, uma das grandes questões, que corre nos bastidores, é quem o empresário Alan Malouf, em sua delação, irá apontar. Um peixe, peixinho ou peixão? Apenas isso.

Pode ser o fim de um novo começo, ou começo de um novo fim; ou pior: fim do fim, que niguém aposta.

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