Eu vi o cachorro sorrindo – uma imitação de soneto de João Bosquo

Quando vi o cachorro sorrindo pra mim
Não acreditei, mas pensei: hoje é um dia de sorte!
Não são todos os cachorros que sorriem
E mesmo aqueles que riem, sorriem,
Não riem toda hora, qualquer momento

Nos dias de sorte, costumo andar, caminhar
Devagar, olhando para o céu, contando estrelas
E – se de dia – decifrando as formas das nuvens
E nesses dias de sorte, sempre,
Descubro uma nova estrela, um novo rosto

Hoje, depois do cachorro sorrindo, descobri
Você lendo lento este poema – a princípio absurdo –
A dizer coisas que nos deixam alegres
Com uma ponta de felicidade a descobrir.

><>Nota: Esta semana encontrei com Inês Oliveira Martins, a Vovó Antenada, patrocinadora também do livro Imitações de Soneto, mas que não pode ir ao lançamento, em março passado. Foi então a oportunidade na qual repassei os exemplares que tinha direito e mais uma vez pude renovar meus agradecimentos.

Nota 2: O livro Imitações de Soneto continua à venda. Os amigos podem combinar pelo Facebook.com/JoaoBosquoCartola 

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