Flor Ribeirinha vai apresentar as nossas mais legítimas manifestações da cultura popular em festival na Turquia

A Turquia vai conhecer a dança do siriri, a nossa mais legitima manifestação, executada pelo grupo Flor Ribeirinha – Foto: Divulgação

Da Redação | O grupo Flor Ribeirinha embarcou na última terça-feira, 25, rumou a Turquia, onde vai apresentar o espetáculo Mato Grosso Dançando o Brasil. O grupo foi convidado para participar do Festival Internacional de Arte e Cultura em Istambul, considerado um dos maiores eventos de folclore do mundo, com a participação de 97 grupos de vários países.

O festival estreou ontem, 26, e vai até o dia 08 de agosto.

A programação conta uma série de atividades relacionadas a cada país como o desfile das delegações, apresentações, solenidades e entrega de homenagens.

Para a fundadora e presidente do Flor Ribeirinha, Domingas Leonor, a nossa Dona Domingas, essa experiência é um importante intercâmbio cultural entre as várias nações. Domingas frisou que a viagem à Turquia está sendo possível devido a atuação do grupo no Festival de Cheonan World Dance, na Coreia do Sul, onde conquistou o vice-campeonato mundial. Como resultado da premiação. foi selecionado para o evento turco. “Agradeço a Deus por ter nos dado o privilégio de conquistar essa premiação ao divulgar a nossa cultura em outros países”, disse ela.

O diretor artístico e coreógrafo do Flor Ribeirinha, Avinner Augusto, explicou que o espetáculo Mato Grosso Dançando o Brasil contém vários ritmos, sendo o principal o tradicional siriri, a dança típica mato-grossense que há mais de 200 anos reflete o multiculturalismo formado por índios, africanos europeus e que traz o ritmo contagiante embalado pela viola de cocho, o mocho e o ganzá.

O grupo vai apresentar também o Auto do Boi, que no Maranhão é denominado Bumba-meu-boi, no Amazonas Boi-bumbá, no Pará Boi Tinga, Santa Catarina recebe o nome de Boi-de-mamão, no Pernambuco é o Boi Calemba e aqui Boi-à-Serra, que mostra a disputa entre os bois Garantido e Caprichoso. A representação será por meio de uma celebração indígena, com a presença dos bois, da sinhazinha da fazenda, a rainha do folclore cunhã poranga e o pajé. No final do espetáculo, o grupo apresenta o samba, oriundo do Rio de Janeiro, considerado uma das principais manifestações culturais brasileira.

Aviner enalteceu a importância do apoio de instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso e do Governo do Estado na difusão da cultura local. “Essa conquista vem brindar toda a dedicação do grupo em prol da nossa cultura. Sem dúvida, é a maior experiência artística e profissional que podemos viver. Estamos na expectativa para apresentar mais uma vez a cultura de Mato Grosso e do nosso país”, relatou o coreógrafo.

O diretor musical do grupo Flor Ribeirinha, Edmilson Maciel, ressaltou a importância do espetáculo no contexto da musicalidade que reúne diferentes ritmos. Na sua avaliação, a experiência em mostrar a riqueza dos ritmos brasileiros em outro continente é muito gratificante. “O que predomina dentro de um festival como este, é a dança e a musicalidade de várias nações. Apesar das diferenças do idioma, sempre conseguimos nos entender” concluiu. (Com material Da Assessoria)

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